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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 11/05/2008 (ATUALIZADO: 17:37hs)
 
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SEGURANÇA

AL quer segurança para caixas eletrônicos
JOTTA PAIVA
Da Redação

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte está analisando proposição de autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho que torna obrigatória a instalação de sistema de segurança armada e de monitoração eletrônica de imagens nos terminais de caixas eletrônicos e nas casas lotéricas que prestam serviço bancário a população, principalmente em cidades do interior potiguar.
O autor argumenta que o Banco Central considera os caixas eletrônicos e máquinas de auto-atendimento extensão das agências bancárias. "Nos termos do art. 144 da Constituição Federal é determinado que a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio", disse o parlamentar.
A proposta foi submetida a analise da casa legislativa que visa garantir mais segurança a sociedade potiguar e ao patrimônio das instituições financeiras. "Sempre tenho acompanhado pela imprensa o registro de assaltos contra clientes de instituições bancárias que buscam os serviços nos caixas eletrônicos. A tomada de medidas no campo da segurança para este segmento só vai proporcionar mais segurança para os que buscam este importante serviço", argumentou o deputado.
Para Gustavo Carvalho a mesma atenção que as agências bancárias recebem, os caixas eletrônicos e as casas lotéricas também deveriam receber. "Inúmeras pessoas diariamente tornam-se vítimas de furto, roubo, extorsão e estelionato, entre outros crimes, enquanto realizam operações bancárias no interior das cabinas eletrônicas e em casas lotéricas", disse Carvalho.
Para o parlamentar, esses crimes deveriam ser evitados com a presença ostensiva de um segurança armado e a monitoração e geração eletrônica de imagens observadas.

Dona de lotérica queria mais subsídio para a segurança
A dona da única casa lotérica de Apodi, Rosivânia Pereira disse que gostaria de ter subsídio para garantir maior segurança em sua agência, tendo em vista que vem prestando grande serviço à população desde que se instalou na cidade.
Para garantir estabilidade, ela contratou seguranças particulares e mantém um moderno serviço eletrônico que permite maior agilidade por parte de sua equipe, caso aconteça qualquer incidência.
Em 2005 a lotérica foi assaltada em plena luz do dia. Desse dia para cá Rosivânia aumentou os investimentos no setor, porém esbarra nas burocracias e reclama da falta de incentivo governamental.
Para ela, o período mais tenso é durante o pagamento do programa Bolsa Família que fica sob a responsabilidade das casas lotéricas no interior do Estado, onde não existem agências da Caixa Econômica Federal.
"Eu vivo assustada, mesmo com toda a equipe e equipamentos instalados para garantir a segurança. O problema é geral e atinge não só o meu negócio, como também a todas as empresas da cidade e Estado", reclama.
Caixa Econômica
Há pelo menos dois anos o fórum de entidades com apoio de alguns políticos locais vêm tentando a instalação de uma agência da Caixa Econômica Federal em Apodi.
O projeto já foi defendido pela deputada federal Sandra Rosado. Por um período se cogitou até a escolha de um terreno, porém o projeto parou e há algum tempo a população não tem mais notícias.

Portaria reduz a ambulancioterapia no HWG
Carla França
Da Tribuna do Norte

Criada para regulamentar a transferência indiscriminada de pacientes para os hospitais da capital, a portaria 118 da Secretaria Estadual de Saúde já está surtindo efeito no que diz respeito ao número de pacientes atendidos no Hospital Walfredo Gurgel. Comparando o número de atendimentos da primeira semana dos meses de abril e maio, houve uma redução de quase 5%. Passou de 3.293 para 3.129 pacientes.
Essa redução está sendo comemorada pela Sesap, que, aos poucos, está vencendo a velha cultura da 'ambulancioterapia', que há anos superlota os corredores do HWG. "A portaria já está dando certo, ainda não temos uma avaliação fechada dessa primeira semana, mas os primeiros números mostram que essa é a alternativa para resolver dois problemas a superlotação de alguns hospitais e a subutilização de outros, principalmente os do interior do Estado", disse o secretário adjunto de saúde do RN, George Antunes.
Mas dados do setor de estatística do HWG apontam que a maior demanda de pacientes é proveniente de Natal e municípios da Grande Natal, entre eles Parnamirim, Macaíba, Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz. Juntas essas cidades enviaram 8.496 dos 10.614 pacientes atendidos no mês de abril. O detalhe é que boa parte desses municípios possui um hospital, onde esses pacientes deveriam ser atendidos.
"A estrutura física do nosso hospital é uma das melhores do Estado, o problema é que não temos recursos humanos. Para se ter uma idéia todas as nossas escalas estão abertas. Para atendimento de urgência de adultos seriam necessários quatro médicos, mas nós só temos dois, o mesmo acontece com a pediatria. Além disso, tem a questão da demanda de pacientes, pois atendemos não só o município de Parnamirim, fazemos uma média de 600 atendimentos (400 adultos e 200 crianças) por dia e são pessoas de todos os lugares, inclusive de Natal. Aqui é uma verdadeira guerra para encontrarmos leitos vagos", disse o diretor técnico do Hospital Regional Deoclécio Marques Lucena, Eli Aguiar.
Para atender aos procedimentos de urgência, ortopedia e cirurgias eletivas, o hospital conta com uma equipe de 77 médicos. O hospital possui um centro cirúrgico com três salas e 90 leitos, todos ocupados. "Como a demanda é muito grande improvisamos mais dez leitos no espaço que era destinado apenas para a observação dos pacientes. E ainda assim nós só transferimos em último caso", disse Eli Aguiar.
O mesmo problema acontece no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, onde a demanda de pacientes é maior do que a quantidade de médicos podem atender. Ao todo são 47 médicos. A maior dificuldade é na especialidade de ortopedia, que só é oferecida duas vezes por semana. Além disso, o hospital sofre com a falta de estrutura. "A estrutura é de 20 anos atrás, mas isso vai mudar porque conseguimos uma verba de R$ 500 mil para realizarmos algumas reformas", disse a diretora geral do hospital, Eliege Pereira.
Em Ceará-Mirim a reclamação é a mesma. "Aqui é um absurdo, nunca tem médico. E o pior é que quando tem o médico por qualquer besteira eles mandam as crianças para o Maria Alice ou para o Santa Catarina, quando é adulto é o Walfredo", desabafou a dona-de-casa Rosimar Pereira da Silva que esperou mais de três horas pelo pediatra.
De acordo com o administrador do Hospital Percílio Alves, Itamar Fagundes de Melo, esse problema acontece porque o hospital atende casos que deveriam ser resolvidos nos postos de saúde. "Nós deveríamos atender urgência e emergência, mas a maioria das pessoas vem para urgência se consultar e isso prejudica quem realmente está precisando ser atendido na urgência".
O Hospital Percílio Alves conta com uma equipe de 31 médicos das especialidades clínica geral, pediatria, obstetrícia, anestesiologista e cirurgia geral.

Hospitais no interior estão lotados
No interior, os hospitais que deveriam suprir a demanda dessa região estão sobrecarregados, é o que acontece em Currais Novos. O Hospital Regional Dr. Mariano Coelho já está sendo chamado de Walfredo Gurgel do Seridó.
"É como se aqui fosse um segundo Walfredo que atende às pessoas de todos os municípios, inclusive de cidades que possuem bons hospitais. Só um exemplo, de uma média de 70 pacientes atendidos pela ortopedia, apenas três eram de Currais Novos. O restante era de outros municípios", disse o diretor do hospital, Raulison Oliveira dos Santos.
A aposentada Maria José de Azevedo, 68 anos, é uma dessas pacientes. Ela mora em Parelhas e em dezembro do ano passado precisou fazer uma cirurgia no fêmur e teve que se dirigir para Currais Novos porque no hospital do seu município não tinha material. Cinco meses depois a cirurgia deu uma complicação e ela terá que voltar ao hospital para fazer um novo procedimento.
"Lá em Parelhas tem hospital e tem médico, mas como ele não tinha material, encaminhou a minha tia para Currais Novos. É uma situação complicada, mas a prefeitura manda a gente na ambulância e fica melhor", disse dona Maria José de Azevedo Dantas. Na frente do hospital ambulâncias de vários municípios estacionadas deixando e pegando pacientes.
"Todos os dias eu trago pelo menos umas dez pessoas e deixo nos hospitais, principalmente no de Currais Novos. Depois eu pego todos e volto", conta o motorista de alternativo Francisco Melo Pereira, que transporta os pacientes de Tenente Laurentino Cruz, distante 62 quilômetros de Currais Novos.
Para Raulison Santos, isso acontece porque, apesar da deficiência de médicos, o hospital consegue acolher e atender a maioria dos casos que chega. "Somos um dos hospitais que menos manda pacientes. Só encaminhamos pacientes que precisam de exames especializados ou neurocirurgia, por exemplo. As pessoas sabem que aqui serão atendidas", explicou.
O médico não quis falar a quantidade do quadro de médicos. Ele se limitou a dizer que "o hospital está pedindo socorro para não perder a qualidade do atendimento. O nosso quadro profissional não está compatível com a demanda".
Enquanto o hospital de Currais Novos está sem leito, os Hospitais Regionais de Acari e Caicó estão com vários leitos disponíveis. Esses hospitais, já trabalham com o sistema de agendamento de leitos. "Essa carapuça não se encaixa na nossa cabeça. Há alguns meses nós já estamos fazendo esse contato com os outros hospitais e isso tem ajudado muito para que sempre tenha leito no hospital", disse o direto clínico do Hospital Regional do Seridó de Caicó, Sílvio Santos.

Nome:
Hospital Walfredo Gurgel

Internação: Em média 40 a 50 pessoas são internadas todos os dias no Walfredo Gurgel. Cerca de 50% dessas internações são de pessoas do interior.

Leitos: 310 leitos. Sendo 259 leitos oficiais e 51 oficiosos. Existem mais 80 macas com pacientes nos corredores, aguardando vaga nos leitos.

Funcionários: 1.630 funcionários efetivos e 210 contratados.

Dois blocos de centro cirúrgico sendo um para queimados com duas salas e para outras com sete salas.

Público: Atende a população de todo o Rio Grande do Norte e de Estados vizinhos também.

Municípios que mais enviaram pacientes para o Hospital Walfredo Gurgel (Período de 1º a 30/04/2008)

Natal: 6.982
Parnamirim: 623
São Gonçalo do Amarante: 346
Macaíba: 227
Ceará-Mirim: 215
São José do Mipibu: 154
Extremoz: 103

Fonte: HWG

Camarão na rede de arrasto
Cézar Alves
Da Redação

Porto do Mangue - A atividade é ilegal, mas está sendo praticada em demasia desde o dia 5 de abril passado na costa dos municípios de Porto do Mangue e Macau. Por dia, a Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca de Porto do Mangue calcula que foram capturadas 20 toneladas de camarão, em sua maioria com redes de arrasto, que é proibido por lei federal, por prejudicar a fauna marinha.
No início de abril, cada lance de uma rende de arrasto de 120 metros no mar, eram capturados até 200 quilos de camarão e cerca de 100 quilos de peixes pequenos de espécies variadas. Esta semana, cada lance de uma rede do mesmo tamanho, capturava apenas 25 quilos de camarão e cerca de 100 de outras espécies de peixes pequenos. E, desde o início, só é aproveitado do camarão o restante é 90% desperdiçado na área da praia.
E abundância de camarão na costa nesta época do ano não é comum. Segundo relata o pescador Evangelista de Lima, só aconteceu este ano porque a cheia do rio Piranhas/Açu inundou 1.550 hectares de viveiros de camarão de empresas particulares no delta do rio Piranhas/Açu. A Associação Nacional de Criadores de Camarão calcula que foram ao mar 1.470 toneladas de camarão.
"Prefiro ver essa questão por outro ângulo. Essas empresas ricas chegaram aqui e compraram tudo. Colocaram cercas e impediu da gente pescar no rio. Deixaram a gente sem ter onde pescar. Mas aí veio a cheia do rio Piranhas/Açu e deixou o mar cheio de camarão pra gente", diz o pescador Aluísio Pereira de Lacerda Junior, de 31 anos. Lacerda estava se referindo aos atritos entre os moradores da localidade de Logradouro e os gerentes da Maricultura Tropical, que resultou em três pescadores mortos a tiros nos últimos cinco anos.
A pesca do camarão foi praticada nas praias de Porto do Mangue e na região de Macau. Pequenas e grandes embarcações também entraram no negócio, que durante cerca de 30 dias foi muito rentável. O pescador Sebastião Ferreira Andrade, do assentamento Rosado, juntamente com outros seis companheiros de pesca, disse que teve dias que capturou até 750 quilos de camarão, que vendido a R$ 3,50, faturou até R$ 2,5 mil.
Ao meio-dia de terça-feira, Sebastião Ferreira disse que a expectativa era de que no final do dia haviam capturado cerca de 200 quilos de camarão. "Já acabou. Hoje ainda tem porque está chovendo e o camarão se aproxima da costa", diz Sebastião Ferreira, que desconhece de que pescar com rede de arrasto na praia no mar é ilegal, conforme informa o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Os pescadores passam o dia no mar e no final da tarde se reúnem no cais do Porto do Rio das Conchas, em Porto do Mangue, para comercializar produção com compradores do Ceará, Natal e do Pernambuco. Segundo Luciene Maia, da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, durante a temporada de 30 dias, foram pescados mais de 800 toneladas de camarão na costa de Porto do Mangue, nas praias e no mar. Nos próximos dias, começa outra temporada: a da lagosta.

Abundância atraiu pescadores de várias regiões
A abundância de camarão na costa de Porto do Mangue e Macau, durante o período de cheia do rio Piranhas/Açu de 5 de abril a 5 de maio, atraiu pescadores de várias regiões do Rio Grande do Norte, e também dos Estados da Paraíba e do Pernambuco.
O pescador Manoel Juvino da Costa veio da praia de Pitininga, de Rio do Fogo, litoral sul do Estado, para pescar em Areia Branca. "Eu cheguei há duas semanas, quando o camarão já estava diminuindo, mas valeu a pena", disse.
José Augusto Neres, 57, veio de Beberibe, no Ceará. Disse que ainda pegou uns dias de 'bonança', mas depois o camarão começou a diminuir. "Você é do Ibama?", pergunta o pescador ao repórter. Logo em seguida percebe o carro caracterizado e conversa com a reportagem.
Segundo ele, a pesca do camarão no Ceará praticamente não existe. "Eu soube que aqui tava bom e vim trabalhar aqui", conta o pescador enquanto separa o camarão do peixe comum que capturou com rede de arrasto (ilegal) perto da praia do Rosado, em Porto do Mangue.

Pesca do crustáceo com rede de arrasto agride a fauna marinha
A pesca do camarão com rede de arrasto, especialmente com malha 3, agride diretamente a fauna e a flora marinha. Segundo os fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), de Mossoró, esse meio é ilegal.
No caso dos flagrantes registrados pelo JORNAL DE FATO, na costa de Porto do Mangue terça-feira, os pescadores por lance de rede de arrasto no mar, capturavam cerca de 100 quilos de peixes miúdos e apenas cerca de 30 de camarão.
A pesca com rede de arrasto acima de 100 metros de corda é praticada por seis pessoas. A rede é solta no mar numa distância de 100 a 150 metros. Depois, os pescadores em grupos de três arrastam para a areia da praia, capturando o camarão e todas as outras espécies juntas.
O peixe miúdo morre na praia e é levado pela maré. Algumas pessoas da cidade aproveitaram especialmente a sardinha. Para os fiscais do Ibama consultados pelo DE FATO, além do desperdício, uma espécie de peixe representa perigo aos próprios pescadores. É o espinho do bagre.
No caso do pescador ser flagrado capturando camarão no mar com rede de arrasto, conforme flagrou este jornal, este é multado e perde a licença de pesca, rede, barco, e, ainda como conseqüência, é excluído do seguro desemprego durante o período do defeso. No caso do bagre morto, a recomendação é retirá-lo da areia e enterrá-lo na costa.

Estado quer mutirão contra mosquito
É um pouco tarde para se tomar medidas preventivas contra uma doença que, se não tratada a tempo, pode até matar. A dengue está presente em 154 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte. São 19.157 casos suspeitos de dengue catalogados nas unidades de saúde do Estado até o dia 3 deste mês. 81 casos confirmados de dengue hemorrágica e 41 mortes de pessoas com sintomas da doença.
Para o Ministério Público Estadual e o Federal, os Governos do Estado, dos Municípios e Federal deveriam ter tomado providências antes da temporada de inverno deste ano, capaz de evitar esses números. Como não foi possível, que seja em situação de emergência. O decreto foi sugerido quarta-feira, em Natal, pelas duas instâncias do Ministério Público e aceito no mesmo dia pela governadora Wilma de Faria, que agora corre contra o prejuízo.
Nesta segunda-feira, 12, a governadora quer se reunir com todos os prefeitos do Rio Grande do Norte (167) no auditório do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATER), na Governadoria, em Natal. A convocação foi anunciada sexta-feira, 9. A reunião terá início às 15h. Será discutida a realização de um grande mutirão de combate à dengue em todos os municípios do Estado.
Para o Governo do Estado, o combate à dengue requer a participação ativa da população, ou não se terá os efeitos esperados. "O combate à dengue não é uma ação apenas do governo, mas de toda a sociedade. O governo faz a sua parte, mas todos os cidadãos precisam estar engajados na batalha para vencer o mosquito Aedes aegypti", disse Wilma de Faria, que pretende convocar os prefeitos para mobilizar seus municípios a partir dos mecanismos possíveis com o decreto de emergência desta semana devido à dengue.
O decreto vai permitir à Secretaria Estadual de Saúde maior agilidade na contratação de serviços e insumos necessários ao trabalho dos técnicos em todos os municípios com alto índice de dengue, conforme explica o secretário estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti. Um dos gargalos que retarda e até ocasiona mortes devido à dengue é a demora pelo diagnóstico. Até esse serviço pode ser ampliado através do decreto de emergência. O secretário não descarta essa possibilidade.
"Tanto esse decreto quanto a convocação dos prefeitos é de suma importância para o nosso trabalho. Precisamos discutir as dificuldades enfrentadas por todos os municípios, principalmente aqueles que já apresentam quadro de epidemia, e devemos apontar soluções conjuntas para frearmos o crescimento da dengue no nosso Estado", completa Adelmaro Cavalcanti. Amanhã, 12, os prefeitos vão apresentar os números e idéias de como combater o mosquito com mais eficiência.
Para o Ministério Público Estadual e o Federal, a ação do Governo do Estado, apesar de tarde, virá em boa hora. O Governo deveria ter feito ações preventivas antes da temporada de inverno, que propiciou a multiplicação dos focos de dengue. Os promotores de Justiça das esferas estadual e federal estão dispostos a continuar acompanhando o trabalho de combate à dengue no Estado durante o mutirão prometido por Wilma de Faria.



       




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