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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 12/11/2009 (ATUALIZADO: 00:50hs)
 
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Desde a segunda-feira passada, a organização do Mossoró Mix iniciou a entrega das camisetas de acesso. A entrega está acontecendo na sede AABB, na Avenida Presidente Dutra, Alto de São Manoel, das 9h às 17h. O folião que adquiriu o seu passaporte para o maior festival de música do interior do RN poderá trocar o seu vale abadá pela camiseta, senha e pulseira de acesso ao camarote, para quem adquiriu o acesso vip.
Para fazer a troca, o folião deverá apresentar documento de identidade com foto e o vale abadá em duas vias, entregue no ato da compra do passaporte. A entrega das camisetas prossegue até sexta-feira, 13.
A organização do Mossoró Mix montou uma estrutura para que a entrega aconteça da forma mais tranquila possível. "O participante do Mossoró Mix terá agilidade e rapidez na entrega. Uma equipe da Gondim & Garcia Produções e da KN Produções estará à disposição do folião para fazer a entrega dos passaportes", lembra Tácio Garcia, diretor da empresa que realiza o evento.
A principal atração do evento é o cantor e compositor Frejat, do Barão Vermelho, que se apresentará no Mossoró Mix, no dia 14. Ele será a grande atração de pop rock nacional no lugar do Capital Inicial, depois que o vocalista Dinho Ouro Preto sofreu um acidente num show realizado há 15 dias.
De acordo com a produtora do evento, a escolha do artista deveu-se à semelhança de perfil com o Capital Inicial. "O Frejat iniciou o movimento do rock brasileiro nos anos 80, como o Capital Inicial e outras bandas, e ele permanece forte na mídia até hoje, com músicas que fazem sucesso nas rádios e nas novelas da Globo", afirmou Tácio Garcia, da Gondim & Garcia Produções. "O show do Frejat vai resgatar toda a trajetória do rock nacional. É um show totalmente pra cima, cheio de energia e, com certeza, irá corresponder à expectativa do público".
Trazer o Frejat para o Mossoró Mix não foi tarefa fácil, a produtora do evento afirma que teve muita sorte em conseguir fechar o contrato. "Tivemos uma grande dificuldade para substituir o Capital Inicial, porque as bandas já estavam com suas agendas indisponíveis para o sábado. Foi uma grande sorte conseguirmos Frejat, que segue a mesma linha.
O ícone do rock nacional se apresentará no dia 14 ao lado das atrações Forró do Muído, Forró do Bom e banda Inala. No dia anterior (13), sobem no palco do Mossoró Mix as bandas Asa de Águia, Tomate, Forró Sacudido e Bakulejo.
O carioca Roberto Frejat é cantor, guitarrista, produtor e um dos compositores mais gravados do Brasil. Frejat dedica este primeiro semestre de 2008 a preparar seu terceiro álbum individual, com previsão de lançamento entre o final de maio e o início de junho. Paralelamente, mantém extensa agenda de shows, repletos de sucessos de 25 anos de carreira. Afinal, na própria voz ou através das interpretações de Cazuza, Cássia Eller, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gal Costa e tantos outros ajudou a criar um outro sotaque na música brasileira. Apimentou com rock e blues o fervilhante caldeirão nacional. São de sua autoria as inesquecíveis "Por você", "Bete Balanço", "Pro dia nascer feliz", "Todo amor que houver nesta vida", "Porque a gente é assim", Maior abandonado", "Pense e Dance", "O poeta está vivo", "Política Voz", "Malandragem", "Amor pra recomeçar" e "Segredos".
O Mossoró Mix 2009 começa amanhã, na Estação das Artes, e contará ainda com a presença de grandes atrações nacionais, como Asa de Águia e outras atrações como o cantor Tomate, da banda Inala e da banda Bakulejo, além do autêntico forró com as bandas Forró Sacudido, Forró do Muído e Forró do Bom e Kátia Cilene. Outras informações, através do telefone 3316-5366 ou através do site: www.mossoromix.com.br.

Justiça proíbe RedeTV! de falar sobre Sasha, filha de Xuxa
Da Folha Online

A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio manteve decisão que proibiu a Rede TV! de fazer qualquer referência a Sasha, 11, filha da apresentadora Xuxa Meneghel, em programas de televisão, no site da empresa ou em qualquer outro meio. A proibição foi mantida pelo desembargador Gilberto Dutra Moreira, relator do processo.
A ação foi ajuizada por Sasha, representada no processo pela mãe, depois que ela se tornou alvo de sátiras dos integrantes do "Pânico na TV", em setembro desse ano. O motivo da brincadeira teria sido o fato de Sasha ter escrito uma palavra de forma errada no Twitter.
Para o magistrado, houve a violação do direito à honra e à imagem da menina, que, além de ser menor de idade, foi submetida à execração pública. "As imagens chocam o telespectador pelo teor totalmete inadequado da informação, sendo certo que se distanciam da liberdade de expressão", afirmou.
Em seu voto, o desembargador ainda classifica como grotescas as cenas exibidas pela emissora, onde dois comediantes, um vestido como Sasha e o outro caracterizado como sua mãe, abordavam pessoas dentro de um shopping fazendo comentários inadequados.
Segundo a decisão, a RedeTV! será multada em R$ 5.000 cada vez que descumprir a medida.

Filho de Pablo Escobar pede perdão pelos crimes do pai em filme
LUIS ANDRES HENAO
Da Reuters, em Buenos Aires

O último telefonema feito pelo chefão do narcotráfico colombiano Pablo Escobar antes de ser abatido a tiros em Medellín foi para o seu filho, e muitos imaginavam que Juan Pablo Escobar seguiria os passos do pai. Mas, 16 anos depois, Juan Escobar pede perdão às vítimas do pai em um documentário que estreia esta semana no festival de cinema de Mar del Plata, na Argentina.
Juan Pablo Escobar fugiu da Colômbia em 1994, um ano depois de seu pai ser executado a tiros por forças de segurança colombianas. Desde então ele vive tranquilo em Buenos Aires, onde é arquiteto, usando o nome de Sebastián Marroquin. "Como membros da família Escobar, temos que assumir a responsabilidade pelo que aconteceu e pedir perdão por tudo o que a Colômbia sofreu em função dos crimes de meu pai", disse ele à Reuters.
Marroquin, 32, disse que decidiu abrir mão do anonimato em um esforço para promover a reconciliação em seu país natal, onde as forças de segurança continuam a combater traficantes de drogas que ocuparam o vazio deixado pelos grandes cartéis dos anos 1980 e 1990.
No filme "Los Pecados de Mi Padre" ("Os Pecados de Meu Pai", em espanhol), Marroquin conta a história de Pablo Escobar e encontra os filhos de duas das mais destacadas vítimas de seu pai: o ex-ministro da Justiça Rodrigo Lara Bonilla e o candidato presidencial Luis Carlos Galan.
Lara Bonilla e Galan ousaram bater de frente com Escobar e pagaram pela ousadia com suas vidas. O filho mais velho de Galan disse que o encontro com o filho de Escobar em Bogotá ajudou sua família a encerrar aquele capítulo triste de suas vidas. "Num primeiro momento nos sentimos muito nervosos e incomodados. Mas no final ficamos aliviados e nos libertamos dos sentimentos de ódio", explicou Claudio Galan. "Agradecemos a ele por isso".

Poderoso
Pablo Escobar foi o chefe supremo de uma das mais poderosas organizações criminosas do mundo e o foragido mais procurado da Colômbia. Milhares de pessoas morreram na violência desencadeada por seu cartel de Medellín. De acordo com a revista Forbes, a fortuna de Escobar chegou a mais de US$ 3 bilhões.
O filme oferece um vislumbre da vida familiar de Escobar. Marroquin recorda como o chefão do narcotráfico lia histórias para sua irmã menor na hora de dormir e o ensinou a andar de bicicleta. Ele também descreve as casas da família, as viagens ao redor do mundo e como seu pai encomendou mais de 200 animais exóticos, que foram enviados de avião a sua fazenda, a Hacienda Nápoles.
"Eu me sentia como se tivesse nascido na Disneylândia. Eu curtia aquele clima mágico, mas ele não durou", disse ele.
Tudo mudou quando Escobar ordenou o assassinato de Lara Bonilla. No dia seguinte, a família fugiu para o Panamá e, mais tarde, foi viver escondida em Honduras. Quando eles retornaram à Colômbia, tiveram medo de ser sequestrados ou mortos pelos muitos inimigos do chefão. Marroquin disse que a vida se tornou insuportável quando as forças de segurança apertaram o cerco a Pablo Escobar, antes de matá-lo.
Durante uma invasão da polícia, a família foi obrigada a sobreviver por uma semana com apenas uma panela de dobradinha embolorada, apesar de ter US$ 2 milhões em dinheiro vivo nas malas. "Isso faz você perceber que o dinheiro das drogas não pode salvá-lo", disse Marroquin. "Tínhamos US$ 2 milhões na mão, mas estávamos quase morrendo de fome e não podíamos comprar nem sequer um quilo de arroz."
A repressão implacável movida pelo governo vem melhorando a segurança na Colômbia nos últimos anos, mas assassinatos e sequestros ligados ao narcotráfico continuam a devastar a vida do maior produtor mundial de cocaína, mais de 15 anos após a morte de Escobar. Marroquin espera que o filme incentive o diálogo na Colômbia.
"Chegou um momento em que preservar minha vida se tornou menos importante que lutar por algo maior", disse ele. "Posso ser um sonhador, mas fiz esse filme devido a essa convicção".



       


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