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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 07/06/2008 (ATUALIZADO: 01:57hs)
 
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Forró e axé na Cidade Junina
As duas principais atrações do Mossoró Cidade Junina de hoje são Felipão, que tocava na banda Forró Moral, e Thábata - que retoma sua série de shows após um período de recesso. Os shows começam a partir de meia-noite, embora já haja música regional com Luizinho de Irauçuba e Marcos Lucena às 21h30, na Estação das Artes.
Depois de três anos comandando uma das maiores bandas de forró, Felipão não esconde o desejo de apresentar coisas novas, tendo inteira autonomia sobre sua carreira. "Eu me vi correndo demais com as coisas. Estava tudo dando muito certo, mas, ao mesmo tempo, eu passei a deixar de atenção a muitas outras coisas", declarou o cantor.
Sua saída, segundo o próprio Felipão, foi antecipada. O vocalista do Moral já sairia da banda este ano, porém, isso só aconteceria no segundo semestre. "Eles queriam que eu saísse só em julho. Mas, no meu modo de ver, era mais fácil começar o ano já com uma nova cara", afirmou Felipão.
Sem brigas e sem demonstrar ressentimentos, Felipão e a FM Produções (produtora do Forró Moral) continuam unidos em outros projetos, incluindo a promoção de festas e bandas em Fortaleza. Apesar disso, a carreira solo de Felipão será comandada por ele mesmo, já que a agenda do cantor foi um dos principais motivos para sua decisão.
Um período de recesso, que terminou enfraquecendo a rotina de sucesso e shows fora do Estado, marca a carreira neste momento da cantora Thábata. O sucesso de cantora vinha se tornando evidente fora de Mossoró. Em Natal, Thábata praticamente "incendiou" o Circo da Folia, na abertura do show da banda Jammil e Uma Noites, no início do ano. "É por causa de vocês que eu estou alcançando projeção nacional. Fico feliz por ser norte-riograndense e poder cantar em grandes eventos fora do nosso Estado, como o Ensaio da Timbalada e o Festival de Verão de Salvador", disse Thábata, antes de sua apresentação.
Em uma semana em Salvador (BA), no início deste ano, Thábata teve a oportunidade de se apresentar para o público durante o ensaio da Timbalada. Em uma canja com Denny e Amanda, a mossoroense foi bastante aplaudida e procurada pela imprensa. "A recepção do público baiano me impressionou muito. Apesar de eu ser de outro estado e estar tocando axé, as portas foram abertas para mim", comenta.Agora, ela volta com um show no Mossoró Cidade Junina.
Marcos Lucenna, outro nome do Mossoró Cidade Junina, se despediu de Mossoró há 27 anos, quando se mudou com a família para as plagas cariocas. Por lá, ainda teve que ver o pai, como tanto já fizera nas terras potiguares, seguindo a sina do avô, mostrando a sua cantoria em troca de alguns trocados numa bacia. Deu melhor sorte: com a ajuda de jornalistas como Félix Athaíde e Jaguar, acabou sendo adotado como o mascote do Pasquim, namorou muitas conterrâneas da Garota de Ipanema e começou a gravar pela Polygram, tornando-se aos poucos uma celebridade na Feira de São Cristóvão e em outros redutos da cultura popular nordestina.
Inclusive na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira número sete que pertenceu a outro Athaíde famoso, o apologista e cordelista José Martins. Na noite de amanhã, o Cantador dos Quatro Cantos, Marcus Lucenna apresenta-se na Cidade da Fé, mais especificamente no Parque de Exposições Francisco de Assis Bessa Xavier, de Canindé, durante a X Feira de Ovinos e Caprinos dos Sertões. Em Mossoró, Lucenna vai mostrar sua nova safra de xotes de extensa identificação com a cultura da região, prescrita no repertório do álbum "O Salvador Daqui", o oitavo da sua carreira.

Lane Cardoso participa pela primeira vez do evento
É com muita alegria e animação que a cantora potiguar Lane Cardoso se apresenta, no próximo dia 8, pela primeira vez no Mossoró Cidade Junina. A expectativa é de grande público com a apresentação de Lane que traz em sua bagagem um repertório denominado "Folia Junina".
Lane Cardoso começou a carreira aos 16 anos, soltando a voz em barzinhos da noite natalense. Mas, foi no ano de 2000 que estreou em trio elétrico, no Carnatal, a maior micareta do Brasil, onde puxa blocos até hoje. Natural de Macau/RN, ela é considerada uma cantora completa pelas suas performances em teatro, palco e trio elétrico. Prova disso, foram os reconhecimentos recebidos em 2000 e 2001, pelo Prêmio Hangar de Música. Além disso, no ano passado, recebeu dois prêmios, como a artista do ano, no Prêmio Cultura do Jornal Diário de Natal, e foi vencedora do V Forraço, concurso regional de forró, com a música "Nordestinamente", do compositor Zeca Brasil.
Durante sua carreira, dividiu palco com grandes nomes da música nacional, como Caubi Peixoto, Elza Soares, Ângela Maria, Lenine, Toquinho, Rita Ribeiro, Renato Teixeira, Raimundo Fagner, Roupa Nova e Ivete Sangalo. Importantes participações foram realizadas também em projetos culturais, como o "Seis e Meia", e em feiras de turismo em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Recife, como representante do Rio Grande do Norte.
É com essa bagagem cultural que Lane Cardoso prepara seu show no Mossoró Cidade Junina, onde o público terá a oportunidade de ver todo o talento da grande cantora potiguar.

Carente profissional
Se tivesse de definir sua personagem em "A Favorita", Taís Araújo certamente escolheria a palavra autodestrutiva. Para a atriz, a jovem Alícia, dona de personalidade forte e extremamente sagaz, só tripudia dos homens por um único motivo: carência afetiva. Afinal, ela sofre com a ausência de atenção do pai, o corrupto Romildo Rosa, vivido por Milton Gonçalves, que substitui amor por dinheiro. "É muito difícil classificar a personagem, que tem momentos de vilã e de heroína. Talvez seja o papel mais humano que já fiz até hoje", analisa a atriz, que, na trama, é apaixonada pelo jornalista Zé Bob, de Carmo Dalla Vecchia, maior inimigo de Romildo.
Para compor essa mulher que nunca está satisfeita com homem nenhum mas que conquista todos com seu charme e suas generosas curvas, Taís teve de emagrecer alguns quilos. "Já viram como o figurino é justo e curto?", justifica, às gargalhadas. A atriz também adotou o cabelo longo e liso, "à la" Naomi Campbell, que deram o ar de "femme fatale" que lhe faltava - apesar de, a princípio, ter torcido o nariz para o "look". "Principalmente porque quando lavo fica um ninho de mafagafinhos", brinca ela, citando o livro de José Cândido de Carvalho "Um ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos". A atriz diz que a missão da personagem na trama é "fazer os homens amadurecerem através do sofrimento".
Uma vez resolvido o problema do visual da personagem, Taís partiu para a composição de seu perfil psicológico. E para que nenhum detalhe da "garota problema" lhe escapasse, assistiu ao papel interpretado pela atriz Dorothy Malone no filme "Palavras ao Vento", de 1956. "A personagem também é inconseqüente, mimada e grita por amor", compara. Apesar de muito aplicada, a atriz admite que se debruçou exclusivamente no filme para construir a mente perturbada de Alícia. Além disso, passou a observar com mais cuidado mulheres da mesma classe social da personagem. "A gente tem milhões de referências de mulheres ricas que não têm nenhuma segurança afetiva", constata.
Acostumada a dar vida a personagens vibrantes e bem dispostas, Taís está se sentindo praticamente uma estreante na pele de Alícia. Afinal, segundo a atriz, é a primeira personagem depressiva que ela interpreta em 13 anos de carreira na tevê. "É extremamente paradoxal viver a Alícia porque, ao mesmo tempo que ela é super bem-humorada, guarda uma tristeza lá no fundo", descreve. Mas, por incrível que pareça, essa alternância de sentimentos é o que mais encanta a atriz, que tem tido a oportunidade de exercitar tanto o drama quanto a comédia, gêneros que diz admirar igualmente.
Por seduzir todos os homens da trama, é natural que a personagem tenha muitas cenas de cama. Tanta exposição, contudo, não assusta a atriz, que já enfrentou problemas em relação à nudez quando protagonizou "Xica da Silva", exibida em 1997 na extinta Manchete. Na ocasião, a imprensa fez algazarra em torno de uma cena de banho de cachoeira. É que para gravar a tal cena sem roupa Taís, na época com 17 anos, teria de completar a maioridade. "Era muito imatura na época. Uma menininha!", lembra. Mas em "A Favorita", Taís está tranqüila. É que, além de garantir que as cenas de Alícia são discretas, ela confia muito na direção de Ricardo Waddington. "O Ricardo é sofisticado e elegante. Além disso, nem fico sem roupa nessa novela!", adianta, aos risos, a despeito da cena no capítulo inicial, quando mergulha em um rio nua.
Além da novela, a atriz apresenta no canal por assinatura GNT o "Superbonita", programa que trabalha temas ligados ao universo da beleza. No meio das gravações das duas produções, ela ainda se dedica ao curso de Jornalismo na Estácio de Sá. Apesar de ter trancado a faculdade algumas vezes por causa do ritmo intenso de trabalho, Taís não vê a hora de se formar. Antes, porém, tem de apresentar sua monografia de fim de curso, que é sobre a mudança de conteúdo do GNT. "É uma pauleira conciliar tudo, mas dá para fazer", garante a bem-humorada atriz.



       




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