

TENTATIVA
DE FUGA
Líderes
serão transferidos para Alcaçuz
Os 26 apenados envolvidos na tentativa de
fuga frustrada na madrugada de domingo, 11, de um dos blocos do
Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio
serão punidos pela direção daquela unidade
prisional. Três deles, apontados como os líderes do
movimento, serão transferidos para o presídio de Alcaçuz,
em Nísia Floresta, e o restante vai receber punição
administrativa e pode ainda responder pelos danos que provocaram
durante a depredação das celas, que tiveram suas grades
serradas. O inquérito para apurar esse caso deverá
ser instaurado na Segunda Delegacia de Polícia.
Segundo Alvibar Gomes, que é major da Polícia Militar
e dirige aquela unidade prisional, pelo menos três apenados
foram identificados como os líderes da tentativa de fuga,
que vinha sendo arquitetada havia vários meses e foi colocada
em prática há poucos dias, quando o túnel começou
a ser cavado na cela de número 2 no bloco B do pavilhão
do Regime Fechado. Os líderes são Aerton Tavares,
Biro-Biro, condenado por homicídio, e os irmãos
Alexander e Alexandro Gomes Rocha, assaltantes. Eu estou esperando
só confirmar as vagas para transferir, adianta o major
Alvibar Gomes.
O diretor daquele complexo revelou ainda que vai acionar o Ministério
Público Estadual para solicitar abertura de um inquérito
criminal para apurar as conseqüências da tentativa de
fuga, como por exemplo a depredação do prédio
público. Eles vão ter que responder também
pelo crime que estão cometendo quando destroem as celas do
presídio, destaca o oficial militar, acrescentando
ainda que a pena, caso venham a ser condenados, pode ser de até
três anos, que devem ser somados à pena que eles já
foram condenados. Eles têm que responder criminalmente
também, enfatiza Alvibar.
Até o fim da tarde de terça-feira passada, o clima
ainda era tenso dentro do complexo. O major Alvibar explicou que
os presos estavam reclamando da suspensão do banho-de-sol
por causa da tentativa de fuga. Eu não tinha como liberar
antes que as celas fossem reparadas. Nós passamos a tarde
inteira para tapar o buraco. Mas hoje tudo voltou ao normal,
diz Alvibar, acrescentando que o banho-de-sol foi liberado para
os que tinham direito e ainda houve até visita. Está
tudo como antes, reforça o oficial militar, explicando
que a tentativa de fuga é resultado da deficiência
do sistema local.
A Justiça demora para avaliar os processos e, enquanto
isso, os presos ficam aqui esperando para sair. É por isso
que eles acabam tentando fugir, conta Alvibar, acrescentando
ainda que a superlotação do sistema carcerário
também agrava a situação dentro do Estado.
É uma conseqüência. O sistema está
superlotado. Não tem mais vaga para ninguém,
diz o major Alvibar, que passa pela mesma situação
das outras unidades que abrigam presos dentro do Estado. Na Cadeia
Pública Juiz Manoel Onofre de Souza, o quadro é ainda
mais crítico. São mais de 200 presos em condições
desumanas.
Presos
tentam fugir através de um túnel
Domingo passado, agentes penitenciários do Complexo Penal
Agrícola Doutor Mário Negócio, situado na zona
rural de Mossoró, evitaram o que poderia ter sido uma das
maiores fugas em massa dos últimos anos. A suspeita é
que cerca de 40 apenados poderiam fugir através de um buraco
que foi cavado dentro do bloco B do Regime Fechado. O túnel
media mais de vinte metros de comprimento e dois de largura e contava
uma estrutura razoável, com sistema interno de ventilação
e eletricidade. A areia retirada do buraco era colocada em sacos
plásticos dentro das celas ou em cima das camas de alvenaria.
A fuga só não foi concretizada porque os presos foram
flagrados durante a madrugada pelo sistema de câmeras que
é instalado nos corredores dos blocos. Todos foram retirados
de suas celas, resultando no fim do plano. O buraco foi tapado anteontem
e a ordem voltou ao presídio.
Delegada
vem ouvir presos em Mossoró
Os presos Francisco Gleison Dantas, Rafânio
Brito de Medeiros e Ricardo Gledson Lima Silva serão ouvidos
hoje pela delegada Sheila Maria sobre a tentativa de assalto que
resultou na morte do eletricista mossoroense José Etelvino
da Silva, que tinha 58 anos e foi assassinado com dois tiros de
pistola no dia 4 deste mês, em Triunfo Potiguar. A suspeita
é que o trio esteja diretamente ligado a um numeroso grupo
de criminosos que pode estar por trás de vários crimes
que foram registrados no interior do Rio Grande do Norte nos últimos
meses, como assaltos, pistolagem e tráfico de drogas.
Segundo um policial lotado na Delegacia de Caraúbas, Sheila
chega hoje em Mossoró com uma equipe para ouvir os três
suspeitos e dar continuidade nas investigações em
torno do latrocínio ocorrido na cidade de Triunfo Potiguar.
Ela está indo aí com uma equipe para ouvir esse
pessoal e também para fazer algumas diligências que
podem ajudar a esclarecer o crime, adiantou o policial, acrescentando
ainda que, além do latrocínio, o trio deverá
ser ouvido também a respeito do roubo de um WV Pólo
de cor preta que foi usado durante o assalto da Guanabara, ocorrido
entre Mossoró e Assu.
Além da delegada Sheila Maria, Gleison, Ricardo e Rafânio
são investigados por vários outros delegados do interior
do RN. Em Mossoró, por exemplo, há um inquérito
em andamento sendo conduzido por Antônio Pinto, da Primeira
Delegacia de Polícia Civil, outro por Luís Fernando
Sávio, que responde pela Especializada em Furtos e Roubos
(DEFUR), além do delegado Edvan Queiros, de Areia Branca.
Os delegados Roberto Moura, da regional de Patu, e Ronaldo Gomes,
do Departamento Especializado no Combate e Investigação
Contra o Crime Organizado (DEICOR) auxiliam também.
O trio foi preso em Mossoró pela Polícia Militar na
noite de domingo passado, acusado de assaltar o vereador Osnildo
Morais, que é sargento da PM, e tentar contra a filha de
um juiz aposentado. Com o bando foram apreendidas três pistolas
de uso exclusivo, munições de vários calibres
e outros objetos que estão sendo analisados um dos
celulares apreendidos com eles foi reconhecido por uma vítima
de Caicó, que foi assaltada pela quadrilha. O trio, que já
tinha outros processos na Justiça, vai responder agora por
assalto e formação de quadrilha com o agravante
de estarem todos armados.
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