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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 13/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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José Agripino não depende do SUS
O senador José Agripino como um dos baluartes da oposição a uma nova taxa destinada à saúde esquece propositadamente de dizer algumas coisas importantes em seus discursos tão radicalóides quanto vazios.
Ele e os financiadores de suas campanhas não dependem do SUS. Todos têm gordos planos de saúde e, no caso específico dele, plano de saúde privada com certeza pago pelo Senado, ou seja, com o pobre dinheirinho do povo brasileiro. Se o senador tivesse o mínimo de coerência com seu palavrório já teria mandado cortar tais planos de saúde e outras mordomias que tem como senador. Mas como? Se sua prática sempre foi se beneficiar do dinheiro público desde quando ficou provado que não tinha condição de ser empresário da área privada e foi privado pelo pai, governador biônico, como prefeito também biônico de Natal?
A nova taxa, a CSS, de 0,1% das movimentações financeiras, além de ser três vezes menor que a CPMF, de 0,38%, não vai atingir aposentados nem trabalhadores que ganham menos de 3.038 reais por mês. Ou seja, o CSS só vai atingir os ricos e dentro da classe trabalhadora, apenas 5%. Perfazendo assim, no cômputo geral, apenas 2% da população brasileira, o que representa a elite privilegiada que paga plano de saúde e desconta no imposto de renda para ter atendimento privilegiado aparentemente por conta própria, mas no fundo, no fundo às costas mesmo do erário.
Todos sabem que o que assusta os inimigos do imposto da saúde, não é o seu valor, mas o fato de evitar a sonegação, visto que pela movimentação financeira se sabe que quem tem dinheiro e até o dinheiro ilegal, não contabilizado, acaba tendo que pagar também o seu tributo.

Desmascarando
O tucano José Serra, em cujo mandato como ministro vimos o Brasil voltar aos braços de várias doenças do atraso, como dengue, tuberculose, hanseníase e outras mazelas típicas de uma falta de política de saúde adequada, mas conseguiu vender a imagem de "melhor ministro da saúde do mundo", agora foi flagrado como inimigo da saúde pública.
Um levantamento feito na ponta do lápis provou que 18 estados brasileiros não cumprem a Constituição Federal no que concerne à aplicação de 12% do dinheiro do Estado para a saúde. Pois bem. Entre os 18 governadores fora-da-lei estão os dos cinco estados mais ricos do País: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.
Vale observar que três dos cinco são da oposição que derrubou a CPMF e agora luta conta a CSS. E o principal é São Paulo, cujo governador é aquele mesmo que um dia se auto-intitulou "melhor ministro da saúde do mundo".

A ética dos "demos"
Quem vê José Agripino, Heráclito Fortes e outros ícones da história da ditadura e da corrupção falando de ética e denunciando o governo Lula no Senado, pode até imaginar que eles estão regenerados.
Ledo engano. A ética deles é somente deles. Nada tem a ver com a ética pregada no resto do mundo.
Vejam agora o que os demos estão fazendo com o vice-governador do Rio Grande do Sul, que denunciou um grave esquema de corrupção no governo tucano/demo do Rio Grande do Sul, tão grave que a mídia anti-PT não conseguiu esconder.
Pois bem. O partido que vive denunciando tudo quanto é escândalo do governo Lula, mesmo que a maioria das denúncias termine em nada e a outra parte acabe em coisa alguma, tomou agora uma atitude totalmente diferente. Vai expulsar o vice-governador por falta de ética. Quer dizer, ética de demo é esconder o que seus aliados roubam.
Alguém arranjaria outro nome que não fosse canalhice para qualificar este tipo de comportamento?

Fotolegenda
A professora Celicina Borges da UFERSA, doutora nos Estados Unidos e grande figura humana lançou na última quarta-feira seu livro Metodologia Científica ao Alcance de Todos.
Sucesso total.
O livro foi editado pela Coleção Mossoroense com apoio da Fundação Guimarães Duque e a impressão traz o selo de qualidade da Editora Queima-Bucha.

 

 



       




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