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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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A vez do Calypso
A banda paraense Calypso volta a Mossoró com a moral em alta e muito prestigiada pelo público para sua apresentação no Mossoró Cidade Junina. O show começa às 23h, na Estação das Artes. O prestígio da banda Calypso tem uma explicação. A pesquisa, encomendada pela agência de publicidade F/ Nazca Saatchi & Saatchi, abordou 2.166 pessoas em 135 cidades de todas as regiões do país com a pergunta: "Qual é o cantor, cantora ou banda que você mais tem escutado?"
Somadas todas as menções, a Calypso foi escolhida por 14% dos entrevistados, enquanto Zezé Di Camargo e Luciano tiveram 12% da preferência.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, o tecnobrega dos paraenses e o sertanejo romântico dos goianos estão tecnicamente empatados no primeiro lugar.
"Ô, glória!", foi a reação do evangélico Chimbinha, guitarrista da Calypso, ao ser informado sobre a liderança no gosto popular. "É uma surpresa muito grande."
Uma das campeãs de shows no país, Calypso, trás neste quarto trabalho o diferencial das oponentes do seu ritmo, é rigorosamente cuidadosa com seu repertório, a grande virtude que o destaca no cenário da música, sendo a única fiel representante do seu estado a expandir o ritmo pelo Brasil a fora.
A batida pode ser idêntica a de muitas bandas, porém, quando percebermos o soar da guitarra de Chimbinha e a voz melódica e sensual de Joelma. E como usam como prefixo "Isso é Calypso" preceitua o ritmo ao nome original da banda. Cada vez melhor, romantismo a flor da pela também destaca a banda com suas baladas. Juntamente com este cd acaba de chegar o DVD da banda que foi gravado em São Paulo.
Já o sucesso da banda Furacão do Forró chegou com menos de um ano de existência. Comandada pela experiente cantora Marcinha Pepê, o primeiro CD da banda já é considerado um fenômeno de vendas, praticamente todas as músicas que compõem o disco estão nas paradas de sucesso e no repertório de outras bandas, canções como: "ta rolando zum, zum, zum", "acabou, acabou", "sempre julga esse amor" e "eu me toquei".
O próximo desafio do grupo é a gravação do seu primeiro DVD, apostando na sua popularidade e no sucesso adquirido em tão pouco tempo, a banda se prepara com bastante empenho para proporcionar ao público um trabalho com qualidade e profissionalismo.

MP3 toca com Dj Balinha no Camarote Thermas
A banda mossoroense MP3, tida como uma das principais no segmento do pop-rock em Mossoró, se apresenta hoje no camarote do Thermas, logo após a apresentação da banda Calypso no palco principal do Mossoró Cidade Junina. A apresentação da banda local está prevista para 1h. Para ter acesso ao camarote, é necessário adquirir uma pulseira, à venda na bilheteria do local. Ainda haverá a participação do DJ Balinha.
O MP3 divulgou no site Orkut, em sua própria comunidade (Banda MP3 Mossoró) a intenção do grupo de tocar um repertório interativo, a pedido do público. Os pedidos da internet foram formados a partir de outros eventos realizados pelo grupo em vários locais da cidade. "Será uma forma diferente de prepararmos o nosso repertório, que com certeza atenderá a maioria dos que forem à Estação hoje", adiantou Cleber di Marzzio, guitarrista e vocalista da banda. "Os pedidos feito na hora do evento, vai depender do nosso repertório. Por isso, é bom que as pessoas acessem e deixem sua sugestão lá para que ensaiemos durante a semana e façamos um show bonito em outras ocasiões. Para a apresentação de hoje, tudo já está pronto e arrumado".
O MP3 é uma banda formada em meados do ano passado e existia com outra formação, mas agora tende a ser manter na linha do pop-rock. É formado por músicas experientes e conhecidos do mossoronese e vai mostrar algumas canções pop-rock nacionais em versões acústicas e no estilo de MPB. A banda estava preparando um repertório especial, com misturas que passam do hard rock, ao pop, reggae e funk.
Cléber também explicou que a preocupação maior não era montar as músicas, mas manter a formação de seus integrantes. "Achamos que o pop-rock pode ser ainda melhor trabalhado, levado a sério. O MP3 tem esta proposta. E acreditamos tudo tem dado certo, visto que a turma que está comigo é muito boa e também companheira. A nossa rotina de apresentações também está muito boa", adiantou o guitarrista, que também tem um projeto paralelo, a banda Arcanjos. O grupo ainda é formado por William (bateria) e por Mestre Igor (baixo).

Opostos que se atraem
Forte, decidida e sem papas na língua. O perfil de Carolina, a protagonista de "Chamas da Vida", da Record, poderia muito bem se aplicar a sua intérprete. Aos 28 anos, Juliana Silveira se prepara para voltar ao posto de atriz principal com uma personagem com quem tem muito em comum. "Eu vinha fazendo personagens infanto-juvenis. A Carolina é mais madura, mais adulta. E, como ela, tenho uma personalidade forte. Quem me conhece, sabe que posso ser terrível!", brinca, bem-humorada. Essa proximidade é maior do que gostaria, como ela própria admite. A atriz se descreve como uma impulsiva em busca de equilíbrio e deixa escapar que a convivência entre os ímpetos nem sempre é fácil. "É irônico que a Carolina tenha surgido agora, que estou buscando o oposto. Às vezes, acontece uma briga interna por pensar que estou voltando a esse lado explosivo", revela.
Filha dos empresários Arlete e Walter, vividos por Jussara Freire e Antônio Grassi, a personagem herdou a determinação da família: enquanto os pais batalharam para fazer prosperar a fábrica de sorvetes GG, Carolina comanda a própria produtora de vídeo. "Apesar de ser filha única, ela não é mimada. É decidida até demais, passa uma coisa meio masculina", define Juliana. Outra marca que mostra o gosto da jovem pela diferença está na cabeça. Dona de madeixas curtíssimas, Carolina demonstra, de cara, que não faz o gênero "mocinha sonhadora". Juliana chegou a afirmar que tinha medo que o público não aceitasse uma heroína sem cabelão, mas nem isso impediu que ela embarcasse na mudança. "Falei para a equipe: "vamos ousar, fazer uma protagonista de cabelo curtinho". E foi muito bom, porque assim eu consegui encontrar a Carolina", relembra.
Só que toda essa independência, exibida da cabeça - de cabelos baixinhos - aos pés - em constantes pares de tênis - cairá por terra quando o destino reaproximar a jovem de Pedro, um amigo de infância vivido por Leonardo Brício. É o bombeiro que vai salvar Carolina de um incêndio de grandes proporções que atinge a GG justamente quando a jovem está dentro da fábrica. "O sonho dela não é casar e ter filhos. Mas isso muda quando eles se conhecem. Ele é o cara que desperta nela o lado romântico e uma paixão arrebatadora", explica. O enlace seria perfeito, não fossem duas pedras no caminho: Tomás e Ivonete. Interpretados por Bruno Ferrari e Amandha Lee, os dois são os noivos de Carolina e Pedro, respectivamente. Para Juliana, o fato dos protagonistas já estarem envolvidos em relacionamentos sérios com outras pessoas não vai impedir que o público tenha simpatia pelo romance. "A história deles tem muita verdade. Não era esperado, e isso acontece com todo mundo. Acho que as pessoas vão se identificar", acredita. "Acho que a "sacudida" que a vida dá na gente é que é interessante. E o amor deles é fruto disso", completa.
Gravando há cerca de quatro meses, a produção tem dispensado os estúdios em favor de externas. Acostumada com cidades cenográficas, Juliana garante que a nova experiência é muito bem-vinda. "Na externa, você está mesmo vivendo aquilo. Isso traz uma verdade muito grande para a interpretação. Não vi o resultado ainda, mas acredito que vai trazer algo novo no vídeo", torce ela, que tem vínculo com a Record até janeiro de 2011. É o maior contrato de Juliana como atriz, e ela confessa que a decisão nem sempre foi motivo de tranqüilidade. "Bateu um arrependimento em alguns momentos. Pensei: "e se eu não quiser mais, daqui a dois anos?", revela. Acostumada a não fazer planos na carreira, ela garante que a única certeza é de que continua trabalhando como atriz por mais dois anos e meio. "Mas depois, não tenho idéia. Tudo pode acontecer", despista.

Espelho divergente
Depois de um ano de trabalho, o mais comum é ver nas pessoas aquela expressão de quem não pensa em nada além de férias. Mas Bianca Rinaldi, a Maria de "Caminhos do Coração", abraçou com empolgação a tarefa de continuar no ar em "Os Mutantes - Caminhos do Coração", mesmo encarando a dupla jornada de ser a protagonista e a vilã, Samira. "As pessoas me perguntam muito sobre o cansaço, mas tem um outro lado muito gostoso. Eu, pelo menos, me divirto à beça fazendo a novela", garante. Nem mesmo o grande número de cenas de ação é capaz de tirar o bom-humor do discurso da atriz. Acostumada a distribuir vários socos e pontapés na pele de Maria, Bianca diz que já tira a atividade de letra. "Com o tempo, a gente pega as manhas, fica mais fácil fazer", ensina ela, que não esconde que, nas cenas em que precisa ficar pendurada por cabos de aço, recebe uma ajudinha providencial. "Tenho uma dublê que prepara tudo. Eu só chego para gravar", explica.
Mesmo assim, o trabalho aumentou desde que ela passou a encarnar as gêmeas. E não só nos estúdios: além de gravar mais, Bianca também tem gastado mais tempo em caracterização. Para diferenciar os estilos das duas irmãs, ela lança mão de uma peruca e de maquiagem e indumentárias pesadas quando vive a matadora Samira. "Também mudo o tom de voz. Ela tem um jeito de falar que é mais baixo, mais grave e pausado", avalia a atriz, que fez preparação com uma fonoaudióloga. Presa desde o nascimento no laboratório da Doutora Júlia, de Babi Xavier, a vilã é desprovida de humanidade. A oportunidade de encarnar um tipo que costuma ser apontado como o sonho de dez entre dez atores, porém, não encanta Bianca tanto assim - a não ser pelo fato de ter experiências que, ela diz, seriam inimagináveis fora da ficção. "Quando eu seria uma assassina? Nunca. Só mesmo em televisão, cinema ou teatro. Eu não mato nem barata!", diverte-se.
O encontro entre as antagônicas irmãs ainda não tem data certa para ir ao ar, mas Bianca já se diz ansiosa pela "reunião de família"- e adianta que as duas, claro, não se darão nada bem. Como as gêmeas mutantes são boas de briga, as cenas prometem muita ação. "Com certeza! Ou alguém acha que o Tiago vai perder a chance de colocar as duas lutando?", adianta a atriz, que está fazendo aulas para aprender a manusear corretamente o sabre ninja - uma "katana" - usada por Samira. Preocupada também em garantir a qualidade da interpretação, Bianca assegura que não perde os capítulos da novela e, questionada sobre a avaliação que faz do próprio desempenho, dá um tímido e nervoso sorriso antes de responder. "Estou gostando. Me sinto bem, até aqui. Acho que trabalho direitinho", brinca.
A direção da Record parece concordar com a afirmação. Depois de estrear na emissora no papel-título de "A Escrava Isaura", ela voltou ao posto em "Caminhos do Coração" e se mantém como protagonista na nova fase da produção. A situação confortável, porém, não deslumbra a paulistana de 33 anos. "Fico muito agradecida e me sinto valorizada profissionalmente, mas isso não me envaidece. Faço a protagonista com a mesma energia e vontade com que faria um papel secundário", jura. Apesar de tanta animação com o trabalho, ela não descarta a possibilidade de não chegar até o final dos 180 capítulos programados para "Os Mutantes - Caminhos do Coração" pelo autor, Tiago Santiago. Para a atriz, uma eventual saída antecipada não seria motivo de desavença com a "chefia". "Não fico me programando, as coisas acontecem. Mas sei que tenho uma porta aberta com a emissora. Se precisar sair por algum motivo, todo mundo vai entender", encerra.



       




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