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SALÁRIO DO PROFESSOR
Piso
terá pequeno impacto na educação
MAGNOS ALVES
Da Redação
O piso salarial nacional de R$ 950,00 para professores, aprovado
quarta-feira, 7, em caráter conclusivo pela Câmara
dos Deputados, não deixou a categoria 100% satisfeita no
Rio Grande do Norte. Pelo contrário. Na opinião do
diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação
Pública do Rio Grande do Norte (SINTE-RN), Francisco Aldeirton,
o piso pouco influenciará na qualidade da educação.
Para Aldeirton, do ponto de vista político, a aprovação
do piso foi muito importante, "em razão de se tratar
de uma luta antiga da categoria". "Mas, num contexto geral,
o piso não representa os anseios dos professores", ressaltou.
O motivo é o valor definido para piso que não é
considerado o ideal. A categoria almejava piso de R$ 1.050,00 para
professores do ensino médio e de R$ 1.570,00 para professores
do ensino superior.
O diretor sindical também criticou a jornada de trabalho
de 40 horas semanais definida para o piso. Segundo ele, haverá
perdas para os professores do Estado, onde a jornada de trabalho
é de 30 horas semanais. "O salário será
proporcional às horas trabalhadas e não chegará
ao piso de R$ 950,00", observou.
Outro motivo de reclamação é o fato de o piso
ser adotado gradativamente até janeiro de 2010. "Somente
em três anos é que o professor vai passar a receber
R$ 950,00", ressaltou.
Os professores podem passar a receber o piso imediatamente se os
Estados e Municípios tomarem a iniciativa, o que, segundo
Aldeirton, não deve acontecer. "Pode até ser
que alguns municípios adotem logo o piso em virtude das eleições
que se aproximam, mas de uma forma geral não vai acontecer",
justificou.
Ele ressaltou que alguns requisitos que estavam sendo discutidos
não avançaram e alertou que o piso salarial não
vai resolver os problemas da educação. "A qualidade
da educação está ligada à valorização
dos seus profissionais, mas depende também de estrutura,
gestão e financiamento escolar", sinalizou.
A coordenadora geral do Sinte/RN, Fátima Cardoso, reforçou
que a aprovação do piso faz que o professor possa
dizer que tem um salário representativo. "Além
disso, é uma garantia na luta contra Estados e Municípios,
que não queriam a sua aprovação, mas terão
que se adequar à lei", acrescentou.
Fátima reiterou que o piso salarial não resolve o
atual quadro negro da educação estadual. Para ela,
é preciso mudar o modelo de ensino adotado no Estado. "Educação
de qualidade não se traduz em números; não
adianta o Estado ter 100% dos estudantes em sala de aula, se esses
estudantes não aprendem quase nada na escola", enfatizou,
acrescentando que a categoria vai continuar lutando por melhores
condições para melhorar a educação no
Rio Grande do Norte.
A professora Maria Jandira mostrou-se decepcionada com o piso salarial
aprovado na quarta-feira. "Nós (professores) nunca receberemos
o reconhecimento que merecemos", lamentou.
Nas escolas que a reportagem do DE FATO visitou os professores demonstraram
desconhecer a aprovação do piso salarial.
IMPLEMENTAÇÃO
O secretário municipal de Educação de Mossoró,
Francisco Carlos, declarou que o Município tem o maior interesse
em cumprir o que determinar a lei. "Até porque os profissionais
de Educação do Município já recebem
salários compatíveis com o que foi aprovado pela Câmara",
afirmou Francisco Carlos.
A secretária estadual de Educação, Ana Cristina
Medeiros, não pôde atender a reportagem, pois se encontrava
envolvida em evento realizado por sua pasta.
Piso
atende professores de todas as esferas
O piso salarial nacional de R$ 950,00 é direcionado para
professores do ensino público infantil, fundamental e médio
nos três níveis (federal, estadual e municipal), estendendo-se
para os aposentados e pensionistas do magistério público
da educação básica que tenham ingressado no
serviço público até 2003.
Pela proposta aprovada na Câmara, o piso será atualizado
anualmente, no mês de janeiro, tomando por base o mesmo percentual
de crescimento do valor anual mínimo a ser gasto por aluno,
referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido
nacionalmente.
Segundo o texto, o piso salarial também será considerado
para os profissionais que desempenham atividades de suporte pedagógico
à docência - direção, administração,
planejamento, inspeção, supervisão, orientação
e coordenação educacionais.
O piso de R$ 950,00 foi estabelecido em substitutivo da Comissão
de Educação e Cultura aos projetos de lei 7.431/06,
do Senado, e 619/07, do Poder Executivo. O PL 7431/06 previa piso
de R$ 800,00 para profissionais com nível médio e
de R$ 1,1 mil para os habilitados em nível superior. Já
o projeto do Executivo estabelecia um salário mínimo
de R$ 850,00 para professores.
Como houve alteração do texto, o projeto retorna agora
para análise no Senado, a não ser que haja recurso
para votação pelo Plenário da Câmara.
Secretário
diz que falta fiscalização
Edilson Damasceno
Da Redação
A tentativa de normatizar pontos para os transportes alternativos
cujos carros saem de Mossoró para cidades das regiões
do Alto Oeste, Vale do Açu e Salineira não surtiu
efeito. O secretário municipal de Serviços Urbanos,
Trânsito e Transportes Públicos (SESUTRA), Alex Moacir,
afirma que os transportes são clandestinos, já que
possuem placas cinzas e, por isso, não poderiam transportar
passageiros. Além disso, o secretário diz que o aglomerado
de carros infringe o Código de Trânsito (CONTRAN).
"Não existe fiscalização, que deveria
estar sendo feita pelo Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN)
e policiais de trânsito", diz.
A questão toda, segundo Alex Moacir, se relaciona à
municipalização do trânsito, cujo projeto não
foi totalmente concretizado. "Ainda não comunicamos
ao Detran, pois não temos pessoal para fazer o trabalho",
comenta, acrescentando que a situação deveria ser
resolvida pelas autoridades estaduais.
Ainda segundo Alex Moacir, o Departamento de Estradas de Rodagem
(DER-RN) anunciou que iria trabalhar um local para que os transportes
alternativos ficassem, mas até agora nada foi feito. A reportagem
do DE FATO ligou diversas vezes para o escritório do órgão
estadual em Mossoró, mas não conseguiu conversar com
o coordenador, Francisco Mota. Ligações também
foram feitas para o telefone celular de Mota, mas ele não
atendeu.
"Os alternativos são clandestinos e fazem transporte
intermunicipal. Os veículos são irregulares e o DER
disse que iria fiscalizar e até retirar esses veículos
de onde eles estão", comenta Alex Moacir. O secretário
acrescenta que em determinados trechos os transportes ocupam duas
faixas de rua, deixando pouco espaço para a passagem de outros
carros. A subida da ponte ao Alto de São Manoel, segundo
ele, é um exemplo. "O trânsito ainda não
é municipalizado, pois não regulamentamos no Detran,
e os organismos de trânsito não se preocupam (com a
situação)", diz.
Com a municipalização, que passa a se efetivar a partir
da contratação de guardas de trânsito (cujo
concurso está em andamento), o secretário diz que
a idéia é afastar esses veículos do Centro.
"É só termos mecanismos que faremos o que não
é feito hoje somente por falta de interesse", afirma.
Caixa
e construtora negociam casas do conjunto Vingt Rosado
A Caixa Econômica Federal está
em negociação com as construtoras responsáveis
pelas casas do conjunto habitacional Vingt Rosado (zona leste) para
que os imóveis possam ser legalizados, e também para
que os moradores tenham a posse das casas. O gerente da Caixa de
Mossoró, Ciro Leite, informa que os entendimentos estão
sendo feitos em Recife (PE).
"Realmente existe a perspectiva de solucionarmos esse problema,
de regularizar a situação dos imóveis e também
para que o morador possa ter a posse das casas. Hoje, como está,
a situação está irregular", comenta, acrescentando
que o problema está perto de ser resolvido.
Ciro Leite enfatiza que a Caixa não quer, com isso, tomar
casa de nenhum morador. "De maneira alguma. A Caixa quer apenas
regularizar", afirma, acrescentando que, tão logo haja
entendimento com a construtora, a agência bancária
vai procurar os atuais moradores para que o imóvel possa
ser negociado.
Um outro detalhe, segundo Ciro Leite, é que a reforma feita
nas casas não vai alterar o valor do imóvel. O gerente
diz que a negociação será com base no projeto
original dos imóveis. Somente o valor é que será
atualizado. "Vamos avaliar o preço da casa original.
A Caixa não vai tomar casa de ninguém e não
vai cobrar pela reforma. Vamos dar condições para
que o morador fique com a casa, financiando 20, 30 anos", comenta.
Ainda segundo o gerente da Caixa Econômica de Mossoró,
grande parte das casas do conjunto habitacional Vingt Rosado está
irregular.
Saúde
terá orçamento de R$ 26 milhões
A Secretaria Estadual de Saúde Pública
(SESAP) informou ontem que o Ministério da Saúde ampliou
os recursos liberados à Prefeitura de Mossoró. O orçamento
previsto para este ano é de R$ 26,5 milhões ao ano,
repassados diretamente pelo Ministério da Saúde. Em
nota emitida à imprensa ontem, o secretário Adelmaro
Cavalcanti informa que na segunda-feira passada foram transferidos
para a conta da Prefeitura de Mossoró R$ 2,2 milhões
referentes a procedimentos de média complexidade ambulatorial
e hospitalar e também de alta complexidade, como os tratamentos
cardiovasculares.
O teto financeiro para o Município de Mossoró
subiu mais de meio milhão de reais por mês, resultando
em mais de R$ 6 milhões ao final do ano, afirma o secretário
estadual, Adelmaro Cavalcanti. Ele explica que o Município
também foi incluído em programas de oncologia, pelo
qual receberá R$ 439 mil, de obstetrícia (R$ 253 mil),
cirurgia geral (R$ 240 mil) e cardiovascular (R$ 286 mil).
O secretário frisa que, além do repasse mensal de
R$ 2,2 milhões, transferidos diretamente para a Prefeitura,
já que o Município possui gestão plena de saúde
pública, Mossoró também foi contemplado pelo
Programa de Cirurgias Eletivas e já recebeu neste ano R$
1,7 milhão.
A gerente executiva da Saúde de Mossoró, Dorinha Burlamaqui,
disse que o aumento no repasse dos recursos inclui os dois anos
que a Prefeitura custeou serviços de hemodinâmica na
Casa de Saúde Dix-sept Rosado. Segundo ela, o Governo do
Estado precisava ter comunicado ao Ministério da Saúde
sobre os serviços, o que foi feito apenas em janeiro deste
ano.
Acho ótimo que esse dinheiro venha para Mossoró,
comenta, acrescentando que o município atende pacientes de
cidades vizinhas, e agora poderá ajudar quem precisa.
Com relação às cirurgias eletivas, a gerente
da Saúde frisa que a preocupação diz respeito
aos médicos que não querem realizar o serviço
pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, Dorinha
Burlamaqui disse que a Prefeitura, que receberá R$ 1,7 milhão,
vai complementar com mais R$ 1,7 milhão para que as cirurgias
sejam feitas e também para que os médicos não
questionem a forma de pagamento.
Campanha
de vacinação em Mossoró alcançou apenas
metade da meta
Termina hoje (09/05) a Campanha Nacional de
Vacinação do Idoso, mas, em Mossoró, os idosos
continuarão sendo vacinados contra a gripe influenza por
tempo indeterminado. O motivo é o baixo índice de
vacinação alcançado até agora pelo município.
De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária Municipal,
Sodré Rocha, no último levantamento da campanha foi
constatado que Mossoró havia atingido apenas metade da meta
preconizada pelo Ministério da Saúde de vacinar 80%
dos idosos com ou mais de 60 anos. Assim teremos que estender
a vacinação até alcançarmos a meta,
anunciou.
Cerca de nove mil idosos ainda faltavam ser vacinados. A meta da
saúde municipal é vacinar cerca de 17.500 idosos com
o perfil da campanha.
Para Sodré, a vacinação está sendo prejudicada
pelo desinteresse dos idosos de buscar um dos postos de vacinação
espalhados pela cidade. Estamos enfrentando uma resistência
enorme dos idosos, relatou.
Para alcançar a meta, o município determinou que agentes
de saúde e médicos da família visitem todos
os idosos. A Prefeitura tem um cadastro com todos os idosos
e aqueles que ainda não foram vacinados serão visitados
pela saúde pública municipal, garantiu Sodré.
O sanitarista atribui o baixo índice alcançado ao
tabu alimentado pelos idosos que a vacina não faz efeito.
No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, estudos
nacionais e internacionais mostram que a vacina contra influenza
reduz mais de 50% das doenças relacionadas à gripe
nos idosos vacinados e, no mínimo, 32% hospitalizações
por pneumonias. Além disso, estudos apontam, ainda, que há
queda de pelos menos 31% das mortes hospitalares por pneumonia e
influenza (gripe) e de cerca de 50% as mortes hospitalares relacionadas
às doenças respiratórias. Quanto aos óbitos
por todas as causas entre idosos, o percentual de queda varia entre
27% e 30%.
Correntistas
que tiveram a conta transferida podem regressar à antiga
agência
Os correntistas do Banco do Brasil que tiveram
sua conta transferida para a agência instalada no Hotel Villa
Oeste, Alto de São Manoel, e não ficaram satisfeitos
podem regressar a agência anterior. De acordo com a assessoria
de comunicação do banco, não haverá
ônus para essa ação.
A assessoria informou que o objetivo do Banco do Brasil ao transferir
as contas para a agência inaugurada no ano passado era desafogar
o atendimento das outras duas agências.
A assessoria assegurou também que todos os correntistas que
tiveram a conta transferida foram comunicados previamente, o que,
segundo alguns correntistas do banco que procuraram a reportagem
do JORNAL DE FATO, não aconteceu.
Para fazer as transferências o banco levou em conta a localização
da residência dos correntistas. Foram transferidos os
clientes que residiam nas proximidades da nova agência,
afirmou a assessoria.
Em torno de 1.200 correntistas foram transferidos e, segundo a assessoria
do Banco do Brasil, quase a totalidade está satisfeita com
a nova agência. Quando ele (o correntista) chega à
agência e vê que o fluxo de gente é bem menor
que nas outras agências acaba ficando satisfeito, ressaltou.
Para desafogar ainda mais as agências atuais, a superintendência
estadual do Banco do Brasil está ultimando ações
para abertura de mais uma agência em Mossoró, que ficaria
no conjunto Ulrick Graff, próximo ao Tribunal Regional do
Trabalho.
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