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HABITAÇÃO
Caixa
Econômica vai financiar
até 100% de imóvel usado
A Caixa Econômica Federal (CEF) ajustou
as operações para quem pretende adquirir um imóvel
usado a partir da carta de crédito FGTS, dando o mesmo tratamento
dispensado às operações de imóveis novos.
O destaque é a ampliação da quota de financiamento
e do prazo de amortização, que em alguns casos pode
chegar até 100% do valor e 30 anos, respectivamente.
A ampliação da quota já está em vigor,
com adoção de percentual variável em função
do sistema de amortização. Para o pagamento em até
240 meses, o cliente pode financiar até o valor total do
imóvel. Até 300 meses, é possível financiar
até 90%. De 301 a 360 meses, a pessoa financia até
80% da quantia. O percentual é aplicado sobre o menor valor
entre a avaliação da Caixa Econômica Federal
e o valor de compra e venda do imóvel.
Os limites dos imóveis, porém, variam de região
para região. Para Distrito Federal e municípios das
áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro,
o valor chega a R$ 130 mil. Em cidades com população
igual ou superior a 500 mil habitantes, municípios do entorno
do DF, demais capitais estaduais e regiões metropolitanas,
o limite é de R$ 100 mil. Nas demais cidades, de R$ 80 mil.
O programa Carta de Crédito FGTS é uma linha de financiamento
que utiliza recursos do Fundo para ajudar na compra de um imóvel.
Não é necessário ter depósitos na conta
vinculada do FGTS para contratar o serviço.
O gerente da CEF em Mossoró, Ciro Leite, disse que ainda
não recebeu informações oficiais sobre a mudança,
mas a partir da próxima semana os interessados em tirar dúvida
sobre o processo podem procurar a agência local.
A
ameaça é um atentado a democracia
Pendências - "Se a idéia
era intimidar, deixamos claro que vamos trabalhar muito mais".
O recado foi dado pelo procurador regional eleitoral, Fábio
Nesi Venzon, em entrevista à imprensa na tarde de ontem (14/05)
no Fórum de Justiça de Pendências, comarca a
qual a promotora de Justiça Polireda Madaly Bezerra de Medeiros
sofreu ameaça de morte devido sua atuação.
Para o representante do Ministério Público Federal
foi importante o deslocamento até a Comarca de Pendências
para não permitir que o Promotor de Justiça se sinta
desencorajado em atuar no interior do Estado tendo em vista que
este ano é um ano eleitoral.
"Estamos às vésperas de um processo eleitoral
e não podemos deixar que o promotor se sinta desencorajado.
Esperamos que as ameaças a partir de agora elas não
mais se repitam. A ameaça é um atentado a própria
democracia", destacou.
A procuradora-geral de Justiça adjunta, Maria Auxiliadora
de Souza Alcântara, representou o procurador-geral de Justiça,
José Augusto Peres Filho, que encontra-se em compromissos
fora do Estado, reforçou que o Ministério Público
é uma instituição "uno e indivisível",
e está preparado para defender seus representantes no exercício
de suas atribuições.
A promotora de Justiça Polireda Madaly reconheceu que logo
que recebeu a ameaça de morte sentiu certa dificuldade em
continuar trabalhando, mas no dia seguinte realizou atendimento
já agendado e hoje em dia sua atuação na Promotoria
de Justiça, depois da escolta e do apoio que vem recebendo,
está normalizada. "Sigo meu trabalho e estou atuando
normalmente", disse.
Segundo a promotora de Justiça, devido sua atuação
em várias áreas, ainda não foi possível
saber de onde partiu a ameaça, mas a polícia já
tem duas linhas principais de investigações. Uma delas
é voltada para o tráfico de drogas. E a outra na área
eleitoral, já que a promotora de Justiça conseguiu
algumas ações deferidas na Justiça sobre a
propaganda eleitoral antecipada.
Para o presidente da Associação dos Membros do Ministério
Público do Rio Grande do Norte (AMPERN), promotor de Justiça
Oscar Hugo de Souza Ramos, a entrevista à imprensa na Comarca
de Pendências teve também o objetivo de manifestar
de público que a atuação do MP é uma
atuação institucional e não personalizada,
tanto que o procurador-geral de Justiça indicou e o procurador
regional eleitoral, Fábio Venzon, designou outros três
promotores de Justiça (Antônio de Siqueira Cabral,
Danielle Fernandes e Uliana Lemos de Paiva) para auxiliarem a promotora
de Justiça Polirera Madaly na área eleitoral.
Também estiveram presentes para a entrevista à imprensa
na Comarca de Pendências os promotores de Justiça Marcus
Aurélio de Freitas Barros, coordenador em exercício
da assessoria jurídica da PGJ; João Vicente Silva
de Vasconcelos Leite; e Francisco Hélio de Morais Júnior,
representando a corregedora-geral do MP.
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