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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 12/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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» Estréia do 'Chuva de Bala'

» Marchand diz que 75% dos quadros de Dalí são falsos
» Após boatos sobre câncer, Paul Newman está bem


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Estréia do 'Chuva de Bala'
Hoje será o primeiro dia da apresentação do espetáculo teatral "Chuva de Bala no País de Mossoró", que será mostrado no adro da Capela de São Vicente, a partir das 21h. A peça, com nova direção, está repleta de novidades, que começam pelo formato, com cinema e teatro se misturando, para que a história seja contada de forma didática.
Tudo se deve ao novo formato do palco, com três telões no adro da capela de São Vicente, para projeção de imagens intercaladas com a encenação em palco. São seis momentos diferentes mostrando a tentativa da invasão de Mossoró pelo bando de Lampião contados pelo cinema.
A produtora executiva do Chuva de Bala, Toinha Lopes, diz que as filmagens abordam momentos como a travessia do rio Mossoró pelos cangaceiros, a passagem pela ponte de ferro, o momento em que o bando entrou na cidade e a prisão do cangaceiro Jararaca, que foi morto depois.
Toinha explica que as cenas estão sendo filmadas com o mesmo elenco do espetáculo de palco. A idéia é que o filme seja exibido nos telões. Proporcionalmente à projeção cinematográfica, os atores entram no palco, como se estivessem saindo de dentro dos telões. "É uma proposta arrojada. Vai surpreender", garante a produtora.
As filmagens foram acompanhadas pessoalmente pelo novo diretor do Chuva de Bala, Elieser Rolim, que pretende fazer com que o público tenha uma visão mais real do fato histórico, com a encenação nos locais onde os fatos contados realmente aconteceram.
As novidades do Chuva de Bala não se resumem a essa mistura de teatro com cinema. O diretor Elieser Rolim realizou mudanças radicais no espetáculo, começando pela retirada da personagem Antônia, que era feita pela atriz Tony Silva. Este ano o espetáculo é mais direto e sem narrativa. A trilha sonora também será totalmente nova, assinada pelos artistas Gideão Lima e Fábio Monteiro, de Mossoró. Há mudanças também no elenco, com novos atores fazendo os personagens principais, como Rydjnweine Ferreira no papel de Lampião, e Paulo André no papel do prefeito Rodolfo Fernandes.
Este ano o Chuva de Bala no País de Mossoró terá uma hora de duração, com 70 atores no palco. Dois grupos de percussão, cada um formado por 15 crianças, vão se revezar. Mais 50 crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) formando uma pirâmide de cristais.
O Chuva de Bala no País de Mossoró, edição 2008, terá uma nova roupagem, mas continuará como uma a peça teatral ao ar livre, encenada no adro na Igreja de São Vicente, e lembra a resistência do povo mossoroense ao bando de Lampião. Esse ano será dirigida pelo paraibano Eliézer Rolin. O espetáculo é um dos diferenciais do Mossoró Cidade Junina, que combina tradição junina com teatro e outras manifestações culturais.
O evento, apresentado todos os anos no adro da Capela de São Vicente - cenário real da batalha em que a população mossoroense liderada pelo prefeito Rodolfo Fernandes conteve o bando de Lampião - teve um diferencial no ano passado. Além da última participação do diretor João Marcelino, a resistência ao bando de Lampião comemorou 80 anos e amarrou um laço que antes dividia a profissionalização do teatro e a vontade de estar na arte.
Segundo a produtora Toinha Lopes, a nova roupagem inclui desde o elenco, cerca de 60 pessoas, até detalhes do roteiro, das músicas e do figurino. O diretor paraibano Eliezer Rolin começou no sábado passado a fazer a seleção dos atores para o espetáculo. "A seleção na verdade, foi neste fim de semana", explicou Toinha.
O destaque da parte musical da Cidade Junina hoje será a dupla forrozeira Sirano e Sirino. O show vai acontecer na Estação das Artes. A dupla há mais de uma década faz forró pelo país. Um dos shows mais solicitados nas vaquejadas a dupla Sirano & Sirino é presença certa nos grandes eventos do nordeste. Fiéis e adepto ao estilo de forró desde a sua entrada no mercado musical, a dupla está comemorando a chegada de mais um cd ás lojas.
Forró arroxado, esse é o forró da dupla, que trás em sua bagagem músicas de duplo sentido mas sempre com um pouco de sátira nas letras as quais acabam não tendo a conotação tão pesada, embora as vezes não pareçam.
A sanfona, também é a essência primordial nos trabalhos desta dupla, já que Sirano é um dos melhores sanfoneiros do Brasil. Podemos destacar também a sincronia de vozes destes dois, pois uma sempre enriquece a outra quando estão fazendo duetos. "Dando Um Banho de Gato" esse é o nome do novo álbum, que trás em seu repertório 18 faixas, entre elas a música "Amor de Rapariga" sucesso do cd anterior.

Marchand diz que 75% dos quadros de Dalí são falsos
da Efe, em Barcelona

O marchand belga Stan Lauryssens apresentou nesta terça-feira um livro de memórias --"Dalí y Yo"-- no qual afirma que 75% dos quadros de Salvador Dalí são falsos, mas ressalta que uma parte destes era pintada por outros artistas e finalizada por Dalí, que dava "seu toque surrealista".
Lauryssens disse à imprensa que nos anos 70 era mais fácil vender um falso Dalí do que um quadro autêntico.
Na última segunda-feira, a Fundação Gala-Salvador Dalí emitiu nota qualificando o livro como "falsidade". Em resposta, ontem, o marchand disse que sua intenção não era a de fazer uma grande obra sobre o pintor catalão nem produzir uma crítica de arte, mas simplesmente explicar o passado de Dalí e citar o que pessoas ligadas a ele relataram.
"O mundo, há 25 anos, era uma sociedade que buscava o enriquecimento rápido e não era difícil encontrar gente que investisse em arte, embora fosse falsa, com a idéia de que em cinco anos venderia a mesma obra e ganharia mais dinheiro", afirmou.
Na opinião de Lauryssens, entre o final dos anos 60 e início dos 70, o próprio Dalí e sua mulher, Gala, favoreceram a circulação de obras falsas, porque precisavam de dinheiro para manter seu estilo de vida, que incluía, segundo o marchand, seis meses ao ano nos hotéis mais caros de Nova York e Paris.
No livro, o marchand se baseia em declarações do secretário de Dalí, John Peter Moore, para calcular em US$ 500 mil (R$ 825 mil) mensais o custo da estadia em Nova York do pintor e seus acompanhantes, além de apontar que o valor "não podia ser atingido vendendo pequenos quadros surrealistas dos anos 30".
Lauryssens diz que na fundação há "obras falsas" de Dalí, referindo-se às peças em que há apenas contribuição do pintor.
O marchand afirmou ainda que já há um projeto cinematográfico baseado em seu livro em andamento, cujo elenco contaria com Al Pacino, no papel do pintor, e Cillian Murphy, representando Lauryssens.
A produção seria dirigida por Andrew Niccol, roteirista de "O Show de Truman - O Show da Vida" e teria estréia marcada para o Festival de Cannes de 2009.
A imprensa questionou algumas inexatidões do livro, cujo conteúdo foi atribuído pelo autor aos entrevistados, alegando que "se 80% do livro for verdade, ninguém poderá negar que é uma obra genial".
Lauryssens se definiu como "o mentiroso enganado" e ressaltou que atualmente vive com a consciência tranqüila, sem preocupações.
"Pelo menos uma vez por mês, tomo uma taça com pessoas para os quais vendia quadros falsos de Dalí", afirmou.

Após boatos sobre câncer assessor diz que Paul Newman está bem
O assessor de Paul Newman, 83, foi enigmático ao responder, na terça-feira (10), uma série de reportagens que disseram que o ator está com um tipo grave de câncer.
As reportagens veiculadas na TV e pela internet desde segunda-feira (9) dizem que Newman foi diagnosticado com câncer de pulmão e está fazendo tratamento no Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York.
Uma porta-voz do Sloan-Kettering disse que não sabia se Paul Newman era paciente do hospital.
"Newman diz que está indo bem", disse seu porta-voz Jeff Sanderson em uma mensagem enviada por e-mail, em resposta às reportagens sobre sua saúde.
Sanderson recusou-se a dar mais detalhes quando a Reuters telefonou para seu escritório em Los Angeles.
"É isso que eu recebi dele. Ele diz que está indo bem e este é o comunicado que queria dividir com vocês, é só isso que eu tenho", disse. "Falei com o escritório dele... e este é o comunicado que veio diretamente dele".
O ator anunciou há pouco mais de um ano que estava se aposentando da carreira de 50 anos devido à sua idade.
No mês passado, ele renunciou ao cargo de diretor da peça "Sobre Ratos e Homens", de John Steinbeck, alegando motivos de saúde não especificados.
Newman atuou em cerca de 60 filmes. Ao todo, recebeu nove indicações ao Oscar, mas só levou a estatueta de melhor ator em 1986, pelo filme "A Cor do Dinheiro", no qual fez o mesmo papel pelo qual foi indicado ao prêmio em 1961, no filme "Desafio à Corrupção".
Newman também dirigiu carros de corrida e criou uma linha de produtos alimentícios, a Newman's Own, que tem seu nome e seu rosto nos rótulos --os lucros são integralmente doados para a caridade.



       




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