..:: JORNAL DE FATO ::.. JORNALISMO DE VERDADE
MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 22/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
Untitled Document




» Promoção aumenta tráfego e cria problemas para a Oi
» Tribunal de Justiça absolve latrocidas


TELEFONIA MÓVEL
Promoção aumenta tráfego e cria problemas para usuários da Oi
MAGNOS ALVES
Da Redação

Nos últimos dias cresceram as reclamações em relação aos serviços prestados pela operadora de telefonia móvel Oi em Mossoró. As queixas dizem respeito, principalmente, a qualidade do sistema operacional da empresa. De acordo com vários usuários da Oi que procuram a reportagem do JORNAL DE FATO, é comum faltar sinal na área de mobilidade da operadora. Além disso, são feitas reclamações também em relação à inoperância da linha, ligações não completadas e dificuldade no envio de mensagens de texto. O comerciante João Maria Mendes disse que não conta as vezes que tentou ligar e não conseguiu, "pois a linha da Oi estava inoperante". "Se eu precisasse em casos de emergência, teria ficado na mão", reclamou.
Já o técnico em informática Braitener Marglei reclamou que a linha da Oi vive fora de área no bairro em que mora, Dom Jaime Câmara. "Na maioria das vezes que vou ligar, tá lá escrito no visor: fora de área", afirmou, acrescentando que para conseguir linha é preciso sair de casa a procura de um local onde o sinal apareça.
De acordo com a Oi, através de sua assessoria de comunicação, os problemas recentes têm explicação. Segundo a Oi, em função da promoção Ligadores, vêm ocorrendo aumentos pontuais do tráfego de telefonia móvel em Mossoró, que acarretam os problemas de falta e inoperância de sinal. A empresa informou ainda que já foram realizadas ações para ampliar a capacidade de tráfego móvel em todo o Estado do Rio Grande do Norte, e que há novos investimentos previstos com esta finalidade.
Para a Oi, os problemas enfrentados por seus usuários são "questões temporárias", que ocorrem em determinados dias e horários. "É algo que acontece quando ocorre a recarga da promoção Ligadores", justificou a Oi, orientando seus usuários a discar *144 (celular) ou 1057 (fixo) em caso de problemas.
No entanto, outras reclamações se juntam as anteriores. A professora Jandira Maria de Oliveira teve que recorrer ao Procon municipal para tentar resolver um problema de cobrança indevida cometido pela operadora. Ela conta que optou por um dos planos da empresa, que lhe dava o direito a determinados minutos, mediante o pagamento de 12 parcelas, sendo duas parcelas de R$ 52,00 - a primeira e a última - e outras dez parcelas de R$ 17,00. Porém, segundo a professora, a Oi passou a lhe cobrar R$ 52,00 todos os meses. "Entrei com ação no Procon e a situação fez foi piorar no mês seguinte", contou, referindo-se a cobrança dupla de duas contas (R$ 71,00 e R$ 23,00) no mês seguinte a protocolação da reclamação no órgão de defesa do consumidor. Jandira declarou que foi orientada a pagar a fatura menor de R$ 23,00, "mas a Oi continua cobrando a outra fatura de R$ 71,00. Por enquanto, Jandira não pode fazer nada, já que o Procon deu prazo de 90 dias para que a operadora regularizasse a situação. Mas a intenção da professora é mover uma ação na justiça contra a Oi, cobrando os danos causados pela falha da empresa.

Tribunal de Justiça absolve latrocidas
Andrey Ricardo
Da Redação

Os assaltantes Édson Franklin Vieira Bezerra, o "Pipo", e Chrystiano Ângelo Alves Silva foram absolvidos da acusação de envolvimento com a morte dos comerciantes Adalberto Agripino de Sousa e seu filho, Adalberto Agripino de Sousa Júnior. O Tribunal de Justiça do Estado (TJE) entendeu que não havia provas suficientes para condenar a dupla e voltou atrás na decisão dada em primeira instância. Dos três indiciados, apenas Ricardo Wagner Sabóia Carvalho teve sua sentença anterior mantida.
Desde o início, os advogados de Pipo e Chrystiano alegaram que não havia provas concretas no inquérito policial apurado na época pelo delegado Claiton Pinho, que indiciou todos os suspeitos pelo duplo latrocínio, que resultou na morte de pai e filho, além de um assaltante que trocou tiros com uma das vítimas e morreu. Segundo o advogado de Pipo, Flaviano da Gama Fernandes, não existem provas que possam fazer a sua ligação com este crime e nem que ele tivesse coordenado o assalto à distância, como disse o delegado Claiton Pinho, que respondia pela Especializada em Furtos e Roubos na época.
Já o advogado de Chrystiano, Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade, argumentou que não havia indícios para fazer a ligação do seu cliente com o outro acusado, Pipo. A defesa ressaltou ainda que também não há indícios da participação de Chrystiano no assalto. O advogado de Ricardo Wagner, Ricardo Luiz da Costa, seguiu praticamente a mesma tese dos colegas e alegou que não havia provas no inquérito que liguem seu cliente aos disparos que foram efetuados em via pública e resultaram na morte de pai e filho no assalto, alegando que não foi provado que o disparo partiu da arma do seu cliente.
No dia 16 deste mês, o TJE, através da desembargadora Clotilde Madruga Alves Pinheiro, decidiu que dois dos três réus eram inocentes das acusações, mantendo apenas a condenação de Ricardo. "Com a decisão, os advogados de Pipo e Chrystiano podem até entrar na Justiça pedindo uma indenização", ressalta Ricardo Luiz, advogado Wagner, que é conhecido como "Capitão". Ele explica que a decisão não é definitiva e pode ser revogada se o Ministério Público entrar com um novo recurso junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. "Isso vai depender do MP", explica.

Pai e filho foram mortos durante tentativa de assalto
Os comerciantes Adalberto Agripino de Sousa e seu filho, Adalberto Agripino de Sousa Júnior foram mortos no dia 24 de junho de 2006 durante um assalto que, segundo apurou o delegado Claiton Pinho, foi coordenado pelo assaltante Édson Franklin Vieira Bezerra, que é conhecido como "Pipo".
Por volta das 12h do dia 24, Ricardo Wagner e Patrício Carlos da Silva, usando uma motocicleta roubada, entraram na loja Mossoró Scap, que fica situada no Centro da cidade. O plano era invadir uma outra loja, que fica ao lado, mas ao perceber que erraram o local, deram continuidade ao assalto e roubaram o relógio de um dos funcionários do local.
Ricardo permaneceu na primeira loja, enquanto seu comparsa Patrício entrou no estabelecimento vizinho, que pertencia a Adalberto e era o verdadeiro alvo dos bandidos, que pretendiam roubar um cofre com R$ 65 mil. O plano não deu certo e eles resolveram fugir, mas foram surpreendidos por Adalberto, que pegou uma arma em seu escritório e partiu em direção aos bandidos. Patrício, ao notar a ação da vítima, tentou sacar a arma, mas acabou sendo atingido e morreu ainda no local. Ricardo revidou ao disparo e atingiu Adalberto com um tiro na cabeça.
O filho do comerciante, Adalberto Júnior, tentou correr para socorrer o pai, mas foi também foi atingido pelas costas. Ambos ficaram caídos ao chão, um do lado do outro, enquanto empreendeu fuga e acabou atirando ainda contra Antônio Barbosa de Oliveira, que foi atingido no abdômen.
Mais na frente, o assaltante roubou um WV Santana Quantum que pertencia a Osvaldo Luz da Silva para tentar fugir, mas acabou se envolvendo em um acidente a poucos metros do ocorrido e acabou sendo preso por uma guarnição da Polícia Militar.
Posteriormente, a investigação apontou o nome de outros dois envolvidos. Era Pipo e Chrystiano, que teriam participação indireta no assalto. O primeiro, de acordo com o inquérito policial, foi mentor intelectual. Já Chrystiano foi a pessoa que passou informação sobre o funcionamento da loja de Adalberto e abrigou um dos assaltantes na casa de uma tia.



       
 




Todos os direitos reservados à Santos Editora de Jornais Ltda.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais sem prévia autorização.