

José
Agripino não depende do SUS
O senador
José Agripino como um dos baluartes da oposição
a uma nova taxa destinada à saúde esquece propositadamente
de dizer algumas coisas importantes em seus discursos tão
radicalóides quanto vazios.
Ele e os financiadores de suas campanhas não dependem do
SUS. Todos têm gordos planos de saúde e, no caso específico
dele, plano de saúde privada com certeza pago pelo Senado,
ou seja, com o pobre dinheirinho do povo brasileiro. Se o senador
tivesse o mínimo de coerência com seu palavrório
já teria mandado cortar tais planos de saúde e outras
mordomias que tem como senador. Mas como? Se sua prática
sempre foi se beneficiar do dinheiro público desde quando
ficou provado que não tinha condição de ser
empresário da área privada e foi privado pelo pai,
governador biônico, como prefeito também biônico
de Natal?
A nova taxa, a CSS, de 0,1% das movimentações financeiras,
além de ser três vezes menor que a CPMF, de 0,38%,
não vai atingir aposentados nem trabalhadores que ganham
menos de 3.038 reais por mês. Ou seja, o CSS só vai
atingir os ricos e dentro da classe trabalhadora, apenas 5%. Perfazendo
assim, no cômputo geral, apenas 2% da população
brasileira, o que representa a elite privilegiada que paga plano
de saúde e desconta no imposto de renda para ter atendimento
privilegiado aparentemente por conta própria, mas no fundo,
no fundo às costas mesmo do erário.
Todos sabem que o que assusta os inimigos do imposto da saúde,
não é o seu valor, mas o fato de evitar a sonegação,
visto que pela movimentação financeira se sabe que
quem tem dinheiro e até o dinheiro ilegal, não contabilizado,
acaba tendo que pagar também o seu tributo.
Desmascarando
O tucano José Serra, em cujo mandato como ministro vimos
o Brasil voltar aos braços de várias doenças
do atraso, como dengue, tuberculose, hanseníase e outras
mazelas típicas de uma falta de política de saúde
adequada, mas conseguiu vender a imagem de "melhor ministro
da saúde do mundo", agora foi flagrado como inimigo
da saúde pública.
Um levantamento feito na ponta do lápis provou que 18 estados
brasileiros não cumprem a Constituição Federal
no que concerne à aplicação de 12% do dinheiro
do Estado para a saúde. Pois bem. Entre os 18 governadores
fora-da-lei estão os dos cinco estados mais ricos do País:
Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e
São Paulo.
Vale observar que três dos cinco são da oposição
que derrubou a CPMF e agora luta conta a CSS. E o principal é
São Paulo, cujo governador é aquele mesmo que um dia
se auto-intitulou "melhor ministro da saúde do mundo".
A ética dos "demos"
Quem vê José Agripino, Heráclito Fortes e outros
ícones da história da ditadura e da corrupção
falando de ética e denunciando o governo Lula no Senado,
pode até imaginar que eles estão regenerados.
Ledo engano. A ética deles é somente deles. Nada tem
a ver com a ética pregada no resto do mundo.
Vejam agora o que os demos estão fazendo com o vice-governador
do Rio Grande do Sul, que denunciou um grave esquema de corrupção
no governo tucano/demo do Rio Grande do Sul, tão grave que
a mídia anti-PT não conseguiu esconder.
Pois bem. O partido que vive denunciando tudo quanto é escândalo
do governo Lula, mesmo que a maioria das denúncias termine
em nada e a outra parte acabe em coisa alguma, tomou agora uma atitude
totalmente diferente. Vai expulsar o vice-governador por falta de
ética. Quer dizer, ética de demo é esconder
o que seus aliados roubam.
Alguém arranjaria outro nome que não fosse canalhice
para qualificar este tipo de comportamento?
Fotolegenda
A
professora Celicina Borges da UFERSA, doutora nos Estados Unidos
e grande figura humana lançou na última quarta-feira
seu livro Metodologia Científica ao Alcance de Todos.
Sucesso total.
O livro foi editado pela Coleção Mossoroense com apoio
da Fundação Guimarães Duque e a impressão
traz o selo de qualidade da Editora Queima-Bucha.
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