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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 21/06/2008 (ATUALIZADO: 02:27hs)
 
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Mais diversidade
Numa mistura de ritmos, a programação de sábado, 22, do Cidade Junina é marcada pelo ecletismo musical. Destaque para a apresentação da banda Araketu, que trás à festa junina o axé music e seu o suingue baiano. Pisam ainda no palco do evento Forró Comando, Nando Cordel - um dos principais nomes da música nordestina - Álamo Kário e Zé Lima.
O Araketu, principal atração da noite, é famoso no Brasil e no exterior por conjugar o suingue da música afro-pop-baiana com a cadência das baladas românticas, surgiu em 1989. Sua origem é o homônimo bloco afro-baiano, criado na virada de 1979 para 1980 em Salvador (BA) na comunidade de Periperi. Antes de originar a banda, o bloco chegou a lançar dois discos, Araketu (1987) e Contos de Beni (1988).
Antes de fazer sucesso em todo o Brasil, o grupo conquistou a Inglaterra, onde gravou em 1992 o álbum Ara ketu, inédito no mercado nacional e distribuído somente na Europa. De volta ao Brasil, a banda lançou em 1993 o disco Araketu de Periperi. O estouro no sucesso viria em 1994, quando o Araketu assinou contrato com a Sony Music (atual Sony BMG) e lançou o álbum Araketu Bom Demais, entre outros.
Nando Cordel é um talento reconhecido em todo Brasil e no exterior e agora está de volta ao palco do Cidade Junina. Suas músicas são conhecidas inclusive na Europa, onde já realizou shows na Itália, Alemanha e na França. A carreira de Nando Cordel é feita de muitos sucessos. Suas composições falam ao coração, tocam na emoção, respingam na paixão.
Nando Cordel passeia seus versos em diversos estilos musicais. É xote, é forró, é frevo, é salsa, é reggae, é canção. Dominguinhos foi seu primeiro parceiro. "Gostoso Demais", "Faz de Mim" e "Isso Aqui Tá Bom Demais" são alguns sucessos nacionais desta dupla nordestina. O público não parou mais de cantar Nando Cordel daí em diante.

Chuva de Bala
No adro da Capela de São Vicente, acontece, às 21h, mais uma encenação do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, peça que mostra, na expressão teatral, a história de resistência de Mossoró ao bando de Lampião. São 70 atores em cena, 50 crianças do Peti - como proposta de inclusão social. O espetáculo, dirigido por Eliézer Rolim, faz parte da programação do Mossoró Cidade Junina.
As novidades do Chuva de Bala não se resumem a essa mistura de teatro com cinema. O diretor Elieser Rolim realizou mudanças radicais no espetáculo, começando pela retirada da personagem Antônia, que era feita pela atriz Tony Silva. Este ano o espetáculo é mais direto e sem narrativa. A trilha sonora também é totalmente nova, assinada pelos artistas Gideão Lima e Fábio Monteiro, de Mossoró. Há mudanças também no elenco, com novos atores fazendo os personagens principais, como Rydjnweine Ferreira no papel de Lampião, e Paulo André no papel do prefeito Rodolfo Fernandes.
Este ano o Chuva de Bala no País de Mossoró tem uma hora de duração, com 70 atores no palco. Dois grupos de percussão, cada um formado por 15 crianças, se revezam. Mais 50 crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) formando uma pirâmide de cristais.
O Chuva de Bala no País de Mossoró, edição 2008, tem uma nova roupagem, mas continuará como uma a peça teatral ao ar livre, encenada no adro na Igreja de São Vicente, e lembra a resistência do povo mossoroense ao bando de Lampião.
Esse ano é dirigida pelo paraibano Eliézer Rolin. O espetáculo é um dos diferenciais do Mossoró Cidade Junina, que combina tradição junina com teatro e outras manifestações culturais.

Morre ator André Valli, o eterno Visconde de Sabugosa
O ator André Valli morreu aos 62 anos na madrugada desta sexta-feira (20), de câncer, em seu apartamento em Copacabana, no Rio.
Ele ficou conhecido do grande público por interpretar por dez anos o personagem Visconde de Sabugosa, do "Sítio do Pica-pau Amarelo", na adaptação feita pela TV Globo nos anos 70 e 80.
O corpo foi velado na tarde de ontem no saguão do teatro Villa-Lobos (av. Princesa Isabel, 440, Copacabana, Rio). Valli completaria 63 anos no próximo dia 12 de julho.
Após o velório, o corpo seguirá para Recife, cidade onde nasceu em 12 de julho de 1945, onde será enterrado neste sábado (21).
A última participação de Valli em novelas foi em 2007, na trama "Vidas Opostas" (Record), na qual interpretou o agiota Willy Berloque.
Seu último grande trabalho na Globo foi na microssérie "Hoje É Dia de Maria", em 2005, quando viveu o personagem Asmodeu Mágico.

Emoção
A atriz Íris Bruzzi, que contracenou com Valli em "Vidas Opostas", na qual fez a personagem Elisa, ficou abalada ao saber da morte do ator.
"Eu liguei na semana passada para casa dele, porque sabia que ele estava ruim. Ele é meu amigo de mais de 40 anos é a pessoa mais doce do mundo. Valli é um grande ator e um grande ser humano. Ele esteve brilhante na novela, fazendo o último papel dele ao meu lado. Eu gosto muito dele", declarou em prantos a atriz, em São Paulo.

Renato Aragão estréia filme e comenta volta de Dedé
Renato Aragão preparou-se para revisitar a história de "Ali Babá e os 40 Ladrões" em seu 47º filme, que estréia hoje nos cinemas, com o título de "O Guerreiro Didi e a Ninja Lili".
A reviravolta no tema do longa ocorreu quando uma pesquisa com crianças detectou que "um filme de ninja" era o que elas mais queriam ver com o Didi, personagem que Aragão eternizou na TV e no cinema.
Aragão surpreendeu-se com o resultado. "Não poderia ambientar um filme desses no Brasil." Mas rendeu-se a ele. "Temos que fazer o gosto da criança, não o nosso", diz.
A trama de "O Guerreiro Didi e a Ninja Lili" se passa entre o "Japão", cujas cenas foram filmadas em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), e uma genérica "Europa" sob guerra.
A "capitulação" de Aragão à vontade do público, porém, é parcial. O comediante diz que não abre mão do "humor circense, ingênuo" e do filme voltado "para a família". Ele afirma que "outra coisa jamais faria", ainda que os perfis da criança e da família brasileiras tenham mudado significativamente desde a década de 60, quando Aragão começou sua carreira na TV e no cinema.

Costumes
"A sociedade muda de acordo com seus costumes. Mas a família, para mim, tem que ser o pai e a mãe criando juntos os filhos. Cada um sabe onde o sapato aperta. Mas a separação [do casal] é prejudicial para as crianças. Os próprios pais não quereriam isso", afirma.
A ninja Lili do novo título é vivida por Livian Aragão, 9, filha do comediante. Ele diz que, no set de filmagens, não interferiu no trabalho do diretor Marcus Figueiredo. "Só depois que as cenas estavam rodadas eu às vezes me aproximava dela e dava um conselho, dizendo onde poderia ter sido melhor."
Com a estréia do filme às vésperas das férias escolares de julho, Aragão interrompe a tradição de seus lançamentos anuais em dezembro.
Ele avalia que, no fim do ano, "as pessoas estão muito voltadas para as festas e não vão tanto ao cinema".
Detentor de 110 milhões de espectadores (acumulados por 39 filmes) até o fim da década de 90, Aragão aponta a alta do preço dos ingressos de cinema como razão da mudança de patamar das bilheterias -o índice de sucesso de um filme nacional hoje está na marca do 1 milhão de espectadores.
"O ingresso atualmente é [o equivalente] a quase U$ 10, quando já foi US$ 1,5. Isso afastou os meus filmes do povo. O meu grande público não vai mais ao cinema, porque não tem poder aquisitivo para isso", afirma.

Dedé Santana
Na TV, onde mantém o programa semanal "A Turma do Didi" (Globo), Aragão diz que "começa agora um novo tempo", com a incorporação de Dedé Santana ao elenco, que se concretiza no episódio que vai ao ar no próximo domingo.
Únicos remanescentes dos Trapalhões, Aragão e Santana haviam se desentendido publicamente. Aragão evita comentar o afastamento e é sucinto sobre a reaproximação.
"Ele me ligou e disse que queria trabalhar comigo outra vez. Disse que queria começar tudo de novo. Ele veio para a Rede Globo. Falamos com um, com outro. Enfim, tudo se acertou."



       




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