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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 06/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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» Recesso terá uma semana a menos

» Saúde vai fazer balanço de ações na quinta-feira
» Ficro será lançada quinta-feira com expectativa de crescer
» Bares erguem tapumes contra menores
» Buracos em contorno na BR-405 levam perigo a motoristas


ESCOLAS
Recesso terá uma semana a menos
Edilson Damasceno
Da Redação

A permanência de famílias desabrigadas em escolas da rede pública municipal por um período de 20 dias não causou danos às unidades. Os únicos problemas registrados são pequenos, como hélices de ventiladores e fechaduras de portas danificadas. Pelo menos foi esse o cenário encontrado na Escola Municipal Celina Guimarães Viana, no bairro Barrocas, que acomodou 22 famílias vítimas da cheia do rio Mossoró, ocorrida no início do mês de abril passado. A Defesa Civil anunciou que um relatório detalhará a situação das escolas. O documento, conforme informações da coordenadora Fátima Moreira será concluído nesta terça-feira.
Segundo a coordenadora da Defesa Civil, todas as famílias que estavam ocupando escolas já retornaram para suas casas. Fátima informa que apenas três unidades da Gerência do Desenvolvimento Social continuam ocupadas. "São famílias que moram nas áreas mais críticas", afirma.
Catorze escolas da rede municipal de ensino foram utilizadas pela Defesa Civil como abrigo às famílias. Da rede estadual, foram 18 escolas. Por conta da ocupação, as aulas foram suspensas e serão repostas. No município, a Gerência executiva da Educação já avisou que o calendário escolar não será alterado. Os alunos terão uma semana a menos no recesso escolar em junho, e uma a mais no final do ano.
Nas escolas estaduais, a diretora da 12ª Diretoria Regional de Educação (DIRED), Célida Linhares, informou que a Secretaria Estadual de Educação está definindo como será o calendário. Provavelmente seguirá o mesmo modelo adotado pela Gerência Executiva da Educação de Mossoró. Ela informa que quando houver definição reunirá diretores das escolas. "Tivemos 15 dias sem aula", afirma Célida.
Não houve danos à estrutura das escolas municipais e estaduais que serviram como abrigo. Nas unidades do Estado, Célida Linhares informou que a Secretaria de Educação enviará uma equipe de engenheiros para fazer vistoria nas unidades. "O que precisar ser reparado, vai ser", diz.
Aulas
Na Escola Municipal Celina Guimarães Viana, segundo a coordenadora pedagógica Lúcia Helena, as aulas foram retomadas na quarta-feira da semana passada. Ela informa que os alunos ficaram chateados com a reposição de aulas anunciada.
Ela explica que o recesso escolar, previsto inicialmente para o dia 21 de junho, será iniciado no dia 28. O ano letivo terminará em 12 de dezembro, e agora vai até o dia 17. Além disso, a escola vai trabalhar quatro sábados letivos. "Os alunos não gostaram e disseram que não tinham nada com o problema. Mas temos que cumprir os 200 dias letivos", comenta.
A coordenadora explica ainda que os sábados serão utilizados para garantir a complementação dos dias que faltam ao cumprimento do ano letivo. Segundo ela, a escola fará programação diferenciada, com gincanas, concurso de literatura e aula de campo.
A exemplo do que ocorre nas escolas municipais, a diretora da 12ª Dired informa que as aulas também já foram reiniciadas nas unidades que serviram de abrigo às famílias.

Famílias saíram de áreas ribeirinhas
As 32 escolas, sendo 14 municipais e 18 estaduais, que foram utilizadas como abrigo para as famílias vítimas da cheia do rio Mossoró, ocuparam as unidades logo nos primeiros dias de abril. Os desabrigados moram em áreas de risco, localizadas nos bairros Alto da Conceição, Ilha de Santa Luzia, Paredões e Barrocas, e foram retiradas de suas casas pela Defesa Civil.
A cheia do rio Mossoró chegou a um nível dois metros e 40 centímetros acima do normal. Foram 15 dias sem aula, e isso provocou alagamentos em várias ruas de bairros periféricos, invadindo casas e estabelecimentos comerciais.
Em relatório elaborado pela Defesa Civil, os prejuízos causados pelas chuvas em Mossoró chega a R$ 48 milhões - envolvendo problemas de ordem estrutural, na economia (fruticultura irrigada e no parque salineiro), além de causar prejuízo também na zona rural. O documento já foi enviado à Defesa Civil Nacional - órgão do Ministério da Integração (MIN).

Retorno
As famílias começaram a voltar às suas casas em virtude de roubos que estavam sendo realizados nos imóveis. A Defesa Civil constatou que antenas parabólicas, janelas e portas estavam sendo levadas por ladrões. As famílias que poderiam arcar com as despesas, resolveram reocupar suas casas.
A relocação das famílias que estavam alojadas nas escolas foi concluída no sábado passado. O planejamento da Defesa Civil foi para que as famílias que morassem mais próximas as áreas de risco fossem as últimas. Isso para evitar que houvesse nova cheia do rio Mossoró.

Ruas
As chuvas registradas em abril provocaram problemas na malha viária de Mossoró. Ruas e avenidas mais movimentadas da cidade estão esburacadas, como a Rio Branco. O recapeamento será realizado ainda neste semestre.

Saúde vai fazer balanço de ações na quinta-feira
A Saúde Pública em Mossoró será tema de debate quinta-feira, 8, às 9h, na Câmara Municipal. As autoridades municipais da área, secretário municipal da Cidadania, Francisco Carlos Carvalho, e gerente executiva da Saúde, Dorinha Burlamaqui, prestarão contas das ações dos três primeiros meses deste ano.
Eles também analisarão dificuldades e avanços do segmento, responderão a perguntas dos vereadores e do público, que tem direito à voz porque se trata de audiência pública. A reunião é trimestral e atende à recomendação do Ministério Público para cumprimento de lei federal em favor da transparência na Saúde.
Na ocasião, a Prefeitura apresentará também relatório de trabalho da Saúde para os quatro trimestres deste ano. A audiência pública estava agendada para o dia 24 do mês passado, mas foi adiada a pedido da Secretaria Municipal da Cidadania.
"Faremos um balanço do que foi arrecadado e o que foi aplicado em prol da transparência do setor. É importante a participação da sociedade na reunião de quinta-feira para discutirmos e colher sugestões melhorias da Saúde Pública do nosso município", informa Francisco Carlos Carvalho.
Um dos temas presentes na audiência pública é a dívida do Governo do Estado com a Prefeitura, que custeou serviços de responsabilidade da Secretaria Estadual da Saúde Pública (SESAP) e aguarda ressarcimento.
O pagamento e outros compromissos foram acertados com o secretário estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti, na mais recente visita dele a Mossoró, em fevereiro passado, mas a Prefeitura ainda aguarda cumprimento de acordos.
Entre eles, pagamento por plantões médicos no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e investimento em serviços de anestesiologia e oncologia. "Queremos colocar o que foi acordado no papel para forçar o cumprimento", revela Francisco Carlos.

Ficro será lançada quinta-feira com
expectativa de crescer 20% neste ano
Regy Carte
Da Redação

A 21ª edição da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO) será lançada quinta-feira, às 20h, na TV Cabo Mossoró (TCM), com expectativa de aumento do número de estandes de 308 para 360 - crescimento de cerca de 20% em relação a 2007. A Ficro ocorrerá de 21 a 24 de agosto, no Centro de Exposições e Eventos de Mossoró (EXPOCENTER).
Confirmada a presença no lançamento da prefeita Fafá Rosado, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e representante da governadora Wilma de Faria, Marcelo Rosado, diretores do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Banco do Brasil, Petrobras e de outros parceiros do evento.
Na ocasião, também será lançada a 3ª edição do Mossoró Mostra Moda - a feira de moda da Ficro -, que ocorrerá no pavilhão multiuso do Expocenter, em fase de acabamento e que deverá ser inaugurado no meio do ano. Já o auditório, com 750 lugares, deverá ser concluído em dezembro.
O Expocenter também dispõe de área aberta de 115 mil metros quadrados, na qual serão instalados os estandes, praça de alimentação e parques da Ficro. "A feira tem crescido a cada edição e a expectativa é de superar o sucesso da edição de 2007", diz a administradora geral da feira, Milene Moreira.

INSPIRAÇÃO CHINESA
O tema da XXI Ficro é "Um Império de Oportunidades", numa referencia à China, economia que mais cresce no mundo e sede das Olimpíadas de 2008, por isso, centro das atenções do planeta neste ano.
Na visão dos organizadores da feira, Mossoró, como a China - guardadas as devidas proporções, lógico -, também oferece boas oportunidades de negócios, já que está entre as 27 cidades mais dinâmicas do Brasil, segundo o jornal Gazeta Mercantil, e é uma das que mais crescem no Nordeste.
"Como a China, a Ficro é um império de oportunidades para os empresários que sabem investir e que querem fechar excelentes negócios", compara o presidente da Associação Industrial e Comercial de Mossoró (ACIM), Vilmar Pereira, que acredita em considerável incremento neste ano.
Em 2007, os negócios movimentaram mais de R$ 10 milhões, impulsionados, sobretudo, pelo segmento da construção civil, dos que mais crescem em Mossoró pelo início da era da verticalização na cidade. Cerca de 160 mil pessoas visitaram a feira no ano passado, segundo a Acim, organizadora do evento.

Bares erguem tapumes contra menores
Esdras Marchezan
Da Redação

O Juizado da Infância e Juventude de Mossoró decidiu agir com rigor na fiscalização sobre a presença de adolescentes e venda de bebidas alcoólicas aos menores em bares e casas de shows da cidade. De 2005 para cá, 79 proprietários foram autuados pelos agentes judiciários de proteção e tiveram de pagar multa, com valor que varia entre três e vinte salários mínimos. Neste ano, cinco atos infracionais foram feitos contra pessoas de Mossoró e Serra do Mel, o que levou os comerciantes do ramo a buscar uma forma de inibir a entrada de menores nos locais de festa.
No bairro Quixabeirinha, os bares decidiram levantar 'tapumes' na frente e controlar o acesso às matinês que acontecem todos os fins de semana. A explicação para a medida é simples: "Tô cansado de pagar multa por causa desses meninos que insistem em ficar na festa. O jeito é fazer isso para não ter mais prejuízo", explica o comerciante Alexsandro Ernesto dos Santos, 30 anos, um dos comerciantes que tiveram a idéia dos 'tapumes'. Ele já responde a dois atos infracionais e está pagando multa equivalente a seis salários mínimos (R$ 2.490). "Não tem como agüentar esse prejuízo. Já tirei até a sinuca do bar para não ter mais problema", disse.
A fiscalização judiciária é feita nos finais de semana, feriados e dias de festa. São 100 agentes de proteção, todos voluntários. No ano passado, 24 comerciantes foram autuados e obrigados ao pagamento de multa. Em 2006, o total de autuações por esse tipo de infração foi 35 casos. Em 2005, dez pessoas responderam processos.
"Isso é uma forma de conscientizar os comerciantes e evitarem a venda de bebidas alcoólicas a menores e também a presença deles em festas que possam lhes colocar em situação de risco", comenta a juíza da Vara da Infância e Juventude de Mossoró, Fátima Maria Soares.
Todo o dinheiro arrecadado com multas é revertido ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA).

Buracos em contorno na BR-405 levam perigo a motoristas que passam por local
Dois buracos de grande dimensão no contorno da rodovia federal BR-405 no trevo em Mossoró que dá acesso ao município de Apodi está obrigando os motoristas que passam pelo local a ter mais atenção naquele trecho. Os buracos foram abertos pelas chuvas, e desde então não foram submetidos a reparo.
Com a ausência de placas de sinalização no trecho, os motoristas só percebem os buracos depois de entrar no contorno da rodovia. "Isso aqui é um perigo para qualquer um que passe. A pessoa quando percebe já tá dentro do buraco. É imoral", contou o comerciante Pedro José Garcia, 32 anos.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT) pretendia fazer os reparos no trecho da rodovia na semana passada, mas não foi feito nada. Os serviços para tapar os buracos serão feitos nesta semana, conforme um funcionário do departamento informou à reportagem do DE FATO.
O caminhoneiro José Luís Soares, 45 anos, comentou que nos períodos pós-chuvas é comum encontrar dificuldades nas estradas que cortam o país. Ele ressaltou que é importante que os órgãos competentes resolvam os problemas o mais rápido possível para evitar acidentes. "Uma coisa como um buraco desses é algo muito perigoso, sem contar que durante a noite fica mais perigoso, seja por causa dos bandidos, ou mesmo porque a visualização é pior também. Por isso que a solução é resolver logo", disse.



       
 




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