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AMPLIAÇÃO
Petrobras
quer mais duas refinarias
Leonardo Goy
Agência Estado
Brasília (AE) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão,
disse ontem que a Petrobras estuda construir até duas refinarias
de petróleo no Brasil para aumentar sua capacidade de refino
em 600 mil barris de petróleo por dia. Segundo Lobão,
já está certo que uma delas será em seu Estado,
o Maranhão, em São Luís. Em relação
à outra refinaria, a estatal ainda vai analisar se será
mesmo necessária e onde será construída. Procurada,
a Petrobras confirmou que estuda opções para ampliar
sua capacidade de refino, mas não forneceu mais detalhes.
Segundo Lobão, a unidade a de São Luís terá
capacidade para 400 mil barris diários e a segunda, de 200
mil. "Se não for construída a segunda, a refinaria
do Maranhão pode ter uma capacidade de 600 mil barris",
disse Lobão, ressaltando que, de qualquer modo, a refinaria
maranhense será a maior do Brasil, já que as unidades
existentes hoje processam, em média, 200 mil barris de petróleo
por dia.
A refinaria do Maranhão deverá demandar investimentos
de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões. Porém, se
a capacidade da unidade chegar a ser, de fato, de 600 mil barris,
o investimento pode atingir a marca dos US$ 15 bilhões. A
eventual segunda refinaria, por sua vez, exigirá investimentos
de US$ 5 bilhões.
Lobão explicou que a intenção da Petrobras
é produzir nessas refinarias todos os derivados do petróleo,
destinando-os principalmente para a exportação. "Por
isso a escolha do Estado do Maranhão, que tem o porto mais
profundo do País e está mais perto dos mercados consumidores
(como Europa e Estados Unidos)", justificou.
Lobão disse que a Petrobras deverá apresentar até
o fim deste mês ao governo os estudos que apontarão
se serão necessárias uma ou duas refinarias. Lobão
avaliou que a construção de uma única unidade
de 600 mil barris diários custa menos do que erguer duas
plantas para atingir esse mesmo volume.
Entretanto, a eventual divisão de capacidade ocorreria por
questões logísticas ou mesmo políticas, já
que diversos governadores estão brigando para atrair os investimentos
para seus Estados. Lobão afirmou que a idéia do governo
é iniciar as obras em 2009. A partir daí, a estimativa
é de que elas sejam concluídas em um prazo de cinco
a seis anos.
Brasil
fará ofensiva pelos biocombustíveis
O assessor especial da presidência da
República, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que
o governo brasileiro lançará uma ofensiva internacional
para obter apoio a produção dos biocombustíveis.
"Vamos continuar na nossa política, estamos obtendo
cada vez mais adesões e vamos fazer uma ofensiva publicitária
internacional para esclarecer isso", afirmou Garcia, que participa
em Lima, no Peru, da 5ª Cúpula América Latina,
Caribe e União Européia, onde um dos temas em discussão
é a energia.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está
convencido de que os biocombustíveis são a melhor
alternativa para a preservação ambiental. Cada um
saberá dizer se os biocombustíveis servem para seu
país ou não. "Para o Brasil", serve, disse.
Garcia reforçou a declaração dada por Lula
na noite da quinta-feira, ao chegar a Lima, de que as empresas petrolíferas
não têm interesse na expansão do uso dos biocombustíveis.
O assessor especial da presidência também comentou
a notícia de que o FBI, a agência federal de investigações
dos Estados Unidos afirmou serem verdadeiras as informações
encontradas no computador do líder assassinado das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl
Reyes, que liga o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, guerrilha
colombiana.
"A única informação que tive é
que se uma pessoa ficar lendo 100 páginas por dia vai levar
anos para constatar tudo que está ali. Não é
uma coisa sobre a qual temos possibilidade de qualquer reação
no momento atual", avaliou Garcia.
Questionado por jornalistas se o presidente Lula continua sendo
o principal garoto-propaganda dos biocombustíveis, Marco
Aurélio Garcia respondeu: "Não sei se é
principal garoto-propaganda e, se há alguma tendência
depreciativa nessa expressão, digo que para nós não
tem esse significado."
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