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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 25/04/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Um país em pânico
Setenta anos, evidentemente vou morrer sem a satisfação de ver o meu país pelo menos se encaminhando para o Estado de Direito, que, na melhor definição, é a defesa da pessoa humana. Quantos anos ainda terei de vida? Naturalmente, não tantos quantos sejam necessários para tanto. E já foi muito eu chegar até aqui, pelas minhas circunstâncias de vida, desde a infância órfã.
E fico pensando: a vida toda inteira, e não apenas nos anos adultos, alimentei o ideal, no seio do meu partido, o Partido Comunista Brasileiro, de ver o meu país com uma ordem política que fosse o corpo e a alma do nosso povo. Da nação. Dizer um sonho sonhado com tantos companheiros, que já se foram sem o prazer de ver concretizado o nosso sonho em comum, ou pelo menos em via de. Pura ingratidão dos fados.
Muito moço naqueles idos eu teria de sobreviver-lhes, todos bem mais velhos, todos, para chegar à velhice com este desencanto, incluída, aqui, a vergonha de ver o meu partido mudado numa sigla sem conexão com sua história, como se tivesse vergonha de ser comunista, e, o que é pior, fuçando na lama dos partidos sanguessugas. Mas, que remédio? Já não temos comunistas como antigamente.
É assistir, não sei até quando, ao embuste ideológico tripudiando à tripa forra sobre a defesa da pessoa humana, ou talvez fosse melhor dizer, sobre os direitos dos trabalhadores. O governo que aí está, e que chegou a Brasília precedido das esperanças de um povo já nos limites da esperança, outra coisa mais não tem feito, desde a primeira presidência, que não seja utilizar-se dos mesmos métodos tradicionais, viciados ao osso.
Quero dizer, Lula traiu, sem o mais mínimo escrúpulo de consciência, em principal a consciência ideológica, se é que um dia a teve mesmo, as multidões desesperadas dos políticos do vício tradicional, e que lhe depositaram a confiança na criação de um país sob o Estado de Direito. E o que nos resta, a estas alturas? Apenas isto, que é o medo de que lhe suceda outro pior.

Reunião
O reitor Milton Marques tem reunião hoje com a assessora da Agência Espanhola de Cooperação Internacional Virginia Martinês Curtis, na sala dos Colegiados Superiores da UERN: intercâmbio cultural.

Favela
A prefeita Fafá Rosado diligencia a substituição de quinhentas moradas, na favela do Tranquilin, por casas de alvenaria, de acordo com o plano de casas populares, do governo federal, para o Rio Grande do Norte.

Programa
Mais três favelas constam do programa de casas populares da prefeita Fafá Rosado.

LINGUAGEM
• ESTE. ESSE. AQUELE. Vamos ver como se devem empregar tais pronomes demonstrativos. Sua posição no espaço. ESTE: Este livro é meu (o demonstrativo indica o livro próximo da pessoa que fala). ESSE. Esse livro é meu ( o demonstrativo indica o livro próximo da pessoa com quem se fala). Não sei de quem é aquele livro (o demonstrativo indica o livro distante de ambas as pessoas). Trata-se, pois, da posição do livro em relação à pessoa gramatical.



       




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