

PREVISÃO
PDT
promete 23 mil votos para este ano
Julierme Torres
Da Redação
O PDT de Mossoró oficializa hoje o apoio ao projeto de reeleição
da prefeita Fafá Rosado (DEM). O presidente do diretório
municipal, vereador Claudionor dos Santos, garantiu que esse apoio
vem junto com o aumento da densidade eleitoral da sigla. Ele acredita
que consegue agregar, pelo menos, 23 mil votos no embate eleitoral
de 5 de outubro.
Claudionor lembrou que em 2004, quando o PDT esteve na chapa da
deputada estadual Larissa Rosado, na época no PMDB, o partido
conseguiu quase 15 mil votos na disputa proporcional. Com esse desempenho,
o partido conquistou duas cadeiras na Câmara Municipal, que
são ocupadas pelo próprio Claudionor e pelo vereador
Aluízio Feitosa.
Somente os dois primeiros suplentes do PDT, Jório Nogueira
e Tomaz Neto, conquistaram mais de 3.600 votos em 2004. Claudionor
aposta que os nomes que já eram do partido conseguem melhorar
o desempenho, e acredita que mais votos serão agregados com
a vinda de suplentes de vereador que eram de outras siglas.
Entre esses reforços, Claudionor apontou o suplente Vingt-un
Rosado Neto. Em 2004 ele estava matriculado no PTB e recebeu 1.821
votos. Outro é o ex-vereador Paulo Fernandes, que recebeu
1.946 votos em 2004, quando estava matriculado no PFL, hoje Democratas.
"Somente os nossos pré-candidatos que já foram
votados representam cerca de 23 mil votos", garantiu o dirigente.
A previsão de Claudionor é que, com esse desempenho,
o PDT consiga ampliar sua representação na Câmara.
Com a manutenção de apenas 13 vagas no Legislativo
Municipal, ele aposta que vai conseguir eleger três vereadores.
Para garantir esse resultado, o partido nem cogita fazer coligação
para a disputa proporcional.
ALIANÇA
A solenidade em que o PDT de Mossoró vai oficializar o apoio
à reeleição da prefeita Fafá Rosado
está marcada para as 9h, no Hotel Villa Oeste. O presidente
do partido no Rio Grande do Norte, deputado estadual Álvaro
Dias, vem a Mossoró para participar do ato. A senadora Rosalba
Ciarlini (DEM) também estará presente.
Segundo Claudionor dos Santos, a decisão de apoiar Fafá
Rosado foi amadurecida dentro das instâncias partidárias.
O dirigente afirmou que o partido realizou um longo processo de
discussão interna e dialogou com outras forças políticas
de Mossoró. "Esse posicionamento foi discutido e o nosso
partido está organizado e preparado para ajudar na reeleição
da prefeita", afirmou.
Dentro desse entendimento do PDT com Fafá Rosado, existe
a garantia dada pela prefeita de abrir espaço para que o
partido tenha uma participação efetiva em um eventual
segundo governo. O acordo é para que a sigla ocupe espaços
proporcionais à bancada que conseguir eleger na Câmara
Municipal.
Em entrevista ao programa Cenário Político, na TV
Cabo Mossoró (TCM), o presidente de honra do PDT, Rútilo
Coelho, afirmou que o partido não está cobrando "empreguinhos".
Ele disse que a exigência do PDT é para que se tenha
uma participação efetiva na administração
municipal.
PDT
é o 10º partido a anunciar apoio a Fafá
O PDT será o 10º partido a oficializar apoio à
reeleição da prefeita Fafá Rosado. Somando
ao Democratas, na qual a pré-candidata é matriculada,
a coligação do sistema governista municipal para as
eleições deste ano já reúne 11 siglas.
As lideranças do grupo, no entanto, garantem que a aliança
não está fechada e que outros partidos podem somar.
Na última quarta-feira, Fafá Rosado recebeu o apoio
coletivo de nove partidos. Os dirigentes e pré-candidatos
a vereador do PMDB, PTB, PPS, PSC, PHS, PSL, PSDC, PRP e do PV se
reuniram na mansão da prefeita, no bairro Nova Betânia,
para formalizar a decisão de se engajar na aliança
governista.
Durante o ato em que recebeu o apoio coletivo, Fafá Rosado
comunicou que tinha reaberto o diálogo com o Partido da República
(PR), e que o próprio deputado federal João Maia teria
lhe telefonado para reafirmar a disposição de continuar
conversando sobre a possibilidade de um entendimento em Mossoró.
REPRISE
Nas eleições deste ano Fafá Rosado deve enfrentar
sua mesma adversária de 2004, no caso a deputada estadual
Larissa Rosado (PSB). No pleito passado, Fafá recebeu 57.904
votos contra 34.758 de sua adversária.
Operação
Hígia força o PR a adiar decisão sobre a eleição
em Mossoró
A decisão sobre o rumo que o Partido
da República (PR) vai tomar nas eleições de
Mossoró teve que ser adiada. A prisão do advogado
Lauro Maia, filho da governadora Wilma Maria de Faria (PSB), pela
Polícia Federal, dentro da Operação Hígia,
inviabilizou a conversa que o deputado federal João Maia,
que comanda os republicanos no Rio Grande do Norte, teria com a
líder socialista.
João Maia tinha um almoço agendado para o começo
da tarde de ontem, com Wilma de Faria. O presidente da Assembléia
Legislativa, deputado estadual Robinson Faria (PMN), também
participaria desse almoço. Desse encontro seria decidido
a formalização, ou não, de uma aliança
para as eleições em Natal e Mossoró.
Como o almoço foi cancelado, João Maia optou por cancelar
sua vinda a Mossoró. O deputado iria reunir os pré-candidatos
a vereador do partido, durante jantar na casa do bioquímico
Alberto Néo, para anunciar se o PR manteria o projeto de
candidatura própria, com o nome do vereador Renato Fernandes
(PR), se formalizaria aliança com o PSB, apoiando a candidatura
da deputada estadual Larissa Rosado, ou se opta pelo apoio à
prefeita Fafá Rosado (DEM).
"Decidimos adiar esse jantar. Primeiro João terá
essa conversa com a governadora. Não fazia sentido nos reunirmos
antes disso", explicou Renato Fernandes, acrescentando que,
tendo em vista que o PR está solidário à líder
socialista, por causa da Operação Hígia, não
haveria motivo para se realizar um jantar de confraternização
em Mossoró.
POSIÇÃO
Renato Fernandes tem reafirmado a disposição de ser
candidato a prefeito de Mossoró. Ele já costurou uma
aliança com o PC do B, para formar um bloco alternativo às
duas candidaturas da família Rosado na disputa pelo Governo
Municipal. Hoje o PR tem seis pré-candidatos a vereador.
O partido aposta que, nessa aliança com o PC do B, conseguiria
preservar a cadeira que ocupa na Câmara.

Gilmar
Mendes critica o Congresso por excesso de lei inconstitucional
Brasília (AE) - O presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, mandou ontem, (13),
um recado ao Congresso Nacional. Ao discursar no Congresso Brasileiro
das Carreiras Jurídicas de Estado, Mendes cobrou de parlamentares
um cuidado e preocupação maiores com a constitucionalidade
das propostas que votam. "Já se sabe que haverá
uma terceira Câmara (o STF), embora não queiramos chamar
assim", afirma. "Se sabem que ao fim e ao cabo haverá
um exame sobre um outro tipo de racionalidade (jurídica e
não política), esta racionalidade, este exame tem
de estar colocado no processo de controle da decisão legislativa.
Isto é elementar", disse.
Em alguns casos, avaliou o ministro, os parlamentares parecem que
simplesmente votam uma lei e consideram que o trabalho já
está esgotado, sem nenhuma preocupação com
a Constituição. "Há um certo voluntarismo
nesse processo, esquecendo-se de que há uma Constituição.
É como se fizessem a lei e dissessem 'está feito o
meu trabalho', mas já se sabe que terão um encontro
marcado com o Supremo no dia seguinte", ponderou.
Gilmar Mendes disse que o Executivo e o Legislativo precisam levar
em consideração que as decisões terão
a constitucionalidade posteriormente avaliada pelo Supremo. Caso
contrário, o número de leis derrubadas pelo STF continuará
alto. "Quem não inserir com responsabilidade política
no Executivo, no Legislativo, esta nova racionalidade certamente
vai encontrar dificuldades no processo", afirmou.
Além disso, justificou o ativismo do Supremo com o exemplo
da lei de greve, que foi estendida pelo STF aos servidores públicos,
já que o Congresso nunca votou uma proposta para regular
o assunto desde a Constituição de 1988.
"Parece ser uma decisão correta depois de tantos anos
de não regulação de um tema tão sensível
que levou a alguns casos a um quadro de verdadeira selvageria, de
quebra de qualquer respeito a um padrão mínimo de
civilização, como a greve dos peritos do INSS, greves
em hospitais, de policiais", disse.
Sem essa decisão, funcionários públicos grevistas
quase nunca tinham os salários cortados. "Isso é
como jabuticaba (greve com pagamento de salário): só
existe no Brasil", comparou.
De acordo com levantamento feito pela professora do Departamento
de Ciências Políticas da Universidade de São
Paulo (USP), Maria Tereza Sadek, de 1988 a 2007, 3.994 ações
diretas de inconstitucionalidade foram ajuizadas no Supremo.
PF
vai investigar atuação de Dirceu
Belo Horizonte (AE) - A Polícia Federal
admitiu ontem, 13, que um inquérito poderá ser instaurado
para apurar uma suposta relação entre José
Dirceu e o prefeito de Juiz de Fora (MG), Carlos Alberto Bejani
(PTB), que em um vídeo apreendido afirma que se encontraria
com o ex-ministro da Casa Civil para negociar a liberação
de R$ 70 milhões - o que garantiria uma comissão de
R$ 7 milhões.
No vídeo, que integra o conjunto probatório da Operação
Pasárgada, o prefeito se refere a um financiamento da Caixa
Econômica Federal aprovado pelo Ministério das Cidades
para obras no Rio Paraibuna, que corta Juiz de Fora, como parte
do programa Saneamento Para Todos do governo federal.
A gravação divulgada na última quinta-feira,
12, pelo site da revista "Época" teria sido feita
no dia 10 de maio de 2006. Bejani, enquanto contava dinheiro supostamente
de propina paga pelo empresário do setor de transporte coletivo
Francisco José Carapinha, o "Bolão", afirma
que horas depois se encontraria com Dirceu em Belo Horizonte para
tratar da liberação.
O ex-ministro e já deputado cassado visitou a capital mineira
no mesmo dia, quando atendeu um convite do Diretório Central
dos Estudantes (DCE) da Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC Minas) para ministrar palestra sobre a mídia
e a crise política. Na ocasião, Dirceu foi bastante
hostilizado e chamado em coro de ladrão pelos estudantes.
O delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Alessandro Moretti,
considerou a citação de Bejani um fato "apartado"
das investigações que envolvem a Operação
Pasárgada - que apura um esquema envolvendo prefeituras de
liberação irregular de verba do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM). Moretti explicou que o conjunto de
vídeos apreendido em abril - quando foram presas 50 pessoas,
entre elas o próprio Bejani, outros 16 prefeitos e um juiz
federal - foi analisado recentemente e a Corregedoria ainda não
decidiu sobre a abertura de inquérito.
CNBB
lança campanha contra os políticos com ficha suja
que vão se candidatar nas eleições
Brasília (AE) - A Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) começou a coletar assinaturas
para um projeto de lei de iniciativa popular que proíbe o
registro de candidaturas de pessoas que tenham sido condenadas por
crimes graves em primeira instância. Ou, no caso de parlamentares
e outros com foro privilegiado, que já tenham sido denunciados
ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta precisa das assinaturas de, no mínimo, 1% do eleitorado
nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, para
ser apresentada ao Congresso e ser transformada em lei. "Algumas
comunidades já iniciaram a coleta de assinaturas. Mas estamos
pensando em uma data simbólica para uma grande coleta, talvez
marcando o início da campanha eleitoral", disse o presidente
da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha.
A proposta vem depois da derrota no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) da tese de proibição de registro de candidatura
de pessoas com a ficha suja. A liberação dos candidatos
que estão sendo processados venceu por 4 votos a 3. A alegação
dos ministros é que não existe nada na lei que permita
o bloqueio dessas candidaturas. O presidente do TSE, ministro Carlos
Ayres Britto, chegou a cobrar do Congresso uma mudança na
legislação.
"Há uma lacuna na lei, por isso a nossa iniciativa de
projeto de lei popular. Hoje, o candidato a um concurso público
precisa ter a ficha limpa, mas o candidato a uma eleição,
não", disse o secretário-geral da CNBB, dom Dimas
Lara Barbosa. "Se conseguirmos 1,5 milhão de assinaturas
temos chance de dar a nossa contribuição para levar
a uma reforma política".
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