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TOTAL
Tributo
ao Maluco Beleza
Hoje, os fãs do cantor baiano Raul
Seixas celebram os momentos de glória dos rock que permeou
os anos 70 e 80. Um Tributo a Raul Seixas será organizado
hoje, onde a banda mossoroense MP3 organizou mais de 20 canções
da banda e convidou outros músicos da cidade para celebrar
este dia de homenagem a um dos ícones do rock brasileiro.
O evento começa às 22h, no Boulevard Central (avenida
Alberto Maranhão, Centro) e não será cobrado
ingresso. Haverá ainda a participação da banda
Zé Ninguém, que vai estrear com seu estilo pop-rock.
O grupo é formado por integrantes de várias bandas
locais que decidiram organizar um projeto paralelo.
Baiano de Salvador, sofre influência do rock dos anos 50 e
da música nordestina, principalmente Luiz Gonzaga. Em 1960
forma o grupo Os Panteras, que se apresenta em Salvador e vai até
o Rio de Janeiro, onde grava o LP 'Raulzito e os Panteras', que
se revela um fracasso de vendas. Raul passa então a trabalhar
como produtor da gravadora CBS, produzindo para astros da Jovem
Guarda como Jerry Adriani. Grava às escondidas na empresa
o anárquico disco 'Sociedade da Grã-Ordem Kavernista
Apresenta: Sessão das Dez', com músicas suas e de
Sérgio Sampaio. Perde o emprego e vai participar do Festival
Internacional da Canção de 1972, classificando sua
música 'Let Me Sing, Let Me Sing'. Logo em seguida é
contratado pela Philips, que lança seus primeiros grandes
sucessos, 'Ouro de Tolo', 'Metamorfose Ambulante', 'Al Capone' e
'Mosca na Sopa'.
Mudou de gravadora outras vezes, brigando com todas elas. Outros
sucessos foram 'Maluco Beleza', 'Rock da Aranha' e 'Carimbador Maluco',
do especial infantil 'Plunct Plact Zum'. No final da carreira, com
mais de 20 LPs gravados, problemas com o alcoolismo lhe causaram
uma pancreatite fatal. Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua
uma espécie de lenda do rock e da anarquia brasileiros, com
uma legião fiel de fãs. Atualmente todos os seus discos
já foram lançados em CDs, além de diversas
coletâneas. Suas músicas continuam sendo regravadas
por diversos artistas como RPM ("Gita") e Caetano Veloso
("Ouro de Tolo").
Segundo Cléber Dimarzio, vocalista e guitarrista do MP3,
a idéia de fazer shows em lugares compactos serve para uma
maior interatividade entre a banda e o público. "Os
lugares onde o povo fica mais aglomerado gera maior energia para
quem está tocando", afirmou. "Diferente dos barzinhos,
onde a química é outra, nem por isso, menos interessante".
Não será cobrado ingressos, mas couvert artístico,
segundo os organizadores.
Raul Seixas morreu por parada cardíaca, ocorrida durante
o sono no Flat Service Residence Aliança, zona central de
São Paulo, onde morava.
Cerca de dois mil fãs do cantor se despediram atirando flores
e cigarros sobre a sepultura ao som de antigos sucessos do roqueiro
cantados pela multidão e intercalados por gritos de "Raul
não morreu". Entre os altos e baixos de sua carreira,
foi cultuado como lenda por seus admiradores catalogados em seu
Fã-clube, Raul Rock Club - www.raulrockclub.com.br , organizado
por Sylvio Passos até hoje.
O cantor e compositor baiano foi formado em Filosofia e Direito
e além de ter amplos conhecimentos em latim. Aos doze anos
ele formou o conjunto de rock 'Os Panteras' na capital baiana. Os
Panteras chegaram a gravar um compacto e um LP, no Rio, em 1969.
Foram na contramão da tropicália e o grupo de Raul
não se destacou.
Em 1972, durante o 7º Festival Internacional da Canção,
o público ouviu 'Let me sing, let me sing de parceria dele
com Nadine, uma mistura de rock com baião. Em 1973 saiu o
compacto 'Ouro de Tolo' com 60 mil cópias vendidas e o LP
'Krig Há Bandolo'. A partir daí, Raul Seixas e seu
parceiro Paulo Coelho, atraíram multidões de fãs.
Entre um LP e outro Raul Seixas escreveu um livro infantil e pensou
em candidatar-se a um cargo político. Os anos entre 78 a
82 não foram muito produtivo para Raulzito. Em 83 voltou
com o disco 'Raul' e um livro e no ano seguinte 'Metrô linha
743'. E 1986 lança 'Uah bap lu lap béin bum"
e em 88, 'A pedra do Gênesis'. Seu último show foi
no Canecão em 21 de abril de 1988 em parceria com Marcelo
Nova. Raul Seixas e Marcelo Nova fizeram uma série de 50
shows por todo o país e inúmeras apresentações
em emissoras de rádio. "Há muito atrás
na velha Bahia / eu imitava Little Richard e me contorcia / as pessoas
se afastavam / pensando que eu estava tendo um ataque de epilepsia.
(Raul Seixas e Marcelo Nova no Manifesto Rock'n'roll)
O MP3 é uma banda de pop-rock, com grande repercussão
no cenário musical mossoroense. É formado por músicos
experientes e conhecidos do mossoronese e sempre se apresenta com
shows de rock nacional em versões acústicas, no estilo
de MPB ou em versões originais. A banda passou um mês
ensaiando o novo repertório só com músicas
de Raul Seixas, para o show de hoje. O grupo ainda é formada
por Mestre (baixo) e William (bateria). No evento haverá
a participação de Diego Nunes, que atua na noite mossoroense.
Speed
Racer mistura atores reais e animações
Toda a discrição que permeia
a vida privada dos irmãos diretores Andy e Larry Wachowski
desaparece quando eles expõem suas idéias nas telas
de cinema -e, se isso já era verdade na espetaculosa trilogia
"Matrix", é ainda mais evidente em "Speed
Racer", que estréia amanhã no país.
Adaptação do célebre mangá e desenho
animado japonês criados na década de 1960 por Tatsuo
Yoshida (1932-1977), "Speed Racer" é escandalosamente
colorido, brilhante, barulhento e rápido, muito rápido
(menos na duração, 135 min.).
É também um dos principais lançamentos da atual
temporada (estréia em 570 salas no país, cerca de
80 delas em São Paulo), onde vai enfrentar o atual campeão
de bilheteria, "Homem de Ferro" (que estreou na semana
passada, em 573 salas).
A muito aguardada volta dos Wachowski à direção
(depois dos dois últimos "Matrix", de 2003) conta
a história do jovem viciado em corridas de automóveis,
Speed Racer, herdeiro de uma família com longa tradição
no esporte -mas as corridas, aqui, são mortais, verdadeiras
batalhas que os produtores apelidaram de "car fu" (mistura
de carro com kung fu).
É também "um animê [desenho japonês]
com atores", como define o produtor Joel Siver. De fato, o
filme dos Wachowski mistura a lógica visual dos animês
com atores reais, fazendo com os desenhos japoneses o que "Sin
City" (2005) havia feito com as HQs.
Para atingir isso, os irmãos basicamente trocaram as câmeras
por computadores. "As filmagens, em si, não foram difíceis,
foram 60 dias em um grande galpão verde. Mas este filme foi
criado digitalmente, você não vê tomadas de câmeras",
diz Silver.
Uma idéia na cabeça
Para os atores, que atuaram em frente a telas verdes, sem cenários
reais -eles são inseridos depois, digitalmente- a experiência
não foi tão simples. "Passei quase um ano filmando
"Na Natureza Selvagem" [de Sean Penn] ao ar livre. Sair
disso para um galpão fechado não foi tão legal",
diz Emile Hirsch, que faz o protagonista.
"Eu recusei outros filmes desse tipo porque sempre pensei que
me mataria se tivesse que ficar em frente a uma tela verde por mais
de três dias. Não vale o dinheiro", afirma Susan
Sarandon, que interpreta a mãe do herói. "Mas,
se você vai fazer um filme desses, então tem que ser
com esses caras."
A oportunidade de trabalhar com os Wachowski, que adquiriram status
de inovadores geniais depois de "Matrix", é mencionada
por todos como um dos principais fatores de atração
do projeto.
"Eles são fantásticos. As coisas que eles imaginam...",
diz Christina Ricci, que tem o papel da namorada de Speed, Trixie.
"Conversando com eles, você nota que têm uma visão
bem completa do que querem. Mesmo que você não entenda
o que eles estão pensando, você apenas segue, porque
tem certeza que é brilhante e que vai fazer sentido no final."
A sensação de estar trabalhando "dentro de um
mundo que os irmãos têm na cabeça" também
é citada por todos. "Me senti em boas mãos, como
se toda a pressão fosse tirada de mim e eu só tivesse
que me encaixar nesse mundo incrível que eles criaram",
conta Matthew Fox (de "Lost") que faz o misterioso Racer
X.
Para Susan Sarandon, "foi um exercício de deixar meu
ego de lado em prol do filme". A oscarizada atriz, que aparece
para a entrevista ao lado de John Goodman (que vive o pai da família
Racer), vê, no entanto, importância fundamental nos
breves papéis de ambos.
"O desafio do filme é que ele é tão massivo,
saturado de cores e com tantas coisas acontecendo que você
pode perder a atenção da platéia. Então,
esse foi nosso papel, trazer a parte emocional do filme."
Será que ele é?
É pena que os próprios Wachowski não estivessem
presentes nas entrevistas aos jornalistas. Notoriamente avessos
a aparições públicas, eles têm ainda
mais ojeriza a repórteres.
"Essa é a única parte em que eles não
se envolvem", afirma Silver. "Em todas as outras etapas
do filme, eles estão presentes." O produtor pode falar:
já trabalhou com os irmãos nos três "Matrix"
e em "V de Vingança", que eles produziram.
Como figura mais próxima da dupla, cabe a Silver responder
sobre o assunto mais polêmico -e o que mais se falou à
boca pequena entre os incontáveis repórteres presentes
no lançamento: a suposta operação de mudança
de sexo a que Larry teria se submetido.
A pergunta é, evidentemente, a que encerra a entrevista.
"Qual é o gênero [no sentido de identidade sexual]
atual de Larry?", pergunta um corajoso.
"Ah, por favor... eles são Larry e Andy para mim."

Atriz
de O Rei do Gado lança filme pornô em bar
A atriz Leila Lopes, 38, vai lançar
no próxima segunda-feira (12), no Bar Brahma, no centro de
São Paulo, seu primeiro filme pornô.
Ela fez sucesso na TV ao interpretar a professorinha Lu, na novela
"Renascer" (Globo), de Benedito Rui Barbosa, em 1993.
Em entrevista à revista "Ver Vídeo Erótico",
publicada pela produtora Brasileirinhas, que realizou o filme, ela
explicou o porquê da decisão de virar atriz pornô.
"Agora estou separada e pintou uma proposta diferente. É
claro que o dinheiro também é bom, mas pude dar a
minha cara no filme", disse.
O filme se chama "Pecados & Tentações".
Ele se passa nos anos 50 e vai mostrar o relacionamento entre uma
atriz e um seminarista.
Lopes também participou de outros folhetins da Globo, como
Tropicaliente (1994), no qual vivia a personagem Olívia,
e "O Rei do Gado" (1996), novela na qual interpretou a
socialite Suzane.
Sua novela mais recente foi "Marcas da Paixão"
(2000), da Record, na qual interpretou a personagem Creuza.
Leila Lopes nasceu em 19 de novembro de 1969, em São Leopoldo,
no Rio Grande do Sul. Ela disse que vai conquistar um novo público
com seu novo trabalho.
"Vou me esforçar ao máximo para divulgar esse
filme, sou atriz e é um direito meu, e este é apenas
mais um trabalho, como outro qualquer. E também vou conquistar
um público diferente, que não atingia antes",
afirmou à publicação da Brasileirinhas.
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