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TOTAL
Mais
diversidade
Numa mistura de ritmos, a programação
de sábado, 22, do Cidade Junina é marcada pelo ecletismo
musical. Destaque para a apresentação da banda Araketu,
que trás à festa junina o axé music e seu o
suingue baiano. Pisam ainda no palco do evento Forró Comando,
Nando Cordel - um dos principais nomes da música nordestina
- Álamo Kário e Zé Lima.
O Araketu, principal atração da noite, é famoso
no Brasil e no exterior por conjugar o suingue da música
afro-pop-baiana com a cadência das baladas românticas,
surgiu em 1989. Sua origem é o homônimo bloco afro-baiano,
criado na virada de 1979 para 1980 em Salvador (BA) na comunidade
de Periperi. Antes de originar a banda, o bloco chegou a lançar
dois discos, Araketu (1987) e Contos de Beni (1988).
Antes de fazer sucesso em todo o Brasil, o grupo conquistou a Inglaterra,
onde gravou em 1992 o álbum Ara ketu, inédito no mercado
nacional e distribuído somente na Europa. De volta ao Brasil,
a banda lançou em 1993 o disco Araketu de Periperi. O estouro
no sucesso viria em 1994, quando o Araketu assinou contrato com
a Sony Music (atual Sony BMG) e lançou o álbum Araketu
Bom Demais, entre outros.
Nando Cordel é um talento reconhecido em todo Brasil e no
exterior e agora está de volta ao palco do Cidade Junina.
Suas músicas são conhecidas inclusive na Europa, onde
já realizou shows na Itália, Alemanha e na França.
A carreira de Nando Cordel é feita de muitos sucessos. Suas
composições falam ao coração, tocam
na emoção, respingam na paixão.
Nando Cordel passeia seus versos em diversos estilos musicais. É
xote, é forró, é frevo, é salsa, é
reggae, é canção. Dominguinhos foi seu primeiro
parceiro. "Gostoso Demais", "Faz de Mim" e "Isso
Aqui Tá Bom Demais" são alguns sucessos nacionais
desta dupla nordestina. O público não parou mais de
cantar Nando Cordel daí em diante.
Chuva de Bala
No adro da Capela de São Vicente, acontece, às 21h,
mais uma encenação do espetáculo Chuva de Bala
no País de Mossoró, peça que mostra, na expressão
teatral, a história de resistência de Mossoró
ao bando de Lampião. São 70 atores em cena, 50 crianças
do Peti - como proposta de inclusão social. O espetáculo,
dirigido por Eliézer Rolim, faz parte da programação
do Mossoró Cidade Junina.
As novidades do Chuva de Bala não se resumem a essa mistura
de teatro com cinema. O diretor Elieser Rolim realizou mudanças
radicais no espetáculo, começando pela retirada da
personagem Antônia, que era feita pela atriz Tony Silva. Este
ano o espetáculo é mais direto e sem narrativa. A
trilha sonora também é totalmente nova, assinada pelos
artistas Gideão Lima e Fábio Monteiro, de Mossoró.
Há mudanças também no elenco, com novos atores
fazendo os personagens principais, como Rydjnweine Ferreira no papel
de Lampião, e Paulo André no papel do prefeito Rodolfo
Fernandes.
Este ano o Chuva de Bala no País de Mossoró tem uma
hora de duração, com 70 atores no palco. Dois grupos
de percussão, cada um formado por 15 crianças, se
revezam. Mais 50 crianças do Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil (PETI) formando uma pirâmide de cristais.
O Chuva de Bala no País de Mossoró, edição
2008, tem uma nova roupagem, mas continuará como uma a peça
teatral ao ar livre, encenada no adro na Igreja de São Vicente,
e lembra a resistência do povo mossoroense ao bando de Lampião.
Esse ano é dirigida pelo paraibano Eliézer Rolin.
O espetáculo é um dos diferenciais do Mossoró
Cidade Junina, que combina tradição junina com teatro
e outras manifestações culturais.
Morre
ator André Valli, o eterno Visconde de Sabugosa
O ator André Valli morreu aos 62 anos
na madrugada desta sexta-feira (20), de câncer, em seu apartamento
em Copacabana, no Rio.
Ele ficou conhecido do grande público por interpretar por
dez anos o personagem Visconde de Sabugosa, do "Sítio
do Pica-pau Amarelo", na adaptação feita pela
TV Globo nos anos 70 e 80.
O corpo foi velado na tarde de ontem no saguão do teatro
Villa-Lobos (av. Princesa Isabel, 440, Copacabana, Rio). Valli completaria
63 anos no próximo dia 12 de julho.
Após o velório, o corpo seguirá para Recife,
cidade onde nasceu em 12 de julho de 1945, onde será enterrado
neste sábado (21).
A última participação de Valli em novelas foi
em 2007, na trama "Vidas Opostas" (Record), na qual interpretou
o agiota Willy Berloque.
Seu último grande trabalho na Globo foi na microssérie
"Hoje É Dia de Maria", em 2005, quando viveu o
personagem Asmodeu Mágico.
Emoção
A atriz Íris Bruzzi, que contracenou com Valli em "Vidas
Opostas", na qual fez a personagem Elisa, ficou abalada ao
saber da morte do ator.
"Eu liguei na semana passada para casa dele, porque sabia que
ele estava ruim. Ele é meu amigo de mais de 40 anos é
a pessoa mais doce do mundo. Valli é um grande ator e um
grande ser humano. Ele esteve brilhante na novela, fazendo o último
papel dele ao meu lado. Eu gosto muito dele", declarou em prantos
a atriz, em São Paulo.

Renato
Aragão estréia filme e comenta volta de Dedé
Renato Aragão preparou-se para revisitar
a história de "Ali Babá e os 40 Ladrões"
em seu 47º filme, que estréia hoje nos cinemas, com
o título de "O Guerreiro Didi e a Ninja Lili".
A reviravolta no tema do longa ocorreu quando uma pesquisa com crianças
detectou que "um filme de ninja" era o que elas mais queriam
ver com o Didi, personagem que Aragão eternizou na TV e no
cinema.
Aragão surpreendeu-se com o resultado. "Não poderia
ambientar um filme desses no Brasil." Mas rendeu-se a ele.
"Temos que fazer o gosto da criança, não o nosso",
diz.
A trama de "O Guerreiro Didi e a Ninja Lili" se passa
entre o "Japão", cujas cenas foram filmadas em
Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), e uma genérica
"Europa" sob guerra.
A "capitulação" de Aragão à
vontade do público, porém, é parcial. O comediante
diz que não abre mão do "humor circense, ingênuo"
e do filme voltado "para a família". Ele afirma
que "outra coisa jamais faria", ainda que os perfis da
criança e da família brasileiras tenham mudado significativamente
desde a década de 60, quando Aragão começou
sua carreira na TV e no cinema.
Costumes
"A sociedade muda de acordo com seus costumes. Mas a família,
para mim, tem que ser o pai e a mãe criando juntos os filhos.
Cada um sabe onde o sapato aperta. Mas a separação
[do casal] é prejudicial para as crianças. Os próprios
pais não quereriam isso", afirma.
A ninja Lili do novo título é vivida por Livian Aragão,
9, filha do comediante. Ele diz que, no set de filmagens, não
interferiu no trabalho do diretor Marcus Figueiredo. "Só
depois que as cenas estavam rodadas eu às vezes me aproximava
dela e dava um conselho, dizendo onde poderia ter sido melhor."
Com a estréia do filme às vésperas das férias
escolares de julho, Aragão interrompe a tradição
de seus lançamentos anuais em dezembro.
Ele avalia que, no fim do ano, "as pessoas estão muito
voltadas para as festas e não vão tanto ao cinema".
Detentor de 110 milhões de espectadores (acumulados por 39
filmes) até o fim da década de 90, Aragão aponta
a alta do preço dos ingressos de cinema como razão
da mudança de patamar das bilheterias -o índice de
sucesso de um filme nacional hoje está na marca do 1 milhão
de espectadores.
"O ingresso atualmente é [o equivalente] a quase U$
10, quando já foi US$ 1,5. Isso afastou os meus filmes do
povo. O meu grande público não vai mais ao cinema,
porque não tem poder aquisitivo para isso", afirma.
Dedé Santana
Na TV, onde mantém o programa semanal "A Turma do Didi"
(Globo), Aragão diz que "começa agora um novo
tempo", com a incorporação de Dedé Santana
ao elenco, que se concretiza no episódio que vai ao ar no
próximo domingo.
Únicos remanescentes dos Trapalhões, Aragão
e Santana haviam se desentendido publicamente. Aragão evita
comentar o afastamento e é sucinto sobre a reaproximação.
"Ele me ligou e disse que queria trabalhar comigo outra vez.
Disse que queria começar tudo de novo. Ele veio para a Rede
Globo. Falamos com um, com outro. Enfim, tudo se acertou."
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