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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 09/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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Verdades e mitos sobre células-tronco (Final)
O fato de a comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados haver rejeitado, por unanimidade, anteontem, o projeto de lei 1.135/91, que objetiva discriminalizar o abordo provocado pela própria gestante ou com seu consentimento aumentou consideravelmente a importância do tratamento que esta coluna vem dando à questão das células tronco embrionárias, tema do artigo “Os mitos e as verdades sobre as células-tronco”, de autoria do médico Décio Iandoli Júnior. Concluo hoje a apresentação deste texto, que a limitação espacial me impediu de mostrar na íntegra numa só edição da coluna. Ei-la: A pergunta que se faz neste momento é: por que dividir a atenção e os recursos entre dois tipos de terapia, ou seja, com CTA e CTE, se apenas o primeiro tem trazido resultados alentadores, além de não ferir nenhum preceito ético? A doutora Líliam Piñero Eça (8), pesquisadora da Unifesp afirma: “O futuro da ciência está nas células-tronco adultas desde 2001, e no estudo dos fatores epigenéticos, pois as células embrionárias até o momento causam câncer e rejeição” Assistimos recentemente à votação da lei de biossegurança cercada de uma “pressão social” que, na minha opinião, foi criada sinteticamente por uma exposição assimétrica do tema pela mídia. Acredito que a opinião pública não foi devidamente esclarecida quanto a essa questão, pôde-se ver na televisão, portadores de deficiência física chorando, emocionados, com a aprovação da lei, o que mostra como eles foram iludidos, pois possibilidades teóricas foram colocadas como verdades, alguns pesquisadores chegaram a colocar prazos de dois a cinco anos para a obtenção de resultados práticos, sendo que não se sabe nem se esses objetivos poderão ser alcançados, quanto mais estabelecer um tempo para que isso ocorra. Na ciência, não há como prever resultados, pois ela trata, justamente, de explorar o desconhecido, hipóteses consideradas como verdadeiras por muitos anos, já se mostraram falsas, assim como, objetivos que pareciam inatingíveis, foram alcançados. Trabalhar pelo desenvolvimento da ciência é uma obrigação de todos, estudar todas as possibilidades de progresso também, mas não se podem garantir resultados, principalmente quando estas promessas geram falsas expectativas em pessoas tão sofridas, manipulando suas esperanças. Criou-se uma ilusão perigosa a respeito do assunto e, conseqüentemente, uma opinião equivocada. O argumento de salvar vidas com porções de células que iriam “para o lixo” é imoral, minimizando e “coisificando” o embrião. O que mais preocupa, com relação a este tema, é que abrimos um grave precedente, pois agora o embrião desrespeitado e desclassificado como ser humano possibilitará tornar lícito também o aborto, tanto que os grupos pró-aborto tem intensificado muito suas campanhas iniciando a abordagem pela legalização do aborto dos anencéfalos. Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou norma facilitando o aborto de vítimas de estupro, não exigindo qualquer tipo de comprovação do fato, e tentando eximir o médico de qualquer responsabilidade legal, abrindo uma brecha para a institucionalização do aborto generalizado. Já que o embrião congelado não é vida, por que o embrião no útero é? A noção da população sobre o que é um zigoto, um embrião ou um feto é muito pobre, facilitando a campanha em favor do aborto. Alguns médicos já defendem a interrupção da gestação de fetos portadores de qualquer anomalia, inclusive síndrome de Down. Onde vamos parar? Qual é o limite ético que se estabelecerá? O que está em questão agora não é o benefício para a ciência e sim o benefício para a humanidade, o que pode não significar a mesma coisa, já que, em termos de ciência, toda e qualquer possibilidade de estudo ou pesquisa é sempre “benéfica”, pois traz conhecimento, mesmo que este conhecimento seja a constatação de que não é possível atingir as metas inicialmente traçadas por aquela linha de pesquisa; entretanto, devemos levar em consideração as questões éticas, já que os fins não justificam os meios. Deveríamos estar discutindo a regulamentação da produção de embriões com fins reprodutivos, e o fato de não os utilizar, ou de que eles serão descartados de qualquer maneira, não pode ser justificativa para a utilização dos mesmos com fins científicos. O que deve ficar bem claro é que um embrião é considerado, pela própria ciência materialista, como um ser humano vivo, devendo portanto ser respeitado como tal. O mundo vai evoluir sempre, pois é esse nosso destino inexorável; vamos conquistar tecnologias cada vez mais importantes, entretanto devemos escolher qual preço estamos dispostos a pagar por isso, quais os caminhos que devemos seguir. O uso de CTE humanas não é necessário para o avanço da ciência neste momento. Acredito que, pelos trabalhos já desenvolvidos com as CTA, chegaremos a grandes conquistas, e o estudo dos fatores epigenéticos acabará por nos conduzir ao conceito de “Modelo Organizador Biológico”, ou perispírito, o que nos trará a possibilidade de, por exemplo, “construir” órgãos em laboratório a partir de células-tronco do próprio paciente para um “autotransplante”, fundando a “engenharia de órgãos e tecidos”. A despeito de nosso otimismo e entusiasmo, não percamos a serenidade, nem dispensemos a segurança no avanço da ciência, pois não temos como fazer juízo ético daquilo que não conhecemos completamente. Sigamos confiantes e dedicados nos estudos e no desenvolvimento das CTA, dominando cada vez mais e melhor suas possibilidades, e enquanto isso, muita prudência e responsabilidade. Veja o que nos trouxe Emmanuel, pelas mãos de Francisco Cândido Xavier, muito antes de surgirem as possibilidades que atualmente discutimos: O homem desejou recursos para mais facilmente abrir estradas e a divina providência lhe suscitou a idéia de reunir areia e nitroglicerina, em cuja conjugação despontou a dinamite. A comunidade beneficiou-se da descoberta, no entanto certa facção organizou com ela a bomba destruidora de existências humanas. O homem pediu veículos que lhe fizessem vencer o espaço, ganhando tempo, e o amparo divino ofereceu-lhe os pensamentos necessários à construção das modernas máquinas de condução e transporte. Essas bênçãos carrearam progresso e renovação para todos os setores das aquisições planetárias, entretanto, apareceram aqueles que desrespeitaram as leis do transito, criando processos dolorosos de sofrimento e agravando débitos e resgates nos princípios de causa e efeito. O homem solicitou o apoio contra a solidão psicológica e a Eterna Bondade, através da ciência, lhe concedeu o telégrafo, o rádio, o televisor, aproximando as coletividades e integrando no mesmo clima de aperfeiçoamento e cultura. Apesar disso, junto desses nobres empreendimentos, surgiram aqueles que se valem de tão altos instrumentos de comunicação e solidariedade para a disseminação da discórdia e da guerra. O homem rogou medidas contra a dor e a Compaixão Divina lhe enviou os anestésicos, favorecendo-lhe o tratamento e o reequilíbrio no campo orgânico. Ao lado dessas concessões, porém, não faltam aqueles que transformam os medicamentos da paz e da misericórdia em tóxicos de deserção e delinqüência. O homem pediu a desintegração atômica, no intuito de assenhorear mais força, a fim de comandar o progresso, e a desintegração atômica está no mundo, ignorando-se que preço pagará o Orbe Terrestre, até que essa conquista seja respeitada fora de qualquer apelo à destruição. Como é fácil observar, Deus concede sempre ao homem as possibilidades e vantagens que a inteligência humana resolve requisitar à Sabedoria Divina. Por isso mesmo, as calamidades que surjam nos caminhos da evolução no mundo, não ocorrem obviamente, sob a responsabilidade de Deus. Em tempo! Para os embriologistas Moore e Persaud, na página 2 do livro “Embriologia Humana”: “O desenvolvimento humano é um processo contínuo que começa quando um oovócito de uma mulher é fertilizado por um espermatozóide de um homem.”

Cala boca
Segundo aliados do deputado estadual Robinson Faria, presidente da Assembléia Legislativa, o que ele não aceitou receber anteontem da governadora Wilma de Faria, a indicação do candidato a vice-prefeito na chapa a ser encabeçada pela deputada federal Fátima Bezerra (PT), tem o nome de “cala boca”.



       




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