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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 09/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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Tributo ao Maluco Beleza
Hoje, os fãs do cantor baiano Raul Seixas celebram os momentos de glória dos rock que permeou os anos 70 e 80. Um Tributo a Raul Seixas será organizado hoje, onde a banda mossoroense MP3 organizou mais de 20 canções da banda e convidou outros músicos da cidade para celebrar este dia de homenagem a um dos ícones do rock brasileiro. O evento começa às 22h, no Boulevard Central (avenida Alberto Maranhão, Centro) e não será cobrado ingresso. Haverá ainda a participação da banda Zé Ninguém, que vai estrear com seu estilo pop-rock. O grupo é formado por integrantes de várias bandas locais que decidiram organizar um projeto paralelo.
Baiano de Salvador, sofre influência do rock dos anos 50 e da música nordestina, principalmente Luiz Gonzaga. Em 1960 forma o grupo Os Panteras, que se apresenta em Salvador e vai até o Rio de Janeiro, onde grava o LP 'Raulzito e os Panteras', que se revela um fracasso de vendas. Raul passa então a trabalhar como produtor da gravadora CBS, produzindo para astros da Jovem Guarda como Jerry Adriani. Grava às escondidas na empresa o anárquico disco 'Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez', com músicas suas e de Sérgio Sampaio. Perde o emprego e vai participar do Festival Internacional da Canção de 1972, classificando sua música 'Let Me Sing, Let Me Sing'. Logo em seguida é contratado pela Philips, que lança seus primeiros grandes sucessos, 'Ouro de Tolo', 'Metamorfose Ambulante', 'Al Capone' e 'Mosca na Sopa'.
Mudou de gravadora outras vezes, brigando com todas elas. Outros sucessos foram 'Maluco Beleza', 'Rock da Aranha' e 'Carimbador Maluco', do especial infantil 'Plunct Plact Zum'. No final da carreira, com mais de 20 LPs gravados, problemas com o alcoolismo lhe causaram uma pancreatite fatal. Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua uma espécie de lenda do rock e da anarquia brasileiros, com uma legião fiel de fãs. Atualmente todos os seus discos já foram lançados em CDs, além de diversas coletâneas. Suas músicas continuam sendo regravadas por diversos artistas como RPM ("Gita") e Caetano Veloso ("Ouro de Tolo").
Segundo Cléber Dimarzio, vocalista e guitarrista do MP3, a idéia de fazer shows em lugares compactos serve para uma maior interatividade entre a banda e o público. "Os lugares onde o povo fica mais aglomerado gera maior energia para quem está tocando", afirmou. "Diferente dos barzinhos, onde a química é outra, nem por isso, menos interessante". Não será cobrado ingressos, mas couvert artístico, segundo os organizadores.
Raul Seixas morreu por parada cardíaca, ocorrida durante o sono no Flat Service Residence Aliança, zona central de São Paulo, onde morava.
Cerca de dois mil fãs do cantor se despediram atirando flores e cigarros sobre a sepultura ao som de antigos sucessos do roqueiro cantados pela multidão e intercalados por gritos de "Raul não morreu". Entre os altos e baixos de sua carreira, foi cultuado como lenda por seus admiradores catalogados em seu Fã-clube, Raul Rock Club - www.raulrockclub.com.br , organizado por Sylvio Passos até hoje.
O cantor e compositor baiano foi formado em Filosofia e Direito e além de ter amplos conhecimentos em latim. Aos doze anos ele formou o conjunto de rock 'Os Panteras' na capital baiana. Os Panteras chegaram a gravar um compacto e um LP, no Rio, em 1969. Foram na contramão da tropicália e o grupo de Raul não se destacou.
Em 1972, durante o 7º Festival Internacional da Canção, o público ouviu 'Let me sing, let me sing de parceria dele com Nadine, uma mistura de rock com baião. Em 1973 saiu o compacto 'Ouro de Tolo' com 60 mil cópias vendidas e o LP 'Krig Há Bandolo'. A partir daí, Raul Seixas e seu parceiro Paulo Coelho, atraíram multidões de fãs. Entre um LP e outro Raul Seixas escreveu um livro infantil e pensou em candidatar-se a um cargo político. Os anos entre 78 a 82 não foram muito produtivo para Raulzito. Em 83 voltou com o disco 'Raul' e um livro e no ano seguinte 'Metrô linha 743'. E 1986 lança 'Uah bap lu lap béin bum" e em 88, 'A pedra do Gênesis'. Seu último show foi no Canecão em 21 de abril de 1988 em parceria com Marcelo Nova. Raul Seixas e Marcelo Nova fizeram uma série de 50 shows por todo o país e inúmeras apresentações em emissoras de rádio. "Há muito atrás na velha Bahia / eu imitava Little Richard e me contorcia / as pessoas se afastavam / pensando que eu estava tendo um ataque de epilepsia. (Raul Seixas e Marcelo Nova no Manifesto Rock'n'roll)
O MP3 é uma banda de pop-rock, com grande repercussão no cenário musical mossoroense. É formado por músicos experientes e conhecidos do mossoronese e sempre se apresenta com shows de rock nacional em versões acústicas, no estilo de MPB ou em versões originais. A banda passou um mês ensaiando o novo repertório só com músicas de Raul Seixas, para o show de hoje. O grupo ainda é formada por Mestre (baixo) e William (bateria). No evento haverá a participação de Diego Nunes, que atua na noite mossoroense.

‘Speed Racer’ mistura atores reais e animações
Toda a discrição que permeia a vida privada dos irmãos diretores Andy e Larry Wachowski desaparece quando eles expõem suas idéias nas telas de cinema -e, se isso já era verdade na espetaculosa trilogia "Matrix", é ainda mais evidente em "Speed Racer", que estréia amanhã no país.
Adaptação do célebre mangá e desenho animado japonês criados na década de 1960 por Tatsuo Yoshida (1932-1977), "Speed Racer" é escandalosamente colorido, brilhante, barulhento e rápido, muito rápido (menos na duração, 135 min.).
É também um dos principais lançamentos da atual temporada (estréia em 570 salas no país, cerca de 80 delas em São Paulo), onde vai enfrentar o atual campeão de bilheteria, "Homem de Ferro" (que estreou na semana passada, em 573 salas).
A muito aguardada volta dos Wachowski à direção (depois dos dois últimos "Matrix", de 2003) conta a história do jovem viciado em corridas de automóveis, Speed Racer, herdeiro de uma família com longa tradição no esporte -mas as corridas, aqui, são mortais, verdadeiras batalhas que os produtores apelidaram de "car fu" (mistura de carro com kung fu).
É também "um animê [desenho japonês] com atores", como define o produtor Joel Siver. De fato, o filme dos Wachowski mistura a lógica visual dos animês com atores reais, fazendo com os desenhos japoneses o que "Sin City" (2005) havia feito com as HQs.
Para atingir isso, os irmãos basicamente trocaram as câmeras por computadores. "As filmagens, em si, não foram difíceis, foram 60 dias em um grande galpão verde. Mas este filme foi criado digitalmente, você não vê tomadas de câmeras", diz Silver.
Uma idéia na cabeça
Para os atores, que atuaram em frente a telas verdes, sem cenários reais -eles são inseridos depois, digitalmente- a experiência não foi tão simples. "Passei quase um ano filmando "Na Natureza Selvagem" [de Sean Penn] ao ar livre. Sair disso para um galpão fechado não foi tão legal", diz Emile Hirsch, que faz o protagonista.
"Eu recusei outros filmes desse tipo porque sempre pensei que me mataria se tivesse que ficar em frente a uma tela verde por mais de três dias. Não vale o dinheiro", afirma Susan Sarandon, que interpreta a mãe do herói. "Mas, se você vai fazer um filme desses, então tem que ser com esses caras."
A oportunidade de trabalhar com os Wachowski, que adquiriram status de inovadores geniais depois de "Matrix", é mencionada por todos como um dos principais fatores de atração do projeto.
"Eles são fantásticos. As coisas que eles imaginam...", diz Christina Ricci, que tem o papel da namorada de Speed, Trixie. "Conversando com eles, você nota que têm uma visão bem completa do que querem. Mesmo que você não entenda o que eles estão pensando, você apenas segue, porque tem certeza que é brilhante e que vai fazer sentido no final."
A sensação de estar trabalhando "dentro de um mundo que os irmãos têm na cabeça" também é citada por todos. "Me senti em boas mãos, como se toda a pressão fosse tirada de mim e eu só tivesse que me encaixar nesse mundo incrível que eles criaram", conta Matthew Fox (de "Lost") que faz o misterioso Racer X.
Para Susan Sarandon, "foi um exercício de deixar meu ego de lado em prol do filme". A oscarizada atriz, que aparece para a entrevista ao lado de John Goodman (que vive o pai da família Racer), vê, no entanto, importância fundamental nos breves papéis de ambos.
"O desafio do filme é que ele é tão massivo, saturado de cores e com tantas coisas acontecendo que você pode perder a atenção da platéia. Então, esse foi nosso papel, trazer a parte emocional do filme."
Será que ele é?
É pena que os próprios Wachowski não estivessem presentes nas entrevistas aos jornalistas. Notoriamente avessos a aparições públicas, eles têm ainda mais ojeriza a repórteres.
"Essa é a única parte em que eles não se envolvem", afirma Silver. "Em todas as outras etapas do filme, eles estão presentes." O produtor pode falar: já trabalhou com os irmãos nos três "Matrix" e em "V de Vingança", que eles produziram.
Como figura mais próxima da dupla, cabe a Silver responder sobre o assunto mais polêmico -e o que mais se falou à boca pequena entre os incontáveis repórteres presentes no lançamento: a suposta operação de mudança de sexo a que Larry teria se submetido.
A pergunta é, evidentemente, a que encerra a entrevista. "Qual é o gênero [no sentido de identidade sexual] atual de Larry?", pergunta um corajoso.
"Ah, por favor... eles são Larry e Andy para mim."

Atriz de ‘O Rei do Gado’ lança filme pornô em bar
A atriz Leila Lopes, 38, vai lançar no próxima segunda-feira (12), no Bar Brahma, no centro de São Paulo, seu primeiro filme pornô.
Ela fez sucesso na TV ao interpretar a professorinha Lu, na novela "Renascer" (Globo), de Benedito Rui Barbosa, em 1993.
Em entrevista à revista "Ver Vídeo Erótico", publicada pela produtora Brasileirinhas, que realizou o filme, ela explicou o porquê da decisão de virar atriz pornô.
"Agora estou separada e pintou uma proposta diferente. É claro que o dinheiro também é bom, mas pude dar a minha cara no filme", disse.
O filme se chama "Pecados & Tentações". Ele se passa nos anos 50 e vai mostrar o relacionamento entre uma atriz e um seminarista.
Lopes também participou de outros folhetins da Globo, como Tropicaliente (1994), no qual vivia a personagem Olívia, e "O Rei do Gado" (1996), novela na qual interpretou a socialite Suzane.
Sua novela mais recente foi "Marcas da Paixão" (2000), da Record, na qual interpretou a personagem Creuza.
Leila Lopes nasceu em 19 de novembro de 1969, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ela disse que vai conquistar um novo público com seu novo trabalho.
"Vou me esforçar ao máximo para divulgar esse filme, sou atriz e é um direito meu, e este é apenas mais um trabalho, como outro qualquer. E também vou conquistar um público diferente, que não atingia antes", afirmou à publicação da Brasileirinhas.



       




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