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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 25/04/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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» Argentina suspende exportação; consumidor vai pagar a conta
» Repasse cresce 37% e chega a R$ 27 mi


TRIGO
Argentina suspende exportação;
consumidor vai pagar a conta

MAGNOS ALVES
Da Redação

O preço de produtos como pão, macarrão, bolo e biscoitos vai subir mais uma vez. E o culpado tem nome: Argentina. O motivo é a suspensão da exportação de trigo - pelo governo argentino - para o Brasil. O governo argentino alega que o cancelamento dos contratos de exportação foi feito com o objetivo de garantir o consumo interno, devido ao baixo nível do estoque de trigo.
A produção brasileira de trigo gira em torno de 3,5 milhões de toneladas, insuficiente para atender a demanda de quase 11 milhões, fato que coloca o País como o maior importador do grão no mundo.
Sem ser atendido pela Argentina – seu maior fornecedor –, o Brasil terá que exportar o trigo dos Estados Unidos e Canadá, encarecendo o produto. Pagando mais pelo trigo, as indústrias de massas alimentícias vão cobrar a diferença do consumidor. O preço do macarrão, por exemplo, deve sofrer reajuste de 15%.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mossoró e Região Oeste e Salineira do RN (SINDIPAM), Gerson Gomes da Nóbrega, já alertava no mês passado, ao anunciar o reajuste de 12% no preço do pão, que novos aumentos seriam inevitáveis caso a Argentina continuasse sem fornecer trigo ao Brasil.
O diretor do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do RN (SINDIPAN), Bruno Cunha Lima, diz que ainda não é possível saber qual será o peso da decisão argentina no mercado local. Segundo ele, será possível sentir o impacto após o retorno do presidente do Sindipan, José Américo Ferreira da Silva Neto, da Convenção Nacional da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), realizada até hoje em Belém do Pará.

Repasse cresce 37% e chega a R$ 27 mi
O Rio Grande do Norte recebeu R$ 27,4 milhões nesta semana, referente ao repasse do mês de abril dos royalties sobre a produção de petróleo e gás natural. Desse total, R$ 15,81 milhões foram para o Governo Estadual e R$ 11,58 milhões para as Prefeituras dos 93 municípios beneficiados.
Em relação ao mesmo período do ano passado, ocorreu um aumento de 37%, quando foram repassados R$ 19,99 milhões.
Entre os municípios potiguares, a liderança no recebido de royalties continua com Mossoró: R$ 1,82 milhão. Em segundo e terceiro lugar ficaram Guamaré e Macau, com R$ 1,64 milhão. Areia Branca teve a quarta maior receita, com R$ 863 mil. Os municípios de Goianinha, Ielmo Marinho e Macaíba receberam o montante de R$ 511 mil, cada, por disporem de instalações de medição e transferência de petróleo e/ou gás. Outros oito municípios receberam valores superiores a R$ 200 mil.
Além do repasse dos royalties, a produção de petróleo do Rio Grande do Norte gera mais de 10 mil empregos diretos e 40 mil indiretos.

ACUMULADO
Até este mês, o Rio Grande do Norte acumulou R$ 66,2 milhões em royalties. O Estado é o terceiro do país em crédito dos royalties, atrás apenas de Rio de Janeiro – acumulou R$ 646 milhões até abril – e Espírito Santo – R$ 78,4 milhões até este mês.



       
 




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