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SEGURANÇA
AL
quer segurança para caixas eletrônicos
JOTTA
PAIVA
Da Redação
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte está
analisando proposição de autoria do deputado estadual
Gustavo Carvalho que torna obrigatória a instalação
de sistema de segurança armada e de monitoração
eletrônica de imagens nos terminais de caixas eletrônicos
e nas casas lotéricas que prestam serviço bancário
a população, principalmente em cidades do interior
potiguar.
O autor argumenta que o Banco Central considera os caixas eletrônicos
e máquinas de auto-atendimento extensão das agências
bancárias. "Nos termos do art. 144 da Constituição
Federal é determinado que a segurança pública,
dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida
para a preservação da ordem pública e da incolumidade
das pessoas e do patrimônio", disse o parlamentar.
A proposta foi submetida a analise da casa legislativa que visa
garantir mais segurança a sociedade potiguar e ao patrimônio
das instituições financeiras. "Sempre tenho acompanhado
pela imprensa o registro de assaltos contra clientes de instituições
bancárias que buscam os serviços nos caixas eletrônicos.
A tomada de medidas no campo da segurança para este segmento
só vai proporcionar mais segurança para os que buscam
este importante serviço", argumentou o deputado.
Para Gustavo Carvalho a mesma atenção que as agências
bancárias recebem, os caixas eletrônicos e as casas
lotéricas também deveriam receber. "Inúmeras
pessoas diariamente tornam-se vítimas de furto, roubo, extorsão
e estelionato, entre outros crimes, enquanto realizam operações
bancárias no interior das cabinas eletrônicas e em
casas lotéricas", disse Carvalho.
Para o parlamentar, esses crimes deveriam ser evitados com a presença
ostensiva de um segurança armado e a monitoração
e geração eletrônica de imagens observadas.
Dona
de lotérica queria mais subsídio para a segurança
A dona da única casa lotérica de Apodi, Rosivânia
Pereira disse que gostaria de ter subsídio para garantir
maior segurança em sua agência, tendo em vista que
vem prestando grande serviço à população
desde que se instalou na cidade.
Para garantir estabilidade, ela contratou seguranças particulares
e mantém um moderno serviço eletrônico que permite
maior agilidade por parte de sua equipe, caso aconteça qualquer
incidência.
Em 2005 a lotérica foi assaltada em plena luz do dia. Desse
dia para cá Rosivânia aumentou os investimentos no
setor, porém esbarra nas burocracias e reclama da falta de
incentivo governamental.
Para ela, o período mais tenso é durante o pagamento
do programa Bolsa Família que fica sob a responsabilidade
das casas lotéricas no interior do Estado, onde não
existem agências da Caixa Econômica Federal.
"Eu vivo assustada, mesmo com toda a equipe e equipamentos
instalados para garantir a segurança. O problema é
geral e atinge não só o meu negócio, como também
a todas as empresas da cidade e Estado", reclama.
Caixa Econômica
Há pelo menos dois anos o fórum de entidades com apoio
de alguns políticos locais vêm tentando a instalação
de uma agência da Caixa Econômica Federal em Apodi.
O projeto já foi defendido pela deputada federal Sandra Rosado.
Por um período se cogitou até a escolha de um terreno,
porém o projeto parou e há algum tempo a população
não tem mais notícias.
Portaria
reduz a ambulancioterapia no HWG
Carla França
Da Tribuna do Norte
Criada para regulamentar a transferência indiscriminada de
pacientes para os hospitais da capital, a portaria 118 da Secretaria
Estadual de Saúde já está surtindo efeito no
que diz respeito ao número de pacientes atendidos no Hospital
Walfredo Gurgel. Comparando o número de atendimentos da primeira
semana dos meses de abril e maio, houve uma redução
de quase 5%. Passou de 3.293 para 3.129 pacientes.
Essa redução está sendo comemorada pela Sesap,
que, aos poucos, está vencendo a velha cultura da 'ambulancioterapia',
que há anos superlota os corredores do HWG. "A portaria
já está dando certo, ainda não temos uma avaliação
fechada dessa primeira semana, mas os primeiros números mostram
que essa é a alternativa para resolver dois problemas a superlotação
de alguns hospitais e a subutilização de outros, principalmente
os do interior do Estado", disse o secretário adjunto
de saúde do RN, George Antunes.
Mas dados do setor de estatística do HWG apontam que a maior
demanda de pacientes é proveniente de Natal e municípios
da Grande Natal, entre eles Parnamirim, Macaíba, Ceará-Mirim,
São Gonçalo do Amarante, Extremoz. Juntas essas cidades
enviaram 8.496 dos 10.614 pacientes atendidos no mês de abril.
O detalhe é que boa parte desses municípios possui
um hospital, onde esses pacientes deveriam ser atendidos.
"A estrutura física do nosso hospital é uma das
melhores do Estado, o problema é que não temos recursos
humanos. Para se ter uma idéia todas as nossas escalas estão
abertas. Para atendimento de urgência de adultos seriam necessários
quatro médicos, mas nós só temos dois, o mesmo
acontece com a pediatria. Além disso, tem a questão
da demanda de pacientes, pois atendemos não só o município
de Parnamirim, fazemos uma média de 600 atendimentos (400
adultos e 200 crianças) por dia e são pessoas de todos
os lugares, inclusive de Natal. Aqui é uma verdadeira guerra
para encontrarmos leitos vagos", disse o diretor técnico
do Hospital Regional Deoclécio Marques Lucena, Eli Aguiar.
Para atender aos procedimentos de urgência, ortopedia e cirurgias
eletivas, o hospital conta com uma equipe de 77 médicos.
O hospital possui um centro cirúrgico com três salas
e 90 leitos, todos ocupados. "Como a demanda é muito
grande improvisamos mais dez leitos no espaço que era destinado
apenas para a observação dos pacientes. E ainda assim
nós só transferimos em último caso", disse
Eli Aguiar.
O mesmo problema acontece no Hospital Regional Alfredo Mesquita
Filho, em Macaíba, onde a demanda de pacientes é maior
do que a quantidade de médicos podem atender. Ao todo são
47 médicos. A maior dificuldade é na especialidade
de ortopedia, que só é oferecida duas vezes por semana.
Além disso, o hospital sofre com a falta de estrutura. "A
estrutura é de 20 anos atrás, mas isso vai mudar porque
conseguimos uma verba de R$ 500 mil para realizarmos algumas reformas",
disse a diretora geral do hospital, Eliege Pereira.
Em Ceará-Mirim a reclamação é a mesma.
"Aqui é um absurdo, nunca tem médico. E o pior
é que quando tem o médico por qualquer besteira eles
mandam as crianças para o Maria Alice ou para o Santa Catarina,
quando é adulto é o Walfredo", desabafou a dona-de-casa
Rosimar Pereira da Silva que esperou mais de três horas pelo
pediatra.
De acordo com o administrador do Hospital Percílio Alves,
Itamar Fagundes de Melo, esse problema acontece porque o hospital
atende casos que deveriam ser resolvidos nos postos de saúde.
"Nós deveríamos atender urgência e emergência,
mas a maioria das pessoas vem para urgência se consultar e
isso prejudica quem realmente está precisando ser atendido
na urgência".
O Hospital Percílio Alves conta com uma equipe de 31 médicos
das especialidades clínica geral, pediatria, obstetrícia,
anestesiologista e cirurgia geral.
Hospitais
no interior estão lotados
No interior, os hospitais que deveriam suprir a demanda dessa região
estão sobrecarregados, é o que acontece em Currais
Novos. O Hospital Regional Dr. Mariano Coelho já está
sendo chamado de Walfredo Gurgel do Seridó.
"É como se aqui fosse um segundo Walfredo que atende
às pessoas de todos os municípios, inclusive de cidades
que possuem bons hospitais. Só um exemplo, de uma média
de 70 pacientes atendidos pela ortopedia, apenas três eram
de Currais Novos. O restante era de outros municípios",
disse o diretor do hospital, Raulison Oliveira dos Santos.
A aposentada Maria José de Azevedo, 68 anos, é uma
dessas pacientes. Ela mora em Parelhas e em dezembro do ano passado
precisou fazer uma cirurgia no fêmur e teve que se dirigir
para Currais Novos porque no hospital do seu município não
tinha material. Cinco meses depois a cirurgia deu uma complicação
e ela terá que voltar ao hospital para fazer um novo procedimento.
"Lá em Parelhas tem hospital e tem médico, mas
como ele não tinha material, encaminhou a minha tia para
Currais Novos. É uma situação complicada, mas
a prefeitura manda a gente na ambulância e fica melhor",
disse dona Maria José de Azevedo Dantas. Na frente do hospital
ambulâncias de vários municípios estacionadas
deixando e pegando pacientes.
"Todos os dias eu trago pelo menos umas dez pessoas e deixo
nos hospitais, principalmente no de Currais Novos. Depois eu pego
todos e volto", conta o motorista de alternativo Francisco
Melo Pereira, que transporta os pacientes de Tenente Laurentino
Cruz, distante 62 quilômetros de Currais Novos.
Para Raulison Santos, isso acontece porque, apesar da deficiência
de médicos, o hospital consegue acolher e atender a maioria
dos casos que chega. "Somos um dos hospitais que menos manda
pacientes. Só encaminhamos pacientes que precisam de exames
especializados ou neurocirurgia, por exemplo. As pessoas sabem que
aqui serão atendidas", explicou.
O médico não quis falar a quantidade do quadro de
médicos. Ele se limitou a dizer que "o hospital está
pedindo socorro para não perder a qualidade do atendimento.
O nosso quadro profissional não está compatível
com a demanda".
Enquanto o hospital de Currais Novos está sem leito, os Hospitais
Regionais de Acari e Caicó estão com vários
leitos disponíveis. Esses hospitais, já trabalham
com o sistema de agendamento de leitos. "Essa carapuça
não se encaixa na nossa cabeça. Há alguns meses
nós já estamos fazendo esse contato com os outros
hospitais e isso tem ajudado muito para que sempre tenha leito no
hospital", disse o direto clínico do Hospital Regional
do Seridó de Caicó, Sílvio Santos.
Nome:
Hospital Walfredo Gurgel
Internação: Em média 40 a 50 pessoas são
internadas todos os dias no Walfredo Gurgel. Cerca de 50% dessas
internações são de pessoas do interior.
Leitos: 310 leitos. Sendo 259 leitos oficiais e 51 oficiosos. Existem
mais 80 macas com pacientes nos corredores, aguardando vaga nos
leitos.
Funcionários: 1.630 funcionários efetivos e 210 contratados.
Dois blocos de centro cirúrgico sendo um para queimados com
duas salas e para outras com sete salas.
Público: Atende a população de todo o Rio Grande
do Norte e de Estados vizinhos também.
Municípios que mais enviaram pacientes para o Hospital Walfredo
Gurgel (Período de 1º a 30/04/2008)
Natal: 6.982
Parnamirim: 623
São Gonçalo do Amarante: 346
Macaíba: 227
Ceará-Mirim: 215
São José do Mipibu: 154
Extremoz: 103
Fonte:
HWG
Camarão
na rede de arrasto
Cézar
Alves
Da Redação
Porto do Mangue - A atividade é ilegal, mas está sendo
praticada em demasia desde o dia 5 de abril passado na costa dos
municípios de Porto do Mangue e Macau. Por dia, a Secretaria
Municipal de Agricultura e Pesca de Porto do Mangue calcula que
foram capturadas 20 toneladas de camarão, em sua maioria
com redes de arrasto, que é proibido por lei federal, por
prejudicar a fauna marinha.
No início de abril, cada lance de uma rende de arrasto de
120 metros no mar, eram capturados até 200 quilos de camarão
e cerca de 100 quilos de peixes pequenos de espécies variadas.
Esta semana, cada lance de uma rede do mesmo tamanho, capturava
apenas 25 quilos de camarão e cerca de 100 de outras espécies
de peixes pequenos. E, desde o início, só é
aproveitado do camarão o restante é 90% desperdiçado
na área da praia.
E abundância de camarão na costa nesta época
do ano não é comum. Segundo relata o pescador Evangelista
de Lima, só aconteceu este ano porque a cheia do rio Piranhas/Açu
inundou 1.550 hectares de viveiros de camarão de empresas
particulares no delta do rio Piranhas/Açu. A Associação
Nacional de Criadores de Camarão calcula que foram ao mar
1.470 toneladas de camarão.
"Prefiro ver essa questão por outro ângulo. Essas
empresas ricas chegaram aqui e compraram tudo. Colocaram cercas
e impediu da gente pescar no rio. Deixaram a gente sem ter onde
pescar. Mas aí veio a cheia do rio Piranhas/Açu e
deixou o mar cheio de camarão pra gente", diz o pescador
Aluísio Pereira de Lacerda Junior, de 31 anos. Lacerda estava
se referindo aos atritos entre os moradores da localidade de Logradouro
e os gerentes da Maricultura Tropical, que resultou em três
pescadores mortos a tiros nos últimos cinco anos.
A pesca do camarão foi praticada nas praias de Porto do Mangue
e na região de Macau. Pequenas e grandes embarcações
também entraram no negócio, que durante cerca de 30
dias foi muito rentável. O pescador Sebastião Ferreira
Andrade, do assentamento Rosado, juntamente com outros seis companheiros
de pesca, disse que teve dias que capturou até 750 quilos
de camarão, que vendido a R$ 3,50, faturou até R$
2,5 mil.
Ao meio-dia de terça-feira, Sebastião Ferreira disse
que a expectativa era de que no final do dia haviam capturado cerca
de 200 quilos de camarão. "Já acabou. Hoje ainda
tem porque está chovendo e o camarão se aproxima da
costa", diz Sebastião Ferreira, que desconhece de que
pescar com rede de arrasto na praia no mar é ilegal, conforme
informa o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA).
Os pescadores passam o dia no mar e no final da tarde se reúnem
no cais do Porto do Rio das Conchas, em Porto do Mangue, para comercializar
produção com compradores do Ceará, Natal e
do Pernambuco. Segundo Luciene Maia, da Secretaria Municipal de
Agricultura e Pesca, durante a temporada de 30 dias, foram pescados
mais de 800 toneladas de camarão na costa de Porto do Mangue,
nas praias e no mar. Nos próximos dias, começa outra
temporada: a da lagosta.
Abundância
atraiu pescadores de várias regiões
A abundância de camarão na costa de Porto do Mangue
e Macau, durante o período de cheia do rio Piranhas/Açu
de 5 de abril a 5 de maio, atraiu pescadores de várias regiões
do Rio Grande do Norte, e também dos Estados da Paraíba
e do Pernambuco.
O pescador Manoel Juvino da Costa veio da praia de Pitininga, de
Rio do Fogo, litoral sul do Estado, para pescar em Areia Branca.
"Eu cheguei há duas semanas, quando o camarão
já estava diminuindo, mas valeu a pena", disse.
José Augusto Neres, 57, veio de Beberibe, no Ceará.
Disse que ainda pegou uns dias de 'bonança', mas depois o
camarão começou a diminuir. "Você é
do Ibama?", pergunta o pescador ao repórter. Logo em
seguida percebe o carro caracterizado e conversa com a reportagem.
Segundo ele, a pesca do camarão no Ceará praticamente
não existe. "Eu soube que aqui tava bom e vim trabalhar
aqui", conta o pescador enquanto separa o camarão do
peixe comum que capturou com rede de arrasto (ilegal) perto da praia
do Rosado, em Porto do Mangue.
Pesca
do crustáceo com rede de arrasto agride a fauna marinha
A pesca do camarão com rede de arrasto, especialmente com
malha 3, agride diretamente a fauna e a flora marinha. Segundo os
fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA), de Mossoró, esse meio é
ilegal.
No caso dos flagrantes registrados pelo JORNAL DE FATO, na costa
de Porto do Mangue terça-feira, os pescadores por lance de
rede de arrasto no mar, capturavam cerca de 100 quilos de peixes
miúdos e apenas cerca de 30 de camarão.
A pesca com rede de arrasto acima de 100 metros de corda é
praticada por seis pessoas. A rede é solta no mar numa distância
de 100 a 150 metros. Depois, os pescadores em grupos de três
arrastam para a areia da praia, capturando o camarão e todas
as outras espécies juntas.
O peixe miúdo morre na praia e é levado pela maré.
Algumas pessoas da cidade aproveitaram especialmente a sardinha.
Para os fiscais do Ibama consultados pelo DE FATO, além do
desperdício, uma espécie de peixe representa perigo
aos próprios pescadores. É o espinho do bagre.
No caso do pescador ser flagrado capturando camarão no mar
com rede de arrasto, conforme flagrou este jornal, este é
multado e perde a licença de pesca, rede, barco, e, ainda
como conseqüência, é excluído do seguro
desemprego durante o período do defeso. No caso do bagre
morto, a recomendação é retirá-lo da
areia e enterrá-lo na costa.

Estado
quer mutirão contra mosquito
É
um pouco tarde para se tomar medidas preventivas contra uma doença
que, se não tratada a tempo, pode até matar. A dengue
está presente em 154 dos 167 municípios do Rio Grande
do Norte. São 19.157 casos suspeitos de dengue catalogados
nas unidades de saúde do Estado até o dia 3 deste
mês. 81 casos confirmados de dengue hemorrágica e 41
mortes de pessoas com sintomas da doença.
Para o Ministério Público Estadual e o Federal, os
Governos do Estado, dos Municípios e Federal deveriam ter
tomado providências antes da temporada de inverno deste ano,
capaz de evitar esses números. Como não foi possível,
que seja em situação de emergência. O decreto
foi sugerido quarta-feira, em Natal, pelas duas instâncias
do Ministério Público e aceito no mesmo dia pela governadora
Wilma de Faria, que agora corre contra o prejuízo.
Nesta segunda-feira, 12, a governadora quer se reunir com todos
os prefeitos do Rio Grande do Norte (167) no auditório do
Instituto de Assistência Técnica e Extensão
Rural do Rio Grande do Norte (EMATER), na Governadoria, em Natal.
A convocação foi anunciada sexta-feira, 9. A reunião
terá início às 15h. Será discutida a
realização de um grande mutirão de combate
à dengue em todos os municípios do Estado.
Para o Governo do Estado, o combate à dengue requer a participação
ativa da população, ou não se terá os
efeitos esperados. "O combate à dengue não é
uma ação apenas do governo, mas de toda a sociedade.
O governo faz a sua parte, mas todos os cidadãos precisam
estar engajados na batalha para vencer o mosquito Aedes aegypti",
disse Wilma de Faria, que pretende convocar os prefeitos para mobilizar
seus municípios a partir dos mecanismos possíveis
com o decreto de emergência desta semana devido à dengue.
O decreto vai permitir à Secretaria Estadual de Saúde
maior agilidade na contratação de serviços
e insumos necessários ao trabalho dos técnicos em
todos os municípios com alto índice de dengue, conforme
explica o secretário estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti.
Um dos gargalos que retarda e até ocasiona mortes devido
à dengue é a demora pelo diagnóstico. Até
esse serviço pode ser ampliado através do decreto
de emergência. O secretário não descarta essa
possibilidade.
"Tanto esse decreto quanto a convocação dos prefeitos
é de suma importância para o nosso trabalho. Precisamos
discutir as dificuldades enfrentadas por todos os municípios,
principalmente aqueles que já apresentam quadro de epidemia,
e devemos apontar soluções conjuntas para frearmos
o crescimento da dengue no nosso Estado", completa Adelmaro
Cavalcanti. Amanhã, 12, os prefeitos vão apresentar
os números e idéias de como combater o mosquito com
mais eficiência.
Para o Ministério Público Estadual e o Federal, a
ação do Governo do Estado, apesar de tarde, virá
em boa hora. O Governo deveria ter feito ações preventivas
antes da temporada de inverno, que propiciou a multiplicação
dos focos de dengue. Os promotores de Justiça das esferas
estadual e federal estão dispostos a continuar acompanhando
o trabalho de combate à dengue no Estado durante o mutirão
prometido por Wilma de Faria.
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