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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 17/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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AMPLIAÇÃO
Petrobras quer mais duas refinarias
Leonardo Goy
Agência Estado

Brasília (AE) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que a Petrobras estuda construir até duas refinarias de petróleo no Brasil para aumentar sua capacidade de refino em 600 mil barris de petróleo por dia. Segundo Lobão, já está certo que uma delas será em seu Estado, o Maranhão, em São Luís. Em relação à outra refinaria, a estatal ainda vai analisar se será mesmo necessária e onde será construída. Procurada, a Petrobras confirmou que estuda opções para ampliar sua capacidade de refino, mas não forneceu mais detalhes.
Segundo Lobão, a unidade a de São Luís terá capacidade para 400 mil barris diários e a segunda, de 200 mil. "Se não for construída a segunda, a refinaria do Maranhão pode ter uma capacidade de 600 mil barris", disse Lobão, ressaltando que, de qualquer modo, a refinaria maranhense será a maior do Brasil, já que as unidades existentes hoje processam, em média, 200 mil barris de petróleo por dia.
A refinaria do Maranhão deverá demandar investimentos de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões. Porém, se a capacidade da unidade chegar a ser, de fato, de 600 mil barris, o investimento pode atingir a marca dos US$ 15 bilhões. A eventual segunda refinaria, por sua vez, exigirá investimentos de US$ 5 bilhões.
Lobão explicou que a intenção da Petrobras é produzir nessas refinarias todos os derivados do petróleo, destinando-os principalmente para a exportação. "Por isso a escolha do Estado do Maranhão, que tem o porto mais profundo do País e está mais perto dos mercados consumidores (como Europa e Estados Unidos)", justificou.
Lobão disse que a Petrobras deverá apresentar até o fim deste mês ao governo os estudos que apontarão se serão necessárias uma ou duas refinarias. Lobão avaliou que a construção de uma única unidade de 600 mil barris diários custa menos do que erguer duas plantas para atingir esse mesmo volume.
Entretanto, a eventual divisão de capacidade ocorreria por questões logísticas ou mesmo políticas, já que diversos governadores estão brigando para atrair os investimentos para seus Estados. Lobão afirmou que a idéia do governo é iniciar as obras em 2009. A partir daí, a estimativa é de que elas sejam concluídas em um prazo de cinco a seis anos.

Brasil fará ofensiva pelos biocombustíveis
O assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que o governo brasileiro lançará uma ofensiva internacional para obter apoio a produção dos biocombustíveis. "Vamos continuar na nossa política, estamos obtendo cada vez mais adesões e vamos fazer uma ofensiva publicitária internacional para esclarecer isso", afirmou Garcia, que participa em Lima, no Peru, da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia, onde um dos temas em discussão é a energia.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que os biocombustíveis são a melhor alternativa para a preservação ambiental. Cada um saberá dizer se os biocombustíveis servem para seu país ou não. "Para o Brasil", serve, disse.
Garcia reforçou a declaração dada por Lula na noite da quinta-feira, ao chegar a Lima, de que as empresas petrolíferas não têm interesse na expansão do uso dos biocombustíveis.
O assessor especial da presidência também comentou a notícia de que o FBI, a agência federal de investigações dos Estados Unidos afirmou serem verdadeiras as informações encontradas no computador do líder assassinado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes, que liga o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, guerrilha colombiana.
"A única informação que tive é que se uma pessoa ficar lendo 100 páginas por dia vai levar anos para constatar tudo que está ali. Não é uma coisa sobre a qual temos possibilidade de qualquer reação no momento atual", avaliou Garcia.
Questionado por jornalistas se o presidente Lula continua sendo o principal garoto-propaganda dos biocombustíveis, Marco Aurélio Garcia respondeu: "Não sei se é principal garoto-propaganda e, se há alguma tendência depreciativa nessa expressão, digo que para nós não tem esse significado."



       
 




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