

PERIGOSOS
Acusados
de roubar vereador são presos
Na noite de domingo passado, a Polícia
Militar prendeu um trio que é suspeito de integrar uma numerosa
quadrilha e que pode estar por trás de uma série de
crimes que ocorreram no interior do Rio Grande do Norte nos últimos
meses. Os suspeitos Rafânio Brito de Medeiros, residente em
Serra do Mel, Ricardo Gledson Lima Silva, que mora em Natal, e Francisco
Gleison Dantas de Oliveira, fugitivo da Cadeia Pública de
Caraúbas, foram flagrados com três pistolas de uso
exclusivo da Polícia e Forças Armadas, depois que
tentaram assaltar a filha de um ex-juiz em Mossoró.
A quadrilha já vinha sendo investigada pelas Polícias
Civil e Militar de várias cidades do interior havia meses,
mas as diligências que resultaram na prisão começaram
na noite de sábado passado. Quatro deles, a pé, encapuzados
e armados com pistola, revólver e uma escopeta calibre 12,
assaltaram o vereador de Mossoró Osnildo Morais na cidade
de Areia Branca. Para fugir, eles levaram a caminhonete da vítima,
que também é sargento da Polícia Militar, juntamente
com sua arma, uma pistola. O grupo fugiu pela BR-110, em direção
a Serra do Mel, onde se refugiou durante a madrugada.
Na noite do dia seguinte, os bandidos voltaram a agir mais uma vez,
tentando roubar o carro que pertence à filha de um juiz aposentado
residente no bairro Urick-Graff (zona leste de Mossoró).
A quadrilha tentou fazer a abordagem na hora em que a jovem chegava
em casa, mas ela percebeu e conseguiu escapar, correndo para dentro
de casa. Ela acionou a Polícia Militar, através do
190, que a partir daí reiniciou a diligência para localizar
os bandidos. O Grupo Especializado em Táticas de Abordagens
contra Motocicletas (GETAM) da PM avistou três homens em atitude
suspeita e fez a abordagem.
Eram Rafânio, Francisco Gledson e Ricardo Lima, que estavam
em um carro tipo Chevrolet Monza. Todos estavam armados com pistolas
de uso exclusivo das Forças Armadas e Polícia. O primeiro
estava com uma de calibre 9mm, Gledson com uma P40 e o terceiro,
Ricardo, com uma 380, que havia sido roubada do sargento Osnildo
Morais. Além do carro e das armas, o grupo estava com outros
objetos que pertenciam ao vereador, que os reconheceu na delegacia.
"Eles estavam com as mesmas roupas", disse o tenente-coronel
Elias Cândido, que comanda a PM em Mossoró.
Ainda de acordo com Elias Cândido, a quadrilha vinha sendo
investigada pelo Setor de Inteligência da PM de Mossoró
havia meses e parte dela, ressalta ele, chegou a ser presa acusada
de assaltos e homicídios, mas foi posta em liberdade rapidamente.
Elias revela que existe a suspeita de que esse trio, juntamente
com os outros integrantes, esteja ligado a homicídios, roubo
de postos de combustíveis, casas lotéricas, ônibus,
alternativos, caminhões de carga e outros. "Eles faziam
de tudo", explica, considerando que essa prisão é
uma das mais importantes dos últimos meses no interior.
O tenente-coronel Elias Cândido acrescenta ainda que os três
suspeitos já tinham passagem pela Polícia, e um deles,
Rafânio, já havia sido preso outras duas vezes pelo
próprio Setor de Inteligência do 2º BPM. "É
um pessoal que faz assalto, faz homicídio, faz de tudo...
No mundo do crime, eles são altamente qualificados. Francisco
Dantas esteve preso em Caraúbas e fugiu. Rafânio já
foi preso várias vezes, até por homicídio.
O outro, Ricardo, era desconhecido, mas descobrimos que já
puxou cadeia em Alcaçuz também", complementa
o comandante da Polícia Militar em Mossoró.
Polícia
investiga ligação dos suspeitos com outros crimes
Com a prisão desse trio, os investigadores esperam que o
restante do grupo seja preso também e que os crimes praticados
pela quadrilha sejam desvendados. Entre as várias ações
que são atribuídas a essa quadrilha, o assalto contra
os passageiros da empresa Viação Guanabara, ocorrido
no dia 19 de maio deste ano, o roubo de um Wolksvagem Pólo
de cor preta, um dia antes, a tentativa de assalto contra um grupo
de sacoleiros que viajava para a cidade de Caruaru (PE) e que resultou
na morte do eletricista mossoroense José Etelvino da Silva,
58 anos, e no dia 6 deste mês o roubo de uma carga.
Segundo o delegado Roberto Moura, que responde pela Delegacia Regional
de Patu e está auxiliando a investigação em
torno desse latrocínio, a quadrilha pode ainda estar envolvida
em um outro assalto contra a Guanabara, ocorrido na divisa do Rio
Grande do Norte com a Paraíba. "Nós temos uma
forte suspeita em torno do grupo e o primeiro nome era o de Francisco
Gledson, que foi preso aí em Mossoró", esclareceu
Moura, acrescentando que, naquela região, os trabalhos ainda
vão continuar com o objetivo de prender as outras pessoas
que integram a quadrilha.
Já o delegado Luís Fernando Sávio, que responde
pela Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Mossoró
e investiga o roubo da empresa Guanabara, afirmou que já
existe a suspeita da ligação de pelo menos um deles
em um outro assalto ocorrido há cerca de 40 dias. "Francisco
Gledson já era investigado em um outro crime aqui",
esclareceu Luís, que conta ainda com o apoio da delegada
Sheila Maria, que responde pelas delegacias de Caraúbas e
Triunfo Potiguar, onde vários crimes praticados pela quadrilha
são apurados. "Vamos continuar o trabalho", adiantou
o delegado Luís.
Prefeito
é assaltado em Felipe Guerra
Felipe Guerra - O prefeito desta cidade, Braz
Costa (PMDB), foi feito refém durante um assalto ocorrido
no início da noite de sexta-feira (9) passada por uma quadrilha
formada por cerca de quatro bandidos fortemente armados. Os bandidos
entraram na casa de um empresário local e, por coincidência,
o prefeito tinha ido visitá-lo justamente na hora do assalto
e acabou sendo uma das vítimas - a mulher e um filho do empresário
já estavam rendidos. A Polícia acredita que seja a
mesma quadrilha que assaltou a casa do ex-delegado de Polícia
Civil Ednaldo Jácome, em Mossoró.
Segundo um integrante do Setor de Inteligência do Segundo
Batalhão da Polícia Militar (2º BPM) de Mossoró
que está investigando esse caso, os bandidos entraram na
casa do empresário e fizeram sua esposa e filho reféns.
Por coincidência, o prefeito tinha ido visitá-lo e
acabou sendo rendido também. Dele, os assaltantes roubaram
cerca de R$ 1.300 em dinheiro, além de alguns objetos pessoais.
Da casa do empresário, a quadrilha levou alguns eletrodomésticos
de maior valor. A quadrilha usava o mesmo carro do ex-delegado que
foi roubado em Mossoró naquele mesmo dia.
Ainda de acordo com o PM que está investigando o caso, já
foram identificados alguns suspeitos e, inclusive, um deles foi
reconhecido pela esposa do ex-delegado. Para a Polícia, não
restam dúvidas que sejam os integrantes da mesma quadrilha
que, inclusive, ainda roubou um carro durante o percurso até
Felipe Guerra. "Já está provado que é
o mesmo grupo. Um deles já foi até reconhecido pela
esposa do ex-delegado. Amanhã (hoje), nós vamos ver
a esposa do empresário e o prefeito também o reconhecem",
adiantou o policial que faz parte da Inteligência da PM.
Assaltantes
de moto roubam mais de R$ 6 mil em dinheiro do Posto São
José
Na madrugada de ontem, dois bandidos, armados
e com o rosto coberto por capacetes, roubaram mais de R$ 6 mil em
dinheiro do escritório do posto de combustível São
José, que fica situado à margem da BR-405, bairro
Aeroporto II. No assalto, os bandidos agrediram dois funcionários
do posto e ainda atiraram contra a porta de vidro do escritório.
A ação durou cerca de dez minutos e fez com que as
duas vítimas pedissem demissão na manhã de
ontem. "Não agüentaram a pressão e pediram
pra sair", diz o frentista Fabrício, revelando acreditar
que os bandidos podem ser pessoas conhecidas.
Ele conta que os bandidos, ao chegar, anunciaram o assalto e foram
logo pedindo a chave do escritório. Um dos frentistas deu
cerca de R$ 200,00 para os assaltantes, mas eles recusaram, segundo
Fabrício. "Eles disseram que aquilo ali não era
dinheiro e pediram a chave do escritório, mas só que
a gente não tem aqui, aí foi quando um deles atirou
na porta de vidro e pegou todo o dinheiro que tava no chão",
relembra o jovem, explicando que, durante a noite, o apurado é
colocado debaixo da porta para ser contabilizado no dia seguinte.
"Acho que eles sabiam disso", supõem os funcionários.
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