

Um país em pânico
Setenta
anos, evidentemente vou morrer sem a satisfação de
ver o meu país pelo menos se encaminhando para o Estado de
Direito, que, na melhor definição, é a defesa
da pessoa humana. Quantos anos ainda terei de vida? Naturalmente,
não tantos quantos sejam necessários para tanto. E
já foi muito eu chegar até aqui, pelas minhas circunstâncias
de vida, desde a infância órfã.
E fico pensando: a vida toda inteira, e não apenas nos anos
adultos, alimentei o ideal, no seio do meu partido, o Partido Comunista
Brasileiro, de ver o meu país com uma ordem política
que fosse o corpo e a alma do nosso povo. Da nação.
Dizer um sonho sonhado com tantos companheiros, que já se
foram sem o prazer de ver concretizado o nosso sonho em comum, ou
pelo menos em via de. Pura ingratidão dos fados.
Muito moço naqueles idos eu teria de sobreviver-lhes, todos
bem mais velhos, todos, para chegar à velhice com este desencanto,
incluída, aqui, a vergonha de ver o meu partido mudado numa
sigla sem conexão com sua história, como se tivesse
vergonha de ser comunista, e, o que é pior, fuçando
na lama dos partidos sanguessugas. Mas, que remédio? Já
não temos comunistas como antigamente.
É assistir, não sei até quando, ao embuste
ideológico tripudiando à tripa forra sobre a defesa
da pessoa humana, ou talvez fosse melhor dizer, sobre os direitos
dos trabalhadores. O governo que aí está, e que chegou
a Brasília precedido das esperanças de um povo já
nos limites da esperança, outra coisa mais não tem
feito, desde a primeira presidência, que não seja utilizar-se
dos mesmos métodos tradicionais, viciados ao osso.
Quero dizer, Lula traiu, sem o mais mínimo escrúpulo
de consciência, em principal a consciência ideológica,
se é que um dia a teve mesmo, as multidões desesperadas
dos políticos do vício tradicional, e que lhe depositaram
a confiança na criação de um país sob
o Estado de Direito. E o que nos resta, a estas alturas? Apenas
isto, que é o medo de que lhe suceda outro pior.
Reunião
O reitor Milton Marques tem reunião hoje com a assessora
da Agência Espanhola de Cooperação Internacional
Virginia Martinês Curtis, na sala dos Colegiados Superiores
da UERN: intercâmbio cultural.
Favela
A prefeita Fafá Rosado diligencia a substituição
de quinhentas moradas, na favela do Tranquilin, por casas de alvenaria,
de acordo com o plano de casas populares, do governo federal, para
o Rio Grande do Norte.
Programa
Mais três favelas constam do programa de casas populares da
prefeita Fafá Rosado.
LINGUAGEM
ESTE. ESSE.
AQUELE. Vamos ver como se devem empregar tais pronomes demonstrativos.
Sua posição no espaço. ESTE: Este livro é
meu (o demonstrativo indica o livro próximo da pessoa que
fala). ESSE. Esse livro é meu ( o demonstrativo indica o
livro próximo da pessoa com quem se fala). Não sei
de quem é aquele livro (o demonstrativo indica o livro distante
de ambas as pessoas). Trata-se, pois, da posição do
livro em relação à pessoa gramatical.
|