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MAIS BARATO
Preço
do pão deve ter queda de 10%
O governo pode estender os benefícios
fiscais para reduzir o custo na produção do pão
francês, caso eles sejam repassados para o consumidor final.
Para isso, se espera uma redução de preços
na casa de 9% a 10%, segundo o secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Ontem
ele disse que até a próxima semana o consumidor já
deve sentir no bolso os efeitos da redução de impostos
no trigo, farinha e no pão francês.
Na quarta-feira, o governo anunciou uma série de medidas
para tentar segurar a alta do preço do pão. A principal
delas é a isenção de PIS e Cofins até
o fim do ano para trigo in natura, farinha de trigo e pão
francês. Hoje, esses impostos têm uma alíquota
de 9,25%. A isenção vale até o fim do ano,
quando será avaliado se houve benefícios para o consumidor.
"A intenção é que a redução
de tributos chegue na ponta. Se não chegar, isso não
será prorrogado", afirmou Appy, durante seminário
sobre reforma tributária do Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social. "No final do ano será avaliado o impacto no
preço do produto. Se for repassado para o consumidor, a expectativa
é de possivelmente mantê-lo no longo prazo".
Ele afirmou que uma redução de 9% a 10% no preço
final "seria o esperado". Ontem, no entanto, representantes
do setor que estiveram reunidos com membros do governo no Ministério
da Fazenda disseram que a queda pode ser menor e garantiram apenas
que não haverá mais alta de preços. Esse ano,
o preço do pão já subiu cerca de 20%.
Appy disse que a redução de custos faz parte da idéia
embutida na Reforma Tributária encaminhada pelo governo ao
Congresso de desonerar os produtos da cesta básica. Se aprovada,
a reforma estenderia esse benefício para o óleo de
soja e o açúcar com a criação do IVA
federal.
Em relação ao pão, além da queda no
PIS/Cofins, o governo decidiu baratear o transporte do trigo que
vem sendo importado dos Estados Unidos e do Canadá para compensar
a falta de importações da Argentina. O custo do frete
cairá 25% com a isenção de uma taxa destinada
ao Fundo de Renovação da Marinha Mercante.
Por fim, o governo estendeu o prazo para importação
de trigo de fora do Mercosul com tarifa zero, que passou de 30 de
junho para 31 de agosto.
Banco
do Brasil vai absorver operações do Banco Popular
O Banco Popular do Brasil será incorporado
pelo Banco do Brasil. A informação consta em um comunicado
divulgado ontem, 15, pelo BB. Para isso, será criada a Diretoria
Menor Renda, que terá como foco clientes com renda de até
um salário mínimo. Segundo o Banco do Brasil, atualmente,
esse público corresponde a 8,3 milhões de correntistas
do BB, 1,4 milhão de correntistas do Banco Popular do Brasil
e 15 milhões de clientes não-correntistas, que mantêm
algum tipo de relacionamento com a instituição.
"Essa diretoria absorverá as operações
do Banco Popular do Brasil, dos correspondentes bancários
e dos projetos de desenvolvimento regional sustentável",
diz o comunicado. Segundo o Banco do Brasil, a nova diretoria deverá,
entre outros objetivos, "melhorar a eficiência tributária
e operacional, disponibilizando também a esses clientes os
mais de 38 mil terminais de auto-atendimento e 15 mil correspondentes
bancários".
O Banco Popular foi criado em 2003, como política pública
de acesso aos serviços bancários e ampliação
do acesso ao crédito. Em 2007, o Banco Popular do Brasil
teve prejuízo líquido de R$ 16,2 milhões, principalmente
por conta da inadimplência.
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