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TELEFONIA MÓVEL
Promoção
aumenta tráfego e cria problemas para usuários da
Oi
MAGNOS ALVES
Da Redação
Nos últimos dias cresceram as reclamações em
relação aos serviços prestados pela operadora
de telefonia móvel Oi em Mossoró. As queixas dizem
respeito, principalmente, a qualidade do sistema operacional da
empresa. De acordo com vários usuários da Oi que procuram
a reportagem do JORNAL DE FATO, é comum faltar sinal na área
de mobilidade da operadora. Além disso, são feitas
reclamações também em relação
à inoperância da linha, ligações não
completadas e dificuldade no envio de mensagens de texto. O comerciante
João Maria Mendes disse que não conta as vezes que
tentou ligar e não conseguiu, "pois a linha da Oi estava
inoperante". "Se eu precisasse em casos de emergência,
teria ficado na mão", reclamou.
Já o técnico em informática Braitener Marglei
reclamou que a linha da Oi vive fora de área no bairro em
que mora, Dom Jaime Câmara. "Na maioria das vezes que
vou ligar, tá lá escrito no visor: fora de área",
afirmou, acrescentando que para conseguir linha é preciso
sair de casa a procura de um local onde o sinal apareça.
De acordo com a Oi, através de sua assessoria de comunicação,
os problemas recentes têm explicação. Segundo
a Oi, em função da promoção Ligadores,
vêm ocorrendo aumentos pontuais do tráfego de telefonia
móvel em Mossoró, que acarretam os problemas de falta
e inoperância de sinal. A empresa informou ainda que já
foram realizadas ações para ampliar a capacidade de
tráfego móvel em todo o Estado do Rio Grande do Norte,
e que há novos investimentos previstos com esta finalidade.
Para a Oi, os problemas enfrentados por seus usuários são
"questões temporárias", que ocorrem em determinados
dias e horários. "É algo que acontece quando
ocorre a recarga da promoção Ligadores", justificou
a Oi, orientando seus usuários a discar *144 (celular) ou
1057 (fixo) em caso de problemas.
No entanto, outras reclamações se juntam as anteriores.
A professora Jandira Maria de Oliveira teve que recorrer ao Procon
municipal para tentar resolver um problema de cobrança indevida
cometido pela operadora. Ela conta que optou por um dos planos da
empresa, que lhe dava o direito a determinados minutos, mediante
o pagamento de 12 parcelas, sendo duas parcelas de R$ 52,00 - a
primeira e a última - e outras dez parcelas de R$ 17,00.
Porém, segundo a professora, a Oi passou a lhe cobrar R$
52,00 todos os meses. "Entrei com ação no Procon
e a situação fez foi piorar no mês seguinte",
contou, referindo-se a cobrança dupla de duas contas (R$
71,00 e R$ 23,00) no mês seguinte a protocolação
da reclamação no órgão de defesa do
consumidor. Jandira declarou que foi orientada a pagar a fatura
menor de R$ 23,00, "mas a Oi continua cobrando a outra fatura
de R$ 71,00. Por enquanto, Jandira não pode fazer nada, já
que o Procon deu prazo de 90 dias para que a operadora regularizasse
a situação. Mas a intenção da professora
é mover uma ação na justiça contra a
Oi, cobrando os danos causados pela falha da empresa.
Tribunal
de Justiça absolve latrocidas
Andrey Ricardo
Da Redação
Os assaltantes Édson Franklin Vieira Bezerra, o "Pipo",
e Chrystiano Ângelo Alves Silva foram absolvidos da acusação
de envolvimento com a morte dos comerciantes Adalberto Agripino
de Sousa e seu filho, Adalberto Agripino de Sousa Júnior.
O Tribunal de Justiça do Estado (TJE) entendeu que não
havia provas suficientes para condenar a dupla e voltou atrás
na decisão dada em primeira instância. Dos três
indiciados, apenas Ricardo Wagner Sabóia Carvalho teve sua
sentença anterior mantida.
Desde o início, os advogados de Pipo e Chrystiano alegaram
que não havia provas concretas no inquérito policial
apurado na época pelo delegado Claiton Pinho, que indiciou
todos os suspeitos pelo duplo latrocínio, que resultou na
morte de pai e filho, além de um assaltante que trocou tiros
com uma das vítimas e morreu. Segundo o advogado de Pipo,
Flaviano da Gama Fernandes, não existem provas que possam
fazer a sua ligação com este crime e nem que ele tivesse
coordenado o assalto à distância, como disse o delegado
Claiton Pinho, que respondia pela Especializada em Furtos e Roubos
na época.
Já o advogado de Chrystiano, Olavo Hamilton Ayres Freire
de Andrade, argumentou que não havia indícios para
fazer a ligação do seu cliente com o outro acusado,
Pipo. A defesa ressaltou ainda que também não há
indícios da participação de Chrystiano no assalto.
O advogado de Ricardo Wagner, Ricardo Luiz da Costa, seguiu praticamente
a mesma tese dos colegas e alegou que não havia provas no
inquérito que liguem seu cliente aos disparos que foram efetuados
em via pública e resultaram na morte de pai e filho no assalto,
alegando que não foi provado que o disparo partiu da arma
do seu cliente.
No dia 16 deste mês, o TJE, através da desembargadora
Clotilde Madruga Alves Pinheiro, decidiu que dois dos três
réus eram inocentes das acusações, mantendo
apenas a condenação de Ricardo. "Com a decisão,
os advogados de Pipo e Chrystiano podem até entrar na Justiça
pedindo uma indenização", ressalta Ricardo Luiz,
advogado Wagner, que é conhecido como "Capitão".
Ele explica que a decisão não é definitiva
e pode ser revogada se o Ministério Público entrar
com um novo recurso junto ao Supremo Tribunal de Justiça
(STJ), em Brasília. "Isso vai depender do MP",
explica.
Pai
e filho foram mortos durante tentativa de assalto
Os comerciantes Adalberto Agripino de Sousa e seu filho, Adalberto
Agripino de Sousa Júnior foram mortos no dia 24 de junho
de 2006 durante um assalto que, segundo apurou o delegado Claiton
Pinho, foi coordenado pelo assaltante Édson Franklin Vieira
Bezerra, que é conhecido como "Pipo".
Por volta das 12h do dia 24, Ricardo Wagner e Patrício Carlos
da Silva, usando uma motocicleta roubada, entraram na loja Mossoró
Scap, que fica situada no Centro da cidade. O plano era invadir
uma outra loja, que fica ao lado, mas ao perceber que erraram o
local, deram continuidade ao assalto e roubaram o relógio
de um dos funcionários do local.
Ricardo permaneceu na primeira loja, enquanto seu comparsa Patrício
entrou no estabelecimento vizinho, que pertencia a Adalberto e era
o verdadeiro alvo dos bandidos, que pretendiam roubar um cofre com
R$ 65 mil. O plano não deu certo e eles resolveram fugir,
mas foram surpreendidos por Adalberto, que pegou uma arma em seu
escritório e partiu em direção aos bandidos.
Patrício, ao notar a ação da vítima,
tentou sacar a arma, mas acabou sendo atingido e morreu ainda no
local. Ricardo revidou ao disparo e atingiu Adalberto com um tiro
na cabeça.
O filho do comerciante, Adalberto Júnior, tentou correr para
socorrer o pai, mas foi também foi atingido pelas costas.
Ambos ficaram caídos ao chão, um do lado do outro,
enquanto empreendeu fuga e acabou atirando ainda contra Antônio
Barbosa de Oliveira, que foi atingido no abdômen.
Mais na frente, o assaltante roubou um WV Santana Quantum que pertencia
a Osvaldo Luz da Silva para tentar fugir, mas acabou se envolvendo
em um acidente a poucos metros do ocorrido e acabou sendo preso
por uma guarnição da Polícia Militar.
Posteriormente, a investigação apontou o nome de outros
dois envolvidos. Era Pipo e Chrystiano, que teriam participação
indireta no assalto. O primeiro, de acordo com o inquérito
policial, foi mentor intelectual. Já Chrystiano foi a pessoa
que passou informação sobre o funcionamento da loja
de Adalberto e abrigou um dos assaltantes na casa de uma tia.
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