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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 06/06/2008 (ATUALIZADO: 01:57hs)
 
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Aquela noite de carnaval
Toda de manhã, depois que assino o ponto no trabalho, dou uma voltinha pelo centro da cidade, minutos, à procura de assunto para a crônica do dia. Mais na intenção de cruzar-me com algum conterrâneo dos velhos tempos, que os da minha idade, ou mais velhos, sempre me avivam lembranças, coisas de que eu já havia esquecido, pois não sou lá muito seguro de memória.
E é o que vem a suceder, uma vez ou outra. Nem sempre, porém, se dá a conversa entre nós, porque o conterrâneo vem aqui com pressa de ir ao doutor, tratar de algum negócio, qualquer coisa assim. Mas, mesmo assim, quase sempre há insinuação, da parte do conterrâneo, de ter alguma coisa a comentar comigo, tão logo seja dada a oportunidade, quem sabe lá mesmo em Areia Branca.
Mas hoje não foi tanto assim; um amigo da minha infância que eu não avistava havia um pedaço de tempo, sentou comigo numa lanchonete, que escolhemos pela reduzida presença de fregueses, assim poderíamos conversar mais à vontade. E foi logo ele me perguntando se eu me lembrava bem dos bailes de carnaval na Prefeitura, e me trouxe coisas já soterradas na minha lembrança.
Sim, me lembrava muito bem dos bailes de carnaval da Prefeitura, lhe disse, mas que de há muito me haviam fugido da memória aquelas coisas que ele me contava, e era como se ainda estivesse vendo. Um escândalo, por exemplo, provocado por uma determinada senhora da sociedade, com ciúme do marido, que supunha de amores com uma certa senhorita do mesmo ombro social. Foi um pega dos diabos.
A senhorita, me lembro bem, era muito bonita, estudava fora, uma verdadeira beldade, que o leitor chamará se quiser, uma fada, uma deusa, e depois dessa confusão poucas vezes, pouquíssimas, veio à cidade, dos seus estudos em Natal, envergonhada do escândalo, talvez. Mas concluindo. O amigo se despediu para sua consulta médica, e eu voltei para o trabalho a recordar detalhes do excesso de ciúme, naquela noite de carnaval.

Pesquisas
Candidata à prefeitura de Natal, a deputada Fátima Bezerra continua caindo nas pesquisas de opinião pública, à medida que sobe sua adversária, Micarla. Bem pode ser efeito da sua (dela, Fátima) incoerência política, que um eleitor mais esclarecido, como se supõe o da Capital, não pode aceitar.

Pasto
Ano de eleição, pasto farto para boquirrotos e boateiros, tradicionais e do tempo.

Escaramuça
O povo quer saber no que deu, ou vai dar, a escaramuça contra a câmara municipal de Mossoró.

LINGUAGEM
Leitor do Jornal de Fato quer saber qual é feminino de oficial de justiça. Pode parecer estranho, mas é "oficiala de justiça", como o feminino de bacharel é bacharela e o de coronel coronela. Entretanto, os nomes terminados em -NTE podem ser usados como comuns-de-dois: o/a estudante, o/a comandante. Com igual acerto, flexionam-se tais substantivos: o comandante, a comandanta, o presidente, a presidenta, o parente, a parenta. O substantivo "chefe" é sempre comum-de-dois: o chefe, a chefe. Quer dizer, não sofre flexão (chefa). Por igual, "hóspede": o hóspede, a hóspede.



       




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