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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 13/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Motores do Desenvolvimento
Alcyr Veras

Considero louvável e oportuna a realização, na semana passada, do Seminário “Os Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, promovido conjuntamente pelo Jornal Tribuna do Norte, Governo do Estado, Federação das Indústrias — Fiern e Federação do Comércio – Fecomércio. Entre as propostas apresentadas, algumas já são conhecidas há bastante tempo, outras, entretanto, são novas e desafiadoras.
Acho que um dos pontos de grande relevância do evento foi o caráter interinstitucional, ou seja, a participação e o envolvimento, ao mesmo tempo, do poder público e da iniciativa privada.
Sabe-se que no passado foram promovidos eventos semelhantes, com essa mesma intenção, mas que lamentavelmente não produziram os resultados desejados. Um dos motivos foi a falta de sintonia e de diálogo entre seus agentes promotores. Não houve convergência de idéias. Agora, parece-me que todos, as entidades empresariais e o Estado, comunicam-se por via expressa e falam o mesmo idioma.
Acredito mesmo que a ação simultânea, Governo-Empresa, tem tudo para obter resultados concretos. Por isso, tomo a liberdade de sugerir a constituição de um Comitê interdisciplinar (público-privado), com o propósito de colaborar no acompanhamento sistemático das atividades e na motivação, de forma a assegurar a continuidade de tão importante parceria.
A Refinaria de Petróleo e a ZPE – Zona de Processamento de Exportações são reivindicações que já demandam algum tempo. Em relação à ZPE, é claro que há a necessidade de uma reconfiguração estrutural, com o objetivo de atualizar seu próprio conceito e modo de produção, tendo em vista que afinal são mais de 20 anos desde a sua primeira proposta de localização em Macaíba (que agora deve ser em São Gonçalo).
No caso particular da Refinaria, o Rio Grande do Norte vêm, literalmente, sendo injustiçado. O bom senso recomenda que não há justificativa técnica e/ou econômica que possa explicar, e convencer, a razão pela qual o segundo maior produtor de petróleo do Brasil não tenha instalada, em sua área de produção, uma ou mais refinarias de óleo. Foge aos mais elementares princípios da Logística. E se compararmos com outros Estados (com exceção de Campos-Rio de Janeiro), agiganta-se mais ainda a legitimidade do Rio Grande do Norte em ter a sua própria refinaria de petróleo.
Outro grande projeto de vital interesse para o desenvolvimento da economia norte-rio-grandense é a construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, cuja operacionalização vai permitir a integração do mercado interno com países da América Latina e da Europa. Nesse sentido, Natal ocupa posição geográfica privilegiada quanto ao fluxo de cargas e de passageiros com as rotas continentais. Esse é, ao meu ver, o empreendimento mais arrojado e de maior impacto sócio-econômico da primeira década do século XXI para o Rio Grande do Norte. O investimento inicial do projeto está estimado em 500 milhões de reais. Quando estiver inteiramente concluído, movimentará entre 35 e 40 milhões de passageiros por ano, e demandará energia elétrica equivalente ao consumo de uma cidade de 10 mil habitantes.
Quero acrescentar, aqui, mais dois grandes “motores potenciais” do desenvolvimento: a coragem e a obstinação da Governadora Vilma de Faria; e o indispensável apoio e atuante empenho dos meios de comunicação, principalmente do Jornal a Tribuna do Norte.

Alcyr Veras
é Economista



       




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