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TOTAL
Estréia
do 'Chuva de Bala'
Hoje será o primeiro dia da apresentação
do espetáculo teatral "Chuva de Bala no País
de Mossoró", que será mostrado no adro da Capela
de São Vicente, a partir das 21h. A peça, com nova
direção, está repleta de novidades, que começam
pelo formato, com cinema e teatro se misturando, para que a história
seja contada de forma didática.
Tudo se deve ao novo formato do palco, com três telões
no adro da capela de São Vicente, para projeção
de imagens intercaladas com a encenação em palco.
São seis momentos diferentes mostrando a tentativa da invasão
de Mossoró pelo bando de Lampião contados pelo cinema.
A produtora executiva do Chuva de Bala, Toinha Lopes, diz que as
filmagens abordam momentos como a travessia do rio Mossoró
pelos cangaceiros, a passagem pela ponte de ferro, o momento em
que o bando entrou na cidade e a prisão do cangaceiro Jararaca,
que foi morto depois.
Toinha explica que as cenas estão sendo filmadas com o mesmo
elenco do espetáculo de palco. A idéia é que
o filme seja exibido nos telões. Proporcionalmente à
projeção cinematográfica, os atores entram
no palco, como se estivessem saindo de dentro dos telões.
"É uma proposta arrojada. Vai surpreender", garante
a produtora.
As filmagens foram acompanhadas pessoalmente pelo novo diretor do
Chuva de Bala, Elieser Rolim, que pretende fazer com que o público
tenha uma visão mais real do fato histórico, com a
encenação nos locais onde os fatos contados realmente
aconteceram.
As novidades do Chuva de Bala não se resumem a essa mistura
de teatro com cinema. O diretor Elieser Rolim realizou mudanças
radicais no espetáculo, começando pela retirada da
personagem Antônia, que era feita pela atriz Tony Silva. Este
ano o espetáculo é mais direto e sem narrativa. A
trilha sonora também será totalmente nova, assinada
pelos artistas Gideão Lima e Fábio Monteiro, de Mossoró.
Há mudanças também no elenco, com novos atores
fazendo os personagens principais, como Rydjnweine Ferreira no papel
de Lampião, e Paulo André no papel do prefeito Rodolfo
Fernandes.
Este ano o Chuva de Bala no País de Mossoró terá
uma hora de duração, com 70 atores no palco. Dois
grupos de percussão, cada um formado por 15 crianças,
vão se revezar. Mais 50 crianças do Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil (PETI) formando uma pirâmide de cristais.
O Chuva de Bala no País de Mossoró, edição
2008, terá uma nova roupagem, mas continuará como
uma a peça teatral ao ar livre, encenada no adro na Igreja
de São Vicente, e lembra a resistência do povo mossoroense
ao bando de Lampião. Esse ano será dirigida pelo paraibano
Eliézer Rolin. O espetáculo é um dos diferenciais
do Mossoró Cidade Junina, que combina tradição
junina com teatro e outras manifestações culturais.
O evento, apresentado todos os anos no adro da Capela de São
Vicente - cenário real da batalha em que a população
mossoroense liderada pelo prefeito Rodolfo Fernandes conteve o bando
de Lampião - teve um diferencial no ano passado. Além
da última participação do diretor João
Marcelino, a resistência ao bando de Lampião comemorou
80 anos e amarrou um laço que antes dividia a profissionalização
do teatro e a vontade de estar na arte.
Segundo a produtora Toinha Lopes, a nova roupagem inclui desde o
elenco, cerca de 60 pessoas, até detalhes do roteiro, das
músicas e do figurino. O diretor paraibano Eliezer Rolin
começou no sábado passado a fazer a seleção
dos atores para o espetáculo. "A seleção
na verdade, foi neste fim de semana", explicou Toinha.
O destaque da parte musical da Cidade Junina hoje será a
dupla forrozeira Sirano e Sirino. O show vai acontecer na Estação
das Artes. A dupla há mais de uma década faz forró
pelo país. Um dos shows mais solicitados nas vaquejadas a
dupla Sirano & Sirino é presença certa nos grandes
eventos do nordeste. Fiéis e adepto ao estilo de forró
desde a sua entrada no mercado musical, a dupla está comemorando
a chegada de mais um cd ás lojas.
Forró arroxado, esse é o forró da dupla, que
trás em sua bagagem músicas de duplo sentido mas sempre
com um pouco de sátira nas letras as quais acabam não
tendo a conotação tão pesada, embora as vezes
não pareçam.
A sanfona, também é a essência primordial nos
trabalhos desta dupla, já que Sirano é um dos melhores
sanfoneiros do Brasil. Podemos destacar também a sincronia
de vozes destes dois, pois uma sempre enriquece a outra quando estão
fazendo duetos. "Dando Um Banho de Gato" esse é
o nome do novo álbum, que trás em seu repertório
18 faixas, entre elas a música "Amor de Rapariga"
sucesso do cd anterior.
Marchand
diz que 75% dos quadros de Dalí são falsos
da Efe, em Barcelona
O marchand belga Stan Lauryssens apresentou nesta terça-feira
um livro de memórias --"Dalí y Yo"-- no
qual afirma que 75% dos quadros de Salvador Dalí são
falsos, mas ressalta que uma parte destes era pintada por outros
artistas e finalizada por Dalí, que dava "seu toque
surrealista".
Lauryssens disse à imprensa que nos anos 70 era mais fácil
vender um falso Dalí do que um quadro autêntico.
Na última segunda-feira, a Fundação Gala-Salvador
Dalí emitiu nota qualificando o livro como "falsidade".
Em resposta, ontem, o marchand disse que sua intenção
não era a de fazer uma grande obra sobre o pintor catalão
nem produzir uma crítica de arte, mas simplesmente explicar
o passado de Dalí e citar o que pessoas ligadas a ele relataram.
"O mundo, há 25 anos, era uma sociedade que buscava
o enriquecimento rápido e não era difícil encontrar
gente que investisse em arte, embora fosse falsa, com a idéia
de que em cinco anos venderia a mesma obra e ganharia mais dinheiro",
afirmou.
Na opinião de Lauryssens, entre o final dos anos 60 e início
dos 70, o próprio Dalí e sua mulher, Gala, favoreceram
a circulação de obras falsas, porque precisavam de
dinheiro para manter seu estilo de vida, que incluía, segundo
o marchand, seis meses ao ano nos hotéis mais caros de Nova
York e Paris.
No livro, o marchand se baseia em declarações do secretário
de Dalí, John Peter Moore, para calcular em US$ 500 mil (R$
825 mil) mensais o custo da estadia em Nova York do pintor e seus
acompanhantes, além de apontar que o valor "não
podia ser atingido vendendo pequenos quadros surrealistas dos anos
30".
Lauryssens diz que na fundação há "obras
falsas" de Dalí, referindo-se às peças
em que há apenas contribuição do pintor.
O marchand afirmou ainda que já há um projeto cinematográfico
baseado em seu livro em andamento, cujo elenco contaria com Al Pacino,
no papel do pintor, e Cillian Murphy, representando Lauryssens.
A produção seria dirigida por Andrew Niccol, roteirista
de "O Show de Truman - O Show da Vida" e teria estréia
marcada para o Festival de Cannes de 2009.
A imprensa questionou algumas inexatidões do livro, cujo
conteúdo foi atribuído pelo autor aos entrevistados,
alegando que "se 80% do livro for verdade, ninguém poderá
negar que é uma obra genial".
Lauryssens se definiu como "o mentiroso enganado" e ressaltou
que atualmente vive com a consciência tranqüila, sem
preocupações.
"Pelo menos uma vez por mês, tomo uma taça com
pessoas para os quais vendia quadros falsos de Dalí",
afirmou.

Após
boatos sobre câncer assessor diz que Paul Newman está
bem
O assessor de Paul Newman, 83, foi enigmático
ao responder, na terça-feira (10), uma série de reportagens
que disseram que o ator está com um tipo grave de câncer.
As reportagens veiculadas na TV e pela internet desde segunda-feira
(9) dizem que Newman foi diagnosticado com câncer de pulmão
e está fazendo tratamento no Centro de Câncer Memorial
Sloan-Kettering, em Nova York.
Uma porta-voz do Sloan-Kettering disse que não sabia se Paul
Newman era paciente do hospital.
"Newman diz que está indo bem", disse seu porta-voz
Jeff Sanderson em uma mensagem enviada por e-mail, em resposta às
reportagens sobre sua saúde.
Sanderson recusou-se a dar mais detalhes quando a Reuters telefonou
para seu escritório em Los Angeles.
"É isso que eu recebi dele. Ele diz que está
indo bem e este é o comunicado que queria dividir com vocês,
é só isso que eu tenho", disse. "Falei com
o escritório dele... e este é o comunicado que veio
diretamente dele".
O ator anunciou há pouco mais de um ano que estava se aposentando
da carreira de 50 anos devido à sua idade.
No mês passado, ele renunciou ao cargo de diretor da peça
"Sobre Ratos e Homens", de John Steinbeck, alegando motivos
de saúde não especificados.
Newman atuou em cerca de 60 filmes. Ao todo, recebeu nove indicações
ao Oscar, mas só levou a estatueta de melhor ator em 1986,
pelo filme "A Cor do Dinheiro", no qual fez o mesmo papel
pelo qual foi indicado ao prêmio em 1961, no filme "Desafio
à Corrupção".
Newman também dirigiu carros de corrida e criou uma linha
de produtos alimentícios, a Newman's Own, que tem seu nome
e seu rosto nos rótulos --os lucros são integralmente
doados para a caridade.
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