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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 13/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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PETRÓLEO
Refinaria vai ter investimento de US$ 11 bi
Nicola Pamplona
Agência Estado

A refinaria do Ceará vai exigir investimentos da ordem de US$ 11 bilhões, informou o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O projeto, que está sendo analisado em conjunto pela empresa e pelo governo do Estado, prevê o processamento de 300 mil barris de petróleo por dia para a produção de combustíveis para exportação. Costa afirmou que vai ao Maranhão na próxima segunda para começar a avaliar as condições para a instalação de uma refinaria no Estado.
As duas unidades são chamadas pela Petrobras de refinarias Premium, pois vão produzir derivados de alta qualidade voltados para os mercados europeu e norte-americano. A unidade em estudo no Maranhão terá capacidade para 600 mil barris por dia, mas os custos ainda não foram projetados, segundo o executivo, por falta de informações técnicas sobre a localização do empreendimento e o nível de apoio do governo estadual.
No Ceará, o governo vai estudar o apoio em áreas como suprimento de energia e água, além da preparação do porto para receber petroleiros de grande porte. Costa explicou que o alto custo da obra deve-se ao fato de ser uma unidade "altamente qualificada" para o processamento de óleo pesado de Campos e de uma mistura com óleo leve do pré-sal. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, por exemplo, tem capacidade projetada para 200 mil barris por dia e está orçada em US$ 4,05 bilhões.
O diretor da Petrobras disse que o diesel representará 60% do volume de produção das duas refinarias Premium. "Grande parte disso será destinado à exportação", ressaltou. As unidades vão produzir também querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo e coque - usado pela indústria siderúrgica -, mas não terão produção de gasolina. "Hoje já temos excedente de gasolina, que precisamos exportar, e não adianta inundar o mercado com mais produto. Ainda mais que o consumo deve cair por causa do álcool". Apesar desse raciocínio, a Petrobras vai investir US$ 200 milhões para começar a produzir gasolina no pólo petrolífero de Guamaré, no Rio Grande do Norte. A produção, porém, é pequena (cerca de 15 mil barris por dia) e será destinada ao mercado local. Além disso, a companhia vai melhorar a qualidade do diesel que já é produzido em Guamaré, reduzindo o nível de enxofre dos atuais 1,2 mil para 50 partes por milhão.
O plano de expansão do parque de refino da Petrobras vai garantir um incremento de quase 1,3 milhão de barris por dia à capacidade atual, de 1,9 milhão de barris por dia. "Existe uma restrição grande em termos de oferta e demanda de combustíveis, o que cria a necessidade de novos investimentos no setor", apontou o executivo. A escassa capacidade de refino de óleo pesado é apontada como um dos fatores que impulsionam o mercado de petróleo atualmente.

BC indica que voltará a aumentar os juros para evitar alta da inflação
O Banco Central indicou que deve voltar a aumentar a taxa básica de juros do país nos próximos meses para evitar uma alta generalizada da inflação. A informação faz parte da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), divulgada ontem.
A ata do Copom é divulgada na semana seguinte à reunião que decide os rumos da taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o BC elevou os juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Os economistas do mercado financeiro acreditam que a taxa terminará o ano em 14%.
"O Comitê acredita que a atual postura da política monetária (o aumento dos juros) deverá ser mantida enquanto for necessário, pois irá assegurar a convergência da inflação para a trajetória das metas", diz o BC na ata.
O Copom avalia que o risco de um cenário inflacionário "menos benigno segue elevado". Ou seja, ainda há riscos de que a inflação não termine o ano no centro da meta, de 4,5%.
Segundo a diretoria do BC, todos os cenários de previsões econômicas indicaram uma inflação acima desse patamar, caso os juros fossem mantidos em 11,75% ao ano.
O BC destacou também o fato do problema inflacionário estar ligado ao aumento mundial de preços.



       
 




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