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ESCOLAS
Recesso
terá uma semana a menos
Edilson Damasceno
Da Redação
A permanência de famílias desabrigadas em escolas da
rede pública municipal por um período de 20 dias não
causou danos às unidades. Os únicos problemas registrados
são pequenos, como hélices de ventiladores e fechaduras
de portas danificadas. Pelo menos foi esse o cenário encontrado
na Escola Municipal Celina Guimarães Viana, no bairro Barrocas,
que acomodou 22 famílias vítimas da cheia do rio Mossoró,
ocorrida no início do mês de abril passado. A Defesa
Civil anunciou que um relatório detalhará a situação
das escolas. O documento, conforme informações da
coordenadora Fátima Moreira será concluído
nesta terça-feira.
Segundo a coordenadora da Defesa Civil, todas as famílias
que estavam ocupando escolas já retornaram para suas casas.
Fátima informa que apenas três unidades da Gerência
do Desenvolvimento Social continuam ocupadas. "São famílias
que moram nas áreas mais críticas", afirma.
Catorze escolas da rede municipal de ensino foram utilizadas pela
Defesa Civil como abrigo às famílias. Da rede estadual,
foram 18 escolas. Por conta da ocupação, as aulas
foram suspensas e serão repostas. No município, a
Gerência executiva da Educação já avisou
que o calendário escolar não será alterado.
Os alunos terão uma semana a menos no recesso escolar em
junho, e uma a mais no final do ano.
Nas escolas estaduais, a diretora da 12ª Diretoria Regional
de Educação (DIRED), Célida Linhares, informou
que a Secretaria Estadual de Educação está
definindo como será o calendário. Provavelmente seguirá
o mesmo modelo adotado pela Gerência Executiva da Educação
de Mossoró. Ela informa que quando houver definição
reunirá diretores das escolas. "Tivemos 15 dias sem
aula", afirma Célida.
Não houve danos à estrutura das escolas municipais
e estaduais que serviram como abrigo. Nas unidades do Estado, Célida
Linhares informou que a Secretaria de Educação enviará
uma equipe de engenheiros para fazer vistoria nas unidades. "O
que precisar ser reparado, vai ser", diz.
Aulas
Na Escola Municipal Celina Guimarães Viana, segundo a coordenadora
pedagógica Lúcia Helena, as aulas foram retomadas
na quarta-feira da semana passada. Ela informa que os alunos ficaram
chateados com a reposição de aulas anunciada.
Ela explica que o recesso escolar, previsto inicialmente para o
dia 21 de junho, será iniciado no dia 28. O ano letivo terminará
em 12 de dezembro, e agora vai até o dia 17. Além
disso, a escola vai trabalhar quatro sábados letivos. "Os
alunos não gostaram e disseram que não tinham nada
com o problema. Mas temos que cumprir os 200 dias letivos",
comenta.
A coordenadora explica ainda que os sábados serão
utilizados para garantir a complementação dos dias
que faltam ao cumprimento do ano letivo. Segundo ela, a escola fará
programação diferenciada, com gincanas, concurso de
literatura e aula de campo.
A exemplo do que ocorre nas escolas municipais, a diretora da 12ª
Dired informa que as aulas também já foram reiniciadas
nas unidades que serviram de abrigo às famílias.
Famílias
saíram de áreas ribeirinhas
As 32 escolas, sendo 14 municipais e 18 estaduais, que foram utilizadas
como abrigo para as famílias vítimas da cheia do rio
Mossoró, ocuparam as unidades logo nos primeiros dias de
abril. Os desabrigados moram em áreas de risco, localizadas
nos bairros Alto da Conceição, Ilha de Santa Luzia,
Paredões e Barrocas, e foram retiradas de suas casas pela
Defesa Civil.
A cheia do rio Mossoró chegou a um nível dois metros
e 40 centímetros acima do normal. Foram 15 dias sem aula,
e isso provocou alagamentos em várias ruas de bairros periféricos,
invadindo casas e estabelecimentos comerciais.
Em relatório elaborado pela Defesa Civil, os prejuízos
causados pelas chuvas em Mossoró chega a R$ 48 milhões
- envolvendo problemas de ordem estrutural, na economia (fruticultura
irrigada e no parque salineiro), além de causar prejuízo
também na zona rural. O documento já foi enviado à
Defesa Civil Nacional - órgão do Ministério
da Integração (MIN).
Retorno
As famílias começaram a voltar às suas casas
em virtude de roubos que estavam sendo realizados nos imóveis.
A Defesa Civil constatou que antenas parabólicas, janelas
e portas estavam sendo levadas por ladrões. As famílias
que poderiam arcar com as despesas, resolveram reocupar suas casas.
A relocação das famílias que estavam alojadas
nas escolas foi concluída no sábado passado. O planejamento
da Defesa Civil foi para que as famílias que morassem mais
próximas as áreas de risco fossem as últimas.
Isso para evitar que houvesse nova cheia do rio Mossoró.
Ruas
As chuvas registradas em abril provocaram problemas na malha viária
de Mossoró. Ruas e avenidas mais movimentadas da cidade estão
esburacadas, como a Rio Branco. O recapeamento será realizado
ainda neste semestre.
Saúde
vai fazer balanço de ações na quinta-feira
A Saúde Pública em Mossoró
será tema de debate quinta-feira, 8, às 9h, na Câmara
Municipal. As autoridades municipais da área, secretário
municipal da Cidadania, Francisco Carlos Carvalho, e gerente executiva
da Saúde, Dorinha Burlamaqui, prestarão contas das
ações dos três primeiros meses deste ano.
Eles também analisarão dificuldades e avanços
do segmento, responderão a perguntas dos vereadores e do
público, que tem direito à voz porque se trata de
audiência pública. A reunião é trimestral
e atende à recomendação do Ministério
Público para cumprimento de lei federal em favor da transparência
na Saúde.
Na ocasião, a Prefeitura apresentará também
relatório de trabalho da Saúde para os quatro trimestres
deste ano. A audiência pública estava agendada para
o dia 24 do mês passado, mas foi adiada a pedido da Secretaria
Municipal da Cidadania.
"Faremos um balanço do que foi arrecadado e o que foi
aplicado em prol da transparência do setor. É importante
a participação da sociedade na reunião de quinta-feira
para discutirmos e colher sugestões melhorias da Saúde
Pública do nosso município", informa Francisco
Carlos Carvalho.
Um dos temas presentes na audiência pública é
a dívida do Governo do Estado com a Prefeitura, que custeou
serviços de responsabilidade da Secretaria Estadual da Saúde
Pública (SESAP) e aguarda ressarcimento.
O pagamento e outros compromissos foram acertados com o secretário
estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti, na mais recente visita
dele a Mossoró, em fevereiro passado, mas a Prefeitura ainda
aguarda cumprimento de acordos.
Entre eles, pagamento por plantões médicos no Hospital
Regional Tarcísio Maia (HRTM) e investimento em serviços
de anestesiologia e oncologia. "Queremos colocar o que foi
acordado no papel para forçar o cumprimento", revela
Francisco Carlos.
Ficro
será lançada quinta-feira com
expectativa de crescer 20% neste ano
Regy Carte
Da Redação
A 21ª edição da Feira Industrial e Comercial
da Região Oeste (FICRO) será lançada quinta-feira,
às 20h, na TV Cabo Mossoró (TCM), com expectativa
de aumento do número de estandes de 308 para 360 - crescimento
de cerca de 20% em relação a 2007. A Ficro ocorrerá
de 21 a 24 de agosto, no Centro de Exposições e Eventos
de Mossoró (EXPOCENTER).
Confirmada a presença no lançamento da prefeita Fafá
Rosado, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico
e representante da governadora Wilma de Faria, Marcelo Rosado, diretores
do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (SEBRAE), Banco do Brasil, Petrobras e de outros parceiros
do evento.
Na ocasião, também será lançada a 3ª
edição do Mossoró Mostra Moda - a feira de
moda da Ficro -, que ocorrerá no pavilhão multiuso
do Expocenter, em fase de acabamento e que deverá ser inaugurado
no meio do ano. Já o auditório, com 750 lugares, deverá
ser concluído em dezembro.
O Expocenter também dispõe de área aberta de
115 mil metros quadrados, na qual serão instalados os estandes,
praça de alimentação e parques da Ficro. "A
feira tem crescido a cada edição e a expectativa é
de superar o sucesso da edição de 2007", diz
a administradora geral da feira, Milene Moreira.
INSPIRAÇÃO CHINESA
O tema da XXI Ficro é "Um Império de Oportunidades",
numa referencia à China, economia que mais cresce no mundo
e sede das Olimpíadas de 2008, por isso, centro das atenções
do planeta neste ano.
Na visão dos organizadores da feira, Mossoró, como
a China - guardadas as devidas proporções, lógico
-, também oferece boas oportunidades de negócios,
já que está entre as 27 cidades mais dinâmicas
do Brasil, segundo o jornal Gazeta Mercantil, e é uma das
que mais crescem no Nordeste.
"Como a China, a Ficro é um império de oportunidades
para os empresários que sabem investir e que querem fechar
excelentes negócios", compara o presidente da Associação
Industrial e Comercial de Mossoró (ACIM), Vilmar Pereira,
que acredita em considerável incremento neste ano.
Em 2007, os negócios movimentaram mais de R$ 10 milhões,
impulsionados, sobretudo, pelo segmento da construção
civil, dos que mais crescem em Mossoró pelo início
da era da verticalização na cidade. Cerca de 160 mil
pessoas visitaram a feira no ano passado, segundo a Acim, organizadora
do evento.
Bares
erguem tapumes contra menores
Esdras Marchezan
Da Redação
O Juizado da Infância e Juventude de Mossoró decidiu
agir com rigor na fiscalização sobre a presença
de adolescentes e venda de bebidas alcoólicas aos menores
em bares e casas de shows da cidade. De 2005 para cá, 79
proprietários foram autuados pelos agentes judiciários
de proteção e tiveram de pagar multa, com valor que
varia entre três e vinte salários mínimos. Neste
ano, cinco atos infracionais foram feitos contra pessoas de Mossoró
e Serra do Mel, o que levou os comerciantes do ramo a buscar uma
forma de inibir a entrada de menores nos locais de festa.
No bairro Quixabeirinha, os bares decidiram levantar 'tapumes' na
frente e controlar o acesso às matinês que acontecem
todos os fins de semana. A explicação para a medida
é simples: "Tô cansado de pagar multa por causa
desses meninos que insistem em ficar na festa. O jeito é
fazer isso para não ter mais prejuízo", explica
o comerciante Alexsandro Ernesto dos Santos, 30 anos, um dos comerciantes
que tiveram a idéia dos 'tapumes'. Ele já responde
a dois atos infracionais e está pagando multa equivalente
a seis salários mínimos (R$ 2.490). "Não
tem como agüentar esse prejuízo. Já tirei até
a sinuca do bar para não ter mais problema", disse.
A fiscalização judiciária é feita nos
finais de semana, feriados e dias de festa. São 100 agentes
de proteção, todos voluntários. No ano passado,
24 comerciantes foram autuados e obrigados ao pagamento de multa.
Em 2006, o total de autuações por esse tipo de infração
foi 35 casos. Em 2005, dez pessoas responderam processos.
"Isso é uma forma de conscientizar os comerciantes e
evitarem a venda de bebidas alcoólicas a menores e também
a presença deles em festas que possam lhes colocar em situação
de risco", comenta a juíza da Vara da Infância
e Juventude de Mossoró, Fátima Maria Soares.
Todo o dinheiro arrecadado com multas é revertido ao Fundo
da Infância e Adolescência (FIA).
Buracos
em contorno na BR-405 levam perigo a motoristas que passam por local
Dois buracos de grande dimensão no
contorno da rodovia federal BR-405 no trevo em Mossoró que
dá acesso ao município de Apodi está obrigando
os motoristas que passam pelo local a ter mais atenção
naquele trecho. Os buracos foram abertos pelas chuvas, e desde então
não foram submetidos a reparo.
Com a ausência de placas de sinalização no trecho,
os motoristas só percebem os buracos depois de entrar no
contorno da rodovia. "Isso aqui é um perigo para qualquer
um que passe. A pessoa quando percebe já tá dentro
do buraco. É imoral", contou o comerciante Pedro José
Garcia, 32 anos.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT) pretendia
fazer os reparos no trecho da rodovia na semana passada, mas não
foi feito nada. Os serviços para tapar os buracos serão
feitos nesta semana, conforme um funcionário do departamento
informou à reportagem do DE FATO.
O caminhoneiro José Luís Soares, 45 anos, comentou
que nos períodos pós-chuvas é comum encontrar
dificuldades nas estradas que cortam o país. Ele ressaltou
que é importante que os órgãos competentes
resolvam os problemas o mais rápido possível para
evitar acidentes. "Uma coisa como um buraco desses é
algo muito perigoso, sem contar que durante a noite fica mais perigoso,
seja por causa dos bandidos, ou mesmo porque a visualização
é pior também. Por isso que a solução
é resolver logo", disse.
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