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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 16/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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Mais ricos detêm 75%
da renda brasileira
Está em toda a imprensa brasileira que os 10% mais ricos do Brasil concentram 75,4% da riqueza do país, conforme consta de um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgado ontem pelo site do jornal Folha de S.Paulo. A pesquisa aponta para a deficiência do sistema tributário brasileiro que, segundo o instituto, é a responsável pela disparidade. O levantamento detalha a concentração de renda em três capitais brasileiras. Na capital paulista, os 10% mais ricos detém 73,4% da riqueza, enquanto que em Salvador (BA) essa concentração é de 63%. No Rio de Janeiro, a camada mais abastada concentra 62,9% da renda. Tudo isso prova que mesmo com as mudanças políticas e sociais, o País continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O mais grave é que diante de tantos discursos dos ricos contra a carga tributária, não dá para se visibilizar uma realidade que estranha: o rico brasileiro continua pagando pouco imposto, segundo a avaliação do presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Os 10% mais pobres chegam a pagar até 44,5% a mais de impostos em relação aos 10% mais ricos. Para esses, a carga de impostos representa 22,7%, enquanto que para os menos favorecidos, é de 32,8% de sua renda. A raiz desse problema seria a forma de cobrança, já que, no Brasil, a base da arrecadação é focada na chamada tributação indireta, aquela embutida no preço dos alimentos e bens de consumo. Como os mais pobres gastam a maior parte de sua renda em consumo, acabam pagando mais impostos. Para se ter uma idéia, quando levada em conta apenas a tributação indireta, a carga dos mais pobres é de 29,1%, contra 10,7% dos mais ricos. Portanto, quem tem razão de reclamar da carga tributária brasileira não é o rico que tanta reclama, mas o pobre, que não sabe nem o que é isso.

Potylivros
A livraria Café e Cultura agora é Potylivros. Os administradores garantem o mesmo conforto com mais comodidade e rapidez para conseguir o livro que se deseja. A Potylivros tem 30 anos apoiando a cultura potiguar e conta com nosso J. Júnior, que escreveu nos tempos heróicos na Gazeta do Oeste sobre cinema, quando era funcionário da Livraria Independência. A Potylivros, em Natal, é da família Cortez, que tem o grande editor José Xavier Cortez, da Cortez Editora de São Paulo. Saído de Currais Novos, venceu em São Paulo como vendedor livros, livreiro e editor. Hoje, com mais de 3.500 livros editados, tem um filme sendo preparado para contar sua saga: O Semeador de Livros, que terá patrocínio da Cosern e da Petrobras, através da lei Câmara Cascudo. Hoje, Cortez será entrevistado no Programa do Jô. Nenhum norte-rio-grandense que se preze pode perder.

Estupidez
Dá para respeitar quem critica o nível intelectual do presidente Lula e escreve cintura começando com "s"?

Fotolegenda
Mesmo com todo o respeito que guardo pelo jornal Correio da Tarde e pelos colegas que nele trabalham, sou forçado a dar esclarecimento, com o fim de retificar matéria de ontem que detonou o prefeito de Grossos, Veronilde Caetano, a partir de informações absolutamente equivocadas. Primeiro, a Prefeitura de Grossos, mesmo sendo parceira da Casa de Cultura, não tem nada a ver com a sua construção. A obra foi toda da responsabilidade da Fundação José Augusto, que por sinal pagou tudo o que devia ao construtor, um senhor de nome de Edanier, que agiu de má fé e de maneira irresponsável perante o Estado e seus fornecedores, tendo recebido todos os pagamentos da fundação e não tendo honrado dívidas com fornecedores que agora vêm cobrar da fundação ou das lideranças municipais. Se alguém deve ao fornecedor das placas, é o empresário Edanier. Nem o prefeito nem a Fundação José Augusto devem nada ao cidadão que forneceu e está fazendo as denúncias. Portanto, mesmo entendendo e me solidarizando com o cidadão que forneceu as placas quero dizer-lhe que não siga a orientação estapafúrdia de invadir a Casa de Cultura e retirar as placas, pois se ele agir assim, a administração da Fundação José Augusto será obrigado a denunciá-lo por crime contra o patrimônio público e ele terá que responder criminalmente pelo ato. Que cobre do senhor Edanier, que é quem lhe deve.

 



       




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