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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 15/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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» Caixa Econômica vai financiar até 100% de imóvel usado
» ‘A ameaça é um atentado a democracia’


HABITAÇÃO
Caixa Econômica vai financiar
até 100% de imóvel usado

A Caixa Econômica Federal (CEF) ajustou as operações para quem pretende adquirir um imóvel usado a partir da carta de crédito FGTS, dando o mesmo tratamento dispensado às operações de imóveis novos. O destaque é a ampliação da quota de financiamento e do prazo de amortização, que em alguns casos pode chegar até 100% do valor e 30 anos, respectivamente.
A ampliação da quota já está em vigor, com adoção de percentual variável em função do sistema de amortização. Para o pagamento em até 240 meses, o cliente pode financiar até o valor total do imóvel. Até 300 meses, é possível financiar até 90%. De 301 a 360 meses, a pessoa financia até 80% da quantia. O percentual é aplicado sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa Econômica Federal e o valor de compra e venda do imóvel.
Os limites dos imóveis, porém, variam de região para região. Para Distrito Federal e municípios das áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil. Em cidades com população igual ou superior a 500 mil habitantes, municípios do entorno do DF, demais capitais estaduais e regiões metropolitanas, o limite é de R$ 100 mil. Nas demais cidades, de R$ 80 mil.
O programa Carta de Crédito FGTS é uma linha de financiamento que utiliza recursos do Fundo para ajudar na compra de um imóvel. Não é necessário ter depósitos na conta vinculada do FGTS para contratar o serviço.
O gerente da CEF em Mossoró, Ciro Leite, disse que ainda não recebeu informações oficiais sobre a mudança, mas a partir da próxima semana os interessados em tirar dúvida sobre o processo podem procurar a agência local.

‘A ameaça é um atentado a democracia’
Pendências - "Se a idéia era intimidar, deixamos claro que vamos trabalhar muito mais". O recado foi dado pelo procurador regional eleitoral, Fábio Nesi Venzon, em entrevista à imprensa na tarde de ontem (14/05) no Fórum de Justiça de Pendências, comarca a qual a promotora de Justiça Polireda Madaly Bezerra de Medeiros sofreu ameaça de morte devido sua atuação.
Para o representante do Ministério Público Federal foi importante o deslocamento até a Comarca de Pendências para não permitir que o Promotor de Justiça se sinta desencorajado em atuar no interior do Estado tendo em vista que este ano é um ano eleitoral.
"Estamos às vésperas de um processo eleitoral e não podemos deixar que o promotor se sinta desencorajado. Esperamos que as ameaças a partir de agora elas não mais se repitam. A ameaça é um atentado a própria democracia", destacou.
A procuradora-geral de Justiça adjunta, Maria Auxiliadora de Souza Alcântara, representou o procurador-geral de Justiça, José Augusto Peres Filho, que encontra-se em compromissos fora do Estado, reforçou que o Ministério Público é uma instituição "uno e indivisível", e está preparado para defender seus representantes no exercício de suas atribuições.
A promotora de Justiça Polireda Madaly reconheceu que logo que recebeu a ameaça de morte sentiu certa dificuldade em continuar trabalhando, mas no dia seguinte realizou atendimento já agendado e hoje em dia sua atuação na Promotoria de Justiça, depois da escolta e do apoio que vem recebendo, está normalizada. "Sigo meu trabalho e estou atuando normalmente", disse.
Segundo a promotora de Justiça, devido sua atuação em várias áreas, ainda não foi possível saber de onde partiu a ameaça, mas a polícia já tem duas linhas principais de investigações. Uma delas é voltada para o tráfico de drogas. E a outra na área eleitoral, já que a promotora de Justiça conseguiu algumas ações deferidas na Justiça sobre a propaganda eleitoral antecipada.
Para o presidente da Associação dos Membros do Ministério Público do Rio Grande do Norte (AMPERN), promotor de Justiça Oscar Hugo de Souza Ramos, a entrevista à imprensa na Comarca de Pendências teve também o objetivo de manifestar de público que a atuação do MP é uma atuação institucional e não personalizada, tanto que o procurador-geral de Justiça indicou e o procurador regional eleitoral, Fábio Venzon, designou outros três promotores de Justiça (Antônio de Siqueira Cabral, Danielle Fernandes e Uliana Lemos de Paiva) para auxiliarem a promotora de Justiça Polirera Madaly na área eleitoral.
Também estiveram presentes para a entrevista à imprensa na Comarca de Pendências os promotores de Justiça Marcus Aurélio de Freitas Barros, coordenador em exercício da assessoria jurídica da PGJ; João Vicente Silva de Vasconcelos Leite; e Francisco Hélio de Morais Júnior, representando a corregedora-geral do MP.



       
 




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