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COLUNA ATUALIZADA AOS DOMINGOS

O
que mata é a sazonalidade
Quando
se discutem fórmulas para tornar o futebol potiguar mais
atraente, dando sobrevida aos clubes, lembramos logo o ato da FNF,
que na contramão dessa cruzada extinguiu a Copa RN, como
competição isolada. Ela movimentava o segundo semestre,
prolongando a atividade dos clubes. Hoje, a maioria atua no máximo
durante três meses. São nove meses de letargia. Não
há planejamento que resista. Mas esse comportamento atende,
inicialmente, os interesses de ABC e América, que ainda têm
uma competição nacional a disputar, e os pequenos
de espírito, cuja verdade aponta para uma torcida por um
campeonato curto, quase um torneio, a fim de reduzir custos. Entendo,
mas não necessariamente concordo com essa ala. O futebol
deve ser pensado para todo o ano e para todos. De outra forma, que
sentido tem manter os estaduais? Uma saída seria seguir o
exemplo da Copa Paraíba, realizada na categoria sub-21, no
segundo semestre. Nela é permitida a utilização
de cinco jogadores por equipe com idade acima desse limite. O custo
é reduzido, pois a maioria é jovem e de salários
baixos, trabalha-se uma base para o ano seguinte e o campeão
ainda ganha vaga na Copa do Brasil. Copiar não é feio,
desde que se reproduza o produtivo. Feio é não fazer
nada e apenas ficar se lamentando, esperando que o vento mude.
| IMAGEM |
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| Time
da Gazeta do Oeste em 1988, no campo do Thermas. Pereirinha,
Fábio, César Santos, Carlos Santos, Berg, Raimundo
Nunes, Toinho, Landisberg, Britinho, Fabiano Santos e Railton. |
Razão
Voltando ao assunto da sazonalidade, a entrevista de Fábio
Giuntini ao editor Marcos Santos é a prova do senso comum.
Como falar em parceria, como essa fantasiada pela diretoria do Potiguar,
quando não há nada a se proporcionar em troca?
Razão II
Emprestar um ou dois jogadores é uma coisa, mas parceria
mesmo tem um sentido maior, e nossos clubes precisam oferecer algo
de concreto e duradouro que valha a vinda de investidores. A realidade
é dura, mas fantasiar não ajuda em nada.
Baru
Com pouco, ou nenhum dinheiro em caixa, os clubes locais começam
a admitir a possibilidade de repatriarem alguns veteranos, cujos
salários já não são tão baixos.
Um deles pode ser o meia Paulinho Andrade, vice-campeão estadual
deste ano pelo Potyguar de Currais Novos.
Luz
O Baraúnas procurou o Mossoró Vida Premiável
tentando patrocínio. A empresa se mostrou simpática
à ideia e as chances de ser parceira dos dois clubes locais
são grandes.
Menos
Da série "Mentiras do futebol local", colaborando
com o pessoal das comunidades de clubes, vamos lembrar do ônibus
com dois andares e o estádio, cujo desenho foi até
apresentado em programa de televisão pela diretoria do Potiguar.
Menos II
Pelo Baru, ainda lembro da "Arena da Toca do Leão",
estádio tricolor. Só vou fazer o advogado do diabo
no aspecto quando esses temas são encarados como mentiras.
Na verdade, acredito que se tratam de devaneios de dirigentes e
colaboradores, na ânsia de mostrar serviço ou ocupar
a mídia no período da entressafra. Compra a ideia
quem quer.
Na geral...
"O futebol nordestino está em decadência. A prova
é a posição deles nas séries A e B.
Entre os nossos, o América, que já era para estar
na Série C, se não fosse o Corínthians com
seu time reserva, na última rodada do ano passado, e o ABC
que quis acertar o time dentro do campeonato. Falta organização!"
DAVI EMANUEL - SUMARÉ
"O que mais dói na alma do torcedor mossoroense é
saber que somos gigantes, mas com o futebol pequenino. Mais uma
temporada bate à porta e nós torcedores sofrendo como
sempre, mas apaixonados como nunca."
GENILDO OLIVEIRA - BELO HORIZONTE
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José
Stalin
Torcedor do Botafogo
Abolição II. |
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