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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 06/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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Lula incentiva população a
denunciar reajuste de preços
O presidente Lula incentivou ontem a população a fazer denúncias se achar preços reajustados nas bombas de gasolina dos postos de combustíveis. Ressaltou em seu programa de rádio semanal “Café com o Presidente”, que “É importante as pessoas ficarem atentas. A gasolina não aumenta nada no posto. Se algum posto estiver aumentando, as pessoas podem denunciar porque não aumenta nada e o óleo diesel aumenta 8,8%.” O aumento que foi dado em favor da Petrobras que estava com suas planilhas defasadas foi amaciado pelo desconto na Cide, uma contribuição que é paga por todo consumidor de gasolina e que não ia para os cofres da Petrobras, mas do próprio governo. Quer dizer um “imposto” a menos, depois de ter perdido a CPMF. O problema é que donos de postos de gasolina oportunisticamente querem enganar a população brasileira, aproveitando-se do noticiário sobre o aumento que houve para as distribuidoras e postos, com a finalidade de extorquir o povo brasileiro. Nada de “fiscal de Lula”, como se viu em 86 com os “fiscais de Sarney” no Plano Cruzado, mas também não se pode deixar de exercer a cidadania denunciando quem está cometendo crimes contra a economia popular. Espero que cada brasileiro cumpra seu dever e mostre que não está para ser enganado por qualquer sabidinho de plantão.

Continuidade, é?
Os inimigos do Governo Lula dizem que o chamado “grau de investimento” foi conseguido agora, mas não há mérito algum do governo atual. O próprio relatório da agência que conferiu este grau ao Brasil falou de um processo que teria começado no início da década de noventa. Com isso, os tucanos e demos e a imprensa que tem o rabo preso a eles não para de repetir a ladainha. Mas... vejamos. Será que o que vinha acontecendo no Governo FHC levaria mesmo o Brasil a esta condição privilegiada no cenário econômico mundial?

Terra arrasada
Vamos refrescar a memória, juntamente com o grande Gilson Caroni Filho, da Cartamaior: Há seis anos o cenário era de terra arrasada. Renda estagnada, taxa de desemprego em patamares altíssimos e dívida pública de 58% em relação ao PIB compunham a aquarela de “uma política econômica clássica”. Em oito anos de FHC, o índice de inflação acumulada foi de 100,7%.
Equilíbrio criminoso
Não esqueçamos que fez parte do “equilíbrio macroeconômico” do consórcio PSDB/PFL (atual DEM) um processo de privatização criminosa do Estado brasileiro que torrou, a pretexto de sanear a dívida pública, US$ 100 bilhões de ativos públicos. E, aos que hoje vociferam contra uma política fiscal expansionista, lembremos que nos tempos da insensatez tucana a carga tributária pulou de 28,3% para 35,7% do PIB. Nesse ponto cabe uma inflexão.

Há muitas diferenças
Um governo que, dialogando com os movimentos sociais, suspendeu o sucateamento do patrimônio público e recuperou o papel indutor do Estado guarda alguma relação com o que lhe antecedeu? A redução efetiva da dívida pública, o saneamento financeiro do Estado e uma política de crédito de inegável teor inclusivo é continuação da subordinação aos ditames do mercado?


Fotolegenda
Confirmado. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, estará mesmo em Natal amanhã para assinar um termo de cooperação para a implementação dos projetos do “Mais Cultura”, o PAC da Cultura, no Rio Grande do Norte. É a primeira vez que um ministro da Cultura vem ao Rio Grande do Norte, a convite da Fundação José Augusto.

 



       




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