

VIOLÊNCIA
Bandidos
invadem casa no Santo Antônio e fazem empregada refém
Um assalto na manhã de ontem em uma
casa localizada na Rua Pedro Velho, no bairro Santo Antônio,
movimentou o setor policial da cidade. Dois homens armados e usando
capacetes invadiram a casa do empresário do ramo salineiro
Genilson Ferreira e fizeram a empregada da casa e o marido dela
reféns por mais de vinte minutos. Os bandidos buscavam dinheiro
e jóias, mas não encontraram o que queriam e fugiram
levando apenas um aparelho de telefone celular e um aparelho MP3.
Os dois reféns não sofreram agressão e depois
de liberados pela dupla comunicaram o ocorrido ao dono da casa,
que acionou a Polícia Militar.
O titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DEFUR),
Luiz Fernando Sávio, disse que assim que foi informada, a
Polícia esteve no local e iniciou diligências na tentativa
de identificar e prender os dois bandidos, que estavam em uma motocicleta.
Policiais do Grupo Tático de Combate (GTC) participaram das
diligências na manhã e tarde de ontem.
Um pouco nervosa ainda, a empregada doméstica Maria Aparecida
Apolônio, 32 anos, disse que tinha acabado de lavar a calçada
da casa quando os dois bandidos chegaram e entraram pelo portão
da frente. "Eles pegaram eu e meu marido e mandaram a gente
ficar sentados no chão e colocaram um pano no rosto da gente.
Depois ficaram perguntando por dinheiro e jóias", comentou.
No momento da ação dos bandidos, Genildo Ferreira
e sua mulher não estavam em casa. "Só tinha eu
e meu marido", disse a empregada. Um dos assaltantes arrombou
a porta do quarto da família e revirou roupas e objetos,
tentando encontrar jóias.
"Aí o telefone tocou e eles pensaram que era a campainha,
aí mandaram a gente continuar sentados e correram. Foi um
sufoco", disse Maria Aparecida.
Com todas as diligências, nenhum suspeito foi identificado
ou localizado até o fim da tarde de ontem.
Quatro
adolescentes suspeitos
de assaltos são apreendidos pela
Polícia Militar e vão para o Ciad
Quatro adolescentes foram apreendidos na noite
de quinta-feira pelas equipes do Segundo Batalhão de Polícia
Militar (2º BPM) de Mossoró, suspeitos da prática
de atos infracionais. Um deles foi flagrado portando uma escopeta
de calibre 12 de fabricação caseira e os outros haviam
praticado um assalto. O trio foi encaminhado para a Delegacia do
Adolescente (DEA) da Polícia Civil.
Por volta das 15h30, uma jovem acionou a Polícia, através
da Central de Operações (190), informando que havia
sido assaltada por três menores. Os policiais do Grupo Tático
Especializado em Abordagem contra Motocicletas (GETAM) conseguiram
localizar os três suspeitos nas proximidades do Motel Raízes,
no bairro Santo Antônio.
Às 20h30, policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas
(ROCAM) de número 3, comandada pelo cabo Dayan, faziam o
patrulhamento na Rua Gilberto Miranda, bairro Santo Antônio,
quando flagraram uma pessoa em atitude suspeita. Ao abordar o rapaz,
os PMs encontraram uma arma e constataram que ele era menor de idade.
O tenente-coronel Elias Cândido, comandante do 2ª BPM
de Mossoró, ressalta que a apreensão dos quatro menores
mostra que a corporação está preocupada também
com a violência entre os adolescentes, que tem se acentuado
na cidade durante os últimos meses. Elias adiantou ainda
que o patrulhamento continuará intenso no Centro e na periferia
da cidade.
Promotor
pede arquivamento de
processo contra Luciano Cruz
O Ministério Público Estadual
(MPE) pediu o arquivamento do processo que investiga a autoria de
um plano de morte contra o prefeito de Caraúbas, Eugênio
Alves. No processo, o ex-prefeito da cidade Luciano Cruz aparece
como o autor da trama. O plano foi descoberto depois que fitas cassetes
contendo uma conversa entre um pistoleiro e o ex-prefeito, falando
sobre o plano de assassinato, foram entregues à Polícia
em 2004. Uma perícia nas fitas, realizada pela Polícia
Federal (PF), em Brasília, apontou que a voz do homem que
organizava o plano é do ex-prefeito Luciano Cruz.
O inquérito policial do caso foi entregue à Justiça
no mês passado e o delegado Everaldo Fonseca decidiu pelo
não-indiciamento de Luciano Cruz. De acordo com o delegado,
como o plano não chegou a ser executado, ou mesmo tentado,
o acusado não incorre em crime.
O promotor de Justiça da comarca de Caraúbas, Daniel
Lessa de Azevedo, analisou o inquérito e apresentou parecer
pedindo o arquivamento do caso, alegando que não há
configuração de ato criminoso por parte do ex-prefeito.
Com a decisão, o caso vai ser analisado pelo juiz Luiz Cândido
de Andrade, que pode concordar com o parecer do Ministério
Público ou solicitar novas diligências. De acordo com
fontes do Fórum Municipal de Caraúbas, o juiz deve
concordar com a decisão do promotor e decretar o arquivamento
do processo.
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