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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 24/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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» Quadrilha ‘Zé Matuto’ chega aos 25 anos

» Mortes por dengue ocorrem por falta de atenção médica
» Motoboys têm profissão aprovada e terão de se adequar


FESTEJOS JUNINOS
Quadrilha ‘Zé Matuto’ chega aos 25 anos
Edilson Damasceno
Da Redação

Os netos sabem como conquistar mimos dos avós. E foi para satisfazer uma das vontades da neta que Marlene Maria da Silva, 72, criou um grupo de dança junina, denominando "Zé Matuto". Isso em 1983. Um mero capricho que se transformaria, no decorrer desses 25 anos, em uma história de sucesso. Prova disso são os troféus que estão postos em um móvel logo na entrada da casa, localizada no bairro Santo Antônio (zona norte). Marlene é de poucas palavras, tímida. A sala se transformou em um atelier, em que mulheres se revezam nas máquinas de costura das 9h até a madrugada.
Aos poucos, ela vai se acostumando com a presença do repórter na sua casa. "Inventei esse grupo por causa de uma neta, que era doida para brincar quadrilha", comenta, informando que a Quadrilha Zé Matuto foi tradicional por muitos anos, mas agora trabalha na linha estilizada. Aliás, foi campeã do ano passado no Mossoró Cidade Junina, ficando entre as 12 melhores do Rio Grande do Norte e do Ceará. "No Ceará, ficamos entre as seis melhores. As quadrilhas de lá são fortes", afirma.
Nesses 25 anos, Marlene diz que tem trabalhado para manter a quadrilha, e afirma que é uma atividade que apenas vem sendo realizada por quem gosta dos costumes juninos. Deixa entender que não é pelo prêmio que disputa concursos. É que para o primeiro colocado no concurso deste ano, a premiação será de R$ 5 mil, que não cobre nem metade do que vem sendo investido em tecidos, linhas e demais itens relacionados à confecção de roupas e adereços.
Até agora, segundo Marlene Maria, já foram investidos cerca de R$ 15 mil. Vestir 40 casais e mais o puxador requer dinheiro. Ela diz que os recursos chegam e que todo o grupo, composto por 81 pessoas, participa. "A gente trabalha muito, realiza bingos, faz pedágio, festas e outras coisas", diz, comentando que vez por outra surge um apoio. "É pouco, mas às vezes se arranja um apoio."
"Tem que gostar, meu filho. Tem que gostar. Porque se fosse só pela premiação, não dava. No ano passado, por exemplo, gastamos R$ 10 mil, e o dinheiro que recebemos mal deu para pagar o Grupo Regional (que tocou para animar a apresentação da quadrilha no Mossoró Cidade Junina). Quadrilha é só para quem realmente gosta. Não compensa", diz.
Se depender da animação das pessoas que estavam ajudando a concluir a confecção de roupas, a Zé Matuto está no páreo. "Vamos para brigar pelo primeiro lugar", diz Marlene. Tudo o que está sendo feito remete ao tema do grupo para este ano: "Fogueira, bandeira e balão: Zé Matuto, nos seus 25 anos, mostrando o verdadeiro São João".

Mortes por dengue ocorrem por falta
de atenção médica, diz sanitarista
MAGNOS ALVES
Da Redação

A falta de atenção médica é o principal responsável pelas mortes por dengue hemorrágica. Quem afirmou foi o sanitarista e gerente da Vigilância Sanitária Municipal, Sodré Rocha.
Para ele, "é inadmissível perder vidas por conta da dengue, que só ocorrem porque os procedimentos a serem adotados com pacientes suspeitos da doença não são seguidos pelos médicos".
Segundo Sodré, a atuação dos médicos melhorou nos últimos meses, mas ainda está distante do ideal. "Os médicos poderiam melhorar o atendimento se tivessem um pouco mais de atenção", orientou.
Ele acrescentou que os médicos precisam fazer os procedimentos indicados e solicitar aos pacientes com sintomas da dengue para ficar em alerta. "Se tudo for bem-feito, não tem como haver morte pela dengue, mas se não houver uma assistência primária de qualidade a situação do paciente pode se agravar", reiterou Sodré.
Sobre o número de casos de dengue (918) notificados em Mossoró divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SESAP), o sanitarista disse que não condiz com a realidade. Segundo Sodré, 791 casos de dengue foram notificados em Mossoró e não 918 casos, como divulgou a Sesap. A explicação para a diferença seria casos de duplicidade nas notificações. "Tem caso que é notificado mais de uma vez e depois que a gente faz a triagem, o que não é feito pela Sesap, que soma tudo", justificou.
Sodré declarou que a situação da dengue em Mossoró está tranqüila, administrada. "O que preocupa mesmo é o número de casos de dengue hemorrágica (seis, segundo a Sesap), principalmente em criança", observou.
A Vigilância e a Secretaria Municipal de Saúde estão agendando atividades educativas para os bairros a partir da próxima semana, com prioridade inicial para o Alto de São Manoel, Ilha de Santa Luzia e Pereiros.
Além disso, a Prefeitura vai começar a agendar visitas aos imóveis fechados. Quem possui imóvel nessa situação deve ligar para os telefones 3315-2523 e 3315-1625 para agendar a visita dos agentes. "Caso contrário, os imóveis serão invadidos", ressaltou.

Motoboys têm profissão aprovada e terão de se adequar
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada, em caráter conclusivo, o substitutivo da comissão de viação e transportes ao projeto de lei 6302/02, do Senado, que regulamenta as atividades de entrega de produtos por motoboys.
O texto aprovado suprimiu o transporte de pessoas (mototáxi) e a prestação de serviços comunitários de rua por motociclistas. O autor do substitutivo, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), não quis regulamentar a mototáxi por considerá-la perigosa para os passageiros. Como sofreu alterações na Câmara, o projeto volta para o Senado.
Apesar de ter a profissão regulamentada, os motoboys agora terão de se adequar a vários itens previstos no projeto de lei.
Os veículos empregados em fretes devem ter protetor de motor e aparador de linha (antena corta-pipa), além de passar por inspeção semestral e ter registro na categoria de aluguel, que deverá ser expedido pelo Detran.
Já o motoboy deverá ter aprovação em curso especializado, além de utilizar colete de segurança com dispositivos retrorrefletivos.
Para o motoboy Mário Kelson Pereira, a aprovação da profissão só vai trazer exigências. "Agora teremos de seguir várias normas, que vão gerar custos para a gente", reclamou. Ele os demais condutores que já atuam na atividade terão um ano, a partir da regulamentação da nova lei pelo Contran, para se adequar às novas exigências estabelecidas.
O projeto aprovado proíbe o transporte de combustíveis, produtos inflamáveis ou tóxicos e de galões por meio de motos. As exceções são o gás de cozinha e galões de água, que deverão ser transportados na lateral da moto (sidecar).
Fazer transporte de mercadorias em desacordo com as especificações será considerado infração grave.



       
 




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