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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 09/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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O exemplo da China
Já disse em outras ocasiões que a popularidade do presidente Lula se deve (o julgamento, certo ou errado, é meu) à descrença do povo brasileiro na classe política. A razão do meu julgamento é porque não se verifica no país, desde a primeira presidência de Lula, e principalmente na segunda, nenhum esboço do desenho de um modelo de governo e de sociedade, leves traços sequer.
Não carece ser versado nessas coisas para perceber, sem o mais mínimo esforço, o continuísmo que assinala o governo atual, o que vale dizer o seguimento dos mesmos métodos,ultrapassados e viciosos, do governo imediatamente anterior. O populismo em lugar de ações politicamente concretas no manejo do social, quero dizer, a libertação da miséria pela ocupação, digna, de braços ociosos.
O tão dito e ouvido a vara de pesca em vez do peixe. O mesmo que dizer, desenvolvimento social com a preservação da dignidade humana, do que sirva de exemplo a China, até há pouco um país em que se morria de fome, acidental e crônica. Foi investindo forte e racionalmente na agricultura, ao tempo que nos valores humanos, que a China saiu da extrema pobreza, velha de milênios.
Está bem de ver que esse salto qualitativo, traçando nova história, se deve positivamente ao traço de um novo modelo de governo e de sociedade, que não a medidas fugitivas, porque sem consistência na vida orgânica do país. A propósito, vale a pena ler o livro que a romancista Helena Silveira escreveu sobre sua viagem à China, em missão cultural. Dá gosto e a um tempo dá tristeza.
Gosto, porque vemos como um povo conseguiu superar-se, e superar-se com dignidade. Tristeza, porque, à diferença do governo chinês, nos dias de hoje, o que se constata, em nosso país, é um governo que chegou precedido da esperança popular na criação de um país melhor a utilizar-se dos mesmos vícios do modelo tradicional, e de que hoje, se fala, é em soslaio. Mudou o discurso. Ou dizendo melhor, dança com o povo o rela-buxo. CA

Caso
Essa epidemia (epidemia mesmo) de dengue em todo o país evidencia o pouco caso que faz o governo das questões sanitárias. Que não se resolvem, e apenas, com palestras e distribuição de avulsos de propaganda. De resto, epidemia é coisa de país atrasado.
Ficro
Hoje 8 é a instalação da FICRO deste ano é hoje, nos jardins da TV Cabo Mossoró, 20 horas.

Discurso
Se o critério para eleger governante for saber fazer discurso, ruim para nós, que no Rio Grande do Norte só temos Geraldo Melo.

LINGUAGEM
• ELE FALOU QUE SABIA DISSO. Leitor do Jornal de Fato quer saber se está certa essa construção. De acordo com a tradição gramatical, quem fala, fala DE, ou fala SOBRE, ou fala PARA, ou fala A. É que o verbo "falar" exige preposição, salvo quando intransitivo. Assim é que, no período acima, o verbo "falar" não está corretamente empregado, porque lhe falta preposição. Corrija-se para: Ele disse que sabia disso. O verbo "dizer" pelo verbo "falar". Verdade seja que se encontram, nos modernos escritores, a construção malsinada, mas não é para imitar.



       




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