|


BARAÚNA
Votorantim
mostra projeto da fábrica de cimento
Baraúna
- O diretor-executivo da Votorantim, Eduardo Maciel, realiza hoje,
às 14h, no auditório da Secretaria de Educação
de Baraúnas, audiência pública para conseguir
a licença ambiental do Instituto de Desenvolvimento Econômico
(IDEMA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA).
Na ocasião, os técnicos da empresa vão mostrar
a população e os técnicos do Ibama e Idema
os possíveis impactos ambientais causados pela fábrica
de cimento que o grupo está se propondo a instalar no município.
A produção será destinada para abastecer o
mercado do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. Durante
a audiência, a população e os órgãos
locais, juntamente com o Idema e os representantes da empresa, poderão
sugerir modificações no projeto de impacto ambiental.
Para o secretário do Desenvolvimento Econômico, Marcelo
Rosado, a preocupação do grupo com a redução
dos impactos ambientais é algo bastante positivo para a população
da cidade. Desde o início, a empresa tem mostrado uma
preocupação muito grande com a questão do impacto
ambiental que a fábrica possa trazer para o município.
A unidade que será construída tem uma estrutura moderna
e otimizada que conseguirá aproveitar em quase sua totalidade
o minério utilizado para a fabricação do cimento,
o que representará o mínimo impacto ambiental possível.
Atualmente as empresas têm consciência que a poluição,
além de ser um prejuízo ambiental é também
um prejuízo econômico para o empreendimento,
destaca o secretário.
Segundo o secretário Marcelo Rosado, durante a audiência
além de poder conhecer todo o projeto de redução
de impacto ambiental da fábrica, a população
também terá a oportunidade de conhecer as transformações
que a instalação da fábrica trará para
a economia do município e da região.
A unidade da Votorantim em Baraúna criará um
novo cenário econômico para a cidade. A partir dessa
fábrica é que surgirá o distrito industrial,
o que representa a atração de novas empresas ligadas
ao setor, mão-de-obra especializada, geração
de emprego, aumento da renda da população local que
terá maior poder de compra, entre outros fatores positivos.
Com a Votorantim funcionando como empresa âncora do distrito,
Baraúna será além de pólo de fruticultura
um pólo mineral, destaca Marcelo Rosado.
Para
prefeito, fábrica traz esperança de dias melhores
Para o prefeito de Baraúna, Aldivon Nascimento, a instalação
da fábrica no município trará benefícios
econômicos e sociais para a população. A
instalação da Votorantim traz esperança de
dias melhores para os cidadãos de baraunenses, com o aumento
na geração de empregos e nas condições
econômicas das famílias do município,
comemora o prefeito.
Com um investimento na ordem de R$ 300 milhões, a unidade
da Votorantim no município de Baraúna terá
capacidade para produzir cerca de um milhão de toneladas
de cimento por ano, com previsão de geração
de 1.000 empregos entre diretos e indiretos.
Além dos representantes da Votorantim e do secretário
da Sedec, Marcelo Rosado, participarão da audiência:
Fábio Góis, diretor-técnico do Idema; Ivanoska
Miranda, coordenadora de Meio Ambiente do Idema; representantes
do Ministério Público e da Prefeitura de Baraúna
e a população em geral.
Potencial
hídrico é desperdiçado
Upanema - O terceiro maior reservatório
de água doce do Estado, a Barragem Jessé Pinto Freire
(Umari), no município de Upanema, atingiu, pela primeira
vez na história, a cota máxima de armazenamento no
último final de semana e ontem começou lentamente
a transbordar. Não existe projeto para aproveitar o potencial
hídrico e irrigar cerca de três mil hectares do Vale
do Umari.
Quanto à sangria, a expectativa no município é
que, com a possível sangria do açude Morcego, em Campo
Grande, a barragem comece a sangrar com mais força nos próximos
dias. O Umari, que custou aos cofres públicos R$ 76 milhões,
armazena 296 milhões de metros cúbicos de água.
Foi construída em 2001 com recursos do Governo do Estado
(55%) e Federal (45%) para aumentar o potencial pesqueiro, agrícola
e pecuário da região.
Para o técnico do Instituto de Assistência Técnica
e Extensão Rural, Lui Jairo, a sangria do Umari representa
a garantia de reserva hídrica para a realização
de grandes projetos de desenvolvimento do município através
da agricultura irrigada, como já acontece na região
do Vale do Açu. Ele destaca ainda que se trata de uma reserva
que, se necessário for, pode ser usada para abastecer a cidade
no futuro. Upanema está crescendo muito, diz.
A barragem está localizada a cerca de seis quilômetros
da cidade, numa região conhecida por Umari. O acesso, nesse
período de inverno, é ruim. A estrada tem muitos buracos
e lama. A estrutura da barragem está sendo vigiada por policiais
militares. Segundo o delegado do município, o sargento J.
Pereira, a vigilância é para evitar exageros nos banhos
e preservar a estrutura física do reservatório.
Para quem pretende visitar, existem duas opções para
chegar perto do sangradouro. A primeira é pelo paredão
de concreto armado. Neste caso, é preciso andar a pé
sobre o paredão cerca de 1,5 quilômetro, permitindo
uma visão panorâmica do Vale do Umari e da extensão
do lago. Neste caso, a recomendação é evitar
banhos no reservatório porque a água ainda está
muito suja.
A outra opção de acesso ao sangradouro é por
uma estrada carroçável, que vai até bem perto
da comporta. Neste caso, o banho até poucos dias não
era permitido. Hoje, segundo o sargento J. Pereira, já é
permitido porque tem homens da PM observando e, no caso de algum
acidente, o socorro é mais fácil e rápido.
Recomendamos evitar os saltos na barragem e bebedeiras nas
escadas da sangria, diz.
Apesar do grande potencial hídrico e a existência de
uma área superior a três mil hectares que poderia ser
irrigada com a água da barragem, não existe projeto
por parte do município para que o Vale do Umari seja transformado
numa região de produção agrícola, como
já acontece no Vale do Açu e na região de Pau
dos Ferros. No Vale do Açu, mais de 30 mil hectares produz
banana até para o mercado internacional.
Ministério
Público recomenda suspensão do concurso da Prefeitura
O
21º promotor de Justiça da Comarca de Natal, Eudo Rodrigues
Leite, expediu recomendação ao secretário municipal
de Administração, Recursos Humanos e Previdência,
João Felipe da Trindade, para que suspenda imediatamente
o processo de seleção pública para provimento
de diversos cargos para a Prefeitura de Natal, cujo resultado foi
divulgado no último sábado, dia 10/05.
De acordo com a recomendação, foram feitas várias
reclamações contra a empresa organizadora, o Instituto
Cidades, entre elas: repetição, em provas para alguns
cargos, de várias questões constantes das provas aplicadas
no recente concurso da Secretaria Estadual de Saúde do RN
e inexistência do Anexo V ao edital do referido concurso,
o qual deveria ter sido entregue aos candidatos no momento da inscrição,
em razão de conter o modelo do formulário para interposição
de recurso.
E, ainda, a mudança de endereço da empresa durante
o concurso sem que fosse dada ciência aos candidatos, impossibilitando
a interposição de recurso e falhas gráficas
em provas aplicadas, dentre outras irregularidades.
Como os representantes do Instituto Cidades ainda não responderam
aos pedidos de informações do Ministério Público
Estadual, o promotor de Justiça Eudo Rodrigues Leite designou
para o dia 19 deste mês de maio, às 10 horas, na sede
da Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, na Avenida
Floriano Peixoto, 550, no Tirol, a realização de reunião
para discutir o assunto com o secretário João Felipe
da Trindade, o presidente da comissão do concurso, Raphael
José de Vasconcelos Uchoa, e o presidente do Instituto Cidades,
Leonardo Carlos Chaves.

Juiz
condena Prefeitura por perseguição
Três
professoras do Município de Porto do Mangue vão ser
indenizadas, a título de danos morais, por terem sido vítimas
de perseguição política. Foi o que decidiu
o juiz da comarca de Assu, Jussier Barbalho Campos, ao julgar a
ação de indenização por danos morais
sexta-feira, 9. Cada uma receberá R$ 15 mil, como meio de
compensar o sofrimento e, ao mesmo tempo, reprimir novas práticas
idênticas da parte do município.
Na ação, as autoras alegaram que sugeriram melhoria
no ambiente de trabalho e otimização para o aprendizado
dos alunos foram transferidas para outro local de trabalho, distante
há 45km de sua residência, não sendo fornecido
nenhum meio de deslocamento.
As professoras denunciam outra demonstração de perseguição
que sofreram, quando, ao se matricularem no Pró-formação,
oferecido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN),
localizada no município de Assu, esta teve sua verba referente
à matrícula cancelada, bem como seu direito de usar
o transporte municipal utilizado para transporte dos demais professores.
O Município de Porto do Mangue contestou a ação
pedindo a extinção da ação sem julgamento
do mérito. Tal alegação foi rejeitada pelo
magistrado, que considerou não haver qualquer vício
processual a ser corrigido.
Segundo o Município, os atos de relocação e
de transferência de servidores públicos ocorrem por
conveniência administrativa e objetivam suprir carências
e foram revestidos de plena legalidade, despidos de qualquer vinculação
política partidária ou direcionados, especificamente,
as autoras, em vistas de supostas reivindicações.
Com relação ao transporte, o município alega
que as autoras nunca foram impedidas de viajarem, o que ocorre é
que elas queriam regalias quanto ao horário e o transcurso
do veículo, sendo tudo feito em harmonia com os princípios
da igualdade e da conveniência administrativa. Por último,
sustentou que jamais perseguiu ou praticou atos contrários
a lei contra as autoras de modo a causar-lhes danos morais.
O juiz Jussier Barbalho, no entanto, considerou as denúncias
das três professoras. Os fatos repercutiram por toda
a sociedade, o que gerou transtornos e humilhação
pública irreparáveis às autoras. Portanto,
está evidente o peso do abalo suportado pelas autoras decorrentes
da atuação do agente público, fazendo-se premente
a necessidade de reparação dos danos morais sofrido
pelas mesmas, restando, igualmente, configurados o dano e a responsabilidade
do Município, disse Jussier Barbalho.
Atual gestão
O atual prefeito do Município, Francisco Victor dos Santos,
disse que o caso aconteceu na gestão passada e que, ao ser
citado pela Justiça, vai encaminhar o processo para a assessoria
jurídica da Prefeitura Municipal. Como gestor público,
tenho que zelar pelos recursos do município. Se transitar
em julgado que o Município deve desembolsar R$ 45 mil para
as três professoras, é o que farei, mas não
sem defender o Município, conclui Francisco Pereira.
|