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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 13/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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» Acusados de roubar vereador são presos

» Prefeito é assaltado em Felipe Guerra
» Assaltantes de moto roubam mais de R$ 6 mil em dinheiro


PERIGOSOS
Acusados de roubar vereador são presos
Na noite de domingo passado, a Polícia Militar prendeu um trio que é suspeito de integrar uma numerosa quadrilha e que pode estar por trás de uma série de crimes que ocorreram no interior do Rio Grande do Norte nos últimos meses. Os suspeitos Rafânio Brito de Medeiros, residente em Serra do Mel, Ricardo Gledson Lima Silva, que mora em Natal, e Francisco Gleison Dantas de Oliveira, fugitivo da Cadeia Pública de Caraúbas, foram flagrados com três pistolas de uso exclusivo da Polícia e Forças Armadas, depois que tentaram assaltar a filha de um ex-juiz em Mossoró.
A quadrilha já vinha sendo investigada pelas Polícias Civil e Militar de várias cidades do interior havia meses, mas as diligências que resultaram na prisão começaram na noite de sábado passado. Quatro deles, a pé, encapuzados e armados com pistola, revólver e uma escopeta calibre 12, assaltaram o vereador de Mossoró Osnildo Morais na cidade de Areia Branca. Para fugir, eles levaram a caminhonete da vítima, que também é sargento da Polícia Militar, juntamente com sua arma, uma pistola. O grupo fugiu pela BR-110, em direção a Serra do Mel, onde se refugiou durante a madrugada.
Na noite do dia seguinte, os bandidos voltaram a agir mais uma vez, tentando roubar o carro que pertence à filha de um juiz aposentado residente no bairro Urick-Graff (zona leste de Mossoró). A quadrilha tentou fazer a abordagem na hora em que a jovem chegava em casa, mas ela percebeu e conseguiu escapar, correndo para dentro de casa. Ela acionou a Polícia Militar, através do 190, que a partir daí reiniciou a diligência para localizar os bandidos. O Grupo Especializado em Táticas de Abordagens contra Motocicletas (GETAM) da PM avistou três homens em atitude suspeita e fez a abordagem.
Eram Rafânio, Francisco Gledson e Ricardo Lima, que estavam em um carro tipo Chevrolet Monza. Todos estavam armados com pistolas de uso exclusivo das Forças Armadas e Polícia. O primeiro estava com uma de calibre 9mm, Gledson com uma P40 e o terceiro, Ricardo, com uma 380, que havia sido roubada do sargento Osnildo Morais. Além do carro e das armas, o grupo estava com outros objetos que pertenciam ao vereador, que os reconheceu na delegacia. "Eles estavam com as mesmas roupas", disse o tenente-coronel Elias Cândido, que comanda a PM em Mossoró.
Ainda de acordo com Elias Cândido, a quadrilha vinha sendo investigada pelo Setor de Inteligência da PM de Mossoró havia meses e parte dela, ressalta ele, chegou a ser presa acusada de assaltos e homicídios, mas foi posta em liberdade rapidamente. Elias revela que existe a suspeita de que esse trio, juntamente com os outros integrantes, esteja ligado a homicídios, roubo de postos de combustíveis, casas lotéricas, ônibus, alternativos, caminhões de carga e outros. "Eles faziam de tudo", explica, considerando que essa prisão é uma das mais importantes dos últimos meses no interior.
O tenente-coronel Elias Cândido acrescenta ainda que os três suspeitos já tinham passagem pela Polícia, e um deles, Rafânio, já havia sido preso outras duas vezes pelo próprio Setor de Inteligência do 2º BPM. "É um pessoal que faz assalto, faz homicídio, faz de tudo... No mundo do crime, eles são altamente qualificados. Francisco Dantas esteve preso em Caraúbas e fugiu. Rafânio já foi preso várias vezes, até por homicídio. O outro, Ricardo, era desconhecido, mas descobrimos que já puxou cadeia em Alcaçuz também", complementa o comandante da Polícia Militar em Mossoró.

Polícia investiga ligação dos suspeitos com outros crimes
Com a prisão desse trio, os investigadores esperam que o restante do grupo seja preso também e que os crimes praticados pela quadrilha sejam desvendados. Entre as várias ações que são atribuídas a essa quadrilha, o assalto contra os passageiros da empresa Viação Guanabara, ocorrido no dia 19 de maio deste ano, o roubo de um Wolksvagem Pólo de cor preta, um dia antes, a tentativa de assalto contra um grupo de sacoleiros que viajava para a cidade de Caruaru (PE) e que resultou na morte do eletricista mossoroense José Etelvino da Silva, 58 anos, e no dia 6 deste mês o roubo de uma carga.
Segundo o delegado Roberto Moura, que responde pela Delegacia Regional de Patu e está auxiliando a investigação em torno desse latrocínio, a quadrilha pode ainda estar envolvida em um outro assalto contra a Guanabara, ocorrido na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. "Nós temos uma forte suspeita em torno do grupo e o primeiro nome era o de Francisco Gledson, que foi preso aí em Mossoró", esclareceu Moura, acrescentando que, naquela região, os trabalhos ainda vão continuar com o objetivo de prender as outras pessoas que integram a quadrilha.
Já o delegado Luís Fernando Sávio, que responde pela Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Mossoró e investiga o roubo da empresa Guanabara, afirmou que já existe a suspeita da ligação de pelo menos um deles em um outro assalto ocorrido há cerca de 40 dias. "Francisco Gledson já era investigado em um outro crime aqui", esclareceu Luís, que conta ainda com o apoio da delegada Sheila Maria, que responde pelas delegacias de Caraúbas e Triunfo Potiguar, onde vários crimes praticados pela quadrilha são apurados. "Vamos continuar o trabalho", adiantou o delegado Luís.

Prefeito é assaltado em Felipe Guerra
Felipe Guerra - O prefeito desta cidade, Braz Costa (PMDB), foi feito refém durante um assalto ocorrido no início da noite de sexta-feira (9) passada por uma quadrilha formada por cerca de quatro bandidos fortemente armados. Os bandidos entraram na casa de um empresário local e, por coincidência, o prefeito tinha ido visitá-lo justamente na hora do assalto e acabou sendo uma das vítimas - a mulher e um filho do empresário já estavam rendidos. A Polícia acredita que seja a mesma quadrilha que assaltou a casa do ex-delegado de Polícia Civil Ednaldo Jácome, em Mossoró.
Segundo um integrante do Setor de Inteligência do Segundo Batalhão da Polícia Militar (2º BPM) de Mossoró que está investigando esse caso, os bandidos entraram na casa do empresário e fizeram sua esposa e filho reféns. Por coincidência, o prefeito tinha ido visitá-lo e acabou sendo rendido também. Dele, os assaltantes roubaram cerca de R$ 1.300 em dinheiro, além de alguns objetos pessoais. Da casa do empresário, a quadrilha levou alguns eletrodomésticos de maior valor. A quadrilha usava o mesmo carro do ex-delegado que foi roubado em Mossoró naquele mesmo dia.
Ainda de acordo com o PM que está investigando o caso, já foram identificados alguns suspeitos e, inclusive, um deles foi reconhecido pela esposa do ex-delegado. Para a Polícia, não restam dúvidas que sejam os integrantes da mesma quadrilha que, inclusive, ainda roubou um carro durante o percurso até Felipe Guerra. "Já está provado que é o mesmo grupo. Um deles já foi até reconhecido pela esposa do ex-delegado. Amanhã (hoje), nós vamos ver a esposa do empresário e o prefeito também o reconhecem", adiantou o policial que faz parte da Inteligência da PM.

Assaltantes de moto roubam mais de R$ 6 mil em dinheiro do Posto São José
Na madrugada de ontem, dois bandidos, armados e com o rosto coberto por capacetes, roubaram mais de R$ 6 mil em dinheiro do escritório do posto de combustível São José, que fica situado à margem da BR-405, bairro Aeroporto II. No assalto, os bandidos agrediram dois funcionários do posto e ainda atiraram contra a porta de vidro do escritório. A ação durou cerca de dez minutos e fez com que as duas vítimas pedissem demissão na manhã de ontem. "Não agüentaram a pressão e pediram pra sair", diz o frentista Fabrício, revelando acreditar que os bandidos podem ser pessoas conhecidas.
Ele conta que os bandidos, ao chegar, anunciaram o assalto e foram logo pedindo a chave do escritório. Um dos frentistas deu cerca de R$ 200,00 para os assaltantes, mas eles recusaram, segundo Fabrício. "Eles disseram que aquilo ali não era dinheiro e pediram a chave do escritório, mas só que a gente não tem aqui, aí foi quando um deles atirou na porta de vidro e pegou todo o dinheiro que tava no chão", relembra o jovem, explicando que, durante a noite, o apurado é colocado debaixo da porta para ser contabilizado no dia seguinte. "Acho que eles sabiam disso", supõem os funcionários.



       




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