

O TROFÉU DA FESTA DOS DESTAQUES
Vem aí
no dia 31 de maio, às 23h, no Clube AABB de Pau dos Ferros,
a Festa dos Destaques Profissionais do Ano, em sua oitava edição.
Mas a grande expectativa é para o patrono do troféu
que será entregue aos vencedores da pesquisa em suas 32 categorias
profissionais/empresariais. Em primeiríssima mão,
o homenageado denominará o troféu que se chamará
de Desembargador Licurgo Ferreira Nunes, cujas referências
e biografia se encontram aqui na coluna hoje e dispensam mais comentários
do colunista. À família, nossos agradecimentos pela
atenção e parabéns por tão honrada e
significativa homenagem ao grande homem público probo e respeitado
no mundo jurídico do Rio Grande do Norte. Justa e merecida.
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CEDIDA |
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| DESEMBARGADOR
LYCURGO FERREIRA NUNES. |
DESEMBARGADOR
LYCURGO FERREIRA NUNES
Filho de Sátiro Ferreira Nunes e de Cláudia Cavalcante
Nunes, nasceu a 27 de março de 1910, em Luiz Gomes, que à
época pertencia à Comarca de Pau dos Ferros.
Iniciou os estudos primários em Luiz Gomes, tendo recebido,
de sua mãe, professora diplomada, os primeiros ensinamentos.
Fez o curso ginasial no Colégio Diocesano Santa Luzia, de
Mossoró, concluindo os estudos secundários em Natal,
no Colégio Pedro II.
Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Ceará,
a 08 de dezembro de 1937.
Exerceu, no período de 1933 a 1938 as funções
de Escrivão do 1º Cartório de Pau dos Ferros.
Aprovado em concurso público, assumiu o Ministério
Público Estadual em 07 de maio de 1938, sendo nomeado Promotor
de Justiça, inicialmente da Comarca de Santana do Matos,
posteriormente Caraúbas e, finalmente, em Mossoró.
Casou-se no dia 12 de fevereiro de 1939 com a também pauferrense
Cristina Diógenes Nunes.
Do casamento, resultou o nascimento de sete filhos, a saber: Licurgo
Nunes Júnior, Licurgo Nunes Terceiro, Maria Cristina Diógenes
Nunes Marcelino, Maria da Conceição Diógenes
Nunes, Licurgo Nunes Quarto, Licurgo Nunes Quinto e Licurgo Nunes
Sexto.
Em 1946 licenciou-se da Promotoria de Mossoró para assumir
a Prefeitura Municipal de Pau dos Ferros, mandato que durou até
julho de 1947.
Em 15 de abril de 1948 foi eleito Prefeito Municipal de Pau dos
Ferros para um mandato de cinco anos.
Durante os dois períodos em que exerceu as funções
de Prefeito de Pau dos Ferros, realizou profícuas administrações.
E ser Prefeito de Pau dos Ferros àquela época era
ser Prefeito também do Encanto, Rafael Fernandes, Água
Nova, Riacho de Santana e Marcelino Vieira, pois estas localidades,
que hoje são Municípios, à época eram
distritos, pertencendo, portanto, a Pau dos Ferros.
Realizou grandes obras físicas e sociais, tanto na sede do
Município como nos distritos anteriormente citados.
Concluindo o mandato de Prefeito Municipal de Pau dos Ferros, a
31 de março de 1953, reassumiu a Promotoria Pública
de Mossoró, onde se destacou, tanto na área cível
como na criminal.
A 13 de maio de 1960, assumiu as honrosas funções
de Desembargador do Tribunal de Justiça do nosso Estado e,
logo no ano seguinte caso inédito foi eleito,
à unanimidade de seus pares, Presidente do referido Tribunal.
Escolhido para integrar o Conselho da Magistratura do Estado, bem
como o Conselho de Justiça e a Corregedoria Geral do Tribunal
de Justiça.
Integrou o Colendo Tribunal Regional Eleitoral TRE
tendo sido seu Presidente, Vice-Presidente e Corregedor Geral da
Justiça Eleitoral.
Aposentou-se em 1969, quando passou a exercer a Advocacia, principalmente
na Região Oeste do nosso Estado.
Faleceu em Natal a 12 de novembro de 1978, com 68 anos de idade.
Quando do seu falecimento foram prestadas várias homenagens
póstumas, tais como: votos de pesar consignados pelo Tribunal
de Justiça do Estado; Tribunal Regional Eleitoral; Assembléia
Legislativa; Câmaras Municipais de Natal, Mossoró,
Pau dos Ferros, Marcelino Vieira e Luiz Gomes. Foi lhe dado o nome
de uma praça pública em Natal, bem como foi homenageado
com nome de ruas em Mossoró, Pau dos Ferros e Marcelino Vieira.
E, nesta última Cidade, foi homenageado mais uma vez, quando
foi dado o seu nome à Escola Estadual de ensino médio.
REFLEXÃO:
Como juiz não pretenda ser amado por parecer bom, nem
tampouco temido por ser mau. Procure, permanentemente, ser justo.
Com efeito, o bom juiz não é o que deseja ser bom,
nem o que anseia se impor como durão, mas aquele que busca
somente ser justo. (Dr. Assis Amorim, Juiz de Direito).
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