..:: JORNAL DE FATO ::.. JORNALISMO DE VERDADE
MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 06/06/2008 (ATUALIZADO: 01:57hs)
 
Untitled Document




» Carlos Eduardo pede tranqüilidade

» Joacy Pascoal tenta reaver diploma de suplente de deputado
» Partido da República decide se mantém candidatura
» Acordo leva Denise Abreu ao Senado


SUCESSÃO MUNICIPAL
Carlos Eduardo pede tranqüilidade
O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, fez um apelo para que a convenção municipal do PSB, marcada para o próximo dia 16, não tenha as cenas de violência ocorrida na reunião municipal da legenda. Ele disse que o partido não pode ser para agressões pessoais, xingamento, mas um lugar de discutir idéias e planos. "Espero que o espetáculo marginal não se repita mais. Não se concebe um partido político em que deve prevalecer a discussão de idéias, de posições políticas substituído por agressões pessoais, violência, por cheiração de cola, cachaça", destacou.
Ele considerou aplausos e vaias naturais, mas observou que a violência é "incompatível com a política, com um debate substantivo, de idéias, e devemos ter a liberdade de defender nosso ponto de vista. Espero que o partido não repita mais isso."
Sobre os filiados que votarão na convenção, o prefeito afirmou que continua desconhecendo as três mil novas filiações que o grupo do deputado federal Rogério Marinho afirma ter feito. "Não achei as fichas, não tem ata", comentou, afirmando que deverão ter direito a voto na convenção os cerca de 1.100 filiados. O presidente municipal do PSB detalhou que foi enviado um novo requerimento à executiva nacional do partido questionando as novas filiações.
O prefeito disse que espera a ratificação na convenção do apoio declarado da governadora Wilma de Faria à candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT). Carlos Eduardo evitou falar na vinda de integrantes da executiva nacional do PSB para acompanhar a convenção municipal do partido. "O partido tem condições de soberanamente escolher seu caminho", ressaltou.

REJEIÇÃO
Carlos Eduardo disse que espera reverter o índice de rejeição da candidata Fátima Bezerra, que chega a quase 25%.
"A rejeição é por conta que não começou a campanha. Por que rejeição? Rejeição a uma mulher honesta, mulher lutadora, mulher de espírito público, a uma mulher que tem história de vida tão bonita, que veio como a maioria das pessoas vieram do interior?", disse, em tom de desabafo, o prefeito de Natal.
Sobre os índices da candidata Micarla de Souza, que aponta para um crescimento, Carlos Eduardo analisou que o percentual favorável à deputada do Partido Verde está incluído entre os 25% de eleitores que já definiram em quem votar. "Mais de 70% ainda não definiu seu voto. A decisão do voto vamos saber nos dois momentos da campanha: na convenção, em que começam os comícios, as caminhadas, os encontros, e depois na televisão, em que há o grande engajamento. Aí é que vamos ver onde a cidade se incorpora", ressaltou.
Ele negou que esteja ocorrendo rejeição à chapa da coalizão. Para o prefeito, não há motivo para estranhar a aliança do PSB com o PMDB, já que ela ocorreu em 2000. "Essa união ocorreu em 2000 e beneficiou Wilma. O que interessa são os compromissos que tem na vida pública", completou. (Fonte: Tribuna do Norte)

Joacy Pascoal tenta reaver diploma
de suplente de deputado no TSE
O suplente de deputado federal Joacy Pascoal, deputado estadual na legislatura passada, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reaver diploma cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) devido à compra de voto, captação e gastos ilícitos de recursos nas eleições 2006.
O TRE cassou o diploma dele no último dia 17 de abril e o condenou a pagar multa de 20 mil Unidades de Referência Fiscal (UFIRs), cerca de R$ 21 mil. Com a cassação de Pascoal, que obteve 52.238 votos nas eleições de 2006, assumiu a primeira suplência o vereador de Natal Aluísio Machado (PSB), que conquistou 44.135 votos no último pleito.
Para cassar o diploma do suplente, o TRE/RN aceitou denúncia do Ministério Público Eleitoral de que Joacy teria utilizado equipamentos e funcionários da instituição pública SOS Vidas e oferecido vantagem pessoal na forma de assistência médica a eleitores em troca de votos durante a campanha eleitoral.
"A farta prova documental, pericial e testemunhal aponta para a prática dos ilícitos eleitorais", afirma o Tribunal.
O relator da representação, juiz Jarbas Bezerra, diz que eleitores eram encaminhados para exames e consultas em hospitais e levavam para essas unidades de saúde bilhetes assinados por funcionários da SOS Vidas. Junto com os bilhetes de recomendação para agilizar exames em hospitais como o Walfredo Gurgel, havia "santinhos" do candidato Joacy Pascoal.
Ao recorrer ao TSE, o suplente argumenta, por meio do recurso ordinário (RO 1635), que "os autos não noticiam doações de qualquer recurso financeiro, ou mesmo que pudessem ser estimados em dinheiro, diretamente para a campanha do candidato". O relator no TSE é o ministro Marcelo Ribeiro.

Partido da República decide se mantém candidatura ou se apoiará postulação de Rosado
O PR de Mossoró decidirá seu rumo nas eleições deste ano amanhã, em conversa em Natal entre o deputado federal João Maia, presidente estadual do partido, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, presidente da legenda em Mossoró, e o vereador Renato Fernandes, pré-candidato a prefeito do PR.
João Maia repassará aos aliados o teor da conversa de anteontem, em Brasília (DF), com a governadora Wilma de Faria (PSB), que tenta conquistar o apoio do PR à pré-candidatura a prefeito de Mossoró da deputada estadual Larissa Rosado (PSB).
O PR tem três caminhos na sucessão mossoroense - manutenção da candidatura de Renato Fernandes, apoio a Larissa Rosado ou à prefeita Fafá Rosado (DEM).
"A conversa de sábado, no apartamento de João Maia de Natal, será conclusiva, até porque sábado já são 7 de junho", informa Fernandes, referindo-se à proximidade do fim do prazo para convenções homologatórias de candidaturas, dia 30.
Na ocasião, a cúpula do PR também passará a limpo a política do Rio Grande do Norte e marcará a convenção do partido em Mossoró. "Nosso pensamento é fazê-la dia 22, que é o número do PR, mas isso ainda precisa ter confirmação de João Maia", diz Renato Fernandes, reiterando manutenção da pré-candidatura do partido à Prefeitura de Mossoró.

Acordo leva Denise Abreu ao Senado
Cida Fontes
Agência Estado

Brasília (AE) - O Governo e a oposição fecharam ontem acordo na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para iniciar na próxima quarta-feira, 11, as audiências públicas destinadas a esclarecer a operação de venda da Varig. A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) Denise Abreu, que denunciou ter sido pressionada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para facilitar a transação, estará frente a frente com outros ex-dirigentes da Anac e procuradores que participaram da negociação.
Entre os sete convidados estão Milton Zuanazzi, ex-presidente da Anac, o juiz Luiz Roberto Ayoub, que coordenou o processo de recuperação judicial da Varig, e Manoel Felipe Brandão, ex-procurador da Fazenda Nacional. Foram chamados ainda João Ilídio de Lima Filho, que foi procurador-geral da Anac, e os ex-diretores da agência, Leur Lomanto e Jorge Velozo. Todos foram convidados a prestar depoimento, já que a comissão só tem poder para convocar ministros.
Embora seu nome tenha sido aprovado pela comissão, o advogado Roberto Teixeira será chamado para a segunda audiência, marcada para o dia 18 deste mês, juntamente com funcionários e compradores da Varig. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), assumiu o compromisso de formalizar esse requerimento, que será assinado também pela oposição.
Teixeira é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi acusado por Denise Abreu de usar sua influência no governo para beneficiar os compradores da Varig e da Variglog.
A decisão de não medir força com a oposição foi tomada na véspera, em reunião, no Palácio do Planalto. Depois de consultar o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, e a própria Dilma, Jucá voltou ao Congresso para desarmar o PT, que já estava pronto para enfrentar o PSDB e o DEM.
A líder do bloco governista, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), ameaçava derrubar o convite a Denise Abreu e encerrar logo a polêmica. No entanto, foi convencida de que essa estratégia deixaria o governo na defensiva, levando Dilma Rousseff novamente à berlinda.




       




Todos os direitos reservados à Santos Editora de Jornais Ltda.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais sem prévia autorização.