

VIOLÊNCIA
Jovem
mata criança e fere três adultos
Andrey Ricardo
Da Redação
Uma criança de apenas seis anos foi morta na noite de sábado
passado durante um atentado e outras três pessoas foram baleadas
- uma delas está em estado grave e corre risco de morte.
O principal suspeito é Romário Barbosa da Silva. Ele
é flanelinha, tem 19 anos, mora no conjunto Nova Vida (antiga
Malvinas), onde o crime aconteceu, e já responde a um processo.
Segundo o levantamento inicial, a causa do ataque pode ser devido
a uma disputa entre gangues que atuam naquele setor da cidade.
O ataque ocorreu por volta das 21h de sábado passado. Cinco
adultos e a menina Aurisneide Faustino Pereira, 6, estavam na calçada
de uma casa situada na Rua Carmelita V. da Silva, 275, conjunto
Nova Vida. Segundo o relato da mãe dela, Lidiane Faustino
Pereira, que também foi alvejada com um tiro de revólver
na perna esquerda, o suspeito atirou sem motivo aparente. O bandido
chegou à esquina e de lá sacou seu revólver.
Foram efetuados seis disparos a uma distância média
de 20 metros. Aurisneide foi baleada no olho e no ombro e morreu
ao dar entrada em uma unidade hospitalar da cidade.
Além da mãe e da criança, duas outras pessoas
foram feridas. Um vizinho, identificado como Ivanildo, foi atingido
na perna. Ele não estava sentado com as outras pessoas. "Ele
ia saindo de casa e levou um tiro na perna assim como o meu",
diz Lidiane, acrescentando ainda que o outro rapaz, conhecido apenas
como Machado, sofreu um tiro na cabeça. O projétil
entrou pela parte da frente e saiu por trás. Ela conta ainda
que na tarde de ontem ouviu comentários de que o jovem estava
com morte cerebral. "Pelo que soube, ele tá só
com os aparelhos porque o cérebro já morreu",
relata a vítima.
O caso está sendo apurado pela Primeira Delegacia de Polícia
Civil, mas até o fim da tarde de ontem ainda não havia
sido iniciada a investigação. O delegado Antônio
Pinto, chefe daquela distrital, informou que ainda não havia
recebido os procedimentos realizados pela equipe do Plantão,
que atendeu a ocorrência naquela noite. Um dos policiais daquela
DP disse à reportagem que suspeita de um acerto de contas
entre dois grupos rivais daquele local, mas que não descarta
outras hipóteses. A partir de hoje, as testemunhas começaram
a ser ouvidas. Os primeiros serão os familiares da menina
morta.
Depoimento
revela alvo do suspeito
Em depoimento prestado no dia 25 de março deste ano, quando
foi preso pela Polícia Militar acusado de portar uma arma
ilegalmente, Romário Barbosa confessou que tinha comprado
uma arma porque estava sendo ameaçado de morte por uma pessoa
que ele conhecia só como "Preto". Essa mesma pessoa
era uma das seis que estavam sentadas na calçada no momento
do ataque que resultou na morte de uma menina de seis anos.
"Eu acho que ele queria matar Preto", comenta uma senhora
que mora perto da casa onde o crime aconteceu. "Ele tinha um
problema com ele. Só pode ser isso", complementou, ao
ser indagada pela reportagem sobre o que teria provocado o ataque.
Em contrapartida, um outro morador, discordou da versão da
vizinha. "Eu acho que se ele tivesse com vontade de matar Preto,
ele tinha ido lá e atirado só nele. Pra mim, ele atirou
pra matar qualquer um".
Segundo informações de um outro policial, Romarinho
foi apreendido diversas vezes na época que era menor de idade
pela prática de furtos. Apesar de possuir uma extensa ficha
criminal e falar em depoimento que andava armado para matar um de
seus inimigos, o jovem passou poucos dias presos e foi recolocado
em liberdade. O único processo que atualmente consta em ficha
dele é um que está em andamento na 2ª Vara Criminal
de Mossoró.
Vítima
morre ao reagir durante assalto
Andrey Ricardo
Da Redação
Triunfo Potiguar - O eletricista mossoroense José Etelvino
da Silva, 58 anos, foi morto com dois tiros na noite de domingo
passado ao trocar tiros com integrantes de uma quadrilha de assaltantes.
Ele e sua mulher, Maria Lindalva da Costa, 63 anos, que também
foi baleada de raspão, iam para a cidade de Caruaru (PE)
em um carro de linha, mas foram interceptados a seis quilômetros
desta cidade. Ele reagiu e foi morto pela quadrilha, que pode estar
por trás de vários assaltos que tem ocorrido naquela
região.
O eletricista, que trabalhava no Hospital Regional Tarcísio
Maia (HRTM), em Mossoró, saiu daquela cidade juntamente com
outros dois carros. No dele, estava sua esposa e outras cinco. Os
quatro bandidos, que estavam armados com pistolas de calibre 380
e estavam com o rosto coberto, tentaram fazer a abordagem em um
dos carros que seguiam no comboio em direção à
cidade de Jucurutu. O motorista do carro de José percebeu
a ação e tentou fugir, voltando em direção
a Triunfo Potiguar. Ele foi perseguido pelos assaltantes, que estavam
em um WV Pólo de cor preta que foi roubado em Caraúbas.
Os bandidos emparelharam o Pólo com a Van e atiraram contra
os pneus para fazer o motorista parar. De dentro da Van, Etelvino,
que estava com um revólver de calibre 38, revidou, atirando
contra os assaltantes. Ele estava sentado no banco da frente e levou
a pior, vindo a óbito ao dar entrada em um hospital da cidade.
Os outros passageiros saíram ilesos do ataque, enquanto a
quadrilha fugiu. Sua mulher foi atingida de raspão no tórax
e ainda ontem recebeu alta médica. Segundo informações
não confirmadas pela Polícia, um dos bandidos pode
ter sido baleado pela vítima.
De acordo com o delegado Roberto Moura, que responde pela Regional
da cidade de Patu e auxilia nas investigações conduzidas
pela delegada de Caraúbas, Sheila Maria, existe a suspeita
de que os assaltantes sejam os mesmos que na noite do sábado
passado tenha feito dois assaltos. O primeiro foi na cidade de Caraúbas,
onde eles roubaram um Pólo e o outro foi na BR-304, entre
Mossoró e Assu. Na ocasião, o motorista do ônibus
foi obrigado a dirigir até um matagal, onde os bandidos tomaram
objetos particulares e dinheiro dos passageiros e funcionários
da empresa.
Ainda de acordo com o delegado de Patu, alguns integrantes dessa
quadrilha já são velhos conhecidos das autoridades
locais e parte deles já chegou a ser presa acusada de cometer
outros crimes, como assaltos, homicídios e outros. Ele diz
que não tem como precisar a quantidade de assaltos em que
essa quadrilha esteja envolvida. "Eles já vêm
agindo naquela região há muito tempo. Não dá
para dizer o número de assaltos que eles já fizeram.
Para se ter uma idéia, em menos de uma semana foram três",
esclarece Moura, acrescentando que a Polícia trabalha para
prender o grupo.
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