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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 22/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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A diferença entre cá e lá
Tenho observado que, sempre que um crime de morte choca o país, pelo requinte, a televisão se apressa em mostrar crimes monstruosos no primeiro mundo, com segunda intenção, entende-se a intenção de fazer ver, ao povo brasileiro, que a coisa é universal. Ou muito me engano, mas a intenção me parece ser essa. Também pode ser que não. Afinal, não estou afirmando nada. Note-se.
Suposição, apenas. Direi mais: talvez, aqui, a falta de assunto para a crônica de hoje. Também pode ser. Mas vamos a essa história da universalidade do crime com requinte, como foi o caso recente da morte da garota Isabela, em São Paulo. Grande insensatez seria, da minha parte, porque falo por mim, se chegasse ao ponto de negar crimes ditos hediondos nos países na dianteira da civilização. Rotunda insensatez!
Se não supina ignorância, como se diz. Ora, cá como lá, a criatura humana é a mesma, mesmas as patologias que dizem às tendências criminosas, e digo patologias, que não posso conceber o assassino sem o mais mínimo de compaixão humana, cruel, não seja vítima de algum incômodo glandular. Uma criatura normal é que não me parece ser. Mas vamos deixar esta parte para quem é do ramo, segundo aconselha o bom-senso.
Bom. O que me, nos cabe comentar, a propósito de crimes que pungem a opinião pública, está unicamente da parte da impunidade; penso no Brasil. Quanto mais não seja, dos favores da lei para crimes dessa natureza, do que seja exemplo o responder-se ao processo em liberdade, se o criminoso tem profissão definida, residência, outros quesitos que, a meu ver, se explicam mas não justificam.
Ora, o que se põe, ou deve ser posto, é a natureza do crime, o grau do ato criminoso, que não os antecedentes e qualidades civis do criminoso. Claro que não estou falando com boca de jurista, que não sou. Mas, se posso assim dizer, em nome do que se me afigura como razão mais elementar, se não fosse antes o bom-senso coletivo. Resumindo: a diferença, entre nós e o mundo civilizado, é que lá a lei não é nada boazinha com o assassino cruel.

Fraude
Manifestamente, os advogados dos matadores da garota Isabela, crime que recém-abalou o país, pelo requinte, parece apelarem para a fraude processual.

Fuxico
Emissora de televisão que chama de programa político sessão de fuxico, padrão botequim, não merece audiência. É o que vem a dar-se com certa concessionária de televisão em Mossoró. Tal programa, vi uma vez, para crer.

Sintonia
O prefeito Souza e o seu antecessor Bruno Filho seguem, numa perfeita sintonia, rumo às eleições municipais em Areia Branca.

LINGUAGEM
• INDEPENDÊNCIA OU MORTE! O estudante José Célio, de Natal, quer saber se é possível analisar sintaticamente essa frase e, em caso afirmativo, o que deve ser subentendido. Para começo, toda análise que exige subentendimento é sempre deficiente (Antenor Nascentes). Meu caro José Célio, trata-se de uma frase de caráter subjetivo, ditada, e apenas, pelo sentimento, razão por que não comporta a decomposição analítica. Não se trata de uma oração, que é a expressão do raciocínio lógico. Temos, e só isso, uma frase.



       




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