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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 04/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Faltou Fábio na reunião com o presidente
Quem olhar com olhar de norte-rio-grandense as fotos que o Palácio do Planalto e a assessoria da governadora Wilma de Faria liberaram ontem como documentário da audiência em que ela foi recebida pelo presidente Lula da Silva, no final da tarde, para tratar de assuntos desta unidade federativa poderá se perguntar com razão: não estaria faltando ali o deputado federal Fábio Faria, filho e desde pelo menos 2005 o principal "sparring" do deputado estadual Robinson, presidente da Assembléia Legislativa e do diretório regional do PMN? Aliás, também não estaria faltando o próprio Robinson? Coordenador da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional, Fábio sempre foi instado por Wilma a mobilizar todos os senadores e deputados federais conterrâneos que representam o povo potiguar em Brasília para acompanharem a governante potiguar toda vez em que esta se encaminhava ao gabinete de Lula - e notadamente quando sua pauta era constituída por reivindicações do Estado, e não de um grupo político. O encontro de anteontem foi apenas um SOS de correligionários locais de Lula em função da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) a prefeito de Natal. O resto é propaganda enganosa.

Xadrez
Cerca de oitenta jogadores de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte disputam deesde ontem até o próximo domingo em Natal a terceira edição do "Aberto Xadrez Potiguar", que a Federação de Xadrez do Rio Grande do Norte, presidida pelo médico Carlos Henrique Pinto, promoverá na Academia Milton Freire, o centro de formação da polícia militar, na Avenida Alexandrino de Alencar, em Tirol, Natal.

Sem chefe
Escritórios regionais do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) estão acéfalos desde a semana passada, quando o presidente do órgão, administrador de empresas Luiz Cláudio de Souza, resolveu exonerar os ocupantes de cargos de confiança que se vinham recusando a elencar os subalternos que estavam em greve.

“Lei Seca” semeia a corrupção?
Aprovo por tudo a “Lei Seca” para o trânsito no Brasil que foi sancionada há poucos dias pelo presidente Lula da Silva, se bem que o considere a pessoa menos indicada para cuidar do assunto, pois não se saiu bem quando mostraram que ingere muita cachaça. Naquela ocasião, ele procurou desqualificar quem mostrou o rei nu, quando deveria ter aproveitado o ensejo para substituir seu comportamento por uma abstinência alcoólica efetivamente salutar e a partir de seu exemplo credenciar-se para pedir que todos os brasileiros tentassem inibir os níveis de consumo de álcool no país. A despeito de minha posição, contudo, transcrevo aqui uma mensagem que me chegou ontem, via Internet, com jeito de artigo em jornal mas sem assinatura, porque suas ponderações precisam ser consideradas. Enviado abaixo do título “Lei seca é elitista, reacionária e semeia a corrupção”, este é o texto:
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Mais uma estupidez assola o Brasil, esta lei seca disfarçada em medida moralizadora. A moral dos reacionários e dos xiitas, que só vai levar mais água (sem álcool) para o moinho da pequena corrupção do dia-a-dia.
Qual o espírito da lei? O de punir os bêbados no volante, gente irresponsável e criminosa que merece mesmo o fogo (não o da bebedeira, mas o do inferno)? Não, esse não é o espírito dessa nova lei, pois esse espírito já existia na antiga lei: o Brasil já tinha leis que coibiam bêbados no volante -- puniam motoristas que tivessem mais do que 6 dg de álcool por litro de sangue. Para se ter uma idéia, isso já era mais rigoroso do que os limites em vigor em países como Canadá e Estados Unidos (que permitem até 8 dg por litro).
Qual era a diferença entre, por exemplo, o Brasil e os Estados Unidos? A diferença era que lá a quantidade de álcool permitida era maior (e não suficiente para embebedar ninguém), mas a fiscalização era, e é, séria. Mesmo podendo ter 8 dg de álcool por litro de sangue, os norte-americanos são muito cuidadosos com suas taças de vinho se vão dirigir, pois sabem que podem ir para a cadeia mesmo.
O que fizeram os moralistas do Brasil? Nossa taxa permitida já era menor do que a americana; o que faltava era simplesmente aplicar a lei -- fiscalizar e punir. Ah, as punições eram mais brandas; concordo plenamente em que fossem aumentadas, como agora. Mas não: no lugar de fiscalizar e punir, o governo (com uma base parlamentar para isso) preferiu tornar o país mais xiita e corrupto, colocando um limite de álcool que equivale, na prática, a proibir qualquer consumo de bebida alcoólica para quem vai dirigir.
Quais as consequências disso?
1 - A primeira, se a coisa pegar, é atacar uma tradição cultural atávica da humanidade -- a de beber socialmente, confraternizar com a bebida. Tradição que data da remota antiguidade, presente nas festas das colheitas, nas celebrações religiosas, nas comemorações das conquistas. A depender da lei, um jantar de vários casais na casa de amigos ou num restaurante fará com que metade dos presentes fique na Coca-Cola, destruindo seu prazer gastronômico e o clima de compadrio. E impondo o rigor disciplinar, a sobriedade careta, que religiões e moralistas de vários matizes adoraram ter como regra para uma humanidade disciplinada e domesticada.
2 - A segunda, se a coisa pegar, é inserir uma clivagem separando ainda mais os mais ricos dos demais. A lei poderá ser seguida por quem tem dinheiro para sempre pagar táxi e motorista particular -- ou seja, o prazer de beber em condições normais, fora de casa, será preservado para esta elite. O resto, que não tiver dinheiro para vários táxis semanais, e na inexistência de verdadeiro transporte público, terá que agir como pária, transgredindo si stematicamente a lei.
3 - A terceira é que, mais provavelmente, nossa lei seca terá efeito parecido ao de sua antecessora nos Estados Unidos: o incentivo ao crime e à corrupção. Ali, nos anos 20 do século passado (1919 a 1933), a bebida alcoólica foi proibida. Sendo o consumo do álcool um hábito cultural arraigado, obviamente as pessoas continuaram a beber -- mas foram obrigadas a fazê-lo fora da lei. Para beber, precisavam pagar para as quadrilhas que dominavam o tráfico. Estas ficaram ricas e poderosas, e a corrupção e a criminalidade milionária medraram como nunca. No Brasil a proibição é mais localizada, não deve chegar à criação de quadrilhas como as de lá, mas considerando nossas tradições dá para prever que a corrupção é quem vai sair ganhando. Enquanto fazem estas iniciais blitze cinematográficas, vai ser difícil ver casos de policiais se corrompendo. Mas no dia-a-dia daqui pra frente, quando um guarda parar um cidadão que e stá guiando normalmente, está sóbrio, mas saiu de um restaurante, o bafômetro pode muito bem ser acionado. E é bem provável que o cidadão que tomou duas taças de vinho com a comida, para não ir para a cadeia, resolva pagar ali mesmo os R$ 1.000 que terá que pagar de qualquer jeito se for para a cadeia. Uma propina bem atraente.
Quanta estupidez! É óbvio que os tantos casos de matança provocada por bêbados no volante foram perpetrados por gente realmente bêbada -- com muito mais do que os 8 dg/litro de álcool tolerados nos Estados Unidos. É sobre os bêbados no volante que deveria se voltar a fiscalização. O novo limite imposto no Brasil é na verdade um ataque disfarçado ao consumo puro e simples de bebidas alcoólicas -- medida de muito gosto para xiitas religiosos de várias facções, e moralistas políticos de todas as colorações. Assim caminha, para trás, a humanidade.

Tutelares
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) agendou para o próximo dia 13 a eleição para renovação dos conselhos tutelares de Mossoró.

Prorrogando
A Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró (FACENE) prorrogou para o próximo dia 11, sexta-feira, o término do prazo de inscrições para seu próximo vestibular.

Cinema
A partir desta sexta-feira o Cine Sesi, promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), estará realizando sua edição 2008 no Estado. Catorze municípios foram contemplados com a projeção dos filmes. Acari, Assu, Campo Grande, Florânia, Ipanguaçu, Lagoa Nova, Parelhas, Pau dos Ferros, São Miguel do Gostoso, São Paulo do Potengi, Touros e Umarizal.



       


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