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ESTRATÉGIA
Banco
Central reafirma empenho para manter inflação na meta
Adriana Chiarini
Agência Estado
Rio (AE) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse
ontem que a autoridade monetária "permanecerá
sempre empenhada na manutenção da estabilidade, na
manutenção da solidez do sistema financeiro e na manutenção
da trajetória da inflação consistente com a
definida pelo sistema de metas".
Perguntado se isso era um recado sobre a determinação
do BC continuar perseguindo a meta de inflação, Meirelles
disse que este não é um recado novo. O centro da meta
da inflação, definido pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN), para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de
tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No discurso, Meirelles afirmou que as instituições
têm impacto direto no desenvolvimento econômico e na
produtividade, mas não quis comentar se a formalização
da independência do BC seria importante nesse sentido.
As declarações foram feitas em discurso de lançamento
de moeda comemorativa dos 200 anos da chegada da família
real ao Brasil. Na apresentação, Meirelles homenageou
instituições criadas pela família real no Brasil,
como a imprensa nacional, o Jardim Botânico e o Ministério
da Fazenda.
HABITAÇÃO
O Banco Central autorizou ontem o Banco do Brasil a operar na oferta
de financiamento imobiliário para seus clientes e não-clientes
com a utilização de recursos do Sistema Financeiro
da Habitação (SFH). A decisão do BC complementa
a resolução 3549 do Conselho Monetário Nacional,
do último mês de março, em que o BB e outras
instituições financeiras foram autorizadas a operar
no mercado imobiliário com a utilização de
recursos de poupança.
Segundo comunicado do banco, a medida viabiliza a implementação
de taxas mais competitivas pelo BB e a oferta de crédito
em todas as modalidade de financiamento imobiliário.
Agora, o BB conclui os últimos ajustes para iniciar as contratações
no âmbito do SFH. Até o final deste mês, o Banco
deverá oferecer aos seus clientes novos produtos de financiamento
imobiliário, com taxas competitivas e condições
diferenciadas.
O Banco do Brasil já atuava no sistema de crédito
imobiliário desde dezembro de 2007, quando deu início
às contratações com a utilização
de recursos próprios por meio do Sistema de Financiamento
Imobiliário (SFI). De acordo com o comunicado, com a autorização
para emprestar com recursos do SFH, o BB deve reservar cerca de
R$ 1 bilhão em recursos novos para sua operação
de crédito imobiliário.
Comércio
reunia 1,3 mi empresas no Brasil em 2006, revela IBGE
Rio (AE) - O comércio varejista brasileiro
apresentava, em 2006, 1,3 milhão de empresas (83,6% do total
das empresas comerciais, que inclui também o atacado e o
segmento de veículos), com aproximadamente 5,8 milhões
de pessoas ocupadas, despendendo R$ 39,8 bilhões em salários,
retiradas e outras remunerações (64,6% do total do
comércio). Apesar de reunir o maior número de empresas,
o varejo dispunha de apenas 41,3% da receita operacional líquida
do comércio em 2006.
Segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada ontem
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE),
os destaques do varejo em 2006 foram o comércio de combustíveis
e lubrificantes (R$ 104,8 bilhões, com 1.870 empresas), que
liderou a receita líquida de revenda do varejo. Por sua vez,
a atividade de hiper e supermercados, com 9,8 mil empresas, obteve
R$ 100 bilhões de receita e ocupou 722,5 mil pessoas.
No que diz respeito ao comércio atacadista, foram gerados,
em 2006, R$ 462 bilhões (43,5% do total do comércio)
em receita operacional líquida, com 1,9 mil empresas (ou
7,2% do total do comércio. A pesquisa revelou que 1,1 milhão
de pessoas estavam ocupadas nas empresas atacadistas, ou 14,8% do
total.
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