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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 25/04/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Queiroz já comanda a Termoaçu
Confirmando informação que esta coluna veiculou há mais de mês, o engenheiro Francisco Queiroz Neto, ex-gerente de marketing da Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRAS) no Rio Grande do Norte, assumiu há poucos dias a presidência da Usina Termelétrica Vale do Açu, a Termoaçu, empresa cujo estafe vinha integrando desde o semestre passado. Sucedendo ao economista José Paulo Vieira, professor da Universidade de São Paulo (USP) que se inscreve entre os autores de livros especializados em política energética mais referenciados ultimamente no país, Queiroz, como é mais conhecido, chega ao topo na empresa exatamente na melhor fase da Termoaçu. Projetada para em poucos anos produzir mais energia do que na época estará consumindo todo o Rio Grande do Norte, a planta industrial da empresa, que a princípio também fornecerá vapor para revigoramento de poços de petróleo pertencentes à Petrobras, sua controladora, já está inteiramente implantada e enfrenta os primeiros testes de produção.

Substituição
Parece que já faz muito tempo, e não menos de duas semanas, que o prefeito Carlos Eduardo Alves vaticinou que ele, a governadora Wilma de Faria e o presidente do Congresso Nacional, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), compartilhariam o comando de um novo grupo político no Rio Grande do Norte. Ele não foi chamado a participar de mesa em que Wilma e Garibaldi trataram do assunto anteontem. Em seu lugar entrou o deputado federal Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara Federal.

PPS
O comando regional do PPS promoverá depois de amanhã, às 13h, no hotel Haley, encontro com os pré-candidatos a prefeito de Mossoró - o professor Antonio Capistrano -, Areia Branca, Baraúnas, Felipe Guerra, Grossos, Janduís, Serra do Mel e Tibau.

Homenagem
É logo mais às 10h, no plenário Clóvis Motta, o maior de sua sede, que a Assembléia Legislativa homenageará a senadora Rosalba Ciarlini (Democratas). Quem vai saudá-la é o autor da iniciativa, o deputado estadual Leonardo Da Vinci Nogueira, correligionário de Rosalba.

Cuba, uma Muralha de Pedras e de Idéias
Transcrevo hoje e amanhã, em duas partes, artigo que o sociólogo Fernando Mousinho, norte-rio-grandense de Natal há muitos anos integrado à cúpula do PSB, em Brasília, depois de se pós-graduar em Havana, publicou há poucos dias num jornal do Distrito Federal a respeito de Cuba e as perspectivas que se abrem para o país depois de o comandante Fidel Castro se afastar do seu comando. Encimado pelo título “Cuba, uma Muralha de Pedras e de Idéias”, este é o primeiro pedaço do texto de Mousinho: Bush e seu aparato midiático ao anunciarem "mudanças" em Cuba após a decisão do comandante Fidel Castro de não concorrer às últimas eleições, reconheceram diante a opinião pública internacional duas verdades que os Estados Unidos sempre esconderam: uma que Fidel é o vencedor de uma guerra travada com a maior potência bélica do planeta durante quase meio século e, a outra, que em Cuba tem eleições. A eleição de Raul Castro demonstrou que o povo cubano não marchará contra sua própria história. Cuba era o paraíso do jogo, da droga, do contrabando e da prostituição, principalmente da prostituição infanto-juvenil, sob o controle de empresários, mafiosos e políticos norte-americanos. Havia em Cuba, em 1958, mais prostitutas do que operários mineiros. Um país eminentemente agrícola, onde predominava a monocultura da cana-de-açúcar. A terra encontrava-se concentrada em poucas mãos, em grandes latifúndios: 114 latifúndios, menos de 0,1% das propriedades, ocupavam 20,1% do território. 8% do total das propriedades ocupava 71,1% enquanto que, por outro lado, 39% das unidades agrícolas constituíam-se de pequenas explorações dos camponeses com menos de meio hectare, ocupando apenas 3,3% da terra. A economia cubana estava sob o domínio dos grandes monopólios norte-americanos. Controlavam 90% das indústrias elétricas e telefônicas, perto de 50% dos serviços públicos e 40% do açúcar. Importava dos Estados Unidos 60% das gorduras, 69% das carnes, 80% das conservas de frutas e 83% dos doces e caramelos. Até arroz, feijão, alho, cebola, banha, e algodão eram comprados nos Estados Unidos. Vinham sorvetes de Miami, pães de Atlanta e até jantares de luxo de Paris. No entanto, Havana em 1954 tinha mais cadilacs que qualquer cidade do mundo. A taxa de analfabetismo era de 25% no meio urbano, enquanto na população rural atingia 41,7%. A taxa de desemprego era de 25% - um para quatro. Havia menos crianças nas escolas, proporcionalmente aos anos 50 do que nos anos vinte. 54% da população rural não tinha nenhum tipo de instalação sanitária em suas moradias, e doenças como a malária, a tuberculose e a sífilis eram endêmicas. As instalações e pessoal médico radicavam fundamentalmente na capital, onde concentrava-se 65% dos médicos e 62% dos leitos existentes. Na zona rural, praticamente não existia atenção médica e contava apenas com um hospital. O único computador que havia em Cuba servia apenas para monitorar corrida de cachorro. O triunfo da Revolução realizou de imediato uma campanha de moralização do povo, juntamente com medidas de ordem econômica, política e social. A primeira dessa medidas foi a Lei de Reforma Agrária, promulgada em maio de 1959. Nacionalizou as usinas de cana-de-açúcar e todas propriedades com mais de 420 hectares, e distribuiu terra para mais de 200 mil famílias. Em 1961, a campanha nacional de alfabetização declara Cuba “território livre do analfabetismo”. Atualmente o país conta com 15 universidades, que oferecem 82 cursos regulares e 28% de seu corpo docente é constituído por Doutores. A relação do pessoal docente é de 17,1% para cada mil habitante. Um entre cada sete trabalhadores tem nível superior. A cada oito cidadãos, um possui formação técnica secundária e, a cada 15 cidadãos, um possui nível superior. 97,5% das crianças com menos de 14 anos estão nas escolas. Recentemente, com a utilização do método cubano Sim, eu posso, já foram alfabetizados, gratuitamente, três milhões de pessoas, procedentes de mais de 27 países. Em 2007, havia 49,7 mil bolsistas estrangeiros – entre eles muitos norte-americanos pobres e quase mil brasileiros - estudando na Escola Latino-Americana de Medicina, totalmente gratuito.

Subindo
Designado por uma associação que integro em Natal de negociar a compra de cestas básicas a serem doadas a vítimas das enchentes que nas últimas semanas alagaram boa parte do Rio Grande do Norte, tomei um susto ao constatar que os preços dos gêneros alimentícios estão subindo estratosfericamente ao chegarem ao consumidos. Um dos maiores responsáveis pela aprovação do brasileiro ao governo do presidente Lula da Silva vinha sendo o fato de ele haver colocado comida boa, farta e barata na mesa das famílias pobres.

Alianças
Ao viajar anteontem para São Paulo, onde participaria ontem de reunião da executiva nacional da agremiação, o presidente regional do PPS, deputado estadual Wober Júnior, chefe da Casa Civil do Governo do Estado, levou consigo um documento que só havia mostrado a integrantes de seu estafe e à governadora Wilma de Faria. Trata-se de um relatório da situação política do Rio Grande do Norte, situando aí o PPS e as alianças que este pode celebrar aqui em função das eleições de outubro.

Caminhada
O deputado federal Luiz Bassuma (PT-BA), presidente da Frente Parlamentar Pela Vida e Contra o Aborto, participará depois de amanhã em Natal de caminhada promovida pela organização e paróquia de São Pedro. Hoje, ele deverá prestigiar a senadora Rosalba Ciarlini (Democratas, durante a homenagem que esta receberá da Assembléia Legislativa.



       




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