

Queiroz
já comanda a Termoaçu
Confirmando
informação que esta coluna veiculou há mais
de mês, o engenheiro Francisco Queiroz Neto, ex-gerente de
marketing da Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRAS) no Rio Grande
do Norte, assumiu há poucos dias a presidência da Usina
Termelétrica Vale do Açu, a Termoaçu, empresa
cujo estafe vinha integrando desde o semestre passado. Sucedendo
ao economista José Paulo Vieira, professor da Universidade
de São Paulo (USP) que se inscreve entre os autores de livros
especializados em política energética mais referenciados
ultimamente no país, Queiroz, como é mais conhecido,
chega ao topo na empresa exatamente na melhor fase da Termoaçu.
Projetada para em poucos anos produzir mais energia do que na época
estará consumindo todo o Rio Grande do Norte, a planta industrial
da empresa, que a princípio também fornecerá
vapor para revigoramento de poços de petróleo pertencentes
à Petrobras, sua controladora, já está inteiramente
implantada e enfrenta os primeiros testes de produção.
Substituição
Parece que já faz muito tempo, e não menos de duas
semanas, que o prefeito Carlos Eduardo Alves vaticinou que ele,
a governadora Wilma de Faria e o presidente do Congresso Nacional,
senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), compartilhariam o comando
de um novo grupo político no Rio Grande do Norte. Ele não
foi chamado a participar de mesa em que Wilma e Garibaldi trataram
do assunto anteontem. Em seu lugar entrou o deputado federal Henrique
Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara Federal.
PPS
O comando regional do PPS promoverá depois de amanhã,
às 13h, no hotel Haley, encontro com os pré-candidatos
a prefeito de Mossoró - o professor Antonio Capistrano -,
Areia Branca, Baraúnas, Felipe Guerra, Grossos, Janduís,
Serra do Mel e Tibau.
Homenagem
É logo mais às 10h, no plenário Clóvis
Motta, o maior de sua sede, que a Assembléia Legislativa
homenageará a senadora Rosalba Ciarlini (Democratas). Quem
vai saudá-la é o autor da iniciativa, o deputado estadual
Leonardo Da Vinci Nogueira, correligionário de Rosalba.
Cuba,
uma Muralha de Pedras e de Idéias
Transcrevo hoje e amanhã, em duas partes, artigo que o sociólogo
Fernando Mousinho, norte-rio-grandense de Natal há muitos
anos integrado à cúpula do PSB, em Brasília,
depois de se pós-graduar em Havana, publicou há poucos
dias num jornal do Distrito Federal a respeito de Cuba e as perspectivas
que se abrem para o país depois de o comandante Fidel Castro
se afastar do seu comando. Encimado pelo título Cuba,
uma Muralha de Pedras e de Idéias, este é o
primeiro pedaço do texto de Mousinho: Bush e seu aparato
midiático ao anunciarem "mudanças" em Cuba
após a decisão do comandante Fidel Castro de não
concorrer às últimas eleições, reconheceram
diante a opinião pública internacional duas verdades
que os Estados Unidos sempre esconderam: uma que Fidel é
o vencedor de uma guerra travada com a maior potência bélica
do planeta durante quase meio século e, a outra, que em Cuba
tem eleições. A eleição de Raul Castro
demonstrou que o povo cubano não marchará contra sua
própria história. Cuba era o paraíso do jogo,
da droga, do contrabando e da prostituição, principalmente
da prostituição infanto-juvenil, sob o controle de
empresários, mafiosos e políticos norte-americanos.
Havia em Cuba, em 1958, mais prostitutas do que operários
mineiros. Um país eminentemente agrícola, onde predominava
a monocultura da cana-de-açúcar. A terra encontrava-se
concentrada em poucas mãos, em grandes latifúndios:
114 latifúndios, menos de 0,1% das propriedades, ocupavam
20,1% do território. 8% do total das propriedades ocupava
71,1% enquanto que, por outro lado, 39% das unidades agrícolas
constituíam-se de pequenas explorações dos
camponeses com menos de meio hectare, ocupando apenas 3,3% da terra.
A economia cubana estava sob o domínio dos grandes monopólios
norte-americanos. Controlavam 90% das indústrias elétricas
e telefônicas, perto de 50% dos serviços públicos
e 40% do açúcar. Importava dos Estados Unidos 60%
das gorduras, 69% das carnes, 80% das conservas de frutas e 83%
dos doces e caramelos. Até arroz, feijão, alho, cebola,
banha, e algodão eram comprados nos Estados Unidos. Vinham
sorvetes de Miami, pães de Atlanta e até jantares
de luxo de Paris. No entanto, Havana em 1954 tinha mais cadilacs
que qualquer cidade do mundo. A taxa de analfabetismo era de 25%
no meio urbano, enquanto na população rural atingia
41,7%. A taxa de desemprego era de 25% - um para quatro. Havia menos
crianças nas escolas, proporcionalmente aos anos 50 do que
nos anos vinte. 54% da população rural não
tinha nenhum tipo de instalação sanitária em
suas moradias, e doenças como a malária, a tuberculose
e a sífilis eram endêmicas. As instalações
e pessoal médico radicavam fundamentalmente na capital, onde
concentrava-se 65% dos médicos e 62% dos leitos existentes.
Na zona rural, praticamente não existia atenção
médica e contava apenas com um hospital. O único computador
que havia em Cuba servia apenas para monitorar corrida de cachorro.
O triunfo da Revolução realizou de imediato uma campanha
de moralização do povo, juntamente com medidas de
ordem econômica, política e social. A primeira dessa
medidas foi a Lei de Reforma Agrária, promulgada em maio
de 1959. Nacionalizou as usinas de cana-de-açúcar
e todas propriedades com mais de 420 hectares, e distribuiu terra
para mais de 200 mil famílias. Em 1961, a campanha nacional
de alfabetização declara Cuba território
livre do analfabetismo. Atualmente o país conta com
15 universidades, que oferecem 82 cursos regulares e 28% de seu
corpo docente é constituído por Doutores. A relação
do pessoal docente é de 17,1% para cada mil habitante. Um
entre cada sete trabalhadores tem nível superior. A cada
oito cidadãos, um possui formação técnica
secundária e, a cada 15 cidadãos, um possui nível
superior. 97,5% das crianças com menos de 14 anos estão
nas escolas. Recentemente, com a utilização do método
cubano Sim, eu posso, já foram alfabetizados, gratuitamente,
três milhões de pessoas, procedentes de mais de 27
países. Em 2007, havia 49,7 mil bolsistas estrangeiros
entre eles muitos norte-americanos pobres e quase mil brasileiros
- estudando na Escola Latino-Americana de Medicina, totalmente gratuito.
Subindo
Designado por uma associação que integro em Natal
de negociar a compra de cestas básicas a serem doadas a vítimas
das enchentes que nas últimas semanas alagaram boa parte
do Rio Grande do Norte, tomei um susto ao constatar que os preços
dos gêneros alimentícios estão subindo estratosfericamente
ao chegarem ao consumidos. Um dos maiores responsáveis pela
aprovação do brasileiro ao governo do presidente Lula
da Silva vinha sendo o fato de ele haver colocado comida boa, farta
e barata na mesa das famílias pobres.
Alianças
Ao viajar anteontem para São Paulo, onde participaria ontem
de reunião da executiva nacional da agremiação,
o presidente regional do PPS, deputado estadual Wober Júnior,
chefe da Casa Civil do Governo do Estado, levou consigo um documento
que só havia mostrado a integrantes de seu estafe e à
governadora Wilma de Faria. Trata-se de um relatório da situação
política do Rio Grande do Norte, situando aí o PPS
e as alianças que este pode celebrar aqui em função
das eleições de outubro.
Caminhada
O deputado federal Luiz Bassuma (PT-BA), presidente da Frente Parlamentar
Pela Vida e Contra o Aborto, participará depois de amanhã
em Natal de caminhada promovida pela organização e
paróquia de São Pedro. Hoje, ele deverá prestigiar
a senadora Rosalba Ciarlini (Democratas, durante a homenagem que
esta receberá da Assembléia Legislativa.
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