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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 06/06/2008 (ATUALIZADO: 01:57hs)
 
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» Segurança reforçada no Cidade Junina

» Polícia Militar prende suspeito de matar várias pessoas


PREVENÇÃO
Segurança reforçada no Cidade Junina
A Polícia Militar vai utilizar cerca de 150 policiais durante os 16 dias de festa no Mossoró Cidade Junina, que começou ontem e termina no dia 28 deste mês. Este ano, aparelhos eletrônicos como detector de metais e óculos com visão noturna serão utilizados pelos policiais durante a fiscalização que será intensificada em todo o Corredor Cultural (Avenida Rio Branco). Serão utilizadas cinco viaturas rádio-patrulha, além da cavalaria, motos, uma equipe do setor de inteligência trabalhando descaracterizada, o Grupo Tático de Combate e os policiais que irão fazer a ronda a pé ao largo do corredor.
O comandante do Segundo Batalhão de Polícia Militar de Mossoró, tenente-coronel Elias Cândido de Araújo, ressalta que dentro do evento são 150 policiais diariamente. "Policiais vão andar por todas as galerias, dando maior segurança àqueles que procuram o evento para se divertir", acrescentando ainda que dentro da Estação serão utilizadas sete torres com cerca de dois metros de altura. "O pessoal vai acompanhando de cima das torres, utilizando óculos de visão noturna e rádio para se comunicar com as equipes do chão", conta Elias. "Qualquer tumulto, eles vêm e repassam para os outros", diz.
Outra preocupação da Polícia Militar é com o uso de frascos de vidro durante o evento, que podem ser utilizados como armas durante brigas eventuais. Assim como o ano passado, não será permitida a entrada de pessoas portando vasilhames de vidro. "Quem tiver com bebida, coloque dentro de um vasilhame de plástico para não ter problemas porque quem for flagrado terá a bebida apreendida", explica o tenente-coronel Elias, ressaltando que este ano também vai continuar com os detectores de metal. "O pessoal vai ficar nas portas da festa fiscalizando esta entrada", alerta o comandante.
Para evitar problemas com o policiamento na cidade, Elias explica que os policiais locais que estariam de férias serão convocados para trabalhar e receberão o pagamento pela hora extra. "A gente pegou o pessoal que estava de folga para não mexer no trabalho feito na cidade. Quem tiver de folga e for trabalhar vai ter as diárias pagas", esclarece Elias, acrescentando ainda que não haverá nenhuma mudança no patrulhamento ostensivo que é realizado na cidade. "Continua como estava nos outros locais da cidade", diz, adiantando que se for preciso, poderá solicitar reforço ao comando-geral.

Polícia Militar prende suspeito
de matar várias pessoas no interior

O agricultor José Pereira da Silva, 35 anos, foi preso ontem à tarde em Mossoró pelo Setor de Inteligência da Polícia Militar. Ele é apontado pelas autoridades como autor de pelo menos quatro homicídios em cidades do interior e estava sendo procurado a cerca de cinco anos devido a existência de um mandado de prisão. Ele foi preso em uma casa situada na Avenida Cunha da Mota, bairro Belo Horizonte, com um revólver calibre 38 municiado e uma faca peixeira. Dedé, como é mais conhecido, é tido como um homem perigoso e para alguns policiais ele pode estar por trás de até dez homicídios.
Segundo o delegado José Milton Rodrigues, que autuou o preso em flagrante por porte ilegal de armas, Dedé é o autor de homicídios em Mossoró, Martins, Governador Dix-sept Rosado e Limoeiro do Norte, no Ceará, de onde ele fugiu a cerca de cinco anos. "Ele está sendo autuado por porte ilegal de armas. Apesar de estar em uma casa, ele andava com a arma carregada na cintura", diz a autoridade, acrescentando que espera prova a ligação dele com vários crimes. "Nós ainda vamos interrogá-lo para tentar descobrir os crimes", destaca o delegado, que diz ter certeza de pelo menos quatro homicídios.
Diferentemente do que dizem os policiais, Dedé negou a sua participação na maioria dos crimes. Ele confessou apenas três - Mossoró, Governador e Limoeiro. Ao ser questionado pela imprensa, o preso disse: "Traga os pais e as mães desse povo pra provar que eu fiz isso. Num tenho nada a ver não. Eu só matei três e foi porque eles mexeram comigo", respondeu Dedé. "Ele pode até negar, mas a gente já sabe de pelo menos quatro crimes deles. O próprio delegado Rubério (Segunda Delegacia) já confirmou o nome dele em um inquérito de lá", esclarece o delegado Milton Rodrigues.



       




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