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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 06/06/2008 (ATUALIZADO: 01:57hs)
 
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Para quem queria refinaria
de petróleo
Neste modesto espaço defendi que a chamada "classe política" do Rio Grande do Norte estava equivocada quando queria disputar a refinaria de duzentos mil barris de petróleo/dia com Pernambuco. Indústria que faz produto final fica perto do consumidor e não necessariamente perto das fontes de matéria-prima. Especialmente quando as fontes não têm a matéria-prima necessária. O Rio grande do Norte produz menos de cem mil barris de petróleo/dia, consome muito menos e queria uma refinaria de 200 mil barris/dia, disputando com Pernambuco que tem um grande mercado consumidor num raio de 200Km com Recife e sua populosa região metropolitana, mas João pessoa e Maceió, além de ser a terra do presidente da República, já que insistem nesse argumento nada técnico e é também o berço de Abreu e Lima, herói venezuelano, ídolo de Hugo Chávez, cuja petrolífera PDVSA vai entrar com metade do investimento e quase todo o óleo a ser refinado. Bradei aqui como quem brada no deserto, contra o coro dos insensatos e dos bravateiros de plantão. Dizia diariamente que se o RN queria uma refinaria que começasse a encarar Guamaré como tal e reivindicasse a sua transformação em refinaria de gasolina, pois que ali já funcionam plantas industriais onde são produzidos óleo diesel, querosene de aviação, gás natural, GLP (gás de cozinha) e biodiesel. Como pouco conhecedor do assunto defendi que poderíamos facilmente chegar a 50 mil barris de petróleo/dia. Agora vejo no site do Governo do Estado que minha tese estava correta e que podemos ir mais longe. Nada menos que 80 mil barris/dia, o que transforma o pólo industrial da cidade em uma refinaria e planta a semente definitiva de um pólo petroquímico de altíssimo valor. Para nós leigos termos uma idéia mínima da força dessa refinaria de 80 mil barris, basta entender que um barril representa 159 litros e que 80 mil deles contém nada menos que 12 milhões, 720 mil litros diários, ou seja, 424 carretas-pipa de combustíveis diariamente. É mais importante do que a Petrobras tinha na Bolívia. O anúncio lança por terra a discurseira das "compensações". O RN não precisava de compensações, pois a presença da Petrobras já por demais positiva para nosso Estado. Para que "compensações periféricas, se podíamos ver viabilizada a um custo baixíssimo, a nossa própria refinaria? Mas uma refinaria do tamanho do RN, da sua produção petrolífera, das suas reais potencialidades de produção e consumo. O fato é que com essa conquista o RN sai da área de exploração para a área de produção da Petrobras. Isto para os leigos pode não dizer nada, mas é uma mudança de grande impacto. Além disso, o RN vai passar a materializar o seu sonho frustrado por José Serra quando senador, de receber uma grana grossa de ICMS de petróleo. Queríamos o ICMS do petróleo bruto e ele não deixou passar no Senado. Agora teremos o ICMS da gasolina e de tudo o mais que ali se produz e se poderá vir a produzir.

Estratosféricos
Os juros básicos aumentaram 0,5% na última reunião na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM). Foi para 12,25%. Ouvi Joelmir Beting, comentarista econômico que admiro e respeito. Ele dizia que os juros brasileiros agora são estratosféricos. É bem verdade que ainda é o mais alto do mundo. Só acho que para ser sincero, meu querido Beting deveria lembrar que quando Lula assumiu a taxa era de 24,%. Exatamente o dobro de hoje. Portanto, se os juros hoje são estratosféricos, o que dizer do período tucano. Tudo bem. Mas o que deixa qualquer cidadão sério indignado é que quem critica o governo Lula pelos juros altos está a serviço dos tucanos e demos que no governo deixaram as taxas no dobro de hoje. Na imprensa brasileira, hoje falta seriedade até mesmo aos mais sérios jornalistas. Quem quiser sobreviver num órgão da grande imprensa tem que beijar o cinturão do dono. Que o digam Paulo Henrique Amorim e Franklin Martins.

Fotolegenda
"Se eu falar cai a república paulista". Eis a frase lapidar de Paulinho Pereira, da Força Sindical, deputado federal acusado de corrupção num esquema que estaria arrancando dinheiro do BNDES. Ele abriu o jogo na Folha de S.Paulo, acusou José Serra sem meias palavras, mas guardou as informações mais pesadas para quando o coisa pesar mais contra ele. Acredito piamente que tudo vai maneirar daqui para frente. Todos sabem como Serra age. Que o digam Tasso Jereissati, Paulo Renato, Roseana Sarney, Ciro Gomes e até mesmo Aluísio Mercadante, vítima maior de um dossiê "comprado" por petistas e que nunca apareceu, não consegui derrotar Lula, mas conseguiu garantir a vitória de Serra contra Mercadante.

 



       




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