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TRIGO
Argentina
suspende exportação;
consumidor vai pagar a conta
MAGNOS ALVES
Da Redação
O preço de produtos como pão, macarrão, bolo
e biscoitos vai subir mais uma vez. E o culpado tem nome: Argentina.
O motivo é a suspensão da exportação
de trigo - pelo governo argentino - para o Brasil. O governo argentino
alega que o cancelamento dos contratos de exportação
foi feito com o objetivo de garantir o consumo interno, devido ao
baixo nível do estoque de trigo.
A produção brasileira de trigo gira em torno de 3,5
milhões de toneladas, insuficiente para atender a demanda
de quase 11 milhões, fato que coloca o País como o
maior importador do grão no mundo.
Sem ser atendido pela Argentina seu maior fornecedor ,
o Brasil terá que exportar o trigo dos Estados Unidos e Canadá,
encarecendo o produto. Pagando mais pelo trigo, as indústrias
de massas alimentícias vão cobrar a diferença
do consumidor. O preço do macarrão, por exemplo, deve
sofrer reajuste de 15%.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação
e Confeitaria de Mossoró e Região Oeste e Salineira
do RN (SINDIPAM), Gerson Gomes da Nóbrega, já alertava
no mês passado, ao anunciar o reajuste de 12% no preço
do pão, que novos aumentos seriam inevitáveis caso
a Argentina continuasse sem fornecer trigo ao Brasil.
O diretor do Sindicato da Indústria de Panificação
e Confeitaria do RN (SINDIPAN), Bruno Cunha Lima, diz que ainda
não é possível saber qual será o peso
da decisão argentina no mercado local. Segundo ele, será
possível sentir o impacto após o retorno do presidente
do Sindipan, José Américo Ferreira da Silva Neto,
da Convenção Nacional da Associação
Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria
(ABIP), realizada até hoje em Belém do Pará.
Repasse
cresce 37% e chega a R$ 27 mi
O Rio Grande do Norte recebeu R$ 27,4 milhões
nesta semana, referente ao repasse do mês de abril dos royalties
sobre a produção de petróleo e gás natural.
Desse total, R$ 15,81 milhões foram para o Governo Estadual
e R$ 11,58 milhões para as Prefeituras dos 93 municípios
beneficiados.
Em relação ao mesmo período do ano passado,
ocorreu um aumento de 37%, quando foram repassados R$ 19,99 milhões.
Entre os municípios potiguares, a liderança no recebido
de royalties continua com Mossoró: R$ 1,82 milhão.
Em segundo e terceiro lugar ficaram Guamaré e Macau, com
R$ 1,64 milhão. Areia Branca teve a quarta maior receita,
com R$ 863 mil. Os municípios de Goianinha, Ielmo Marinho
e Macaíba receberam o montante de R$ 511 mil, cada, por disporem
de instalações de medição e transferência
de petróleo e/ou gás. Outros oito municípios
receberam valores superiores a R$ 200 mil.
Além do repasse dos royalties, a produção de
petróleo do Rio Grande do Norte gera mais de 10 mil empregos
diretos e 40 mil indiretos.
ACUMULADO
Até este mês, o Rio Grande do Norte acumulou R$ 66,2
milhões em royalties. O Estado é o terceiro do país
em crédito dos royalties, atrás apenas de Rio de Janeiro
acumulou R$ 646 milhões até abril e
Espírito Santo R$ 78,4 milhões até este
mês.
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