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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 12/11/2009 (ATUALIZADO: 00:50hs)
 
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COLUNA ATUALIZADA AOS DOMINGOS

O que mata é a sazonalidade
Quando se discutem fórmulas para tornar o futebol potiguar mais atraente, dando sobrevida aos clubes, lembramos logo o ato da FNF, que na contramão dessa cruzada extinguiu a Copa RN, como competição isolada. Ela movimentava o segundo semestre, prolongando a atividade dos clubes. Hoje, a maioria atua no máximo durante três meses. São nove meses de letargia. Não há planejamento que resista. Mas esse comportamento atende, inicialmente, os interesses de ABC e América, que ainda têm uma competição nacional a disputar, e os pequenos de espírito, cuja verdade aponta para uma torcida por um campeonato curto, quase um torneio, a fim de reduzir custos. Entendo, mas não necessariamente concordo com essa ala. O futebol deve ser pensado para todo o ano e para todos. De outra forma, que sentido tem manter os estaduais? Uma saída seria seguir o exemplo da Copa Paraíba, realizada na categoria sub-21, no segundo semestre. Nela é permitida a utilização de cinco jogadores por equipe com idade acima desse limite. O custo é reduzido, pois a maioria é jovem e de salários baixos, trabalha-se uma base para o ano seguinte e o campeão ainda ganha vaga na Copa do Brasil. Copiar não é feio, desde que se reproduza o produtivo. Feio é não fazer nada e apenas ficar se lamentando, esperando que o vento mude.

IMAGEM
Time da Gazeta do Oeste em 1988, no campo do Thermas. Pereirinha, Fábio, César Santos, Carlos Santos, Berg, Raimundo Nunes, Toinho, Landisberg, Britinho, Fabiano Santos e Railton.

Razão
Voltando ao assunto da sazonalidade, a entrevista de Fábio Giuntini ao editor Marcos Santos é a prova do senso comum. Como falar em parceria, como essa fantasiada pela diretoria do Potiguar, quando não há nada a se proporcionar em troca?

Razão II
Emprestar um ou dois jogadores é uma coisa, mas parceria mesmo tem um sentido maior, e nossos clubes precisam oferecer algo de concreto e duradouro que valha a vinda de investidores. A realidade é dura, mas fantasiar não ajuda em nada.

Baru
Com pouco, ou nenhum dinheiro em caixa, os clubes locais começam a admitir a possibilidade de repatriarem alguns veteranos, cujos salários já não são tão baixos. Um deles pode ser o meia Paulinho Andrade, vice-campeão estadual deste ano pelo Potyguar de Currais Novos.

Luz
O Baraúnas procurou o Mossoró Vida Premiável tentando patrocínio. A empresa se mostrou simpática à ideia e as chances de ser parceira dos dois clubes locais são grandes.

Menos
Da série "Mentiras do futebol local", colaborando com o pessoal das comunidades de clubes, vamos lembrar do ônibus com dois andares e o estádio, cujo desenho foi até apresentado em programa de televisão pela diretoria do Potiguar.

Menos II
Pelo Baru, ainda lembro da "Arena da Toca do Leão", estádio tricolor. Só vou fazer o advogado do diabo no aspecto quando esses temas são encarados como mentiras. Na verdade, acredito que se tratam de devaneios de dirigentes e colaboradores, na ânsia de mostrar serviço ou ocupar a mídia no período da entressafra. Compra a ideia quem quer.

Na geral...
"O futebol nordestino está em decadência. A prova é a posição deles nas séries A e B. Entre os nossos, o América, que já era para estar na Série C, se não fosse o Corínthians com seu time reserva, na última rodada do ano passado, e o ABC que quis acertar o time dentro do campeonato. Falta organização!"
DAVI EMANUEL - SUMARÉ

"O que mais dói na alma do torcedor mossoroense é saber que somos gigantes, mas com o futebol pequenino. Mais uma temporada bate à porta e nós torcedores sofrendo como sempre, mas apaixonados como nunca."
GENILDO OLIVEIRA - BELO HORIZONTE

Torcedor futebol clube
José Stalin
Torcedor do Botafogo
Abolição II.


 



       


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