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ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Caern
descarta diferença de tarifas
A ampliação da rede de saneamento
básico de Mossoró, com o início da construção
da bacia 7 (bairros Alto da Conceição, Lagoa do Mato,
Belo Horizonte e Carnaubal), suscita discussão sobre o valor
da taxa de esgotamento sanitário, incidente sobre a fatura
mensal de água.
Saneamento básico é serviço essencial para
promoção da saúde pública, mas não
gratuito nem barato. A tarifa de esgoto incide até 70% sobre
o valor da conta mensal de água, e quem paga é o consumidor
à Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte
(CAERN).
DENÚNCIA
Na sessão de ontem da Câmara Municipal de Mossoró,
o vereador Aluísio Feitosa (PDT) denunciou diferença
no valor da taxa de esgotamento sanitário entre Natal e Mossoró.
Apresentou faturas comprobatórias da cobrança do serviço
de 70% sobre o valor da conta em Mossoró e 35% na capital.
A denúncia foi sucedida por manifestações de
repúdio à prática da Caern dos vereadores Júnior
Escóssia (DEM), Izabel Montenegro (PMDB), Arlene Sousa (DEM),
Gilvanda Peixoto (DEM), Renato Fernandes (PR) e Francisco Dantas
da Rocha, Chico da Prefeitura (DEM).
No calor do debate, Chico da Prefeitura chegou a defender acionamento
na Justiça da Caern para ressarcimento do dinheiro pago,
segundo o vereador, indevidamente. O contribuinte de Mossoró
está sendo lesado, disse.
DESINFORMAÇÃO
O gerente regional da Caern, José Ronaldo de Medeiros, esclarece
haver duas tarifas de esgotamento sanitário no Rio Grande
do Norte: a taxa na forma de condomínio, que incide 35% sobre
o valor da fatura mensal e aplicada nos conjuntos Nova Vida, Vingt
Rosado, Santa Delmira e Ilha de Santa Luzia, e o modelo convencional,
que custa 70% e existente nas demais áreas.
Certamente, a fatura de Natal apresentada pelo vereador é
de uma área da capital onde o esgotamento sanitário
existe na forma de condomínio (35%) e a de Mossoró,
de uma área convencional (70%). Mas tanto Natal como Mossoró
possuem esses dois modelos de cobrança, explica José
Ronaldo.
Ele acrescenta que, no modelo condominal, a rede coletora passa
no interior da quadra e não na rua, na frente da casa, como
na forma convencional. E é a forma de ocupação
do solo do bairro que determina esses modelos.
A taxa de condomínio custa metade da convencional porque
é mais barata para a Caern. E a maioria da cidade é
na forma convencional porque o outro modelo é aplicado em
construções mais recentes, nos conjuntos mais novos,
como o Vingt Rosado, explica José Ronaldo.
Água
continua a chegar barrenta às torneiras
Usuários reclamam que a água distribuída pela
Caern tem chegado com coloração escura às torneiras
nas últimas semanas em várias partes da cidade. Água
antes utilizada para consumo humano passou a ser usada apenas para
fins domésticos. Muita gente passou a comprar água
mineral após o início do problema.
A Caern confirma que a água tem chegado barrenta às
torneiras e atribui a causa às chuvas, que tornaram turvas
a água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu,
que abastece cerca de 30% de Mossoró através da adutora
Jerônimo Rosado.
O gerente geral da companhia, José Ronaldo de Medeiros, nega
que a água esteja escura por falta de tratamento. Segundo
ele, as chuvas aumentaram a presença de material orgânico
no rio Piranhas/Açu, represado pela Barragem Armando Ribeiro
Gonçalves, e o tornaram mais escuro.
Mas a água está recebendo tratamento correto,
inclusive aplicação de cloro, o que é mais
importante, informa José Ronaldo, acrescentando que
a água tende a ficar límpida com o passar do tempo
e gradual limpeza do rio Piranhas/Açu.
A água pode ser utilizada normalmente, mas ele recomenda
filtragem. Sugerimos que seja filtrada sempre, independentemente
da sua coloração, afirma.
A água da Armando Ribeiro chega pela adutora e é distribuída
para todos os reservatórios de Mossoró para reforço
do abastecimento da cidade. Sem ela, Mossoró enfrentaria
problemas de racionamento.
Conferência
propõe criação de delegacia
Esdras Marchezan
Da Redação
De forma silenciosa, os maus-tratos e violência contra pessoas
idosas em Mossoró avança de forma mais rápida
que a criação de ações de suporte e
atendimento à terceira idade. No Ministério Público
Estadual (MPE), a Promotoria do Direito do Idoso tem registrado
várias denúncias deste tipo e encaminhado os casos
à polícia. Mesmo com o crescimento nas denúncias
não há na cidade uma delegacia específica para
prestar atendimento a estas pessoas. Defendemos a idéia
de que haja uma delegacia especial para a pessoa idosa, com um atendimento
específico e capaz de acolher, de todas as formas as vítimas
e apurar as denúncias contra os suspeitos de maus-tratos,
que muitas vezes estão na própria família,
explicou a coordenadora da defesa dos direitos da mulher e das minorias,
Rossana Roberta Pinheiro.
Essa foi uma das propostas discutidas na manhã de ontem na
I Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, no auditório
do Serviço Social da Indústria (SESI), em Mossoró.
No final das discussões os coordenadores elaboraram um documento
reunindo as propostas que serão analisadas em uma conferência
estadual, que deve ocorrer ainda este ano, em Natal.
A gerente municipal de Ação Social, Fátima
Moreira, ressaltou que a conferência tem a intenção
de discutir, junto à população idosa do município,
ações que visem melhorar a rede de atendimento e assistência
à terceira idade. Daqui vamos sair com sugestões
que pretendemos pôr em prática, com apoio de outras
instituições como os governos estadual e federal,
disse.
Outra proposta feita na conferência foi a criação
de um Fundo Municipal da Pessoa Idosa semelhante ao que acontece
com o Fundo da Criança e Adolescente. A intenção
é que haja verbas específicas para investimento da
ampliação do atendimento à pessoa idosa em
Mossoró. Queremos que a terceira idade tenha um atendimento
de qualidade, em todos os setores, de forma a garantir uma melhor
qualidade de vida a estas pessoas, comentou a presidente do
Conselho Municipal do Idoso, Ivana Conceição Porto
Morais.
Formação
profissional é tema de
discussões que reúne assistentes sociais
Assistentes sociais que atuam nas três
esferas do poder público e na iniciativa privada em toda
a região Oeste do Rio Grande do Norte se reúnem hoje,
em Mossoró, em comemoração ao Dia do Assistente
Social (15 de maio). Outro objetivo do evento é convocar
a categoria para discutir a formação profissional
e atuação da categoria no mercado de trabalho.
O evento com oficinas, palestras, atividades culturais e
mostra de experiência profissional é organizado
pelo Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/Mossoró)
e acontece hoje, 15, e amanhã, 16. A programação
teve início ontem, 14, às 8h, na Biblioteca Municipal
Ney Pontes Duarte, Centro da cidade.
De acordo com a coordenadora do CRESS/Mossoró, Socorro Rodrigues,
um dos assuntos que tem movimentando a categoria é a realização
do Exame de Proficiência. Trata-se de uma prova - semelhante
ao que acontece na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)-, realizada
após o término da graduação de Serviço
Social, com o objetivo de habilitar o profissional para exercer
a função. O exame de proficiência é defendido
por vários CRESS e criticado por outros. Em setembro próximo
todos os conselhos irão se reunir em Brasília (DF),
com a finalidade de decidir se tal exame será ou não
aplicado à categoria. Esse debate está colocado
para o Serviço Social desde 2006 e, então, é
um dos mais importantes e acirrados dentro da categoria. Essa é
a hora de decisão, afirmou a representante do CRESS/Mossoró.
Gerência
muda horário de dentistas para funcionamento de plantão
24 horas
A Gerência Executiva da Saúde
teve que adequar horários de trabalho para alguns dentistas
aprovados no recente concurso público realizado pela Prefeitura
de Mossoró. Segundo a gerente Dorinha Burlamaqui, houve problemas
na hora da elaboração dos horários, pois os
dentistas alegavam indisponibilidade de tempo.
Diante disso, a gerente da Saúde afirma que, para resolver
dois problemas de uma só vez, direcionou esses dentistas
para o plantão. Precisávamos de plantonistas
para o serviço dentário 24 horas, diz.
A gerente executiva da Saúde informa que a questão
foi porque os profissionais não se enquadravam no Programa
Saúde da Família (PSF). Os que não tinham
disponibilidade foram para o plantão, diz.
Dorinha Burlamaqui acrescenta que outros foram enquadrados em outros
programas desenvolvidos pela Prefeitura de Mossoró nas Unidades
Básicas de Saúde (UBS) e nas escolas da rede municipal
de ensino.
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