

NEGOCIAÇÃO
PR
quer proposta para a proporcional
Julierme Torres
Da Redação
O deputado federal João Maia (PR) vem a Mossoró no
próximo domingo. Ele vai se reunir com as duas pré-candidatas
à Prefeitura, Fafá Rosado (DEM) e Larissa Rosado (PSB),
para discutir um eventual apoio do seu partido a uma delas. O parlamentar
vai querer ouvir uma proposta para fortalecer a chapa proporcional
dos republicanos.
No momento, o PR de Mossoró tem seis nomes que são
apontados como potenciais candidatos a vereador. Embora a quantidade
seja pequena, o presidente do diretório municipal, Marcelo
Rosado, afirmou que o sentimento hoje no partido é de que
uma candidatura própria poderia favorecer os pré-candidatos
à Câmara Municipal da sigla.
Essa candidatura própria seria a do vereador Renato Fernandes
(PR). Ele disputaria a Prefeitura liderando uma coligação
com partidos nanicos. O PC do B indicaria o candidato a vice-prefeito,
provavelmente o professor Antônio Capistrano. Marcelo Rosado
disse que outros dois partidos estão com diálogo avançado.
"Nossa prioridade é fortalecer a chapa proporcional.
Vamos ver o que as duas candidatas têm a nos propor",
disse Marcelo Rosado, ao garantir que o PR vai para a conversa com
Larissa e com Fafá Rosado sem nenhuma exigência a fazer.
"Os pré-candidatos acham que não tem como compensar
o PR. Mas, vamos ouvi-las", disse.
Renato Fernandes confirmou que a disposição dos pré-candidatos
do PR é pela candidatura própria. O vereador garantiu
que está otimista com a perspectiva de disputar a Prefeitura
de Mossoró, mas aprovou a decisão de conversar com
Larissa e Fafá Rosado. Ele acha que dessa forma seu partido
não poderá ser acusado de intransigência.
De acordo com Renato, seria preciso que uma das duas candidatas
apresentasse uma proposta que representasse um fato novo na campanha
de Mossoró. Uma alternativa que tivesse influência
na opinião que os pré-candidatos do PR já têm
para as eleições deste ano.
"Os dois lados já estão praticamente com suas
chapas majoritárias fechadas. Mas, de repente, poderiam oferecer
a vice ao PR", disse Renato, que garantiu que, embora seu partido
não esteja priorizando a discussão da chapa majoritária,
esse poderia ser uma proposta nova. "Queremos ouvir. Pode ser
que tenham um fato novo", afirmou.
DECISÃO
Independente da proposta que for apresentada por Larissa Rosado
ou por Fafá, o PR de Mossoró não vai anunciar
sua decisão de imediato. O partido vai esperar pelo menos
mais uma semana para definir como vai caminhar nas eleições
deste ano na cidade. Marcelo Rosado explicou que, antes de qualquer
deliberação, os republicanos terão uma nova
conversa com o PC do B.
"O PC do B está sendo muito correto conosco e tem uma
proposta que vai ao encontro da nossa", explicou Marcelo Rosado,
acrescentando que qualquer decisão que venha a ser tomada
será coletiva. "Vamos dividir essa responsabilidade
com os pré-candidatos", afirmou.
CCJ
do Senado aprova projeto que
proíbe nepotismo nos três poderes
Marcelo de Moraes
Agência Estado
Brasília - A Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) aprovou ontem, depois de cinco anos de tramitação
no Senado, a proposta de emenda à Constituição
(PEC) que proíbe a nomeação de parentes até
terceiro grau para cargos em comissão no âmbito da
administração pública, direta ou indireta,
para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A chamada
PEC do Nepotismo foi desengavetada ontem, mas deverá enfrentar
muitas resistências dentro do Congresso até poder ser
adotada. O motivo é que se trata de prática comum
entre deputados e senadores a indicação de parentes
para a composição de suas equipes de trabalho.
Além disso, por ser uma proposta que altera a Constituição,
necessita de amplo apoio para ser sacramentada. Para valer, a PEC
do Nepotismo precisará de três quintos de todos os
votos no Senado, em dois turnos de votação. Isso representa
49 dos 81 votos na Casa em duas votações. Se passar,
a PEC segue para a Câmara, onde precisará receber o
apoio novamente de três quintos dos deputados (308 dos 513)
em dois turnos.
A proposta aprovada ontem restringe até o "nepotismo
cruzado": para disfarçar a prática de nomeação
de parentes, parlamentares fazem acordos com colegas para que estes
contratem pessoas de seu interesse. Em troca, pagam o favor nomeando
para seus gabinetes parentes do parlamentar que os ajudaram. Pela
regra nova, depois de escolhido ou eleito para o posto, o titular
do cargo não poderá indicar ou ter parentes indicados
por outras pessoas para o Poder onde atuará.
A exceção prevista na regra é para o caso dos
parentes que entrar no poder através de concurso público
ou se já ocupar funções antes da nomeação
ou eleição do parente. Aqueles que descumprirem a
lei e insistirem na prática do nepotismo estarão sujeitos
à punição por improbidade administrativa.
"A aprovação dessa proposta foi extremamente
importante", afirma o senador Demóstenes Torres (PSDB-GO),
primeiro signatário na lista de autores do projeto. "É
uma demanda da sociedade e o projeto estava havia cinco anos na
gaveta. Sabemos que existe muita resistência dentro do Congresso
para que o projeto seja aprovado no plenário do Senado e
depois na Câmara. Mas já foi um passo importante",
disse.
Apesar das restrições estabelecidas no texto aprovado
pela CCJ, Demóstenes reconhece que sempre poderá haver
modos de se preservar algum tipo de nepotismo. "Infelizmente,
a criatividade do ser humano é muito intensa para burlar
a lei e sempre se pode encontrar uma nova maneira. Mas procuramos
fechar a maioria das lacunas possíveis", avalia.

TRE
vai orientar os candidatos
sobre as regras
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande
do Norte (TRE-RN) confirmou para a próxima segunda-feira,
em Mossoró, o seminário sobre as regras eleitorais.
O evento, que será realizado no auditório da Faculdade
de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN),
vai enfocar temas como arrecadação, limite de gastos,
convenções partidárias, registro de candidatura
e a segurança do voto.
A Assessoria de Imprensa do TRE-RN confirmou a participação
do presidente da Corte, desembargador Cláudio Santos, no
evento. O Tribunal já realizou seminários semelhantes
nas cidades de Santa Cruz, na região do Trairi, e em Caicó,
na região do Seridó.
O evento será aberto para pré-candidatos e presidentes
de diretórios municipais de partidos. O acesso ao auditório
será liberado às 8h. De acordo com o TRE-RN, as palestras
serão ministradas pela secretária judiciária,
Andréa Campos; pela coordenadora de Controle Interno e Auditoria
do Tribunal, Lígia Limeira; pelo secretário de Tecnologia
da Informação, Mozart Medeiros; e por um representante
do Ministério Público Eleitoral.
A próxima etapa do ciclo de palestras da Justiça Eleitoral,
visando ao pleito deste ano, será realizada no Centro de
Operações da Justiça Eleitoral, em Natal, nos
dias 9 e 23 de junho.
DEM
vai ao Supremo para frear a CPMF
Marcelo de Moraes
Agência Estado
Brasília - Para a oposição, será uma
batalha no Congresso e outra na Justiça se a base aliada
aprovar a criação de uma nova CPMF. Ontem, o presidente
do DEM, Rodrigo Maia (RJ), disse que vai contestar de todas as formas
a idéia da base governista de recriar uma contribuição
sobre movimentação financeira, se a proposta for apresentada
por meio diferente que não uma emenda constitucional.
"Vamos esgotar todos os argumentos legislativos e jurídicos
para impedir a aprovação de uma nova CPMF. Tudo o
que for imposto novo, nós vamos votar contra", disse
Rodrigo Maia.
O argumento a ser utilizado pelo DEM é de que a proposta
de criar uma CPMF nos moldes da Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico (CIDE), uma das hipóteses
levantadas pela base aliada, é apenas uma manobra inconstitucional
para driblar a necessidade de mais votos para votar uma PEC. Na
sua avaliação, a nova proposta apenas repete a PEC
que foi rejeitada em dezembro no Senado. Maia acredita, no entanto,
que o governo não conseguirá voto para aprovar a proposta.
O líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos
Magalhães Neto (BA), entende que a União tem dinheiro
suficiente para assegurar a ampliação dos recursos
para a saúde sem necessidade de uma nova contribuição
sobre movimentação financeira. "Se esse absurdo
de aprovar a CPMF sem ser por PEC prosperar, é caso de fazer
um exame de sanidade mental no Congresso", afirmou o deputado.
Repetindo o presidente do DEM, ACM Neto disse que "o caminho
será o Supremo". E advertiu: "Se o governo continuar
com a idéia, é obstrução severa, além
do recurso judicial."
Governo
quer devolver a polêmica da emenda 29 ao Senado e ganhar
Brasília (AE) - A base aliada do Planalto
na Câmara trabalha para modificar a emenda 29, que dá
mais dinheiro para a saúde, com um objetivo político:
devolver a lei ao Senado, dar tempo ao governo para discutir melhor
as novas fontes de recursos e evitar que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva tenha de passar pelo constrangimento de vetar uma
medida popular em ano de eleições municipais. Pelas
regras do Congresso, se os deputados modificarem uma proposta originária
do Senado, essas modificações têm de ser submetidas
novamente ao crivo dos senadores.
"Se não resolvermos isso, vamos dar discurso para a
oposição porque o presidente Lula terá de sofrer
o desgaste de vetar o texto. Faremos de tudo para impedir esse gol
contra", disse o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder
do PMDB na Câmara.
A votação do projeto de lei complementar, conhecido
como regulamentação da emenda 29, está marcada
para a próxima semana no plenário da Câmara.
A estratégia governista é votar um único projeto
com o aumento de recursos para a saúde e com a nova contribuição.
Essa vinculação pode facilitar a aprovação
do novo tributo diluindo o desgaste político para os deputados,
já que a proposta prevê aumento do dinheiro para as
ações de saúde.
A modificação do texto original do projeto aprovado
pelo Senado provoca também outro efeito: a obrigação
de nova votação pelos senadores, dando mais tempo
ao governo. Como o projeto teve origem no Senado, cabe à
Casa aprovar o texto final. Em abril, quando o projeto foi aprovado
pelo Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou
desagrado e transferiu aos parlamentares da base a responsabilidade
de criar uma nova fonte de recursos.
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