

Mais
ricos detêm 75%
da renda brasileira
Está
em toda a imprensa brasileira que os 10% mais ricos do Brasil concentram
75,4% da riqueza do país, conforme consta de um levantamento
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgado
ontem pelo site do jornal Folha de S.Paulo. A pesquisa aponta para
a deficiência do sistema tributário brasileiro que,
segundo o instituto, é a responsável pela disparidade.
O levantamento detalha a concentração de renda em
três capitais brasileiras. Na capital paulista, os 10% mais
ricos detém 73,4% da riqueza, enquanto que em Salvador (BA)
essa concentração é de 63%. No Rio de Janeiro,
a camada mais abastada concentra 62,9% da renda. Tudo isso prova
que mesmo com as mudanças políticas e sociais, o País
continua sem alterações nas desigualdades estruturais.
O mais grave é que diante de tantos discursos dos ricos contra
a carga tributária, não dá para se visibilizar
uma realidade que estranha: o rico brasileiro continua pagando pouco
imposto, segundo a avaliação do presidente do Ipea,
Márcio Pochmann. Os 10% mais pobres chegam a pagar até
44,5% a mais de impostos em relação aos 10% mais ricos.
Para esses, a carga de impostos representa 22,7%, enquanto que para
os menos favorecidos, é de 32,8% de sua renda. A raiz desse
problema seria a forma de cobrança, já que, no Brasil,
a base da arrecadação é focada na chamada tributação
indireta, aquela embutida no preço dos alimentos e bens de
consumo. Como os mais pobres gastam a maior parte de sua renda em
consumo, acabam pagando mais impostos. Para se ter uma idéia,
quando levada em conta apenas a tributação indireta,
a carga dos mais pobres é de 29,1%, contra 10,7% dos mais
ricos. Portanto, quem tem razão de reclamar da carga tributária
brasileira não é o rico que tanta reclama, mas o pobre,
que não sabe nem o que é isso.
Potylivros
A livraria Café e Cultura agora é Potylivros. Os administradores
garantem o mesmo conforto com mais comodidade e rapidez para conseguir
o livro que se deseja. A Potylivros tem 30 anos apoiando a cultura
potiguar e conta com nosso J. Júnior, que escreveu nos tempos
heróicos na Gazeta do Oeste sobre cinema, quando era funcionário
da Livraria Independência. A Potylivros, em Natal, é
da família Cortez, que tem o grande editor José Xavier
Cortez, da Cortez Editora de São Paulo. Saído de Currais
Novos, venceu em São Paulo como vendedor livros, livreiro
e editor. Hoje, com mais de 3.500 livros editados, tem um filme
sendo preparado para contar sua saga: O Semeador de Livros, que
terá patrocínio da Cosern e da Petrobras, através
da lei Câmara Cascudo. Hoje, Cortez será entrevistado
no Programa do Jô. Nenhum norte-rio-grandense que se preze
pode perder.
Estupidez
Dá para respeitar quem critica o nível intelectual
do presidente Lula e escreve cintura começando com "s"?
Fotolegenda
Mesmo
com todo o respeito que guardo pelo jornal Correio da Tarde e pelos
colegas que nele trabalham, sou forçado a dar esclarecimento,
com o fim de retificar matéria de ontem que detonou o prefeito
de Grossos, Veronilde Caetano, a partir de informações
absolutamente equivocadas. Primeiro, a Prefeitura de Grossos, mesmo
sendo parceira da Casa de Cultura, não tem nada a ver com
a sua construção. A obra foi toda da responsabilidade
da Fundação José Augusto, que por sinal pagou
tudo o que devia ao construtor, um senhor de nome de Edanier, que
agiu de má fé e de maneira irresponsável perante
o Estado e seus fornecedores, tendo recebido todos os pagamentos
da fundação e não tendo honrado dívidas
com fornecedores que agora vêm cobrar da fundação
ou das lideranças municipais. Se alguém deve ao fornecedor
das placas, é o empresário Edanier. Nem o prefeito
nem a Fundação José Augusto devem nada ao cidadão
que forneceu e está fazendo as denúncias. Portanto,
mesmo entendendo e me solidarizando com o cidadão que forneceu
as placas quero dizer-lhe que não siga a orientação
estapafúrdia de invadir a Casa de Cultura e retirar as placas,
pois se ele agir assim, a administração da Fundação
José Augusto será obrigado a denunciá-lo por
crime contra o patrimônio público e ele terá
que responder criminalmente pelo ato. Que cobre do senhor Edanier,
que é quem lhe deve.
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