

Lula
incentiva população a
denunciar reajuste de preços
O presidente
Lula incentivou ontem a população a fazer denúncias
se achar preços reajustados nas bombas de gasolina dos postos
de combustíveis. Ressaltou em seu programa de rádio
semanal Café com o Presidente, que É
importante as pessoas ficarem atentas. A gasolina não aumenta
nada no posto. Se algum posto estiver aumentando, as pessoas podem
denunciar porque não aumenta nada e o óleo diesel
aumenta 8,8%. O aumento que foi dado em favor da Petrobras
que estava com suas planilhas defasadas foi amaciado pelo desconto
na Cide, uma contribuição que é paga por todo
consumidor de gasolina e que não ia para os cofres da Petrobras,
mas do próprio governo. Quer dizer um imposto
a menos, depois de ter perdido a CPMF. O problema é que donos
de postos de gasolina oportunisticamente querem enganar a população
brasileira, aproveitando-se do noticiário sobre o aumento
que houve para as distribuidoras e postos, com a finalidade de extorquir
o povo brasileiro. Nada de fiscal de Lula, como se viu
em 86 com os fiscais de Sarney no Plano Cruzado, mas
também não se pode deixar de exercer a cidadania denunciando
quem está cometendo crimes contra a economia popular. Espero
que cada brasileiro cumpra seu dever e mostre que não está
para ser enganado por qualquer sabidinho de plantão.
Continuidade,
é?
Os inimigos do Governo Lula dizem que o chamado grau de investimento
foi conseguido agora, mas não há mérito algum
do governo atual. O próprio relatório da agência
que conferiu este grau ao Brasil falou de um processo que teria
começado no início da década de noventa. Com
isso, os tucanos e demos e a imprensa que tem o rabo preso a eles
não para de repetir a ladainha. Mas... vejamos. Será
que o que vinha acontecendo no Governo FHC levaria mesmo o Brasil
a esta condição privilegiada no cenário econômico
mundial?
Terra arrasada
Vamos refrescar a memória, juntamente com o grande Gilson
Caroni Filho, da Cartamaior: Há seis anos o cenário
era de terra arrasada. Renda estagnada, taxa de desemprego em patamares
altíssimos e dívida pública de 58% em relação
ao PIB compunham a aquarela de uma política econômica
clássica. Em oito anos de FHC, o índice de inflação
acumulada foi de 100,7%.
Equilíbrio criminoso
Não esqueçamos que fez parte do equilíbrio
macroeconômico do consórcio PSDB/PFL (atual DEM)
um processo de privatização criminosa do Estado brasileiro
que torrou, a pretexto de sanear a dívida pública,
US$ 100 bilhões de ativos públicos. E, aos que hoje
vociferam contra uma política fiscal expansionista, lembremos
que nos tempos da insensatez tucana a carga tributária pulou
de 28,3% para 35,7% do PIB. Nesse ponto cabe uma inflexão.
Há muitas diferenças
Um governo que, dialogando com os movimentos sociais, suspendeu
o sucateamento do patrimônio público e recuperou o
papel indutor do Estado guarda alguma relação com
o que lhe antecedeu? A redução efetiva da dívida
pública, o saneamento financeiro do Estado e uma política
de crédito de inegável teor inclusivo é continuação
da subordinação aos ditames do mercado?
Fotolegenda
Confirmado.
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, estará mesmo em Natal
amanhã para assinar um termo de cooperação
para a implementação dos projetos do Mais Cultura,
o PAC da Cultura, no Rio Grande do Norte. É a primeira vez
que um ministro da Cultura vem ao Rio Grande do Norte, a convite
da Fundação José Augusto.
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