

SUGESTÕES
Vereadores
apresentam 41 emendas à LDO
A tramitação da Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2009
cumpriu mais uma etapa na Câmara Municipal de Mossoró.
Os vereadores apresentaram as emendas ao texto original, enviado
pelo Palácio da Resistência. Agora as proposições
serão analisadas pela Comissão de Orçamento,
Finanças e Contabilidade.
Ao todo foram apresentadas 41 emendas ao projeto original. Apenas
o vereador Renato Fernandes (PR) propôs 21 alterações
no texto original da LDO. A vereadora Izabel Montenegro (PMDB) está
sugerindo outras 18 adaptações. O presidente da Câmara,
vereador Júnior Escóssia (DEM) apresentou uma emenda,
e Osnildo Morais (PSL) também propôs uma.
O presidente da Comissão de Orçamento, vereador Benjamim
Machado (PTB), disse que vai convocar o colegiado para começar
hoje a análise das 41 emendas. Os outros membros são
os vereadores Francisco Dantas da Rocha (DEM) e Arlene de Souza
(DEM). Caso um dos dois tenha algum impedimento, será convocado
o primeiro suplente, que é o vereador Osnildo Morais.
Benjamim disse que as emendas estão divididas em dois grupos.
As modificativas e as substitutivas. O vereador admitiu que ainda
não analisou as proposições, mas garantiu que
todas estarão com o parecer pronto até o próximo
dia 24. "Poderemos derrubar algumas emendas na própria
comissão. As que passarem, serão lidas e votadas em
plenário no dia 24", informou.
Líder da oposição à prefeita Fafá
Rosado (DEM), o vereador Renato Fernandes (PR) apresentou emendas
que mexem com a aplicação de recursos públicos.
Ele está propondo que o Executivo seja obrigado a consultar
a Câmara todas as vezes que for abrir crédito suplementar
ou remanejar verbas.
Essa proposta, caso aprovada, impediria que o Executivo fizesse
remanejamento de verbas e abrisse crédito extra sem ter que
consultar o Legislativo. Hoje, isso pode ser feito até o
limite de 20% do orçamento. Renato disse que vem apresentando
essa emenda desde o ano de 2005, mas ela sempre acaba sendo derrubada.
O vereador afirmou que sua iniciativa evitaria o que, em sua avaliação,
é uma prática inconstitucional e fortaleceria a Câmara.
Além disso, Renato está propondo que a Câmara
realize audiências públicas sempre nos meses de fevereiro,
maio e setembro, para analisar os balancetes quadrimestrais do Executivo.
O vereador argumentou que isso permitiria maior fiscalização
sobre as contas públicas municipais. "Também
apresentei emendas na área de cultura, pedindo para tombar
a igreja do Bom Jesus e o relógio na igreja do Alto da Conceição",
informou Renato.
Os outros vereadores também apresentaram emendas com proposição
de investimentos. Júnior Escóssia está defendendo
a construção de um cemitério público
para atender os bairros que formam o chamado Grande Alto de São
Manoel. Já Osnildo Morais está defendendo a construção
do Centro de Formação Técnica (CENTEC), para
oferecer cursos técnicos para pessoas de baixa renda.
Prefeitura
e MP firmam acordo para
disciplinar o funcionalismo público
O Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe,
em sua edição de ontem, o Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura de Mossoró e o
Ministério Público Estadual. O documento estabelece
regras para disciplinar a contratação de servidores
para ocupar cargos em comissão na administração
municipal.
De acordo com o TAC, a Prefeitura se compromete a elaborar uma nova
legislação para disciplinar os cargos em comissão.
Eles deverão ser limitados às funções
de direção, chefia e assessoramento. Será fixado
um limite de cargos em comissão e estabelecido um percentual
de no mínimo 20% desses cargos para serem ocupados por servidores
efetivos.
Também ficou estabelecido que em 180 dias será realizado
um recadastramento dos servidores municipais. Essa foi uma estratégia
pensada para detectar casos de funcionários que estejam acumulando
cargos. Funções gratificadas terão, necessariamente,
que ser exercidas por funcionários de carreira.
O não cumprimento das determinações especificadas
no TAC deve acarretar no pagamento de multa no valor de R$ 10 mil
por mês, para a prefeita Fafá Rosado (DEM) e de R$
50 mil mensais do município de Mossoró. Os recursos
que forem, eventualmente, arrecadados com essas multas serão
revertidos para o Conselho Municipal de Direitos Difusos.

Getúlio
critica a segurança pública
E Leonardo denuncia a falta de PMs
Aldemar de Almeida
De Natal
A insegurança no Estado e a qualidade do setor de saúde
pública foram dois temas abordados na sessão plenária
de ontem pelo deputado Getúlio Rego, líder dos democratas,
ao analisar uma pesquisa recente publicada na imprensa de Natal
com avaliação da administração pública.
"A avaliação negativa para o tema segurança
vai para a estratosfera com 72,8 por cento de insatisfação
manifestada pela população. Como é que fica
o povo? Falta dinheiro para a saúde e a segurança,
mas sobra para propaganda", questionou o parlamentar.
O líder do DEM também criticou a demora do governo
em atender os desabrigados pelas enchentes no Vale do Açu.
Segundo ele, toda a parafernália inicial serviu apenas para
a propaganda, pois as ações não chegaram. Segundo
ele, as estradas que foram danificadas com as enchentes precisam
ser recuperadas e até agora não se sabe quando isso
vai ocorrer". Está faltando investimento nas demandas
básicas do interesse da população", afirmou.
Getúlio Rego cobrou a presença em plenário
dos parlamentares da base de apoio ao Governo, para que essas questões
sejam debatidas. Segundo ele, os parlamentares sumiram depois do
acórdão para a disputa da prefeitura de Natal. Ao
final da sessão de ontem não havia nenhum deputado
da base de apoio em plenário.
O deputado Leonardo Nogueira (DEM), que presidia a sessão,
retornou ao plenário e reforçou o pronunciamento de
Getúlio quanto à insegurança. Disse que em
Mossoró três pessoas foram assassinadas nos últimos
dias, e só depois das ocorrências é que o comando
da Polícia Militar decidiu mandar o reforço de 100
policiais para o trabalho de segurança nos festejos do Mossoró
Cidade Junina.
Rosalba
diz que RN contribuiu com
R$ 150 bi ao país e cobra refinaria
Depois de contribuir com mais de R$ 150 bilhões
para a riqueza nacional em petróleo e gás natural,
o Rio Grande do Norte ainda não conta com uma refinaria.
Na opinião da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), essa lacuna
no parque industrial potiguar compromete o futuro desenvolvimento
do Estado, principalmente a partir do momento em que os poços
começarem a escassear.
O Rio Grande do Norte produz petróleo e gás natural
desde o final da década de 70. Dados da Agência Nacional
de Petróleo (ANP) apresentados pela parlamentar mostram que,
na produção terrestre, o Estado é o maior produtor
de petróleo e o terceiro de gás natural.
Há cerca de dois anos, a refinaria do Nordeste foi anunciada
para Pernambuco. Agora, além da refinaria do Rio de Janeiro,
já decidida, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão,
anunciou mais uma para o Maranhão. Uma quarta refinaria,
de grande porte, mas em local ainda não definido, está
nos planos do governo, conforme o presidente da Petrobrás,
Sérgio Gabrielle.
"A refinaria para Pernambuco foi uma decisão política,
e não técnica, embora reconheçamos que o povo
de Pernambuco também merece a atenção do governo
federal", disse a senadora, que cobrou ainda os "investimentos
compensatórios" anunciados pelo governo federal, com
prioridade para o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante,
ainda no papel.
A única melhoria anunciada para o Estado foi, na semana passada,
a instalação de uma planta de gasolina, ou seja, uma
refinaria de pequeno porte onde seriam processados 25 mil barris
de petróleo/dia.
Rosalba disse reconhecer os benefícios econômicos e
sociais da exploração exercitada pela Petrobrás,
seja pelo recebimento de royalties, seja pelo recebimento de impostos
ou, ainda, pelos empregos gerados pelas operações
dessa indústria. Sobre a questão dos impostos incidentes
na produção, a senadora registrou, no entanto, o dualismo
da legislação tributária do ICMS que, na indústria
do petróleo, não incide sobre a produção,
mas sim, sobre o consumo de derivados, destoando das demais atividades
econômicas, onde se aplica o sistema misto de incidência,
ou seja, repartindo o ICMS entre a produção e o consumo.
Governo
consegue aprovar a CSS com
Apenas dois votos acima do mínimo
Brasília (AE) - Com um placar apertado,
o governo conseguiu aprovar hoje (11) na Câmara a criação
da Contribuição Social para a Saúde (CSS),
que vai incidir sobre as movimentações financeiras.
A aprovação foi com apenas dois votos a mais do que
o mínimo exigido, sinalizando que o governo terá dificuldades
em aprovar a criação da contribuição
no Senado, onde o projeto terá de ser votado novamente. O
placar registrou 259 votos a favor, 159 contrários e 2 abstenções.
Apesar da aprovação, esse número de votos governistas
seria insuficiente para aprovar uma proposta de emenda constitucional
como a que criou a Contribuição Provisória
Monetária Financeira (CPMF), por exemplo, que exige 308 votos
na Câmara. O governo conseguiu aprovar a CSS seis meses depois
de ver derrotada a proposta que prorrogava a CPMF.
"Neste momento, só nos resta comemorar", afirmou
o líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto
(BA). "O governo sepultou a CSS nessa votação.
Ela não passa no Senado. O governo minguou", afirmou
o deputado Paulo Bornhausen (DEM-PR).
O líder do PT, Maurício Rands (PE), avaliou que o
Senado vai apreciar o projeto em outro contexto e vai perceber a
importância de aprovar uma fonte de financiamento para a saúde.
Segundo o líder petista, houve "um certo relaxamento"
da base depois que a votação anterior, do texto global,
havia registrado 288 votos a favor do governo.
O governo conseguiu aprovar a CSS na Câmara depois de três
semanas de forte embate político no plenário com os
partidos de oposição DEM, PSDB e PPS, que defendiam
o projeto aprovado pelo Senado. O PV, apesar de ser da base do governo,
votou contra. Ficaram a favor da CSS o PT, o PMDB, o PTB, o PP,
o PR, o PSC, o PSB, o PDT e o PCdoB. A oposição votou
unida, sem dissidências.
Na base, além de alguns votos contrários, houve ausências
significativas. Para não assumirem o desgaste político
de aprovar um novo imposto em ano de eleições para
prefeitos, mas também para não ficarem contra a orientação
do governo, deputados preferiram não participar da votação.
No PTB e no PR, foram 25% de ausentes. No PMDB, dos 93 deputados,
15 não votaram e 9 votaram contra. No PT, 10 deputados faltaram.
O projeto aprovado pelos deputados substitui a proposta do Senado
que obrigava a União a aplicar 10% das receitas brutas na
saúde. O projeto do relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS),
mantém o cálculo atual que fixa os recursos da União
para o setor iguais ao montante gasto no ano anterior mais a variação
do Produto Interno Bruto (PIB), além de criar a CSS. A contribuição
terá a alíquota de 0,10% e sua arrecadação
será destinada aos programas de saúde pública.
A estimativa do governo é de arrecadar R$ 10 bilhões
por ano com a contribuição.
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