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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Não esperemos por milagre
Todos falamos mal dos políticos, as mais vezes generalizando, e lhes atribuímos o atraso do nosso país, sob todos os aspectos. Na verdade, é bem de ver que, querendo, poderiam eles mudar a realidade presente para um padrão de dignidade em termos de nação e de povo. Mas, para tanto, falta alguma coisa, que é bem a vontade popular, como ocorre nos países do chamado primeiro mundo.
A verdade, porém, é que não vai ser só pela vontade dos políticos que o Brasil tomará impulso no rumo da organização política e social, indiscutivelmente o fundamento da prosperidade econômica como deve ser. Aplica-se, aqui, a lei de causa e efeito. Quero dizer, sem a força revolucionária das classes oprimidas, eles os políticos continuarão chumbados a suas atitudes acomodadas e individualistas.
Ainda, quero dizer, explicando-me, somente o povo, mudando de mentalidade, pela educação política, pode mudar a realidade que aí está, forçando governantes e legisladores a estabelecerem o equilíbrio entre ricos e pobres, ainda como se dá no dito primeiro mundo. É obra do povo, portanto. Fora daí, será comodismo além da conta a esperança, ou convicção, de que isto possa vir a ocorrer por milagre. O homem é o sujeito (sociologia).
Verdade seja que, aos poucos (não direi aos muitos) as massas populares vão abrindo os olhos para a realidade que as cerca, mas ainda é muito pouco, quase nada. É bem o fato que os nossos homens de governo não aluirão do lugar em que se fixaram, sem que uma força preponderante, ou seja a revolta das massas oprimidas, numa relação de causalidade, os predisponha à solidariedade social.
Não é por outra coisa que é geralmente dito e sabido que está da parte da educação o progressos dos povos e das nações. No que ainda estamos muito abaixo na escala desse valor, em termos mundiais. Não será de bom alvitre, todavia, o perder-se a esperança; mas firmes na convicção de que não será por milagre que o nosso Brasil venha a ser um país decente, respeitado no concerto das nações.

Recado
Dr. Paulo Linhares, preciso falar com vossamecê. Em que mundo, em que estrela posso encontrá-lo?

Reeleição
Vão se avolumando adesões à reeleição da prefeita Fafá Rosado, notadamente pelo seu trabalho à frente da municipalidade, se mais não seja pela humildade com que faz política e pelo trato pessoal.

CPI
5,28 milhões de reais do governo federal é uma boa grana. O senador Colombo apura o paradeiro.

LINGUAGEM
VULTOSA QUANTIA ou VULTUOSA QUANTIA? Quer saber leitor do Jornal de Fato. Na verdade, muitos cometem equívoco no emprego de um vocábulo e do outro. O primeiro (vultoso) significa de grande vulto, volumoso, elevado: Fundações políticas recebem do governo vultosas quantias. O segundo (vultuoso) quer dizer atacado de vultuosidade, doença que provoca inchação em toda a face: Ela amanheceu com o rosto vultuoso. Para quantia, indenização, recompensa etc., use "vultoso".



       




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