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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 25/05/2008 (ATUALIZADO: 18:37hs)
 
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Carcinicultura, a vítima maior
João Lyra Neo

As fortes chuvas que caíram no Rio Grande do Norte, causaram enormes prejuízos para a economia agrícola e, mais ainda, para quem explora uma atividade como é o caso da carcinicultura. As enchentes, que invadiram as cidades do interior, promoveram uma verdadeira desordem, sofrendo, o Estado, com o volume d’água caído. A invasão das águas trouxe prejuízo para os cultivadores de camarão, previsto em Cr$38 milhões, pela falta de projetos para a contenção das cheias. Afora isso, a agricultura foi duramente atingida, ultrapassando um total de Cr$300 milhões de reais. A conclusão dos produtores se resume numa frase: “faltam projetos de contenção de cheias.” Nunca antes sofreu a carcinicultura tamanho prejuízo, no Rio G. do Norte.
Segundo o presidente da associação Brasileira de Criadores de Camarão, Itamar Rocha, 60% dos viveiros do Estado foram atingidos pelas águas. Municípios como: Pendência, Porto do Mangue e Macau, responsáveis por mais de 40% da produção de camarão, em todo o Rio Grande do Norte, foram seriamente afetados. Isso é uma situação que deixou os produtores com total prejuízo, pela volta que tem que fazer para recomeçar o trabalho de reparação da cultura. É realmente, difícil a situação da carcinicultura pelo representa para a economia do Estado. Essa lavoura passou a ser uma lavoura da maior importância. É responsável por 20 mil empregos diretos, fora a contribuição que gera para a economia regional. Outras duas enchentes, em 1985 e 2004, não chegaram a afetar tanto a cultura, a economia, como a recente. Não havia em 1985, como se fala grande atividade na época.
Todavia, as intensas chuvas não se prejudicaram somente os criadores de camarão. A agricultura também foi muito afetada pelo volume d’água caído em todas as áreas de cultivo. O que vinha prejudicando a lavoura, não só no Rio G. do Norte, como no Nordeste inteiro, era a falta de chuvas. O agricultor passava mal, pois como não tinha como explorar a terra, pela falta d’água e não ter alimentos para sua manutenção, no seu dia a dia. O fornecimento d’água era uma das coisas principais que faltava, e o uso de motobomba era apenas usado pelo agricultor ou os donos da terra, que tinham mais recursos financeiros de exploração agrícola em todo o Nordeste. Agora, quem sofre mais, foi a cultura do camarão. Isso aconteceu também em pequenos municípios do Estado, como é o caso especifico de São Gonçalo, com 34 viveiros de camarão.

João Lyra Neo
é Jornalista



       




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