

POTIGUAR
Zagueiro
é contratado e Igor, ex-Fla, pode ser o próximo
Marcos Santos
Da Redação
O Potiguar não se conteve com a vinda dos zagueiros Márcio
e Alemão ao contratar mais um jogador da posição,
Lúcio, que estava no futebol cearense. O acerto aconteceu
na sexta-feira à noite e a apresentação do
atleta está prevista para amanhã.
Lúcio tem 28 anos e foi vice-campeão cearense pelo
Icasa no ano passado. Estava ultimamente no Guarany de Sobral. Ele
irá disputar uma vaga no time titular com outros cinco zagueiros
- Márcio, Ricardo Braz, Everaldo, Alemão e Rumennig.
E as contratações não param. A diretoria alvirrubra
está negociando com um volante, um meia-armador e um atacante.
Lano, ex-América/RN, Valter e Marcinho, do Fortaleza/CE,
e Flávio, do Tigres/RJ são os nomes agendados para
a contratação do volante.
Para a meia de ligação, comenta-se em Igor, meia do
Fortaleza e que jogou no Flamengo/RJ há quatro anos, após
se destacar pelo Figueirense/SC. O jogador, 29 anos, não
está sendo aproveitado pelo time cearense e queria ser emprestado
para outro clube, que poderá ser o Potiguar.
A diretoria mossoroense não confirmou, mas também
não desmentiu a informação. Extra-oficial,
as partes já teriam fechado acordo, faltando somente o aval
do Fortaleza que se responsabilizaria com a metade do pagamento
sobre o salário do atleta.
A negociação poderia ser concretizada ontem à
noite, bem como a contratação do volante, por conta
da viagem que a diretoria fez até a capital cearense. Os
dirigentes foram prestigiar o amistoso do Potiguar em Horizonte,
cidade próxima a Fortaleza, contra o time do Horizonte, e
aproveitaram para tratar do assunto.
PREPARAÇÃO NA SERRA
O Potiguar se ausentará de Mossoró por duas semanas.
Na segunda-feira, o time subirá a serra com destino a Antônio
Martins, onde concluirá sua preparação para
a Série C do Campeonato Brasileiro. A estada ocorrerá
até o final do mês, sendo um tempo considerado suficiente
para a comissão técnica dá os retoques que
a equipe necessita para estréia contra o Central de Caruaru
daqui a 20 dias.
Fisicultor
utiliza o gym ball para fortalecer musculatura
A semana que passou foi de novidade no Potiguar,
mais precisamente na preparação física do time
com a introdução do gym ball.
Antes e após o treino, os jogadores foram submetidos a exercícios
de Cinesioterapia. Esse treinamento tem por finalidade trabalhar
a articulação e fortalecimento da musculatura.
Assim, o preparador físico Gilterlan Ferreira adotou o gym
ball, uma bola de borracha resistente. A esfera é capaz de
suportar até 300kg e proporciona alongamento, equilíbrio,
coordenação, flexibilidade e relaxamento.
"O esforço exigido pela superfície instável
da bola durante os movimentos é um dos principais fatores
que contribuem para melhorar os resultados alcançados e também
tornar as atividades muito mais divertidas", asseverou Gilterlan.
O novo método de trabalho foi bem aceito pelos atletas. "Treinar
com ela exige muito esforço, mas também dá
excelentes resultados. Além disso, não é estressante
como os métodos tradicionais. Muito bom", avaliou o
lateral-direito André Borges.
Criado nos anos 70 por fisioterapeutas suíços, o acessório
só chegou ao Brasil há alguns anos, mas devido a sua
praticidade e resultados na preparação física
e reabilitação em problemas posturais, vem sendo utilizado
cada vez com maior freqüência pelos grandes clubes de
futebol e também por agremiações do basquete
americano. (fonte: site do Potiguar).
Brasil
encara primeira pedreira
Assunção (AE) - Dois jogos com
o poder de mudar o rumo da seleção brasileira. Duas
partidas duras que se apresentam em um momento ruim para o time
do Brasil e para Dunga. O primeiro é neste domingo contra
o Paraguai, às 16 horas (de Brasília), em Assunção.
E o segundo contra a Argentina, na quarta-feira, no Mineirão.
Esta é a encruzilhada que a seleção tem pela
frente nas Eliminatórias da Copa de 2010: pega a trilha das
vitórias ou o caminho será sombrio.
Para se ter uma idéia do tamanho da encrenca que espera a
seleção brasileira basta dar uma espiada no adversário
deste domingo. O Paraguai é o líder das Eliminatórias,
com 10 pontos - dois a mais que o Brasil, terceiro colocado. Joga
em casa com apoio de mais de 40 mil pessoas. Vem para cima com três
atacantes e muita pegada. Vive um bom momento e há muito
tempo perdeu o respeito pelos pentacampeões do mundo.
Não fosse por esses importantes detalhes do adversário,
a seleção brasileira tem ainda contra o jejum de vitórias
fora de casa nas Eliminatórias. Há quatro anos a equipe
não sabe o que é vencer uma partidinha fora do seu
território.
E o momento não é nada favorável. Joga pressionada
após o estrondoso fracasso diante da Venezuela, um freguês
de caderneta contumaz, que abateu os brasileiros por 2 a 0, no último
dia 6, em Boston. Aquela derrota é a última imagem
que ficou da seleção de Dunga para o torcedor.
Joga ainda sem duas estrelas imprescindíveis aos melhores
times do mundo. Estamos falando de Kaká e Ronaldinho Gaúcho.
E tem em Robinho a sua única diferença. Pouco para
o tamanho do Brasil no futebol internacional.
Dunga
fecha o time e aposta na determinação
Tão pouco que o próprio Dunga se preveniu escalando
um time de forte marcação com três volantes
de ofício (Gilberto Silva, Mineiro e Josué) e laterais
de força (Maicon e Gilberto). Soldados a serviço de
Robinho, do valente Luís Fabiano na linha de frente e do
apoiador Diego.
Dunga joga suas fichas em Robinho e Diego, dupla de ouro do Santos
campeão brasileiro em 2002. "Estou pronto e não
tenho medo de cobranças, desde garoto sou cobrado no futebol",
disse Diego, de 23 anos. "Teremos dois jogos difíceis
pela frente, mas o Brasil está preparado para vencer qualquer
adversário assim como pode perder também", resumiu
Robinho.
O treinador da seleção aposta na determinação
de seus jogadores. Por precaução, ensaiou muito as
jogadas de bola parada. E pediu superação aos comandados.
Sabe que a vitória seria o ideal, mas o empate também
é uma dádiva dos céus.
"Vamos jogar pelos três pontos. Esse é o nosso
objetivo. O empate é do jogo e não podemos desprezar
essa possibilidade", disse Dunga. Ele sabe o que está
dizendo.
Paraguai
vai de trio ofensivo para vencer
Assunção (AE) - O Paraguai não lidera as Eliminatórias
à toa. Conhecida nos últimos anos pela forte defesa,
a seleção paraguaia aprendeu a fazer gols. E com os
9 marcados, tem o ataque mais positivo da competição.
Neste domingo, contra o Brasil, a história não será
diferente: os donos da casa vão para cima dos pentacampeões
mundiais.
O técnico Gerardo Martino armou um esquema ofensivo, com
Salvador Cabañas, Roque Santa Cruz e Nelson Haedo Valdez
no ataque. "Nós iremos pressioná-los no campo
deles e não os deixaremos jogar", contou Santa Cruz.
"Nós jogamos em casa e devemos ter a iniciativa".
O treinador está confiante com o esquema ofensivo e diz não
temer os contra-ataques do Brasil. Ele garante que a tática
usada funcionou nos jogos anteriores e que por isso mesmo não
vai mudá-la. "Decidimos jogar com três atacantes
porque fomos bem nos outros jogos", explicou Martino. "Não
fomos vulneráveis contra o Equador (goleada por 5 a 1) e
não seremos agora".
Santos/SP
vai às compras cedo
Santos (AE) - O técnico Cuca pediu
aos dirigentes do Santos que se apressem nas três contratações
prometidas - ele apresentou uma lista com seis nomes - para não
ser pego de surpresa na reabertura do mercado europeu, quando poderá
perder até três jogadores.
Por enquanto, a única especulação no clube
é que um titular - não é o lateral-esquerdo
Kleber e nem o volante Rodrigo Souto - estaria indo para Ucrânia
em troca de um brasileiro e mais dois milhões de euros (pouco
mais de R$ 5 milhões). Deve ser Marcelo, de 21 anos, 1m90,
70kg, o mais técnico dos zagueiros do Santos e que, no ano
passado, era considerado por Vanderlei Luxemburgo um futuro jogador
da seleção brasileira.
O presidente santista, Marcelo Teixeira, desconversa a respeito
da possível troca e até agora confirma apenas uma
proposta do futebol japonês por Rodrigo Tabata. Mas, o jogador
desconhece. "Tudo o que sei sobre isso foi o que li na internet",
disse o meia.
Depois de elogiar Tabata no dia em que foi apresentado, Cuca dá
sinais de decepção com as suas fracas atuações
diante do Vitória e do Fluminense, além de dizer que
a diretoria conhece melhor o jogador e que respeita a decisão
que ela tomar.
O Santos tenta negociar Tabata desde o início do ano para
não perder os R$ 3,5 milhões gastos na compra de 50%
dos seus direitos federativos junto ao Goiás, que detém
os outros 50%, no começo de 2006. É que no fim do
ano, quando termina o seu contrato, o meia estará livre.
Se quiser, a partir do dia 1ª de julho, ele pode assinar um
pré-contrato com qualquer clube e deixar a Vila Belmiro em
dezembro sem ter que pagar nada.
Talvez por isso, Tabata tivesse se recusado a ir para o Cruzeiro
em troca de três jogadores no meio do Campeonato Paulista
e agora não demonstre entusiasmo com uma provável
transferência para o Japão. Para ele é mais
interessante esperar dezembro chegar para não ter que dividir
com ninguém o que receber na negociação de
seus direitos.
Sem ser Cafu, caso aceite o convite para continuar jogando, o torcedor
do Santos não deve esperar por reforços importantes
para o restante do Campeonato Brasileiro. Cuca pediu um lateral-direito
porque não conta com nenhum em condições para
ser titular no grupo, um meia-armador e outro jogador, sem revelar
o nome e nem posição.
O lateral-direito deverá ser mesmo Apodi, que não
vinha sendo aproveitado no Cruzeiro. Se a troca por Carlinhos for
concretizada, é provável que o garoto Felipe Souza,
que nem chegou a ter oportunidade com o novo treinador santista,
seja emprestado.
Se Kleber finalmente for negociado, como ele e o Santos pretendem,
e Carlinhos aceitar a troca com o Cruzeiro, Cuca vai precisar de
outro lateral-esquerdo. A aposta da diretoria era Carleto, que não
confirmou nos profissionais o futebol que mostrava no sub-20.
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