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TOTAL
A
vez do Calypso
A banda paraense Calypso volta a Mossoró
com a moral em alta e muito prestigiada pelo público para
sua apresentação no Mossoró Cidade Junina.
O show começa às 23h, na Estação das
Artes. O prestígio da banda Calypso tem uma explicação.
A pesquisa, encomendada pela agência de publicidade F/ Nazca
Saatchi & Saatchi, abordou 2.166 pessoas em 135 cidades de todas
as regiões do país com a pergunta: "Qual é
o cantor, cantora ou banda que você mais tem escutado?"
Somadas todas as menções, a Calypso foi escolhida
por 14% dos entrevistados, enquanto Zezé Di Camargo e Luciano
tiveram 12% da preferência.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais
para cima ou para baixo, o tecnobrega dos paraenses e o sertanejo
romântico dos goianos estão tecnicamente empatados
no primeiro lugar.
"Ô, glória!", foi a reação
do evangélico Chimbinha, guitarrista da Calypso, ao ser informado
sobre a liderança no gosto popular. "É uma surpresa
muito grande."
Uma das campeãs de shows no país, Calypso, trás
neste quarto trabalho o diferencial das oponentes do seu ritmo,
é rigorosamente cuidadosa com seu repertório, a grande
virtude que o destaca no cenário da música, sendo
a única fiel representante do seu estado a expandir o ritmo
pelo Brasil a fora.
A batida pode ser idêntica a de muitas bandas, porém,
quando percebermos o soar da guitarra de Chimbinha e a voz melódica
e sensual de Joelma. E como usam como prefixo "Isso é
Calypso" preceitua o ritmo ao nome original da banda. Cada
vez melhor, romantismo a flor da pela também destaca a banda
com suas baladas. Juntamente com este cd acaba de chegar o DVD da
banda que foi gravado em São Paulo.
Já o sucesso da banda Furacão do Forró chegou
com menos de um ano de existência. Comandada pela experiente
cantora Marcinha Pepê, o primeiro CD da banda já é
considerado um fenômeno de vendas, praticamente todas as músicas
que compõem o disco estão nas paradas de sucesso e
no repertório de outras bandas, canções como:
"ta rolando zum, zum, zum", "acabou, acabou",
"sempre julga esse amor" e "eu me toquei".
O próximo desafio do grupo é a gravação
do seu primeiro DVD, apostando na sua popularidade e no sucesso
adquirido em tão pouco tempo, a banda se prepara com bastante
empenho para proporcionar ao público um trabalho com qualidade
e profissionalismo.
MP3
toca com Dj Balinha no Camarote Thermas
A banda mossoroense MP3, tida como uma das principais no segmento
do pop-rock em Mossoró, se apresenta hoje no camarote do
Thermas, logo após a apresentação da banda
Calypso no palco principal do Mossoró Cidade Junina. A apresentação
da banda local está prevista para 1h. Para ter acesso ao
camarote, é necessário adquirir uma pulseira, à
venda na bilheteria do local. Ainda haverá a participação
do DJ Balinha.
O MP3 divulgou no site Orkut, em sua própria comunidade (Banda
MP3 Mossoró) a intenção do grupo de tocar um
repertório interativo, a pedido do público. Os pedidos
da internet foram formados a partir de outros eventos realizados
pelo grupo em vários locais da cidade. "Será
uma forma diferente de prepararmos o nosso repertório, que
com certeza atenderá a maioria dos que forem à Estação
hoje", adiantou Cleber di Marzzio, guitarrista e vocalista
da banda. "Os pedidos feito na hora do evento, vai depender
do nosso repertório. Por isso, é bom que as pessoas
acessem e deixem sua sugestão lá para que ensaiemos
durante a semana e façamos um show bonito em outras ocasiões.
Para a apresentação de hoje, tudo já está
pronto e arrumado".
O MP3 é uma banda formada em meados do ano passado e existia
com outra formação, mas agora tende a ser manter na
linha do pop-rock. É formado por músicas experientes
e conhecidos do mossoronese e vai mostrar algumas canções
pop-rock nacionais em versões acústicas e no estilo
de MPB. A banda estava preparando um repertório especial,
com misturas que passam do hard rock, ao pop, reggae e funk.
Cléber também explicou que a preocupação
maior não era montar as músicas, mas manter a formação
de seus integrantes. "Achamos que o pop-rock pode ser ainda
melhor trabalhado, levado a sério. O MP3 tem esta proposta.
E acreditamos tudo tem dado certo, visto que a turma que está
comigo é muito boa e também companheira. A nossa rotina
de apresentações também está muito boa",
adiantou o guitarrista, que também tem um projeto paralelo,
a banda Arcanjos. O grupo ainda é formado por William (bateria)
e por Mestre Igor (baixo).
Opostos
que se atraem
Forte, decidida e sem papas na língua.
O perfil de Carolina, a protagonista de "Chamas da Vida",
da Record, poderia muito bem se aplicar a sua intérprete.
Aos 28 anos, Juliana Silveira se prepara para voltar ao posto de
atriz principal com uma personagem com quem tem muito em comum.
"Eu vinha fazendo personagens infanto-juvenis. A Carolina é
mais madura, mais adulta. E, como ela, tenho uma personalidade forte.
Quem me conhece, sabe que posso ser terrível!", brinca,
bem-humorada. Essa proximidade é maior do que gostaria, como
ela própria admite. A atriz se descreve como uma impulsiva
em busca de equilíbrio e deixa escapar que a convivência
entre os ímpetos nem sempre é fácil. "É
irônico que a Carolina tenha surgido agora, que estou buscando
o oposto. Às vezes, acontece uma briga interna por pensar
que estou voltando a esse lado explosivo", revela.
Filha dos empresários Arlete e Walter, vividos por Jussara
Freire e Antônio Grassi, a personagem herdou a determinação
da família: enquanto os pais batalharam para fazer prosperar
a fábrica de sorvetes GG, Carolina comanda a própria
produtora de vídeo. "Apesar de ser filha única,
ela não é mimada. É decidida até demais,
passa uma coisa meio masculina", define Juliana. Outra marca
que mostra o gosto da jovem pela diferença está na
cabeça. Dona de madeixas curtíssimas, Carolina demonstra,
de cara, que não faz o gênero "mocinha sonhadora".
Juliana chegou a afirmar que tinha medo que o público não
aceitasse uma heroína sem cabelão, mas nem isso impediu
que ela embarcasse na mudança. "Falei para a equipe:
"vamos ousar, fazer uma protagonista de cabelo curtinho".
E foi muito bom, porque assim eu consegui encontrar a Carolina",
relembra.
Só que toda essa independência, exibida da cabeça
- de cabelos baixinhos - aos pés - em constantes pares de
tênis - cairá por terra quando o destino reaproximar
a jovem de Pedro, um amigo de infância vivido por Leonardo
Brício. É o bombeiro que vai salvar Carolina de um
incêndio de grandes proporções que atinge a
GG justamente quando a jovem está dentro da fábrica.
"O sonho dela não é casar e ter filhos. Mas isso
muda quando eles se conhecem. Ele é o cara que desperta nela
o lado romântico e uma paixão arrebatadora", explica.
O enlace seria perfeito, não fossem duas pedras no caminho:
Tomás e Ivonete. Interpretados por Bruno Ferrari e Amandha
Lee, os dois são os noivos de Carolina e Pedro, respectivamente.
Para Juliana, o fato dos protagonistas já estarem envolvidos
em relacionamentos sérios com outras pessoas não vai
impedir que o público tenha simpatia pelo romance. "A
história deles tem muita verdade. Não era esperado,
e isso acontece com todo mundo. Acho que as pessoas vão se
identificar", acredita. "Acho que a "sacudida"
que a vida dá na gente é que é interessante.
E o amor deles é fruto disso", completa.
Gravando há cerca de quatro meses, a produção
tem dispensado os estúdios em favor de externas. Acostumada
com cidades cenográficas, Juliana garante que a nova experiência
é muito bem-vinda. "Na externa, você está
mesmo vivendo aquilo. Isso traz uma verdade muito grande para a
interpretação. Não vi o resultado ainda, mas
acredito que vai trazer algo novo no vídeo", torce ela,
que tem vínculo com a Record até janeiro de 2011.
É o maior contrato de Juliana como atriz, e ela confessa
que a decisão nem sempre foi motivo de tranqüilidade.
"Bateu um arrependimento em alguns momentos. Pensei: "e
se eu não quiser mais, daqui a dois anos?", revela.
Acostumada a não fazer planos na carreira, ela garante que
a única certeza é de que continua trabalhando como
atriz por mais dois anos e meio. "Mas depois, não tenho
idéia. Tudo pode acontecer", despista.

Espelho
divergente
Depois de um ano de trabalho, o mais comum
é ver nas pessoas aquela expressão de quem não
pensa em nada além de férias. Mas Bianca Rinaldi,
a Maria de "Caminhos do Coração", abraçou
com empolgação a tarefa de continuar no ar em "Os
Mutantes - Caminhos do Coração", mesmo encarando
a dupla jornada de ser a protagonista e a vilã, Samira. "As
pessoas me perguntam muito sobre o cansaço, mas tem um outro
lado muito gostoso. Eu, pelo menos, me divirto à beça
fazendo a novela", garante. Nem mesmo o grande número
de cenas de ação é capaz de tirar o bom-humor
do discurso da atriz. Acostumada a distribuir vários socos
e pontapés na pele de Maria, Bianca diz que já tira
a atividade de letra. "Com o tempo, a gente pega as manhas,
fica mais fácil fazer", ensina ela, que não esconde
que, nas cenas em que precisa ficar pendurada por cabos de aço,
recebe uma ajudinha providencial. "Tenho uma dublê que
prepara tudo. Eu só chego para gravar", explica.
Mesmo assim, o trabalho aumentou desde que ela passou a encarnar
as gêmeas. E não só nos estúdios: além
de gravar mais, Bianca também tem gastado mais tempo em caracterização.
Para diferenciar os estilos das duas irmãs, ela lança
mão de uma peruca e de maquiagem e indumentárias pesadas
quando vive a matadora Samira. "Também mudo o tom de
voz. Ela tem um jeito de falar que é mais baixo, mais grave
e pausado", avalia a atriz, que fez preparação
com uma fonoaudióloga. Presa desde o nascimento no laboratório
da Doutora Júlia, de Babi Xavier, a vilã é
desprovida de humanidade. A oportunidade de encarnar um tipo que
costuma ser apontado como o sonho de dez entre dez atores, porém,
não encanta Bianca tanto assim - a não ser pelo fato
de ter experiências que, ela diz, seriam inimagináveis
fora da ficção. "Quando eu seria uma assassina?
Nunca. Só mesmo em televisão, cinema ou teatro. Eu
não mato nem barata!", diverte-se.
O encontro entre as antagônicas irmãs ainda não
tem data certa para ir ao ar, mas Bianca já se diz ansiosa
pela "reunião de família"- e adianta que
as duas, claro, não se darão nada bem. Como as gêmeas
mutantes são boas de briga, as cenas prometem muita ação.
"Com certeza! Ou alguém acha que o Tiago vai perder
a chance de colocar as duas lutando?", adianta a atriz, que
está fazendo aulas para aprender a manusear corretamente
o sabre ninja - uma "katana" - usada por Samira. Preocupada
também em garantir a qualidade da interpretação,
Bianca assegura que não perde os capítulos da novela
e, questionada sobre a avaliação que faz do próprio
desempenho, dá um tímido e nervoso sorriso antes de
responder. "Estou gostando. Me sinto bem, até aqui.
Acho que trabalho direitinho", brinca.
A direção da Record parece concordar com a afirmação.
Depois de estrear na emissora no papel-título de "A
Escrava Isaura", ela voltou ao posto em "Caminhos do Coração"
e se mantém como protagonista na nova fase da produção.
A situação confortável, porém, não
deslumbra a paulistana de 33 anos. "Fico muito agradecida e
me sinto valorizada profissionalmente, mas isso não me envaidece.
Faço a protagonista com a mesma energia e vontade com que
faria um papel secundário", jura. Apesar de tanta animação
com o trabalho, ela não descarta a possibilidade de não
chegar até o final dos 180 capítulos programados para
"Os Mutantes - Caminhos do Coração" pelo
autor, Tiago Santiago. Para a atriz, uma eventual saída antecipada
não seria motivo de desavença com a "chefia".
"Não fico me programando, as coisas acontecem. Mas sei
que tenho uma porta aberta com a emissora. Se precisar sair por
algum motivo, todo mundo vai entender", encerra.
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