

SUCESSÃO MUNICIPAL
Carlos
Eduardo pede tranqüilidade
O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves,
fez um apelo para que a convenção municipal do PSB,
marcada para o próximo dia 16, não tenha as cenas
de violência ocorrida na reunião municipal da legenda.
Ele disse que o partido não pode ser para agressões
pessoais, xingamento, mas um lugar de discutir idéias e planos.
"Espero que o espetáculo marginal não se repita
mais. Não se concebe um partido político em que deve
prevalecer a discussão de idéias, de posições
políticas substituído por agressões pessoais,
violência, por cheiração de cola, cachaça",
destacou.
Ele considerou aplausos e vaias naturais, mas observou que a violência
é "incompatível com a política, com um
debate substantivo, de idéias, e devemos ter a liberdade
de defender nosso ponto de vista. Espero que o partido não
repita mais isso."
Sobre os filiados que votarão na convenção,
o prefeito afirmou que continua desconhecendo as três mil
novas filiações que o grupo do deputado federal Rogério
Marinho afirma ter feito. "Não achei as fichas, não
tem ata", comentou, afirmando que deverão ter direito
a voto na convenção os cerca de 1.100 filiados. O
presidente municipal do PSB detalhou que foi enviado um novo requerimento
à executiva nacional do partido questionando as novas filiações.
O prefeito disse que espera a ratificação na convenção
do apoio declarado da governadora Wilma de Faria à candidatura
da deputada federal Fátima Bezerra (PT). Carlos Eduardo evitou
falar na vinda de integrantes da executiva nacional do PSB para
acompanhar a convenção municipal do partido. "O
partido tem condições de soberanamente escolher seu
caminho", ressaltou.
REJEIÇÃO
Carlos Eduardo disse que espera reverter o índice de rejeição
da candidata Fátima Bezerra, que chega a quase 25%.
"A rejeição é por conta que não
começou a campanha. Por que rejeição? Rejeição
a uma mulher honesta, mulher lutadora, mulher de espírito
público, a uma mulher que tem história de vida tão
bonita, que veio como a maioria das pessoas vieram do interior?",
disse, em tom de desabafo, o prefeito de Natal.
Sobre os índices da candidata Micarla de Souza, que aponta
para um crescimento, Carlos Eduardo analisou que o percentual favorável
à deputada do Partido Verde está incluído entre
os 25% de eleitores que já definiram em quem votar. "Mais
de 70% ainda não definiu seu voto. A decisão do voto
vamos saber nos dois momentos da campanha: na convenção,
em que começam os comícios, as caminhadas, os encontros,
e depois na televisão, em que há o grande engajamento.
Aí é que vamos ver onde a cidade se incorpora",
ressaltou.
Ele negou que esteja ocorrendo rejeição à chapa
da coalizão. Para o prefeito, não há motivo
para estranhar a aliança do PSB com o PMDB, já que
ela ocorreu em 2000. "Essa união ocorreu em 2000 e beneficiou
Wilma. O que interessa são os compromissos que tem na vida
pública", completou. (Fonte: Tribuna do Norte)
Joacy
Pascoal tenta reaver diploma
de suplente de deputado no TSE
O suplente de deputado federal Joacy Pascoal,
deputado estadual na legislatura passada, recorreu ao Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) para reaver diploma cassado pelo Tribunal Regional
Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) devido à compra
de voto, captação e gastos ilícitos de recursos
nas eleições 2006.
O TRE cassou o diploma dele no último dia 17 de abril e o
condenou a pagar multa de 20 mil Unidades de Referência Fiscal
(UFIRs), cerca de R$ 21 mil. Com a cassação de Pascoal,
que obteve 52.238 votos nas eleições de 2006, assumiu
a primeira suplência o vereador de Natal Aluísio Machado
(PSB), que conquistou 44.135 votos no último pleito.
Para cassar o diploma do suplente, o TRE/RN aceitou denúncia
do Ministério Público Eleitoral de que Joacy teria
utilizado equipamentos e funcionários da instituição
pública SOS Vidas e oferecido vantagem pessoal na forma de
assistência médica a eleitores em troca de votos durante
a campanha eleitoral.
"A farta prova documental, pericial e testemunhal aponta para
a prática dos ilícitos eleitorais", afirma o
Tribunal.
O relator da representação, juiz Jarbas Bezerra, diz
que eleitores eram encaminhados para exames e consultas em hospitais
e levavam para essas unidades de saúde bilhetes assinados
por funcionários da SOS Vidas. Junto com os bilhetes de recomendação
para agilizar exames em hospitais como o Walfredo Gurgel, havia
"santinhos" do candidato Joacy Pascoal.
Ao recorrer ao TSE, o suplente argumenta, por meio do recurso ordinário
(RO 1635), que "os autos não noticiam doações
de qualquer recurso financeiro, ou mesmo que pudessem ser estimados
em dinheiro, diretamente para a campanha do candidato". O relator
no TSE é o ministro Marcelo Ribeiro.

Partido
da República decide se mantém candidatura ou se apoiará
postulação de Rosado
O PR de Mossoró decidirá seu
rumo nas eleições deste ano amanhã, em conversa
em Natal entre o deputado federal João Maia, presidente estadual
do partido, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico,
Marcelo Rosado, presidente da legenda em Mossoró, e o vereador
Renato Fernandes, pré-candidato a prefeito do PR.
João Maia repassará aos aliados o teor da conversa
de anteontem, em Brasília (DF), com a governadora Wilma de
Faria (PSB), que tenta conquistar o apoio do PR à pré-candidatura
a prefeito de Mossoró da deputada estadual Larissa Rosado
(PSB).
O PR tem três caminhos na sucessão mossoroense - manutenção
da candidatura de Renato Fernandes, apoio a Larissa Rosado ou à
prefeita Fafá Rosado (DEM).
"A conversa de sábado, no apartamento de João
Maia de Natal, será conclusiva, até porque sábado
já são 7 de junho", informa Fernandes, referindo-se
à proximidade do fim do prazo para convenções
homologatórias de candidaturas, dia 30.
Na ocasião, a cúpula do PR também passará
a limpo a política do Rio Grande do Norte e marcará
a convenção do partido em Mossoró. "Nosso
pensamento é fazê-la dia 22, que é o número
do PR, mas isso ainda precisa ter confirmação de João
Maia", diz Renato Fernandes, reiterando manutenção
da pré-candidatura do partido à Prefeitura de Mossoró.
Acordo
leva Denise Abreu ao Senado
Cida Fontes
Agência Estado
Brasília (AE) - O Governo e a oposição fecharam
ontem acordo na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para
iniciar na próxima quarta-feira, 11, as audiências
públicas destinadas a esclarecer a operação
de venda da Varig. A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação
Civil (ANAC) Denise Abreu, que denunciou ter sido pressionada pela
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para facilitar a transação,
estará frente a frente com outros ex-dirigentes da Anac e
procuradores que participaram da negociação.
Entre os sete convidados estão Milton Zuanazzi, ex-presidente
da Anac, o juiz Luiz Roberto Ayoub, que coordenou o processo de
recuperação judicial da Varig, e Manoel Felipe Brandão,
ex-procurador da Fazenda Nacional. Foram chamados ainda João
Ilídio de Lima Filho, que foi procurador-geral da Anac, e
os ex-diretores da agência, Leur Lomanto e Jorge Velozo. Todos
foram convidados a prestar depoimento, já que a comissão
só tem poder para convocar ministros.
Embora seu nome tenha sido aprovado pela comissão, o advogado
Roberto Teixeira será chamado para a segunda audiência,
marcada para o dia 18 deste mês, juntamente com funcionários
e compradores da Varig. O líder do governo, senador Romero
Jucá (PMDB-RR), assumiu o compromisso de formalizar esse
requerimento, que será assinado também pela oposição.
Teixeira é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e foi acusado por Denise Abreu de usar sua influência
no governo para beneficiar os compradores da Varig e da Variglog.
A decisão de não medir força com a oposição
foi tomada na véspera, em reunião, no Palácio
do Planalto. Depois de consultar o ministro de Relações
Institucionais, José Múcio, e a própria Dilma,
Jucá voltou ao Congresso para desarmar o PT, que já
estava pronto para enfrentar o PSDB e o DEM.
A líder do bloco governista, senadora Ideli Salvatti (PT-SC),
ameaçava derrubar o convite a Denise Abreu e encerrar logo
a polêmica. No entanto, foi convencida de que essa estratégia
deixaria o governo na defensiva, levando Dilma Rousseff novamente
à berlinda.
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