..:: JORNAL DE FATO ::.. JORNALISMO DE VERDADE
MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 13/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
Untitled Document



A ENGENHARIA MÉDICA
Um cientista europeu (não guardei o nome) anuncia que, com a engenharia da célula-tronco, a criatura humana pode chegar a viver duzentos anos. Deve ser assim mesmo, e motivos de sobra temos para crer. Não vê aí os progressos da engenharia genética? Coisas com que nem Mendel terá sonhado. Isto sem falar nos grandes, e algumas vezes incríveis, progressos tecnológicos nos arredores da ciência do materialmente verificável.
Começa que, para tanta longevidade, será preciso naturalmente um (imperioso) controle de nascimentos, a se supor para todos os humanos, ricos e pobres, esse achado revolucionário da engenharia da medicina. Ou o planeta terra não terá como comportar e alimentar tanta gente. Já pensou, por exemplo, a China? E que dizer da destruição contínua da natureza? Mas vamos esquecer tais questões. A coisa ainda será realidade, mas não agora. Ou não?
Aqui fico pensando em duas coisas. Uma, o tédio existencial que pode sobrevir aos futuros matusaléns fabricados pela ciência médica, ainda que lhes seja a vida plena de conforto e tudo o mais. Não sei, não, mas creio eu ser inevitável o cansaço tedioso do organismo psíquico, da estrutura psicológica, em decorrência das também inevitáveis desilusões, coisas assim deste gênero, pela própria condição humana.
A outra, o conservar-se vivo, séculos, tanto patife que melhor fora não ter nascido, ou então, ter nascido morto. Com isso, ganha o Mal o seu mais poderoso aliado na ciência médica, como não foi em tempo algum da história da humanidade. Se não bastasse a ciência investindo dinheiro pesado na indústria da guerra. Quando afinal morrem de fome dois terços da humanidade. Quero dizer, com esse dinheiro se melhoria as condições de vida no mundo, a todos os respeitos.
Mas, finalmente, se sou contra o prolongar-se a vida para duzentos anos? Não se trata disso, absolutamente. O que estou a dizer, porém sem pretensão nenhuma, juro, é que não sei se o tédio não vai um dia atrapalhar. Ou se inventará um antídoto eficaz para o tédio existencial? É... pode ser. Somente duvido a medicina venha a descobrir uma substância para uma vacina, definitivamente eficaz, contra a maldade no coração humano, como equilíbrio moral na engenharia da longevidade.

DESCASO
Está bem de ver que essa epidemia de dengue no Brasil tem a ver com o descaso dos nossos governantes, no geral, que com outra coisa mais não se preocupam senão com a permanência no poder. Querem resolver o problema só com a distribuição de avulsos, palestras, quando a solução está da parte de uma ação conjunta, digo, governo federal, governos estaduais e municipais.
FÁTIMA
A governadora Wilma de Faria, com o olho no Senado, faz qualquer negócio, até preterir candidato do seu partido à prefeitura de Natal na deputada do PT Fátima Bezerra. Que se danem os compromissos partidários antes assumidos. É o que o Rei mandar.

DISCURSO
Será que Fátima vai sustentar aquele velho e violento discurso partidário?

LINGUAGEM
• O estudante João Damasceno pergunta, de Natal, se o certo é "o dengue" ou "a dengue." Diz que, de alguns médicos, já ouviu "o dengue", daí sua dúvida. Sem dúvida nenhuma, meu caro Damasceno, trata-se de palavra feminina quando a designa a doença. Um detalhe. A rigor, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue do tipo hemorrágico. As outras formas da dengue, pelo mosquito Aedes albopictus, também chamado Tigre-asiático. Deus o, nos livre desse mosquito miserável que encontrou ambiente no descaso do governo.



       




Todos os direitos reservados à Santos Editora de Jornais Ltda.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais sem prévia autorização.