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PETRÓLEO
Refinaria
vai ter investimento de US$ 11 bi
Nicola Pamplona
Agência Estado
A refinaria do Ceará vai exigir investimentos da ordem de
US$ 11 bilhões, informou o diretor de abastecimento da Petrobras,
Paulo Roberto Costa. O projeto, que está sendo analisado
em conjunto pela empresa e pelo governo do Estado, prevê o
processamento de 300 mil barris de petróleo por dia para
a produção de combustíveis para exportação.
Costa afirmou que vai ao Maranhão na próxima segunda
para começar a avaliar as condições para a
instalação de uma refinaria no Estado.
As duas unidades são chamadas pela Petrobras de refinarias
Premium, pois vão produzir derivados de alta qualidade voltados
para os mercados europeu e norte-americano. A unidade em estudo
no Maranhão terá capacidade para 600 mil barris por
dia, mas os custos ainda não foram projetados, segundo o
executivo, por falta de informações técnicas
sobre a localização do empreendimento e o nível
de apoio do governo estadual.
No Ceará, o governo vai estudar o apoio em áreas como
suprimento de energia e água, além da preparação
do porto para receber petroleiros de grande porte. Costa explicou
que o alto custo da obra deve-se ao fato de ser uma unidade "altamente
qualificada" para o processamento de óleo pesado de
Campos e de uma mistura com óleo leve do pré-sal.
A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, por exemplo, tem capacidade
projetada para 200 mil barris por dia e está orçada
em US$ 4,05 bilhões.
O diretor da Petrobras disse que o diesel representará 60%
do volume de produção das duas refinarias Premium.
"Grande parte disso será destinado à exportação",
ressaltou. As unidades vão produzir também querosene
de aviação, gás liquefeito de petróleo
e coque - usado pela indústria siderúrgica -, mas
não terão produção de gasolina. "Hoje
já temos excedente de gasolina, que precisamos exportar,
e não adianta inundar o mercado com mais produto. Ainda mais
que o consumo deve cair por causa do álcool". Apesar
desse raciocínio, a Petrobras vai investir US$ 200 milhões
para começar a produzir gasolina no pólo petrolífero
de Guamaré, no Rio Grande do Norte. A produção,
porém, é pequena (cerca de 15 mil barris por dia)
e será destinada ao mercado local. Além disso, a companhia
vai melhorar a qualidade do diesel que já é produzido
em Guamaré, reduzindo o nível de enxofre dos atuais
1,2 mil para 50 partes por milhão.
O plano de expansão do parque de refino da Petrobras vai
garantir um incremento de quase 1,3 milhão de barris por
dia à capacidade atual, de 1,9 milhão de barris por
dia. "Existe uma restrição grande em termos de
oferta e demanda de combustíveis, o que cria a necessidade
de novos investimentos no setor", apontou o executivo. A escassa
capacidade de refino de óleo pesado é apontada como
um dos fatores que impulsionam o mercado de petróleo atualmente.
BC
indica que voltará a aumentar os juros para evitar alta da
inflação
O Banco Central indicou que deve voltar a aumentar
a taxa básica de juros do país nos próximos
meses para evitar uma alta generalizada da inflação.
A informação faz parte da ata da última reunião
do Copom (Comitê de Política Monetária do BC),
divulgada ontem.
A ata do Copom é divulgada na semana seguinte à reunião
que decide os rumos da taxa básica de juros, a Selic. Na
semana passada, o BC elevou os juros de 11,75% para 12,25% ao ano.
Os economistas do mercado financeiro acreditam que a taxa terminará
o ano em 14%.
"O Comitê acredita que a atual postura da política
monetária (o aumento dos juros) deverá ser mantida
enquanto for necessário, pois irá assegurar a convergência
da inflação para a trajetória das metas",
diz o BC na ata.
O Copom avalia que o risco de um cenário inflacionário
"menos benigno segue elevado". Ou seja, ainda há
riscos de que a inflação não termine o ano
no centro da meta, de 4,5%.
Segundo a diretoria do BC, todos os cenários de previsões
econômicas indicaram uma inflação acima desse
patamar, caso os juros fossem mantidos em 11,75% ao ano.
O BC destacou também o fato do problema inflacionário
estar ligado ao aumento mundial de preços.
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