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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 15/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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Salvador
Estive em Salvador, na Bahia, duas vezes no mesmo mês, com uns quinze dias de diferença. Em ambas as vezes, permanência de apenas um dia, contado da tarde de um para a tarde do outro. Quer dizer, vinte e quatro horas. Andando o mais das vezes a pé, e era a maior parte do meu dia, conheci muito pouco de Salvador, mais ali pelo centro, principalmente a parte antiga.
Para começo, de duas coisas fiquei com pena, até hoje: não conheci por dentro o Instituto Nina Rodrigues, em obras de conservação, e a casa onde morou Rui Barbosa, fechada à visitação pública,. não me lembro bem por quê. Também serviço de conservação, parece. O que não deixa de ser uma frustração de ordem intelectual, eu que lá cheguei com essa intenção na cabeça.
Meio para baixo, meus olhos já anteviam, com antecipada satisfação, todo o interior daqueles prédios de feição antiga, no traço arquitetônico como no aspecto de respeitável erudição, mas, como dito, como que se nublaram em face da impossibilidade, tomei outros rumos pela cidade misteriosa, como se diz. Nas ruas do meu trânsito de um só dia, procurando sentir a cidade.
Quero dizer, a alma da cidade, na feição antiga dos seus sobrados densos da vida escritural que ficou para a contemplação dos séculos, nas pedras quase pretas do tempo daquelas ruas da cidade antiga, ou dito melhor, da Cidade Velha. Em principal, a Baixa do Sapateiro, com o Pelourinho a campear, sem o orgulho dos monumentos heróicos, tendo por pano de fundo, no tempo, a ignomínia sobre o nosso sangue ancestral.
Mas, a bem dizer, e isto me traz uma certa frustração, conheço mesmo Salvador é pela literatura do baiano Jorge Amado, por assim falar, historicamente descomprometida. Isto quer dizer a cidade aquém dos arredores do seu tempo histórico, que minha disposição, lá, não foi suficiente para conhecer-lhe a alma digamos profunda, no seu Tudo forjado na bigorna dos séculos, vá lá a figura cediça, à falta de outra que me salve do lugar-comum, pulgão do estilo.

Elogio
Secretaria da Saúde do Estado elogia o trabalho realizado pela Prefeitura de Mossoró com o fim de evitar uma epidemia de dengue na cidade.

Desmantelo
O prefeito de Areia Branca, Souza, ainda às voltas com o desmantelo deixado pelo prefeito que o substituiu por desgraçados sete meses, por força de uma cassação de mandato engendrada pelo arbítrio.

Pessoa
Na Independência e na Casa da Revista o livro Momentos de Reflexão, uma visão do homem diante da vida, do nosso amigo João Pessoa. Dos bons livros do gênero.

LINGUAGEM
• ELA ANDA COMO SE VOASSE. O estudante João Damasceno pergunta, de Natal, se, para analisar este período, é preciso subentender: Ele anda como andaria se voasse. Absolutamente não. Deve-se analisar o que está. Assim. Período composto por subordinação (duas orações). Oração principal: Ela anda. Oração subordinada adverbial condicional hipotética - como se voasse. Conectivo subordinativo: como se. Toda análise que exige subentendimento é sempre deficiente (Antenor Nascentes).Como dito, deve-se analisar o que está.



       




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