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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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» Banco Central reafirma empenho para manter inflação na meta
» Comércio reunia 1,3 mi empresas no Brasil em 2006
 


ESTRATÉGIA
Banco Central reafirma empenho para manter inflação na meta
Adriana Chiarini
Agência Estado

Rio (AE) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que a autoridade monetária "permanecerá sempre empenhada na manutenção da estabilidade, na manutenção da solidez do sistema financeiro e na manutenção da trajetória da inflação consistente com a definida pelo sistema de metas".
Perguntado se isso era um recado sobre a determinação do BC continuar perseguindo a meta de inflação, Meirelles disse que este não é um recado novo. O centro da meta da inflação, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No discurso, Meirelles afirmou que as instituições têm impacto direto no desenvolvimento econômico e na produtividade, mas não quis comentar se a formalização da independência do BC seria importante nesse sentido.
As declarações foram feitas em discurso de lançamento de moeda comemorativa dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil. Na apresentação, Meirelles homenageou instituições criadas pela família real no Brasil, como a imprensa nacional, o Jardim Botânico e o Ministério da Fazenda.

HABITAÇÃO
O Banco Central autorizou ontem o Banco do Brasil a operar na oferta de financiamento imobiliário para seus clientes e não-clientes com a utilização de recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A decisão do BC complementa a resolução 3549 do Conselho Monetário Nacional, do último mês de março, em que o BB e outras instituições financeiras foram autorizadas a operar no mercado imobiliário com a utilização de recursos de poupança.
Segundo comunicado do banco, a medida viabiliza a implementação de taxas mais competitivas pelo BB e a oferta de crédito em todas as modalidade de financiamento imobiliário.
Agora, o BB conclui os últimos ajustes para iniciar as contratações no âmbito do SFH. Até o final deste mês, o Banco deverá oferecer aos seus clientes novos produtos de financiamento imobiliário, com taxas competitivas e condições diferenciadas.
O Banco do Brasil já atuava no sistema de crédito imobiliário desde dezembro de 2007, quando deu início às contratações com a utilização de recursos próprios por meio do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). De acordo com o comunicado, com a autorização para emprestar com recursos do SFH, o BB deve reservar cerca de R$ 1 bilhão em recursos novos para sua operação de crédito imobiliário.

Comércio reunia 1,3 mi empresas no Brasil em 2006, revela IBGE
Rio (AE) - O comércio varejista brasileiro apresentava, em 2006, 1,3 milhão de empresas (83,6% do total das empresas comerciais, que inclui também o atacado e o segmento de veículos), com aproximadamente 5,8 milhões de pessoas ocupadas, despendendo R$ 39,8 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações (64,6% do total do comércio). Apesar de reunir o maior número de empresas, o varejo dispunha de apenas 41,3% da receita operacional líquida do comércio em 2006.
Segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), os destaques do varejo em 2006 foram o comércio de combustíveis e lubrificantes (R$ 104,8 bilhões, com 1.870 empresas), que liderou a receita líquida de revenda do varejo. Por sua vez, a atividade de hiper e supermercados, com 9,8 mil empresas, obteve R$ 100 bilhões de receita e ocupou 722,5 mil pessoas.
No que diz respeito ao comércio atacadista, foram gerados, em 2006, R$ 462 bilhões (43,5% do total do comércio) em receita operacional líquida, com 1,9 mil empresas (ou 7,2% do total do comércio. A pesquisa revelou que 1,1 milhão de pessoas estavam ocupadas nas empresas atacadistas, ou 14,8% do total.



       
 




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