

Faltou
Fábio na reunião com o presidente
Quem
olhar com olhar de norte-rio-grandense as fotos que o Palácio
do Planalto e a assessoria da governadora Wilma de Faria liberaram
ontem como documentário da audiência em que ela foi
recebida pelo presidente Lula da Silva, no final da tarde, para
tratar de assuntos desta unidade federativa poderá se perguntar
com razão: não estaria faltando ali o deputado federal
Fábio Faria, filho e desde pelo menos 2005 o principal "sparring"
do deputado estadual Robinson, presidente da Assembléia Legislativa
e do diretório regional do PMN? Aliás, também
não estaria faltando o próprio Robinson? Coordenador
da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional, Fábio
sempre foi instado por Wilma a mobilizar todos os senadores e deputados
federais conterrâneos que representam o povo potiguar em Brasília
para acompanharem a governante potiguar toda vez em que esta se
encaminhava ao gabinete de Lula - e notadamente quando sua pauta
era constituída por reivindicações do Estado,
e não de um grupo político. O encontro de anteontem
foi apenas um SOS de correligionários locais de Lula em função
da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) a
prefeito de Natal. O resto é propaganda enganosa.
Xadrez
Cerca de oitenta jogadores de Alagoas, Ceará, Paraíba,
Pernambuco e Rio Grande do Norte disputam deesde ontem até
o próximo domingo em Natal a terceira edição
do "Aberto Xadrez Potiguar", que a Federação
de Xadrez do Rio Grande do Norte, presidida pelo médico Carlos
Henrique Pinto, promoverá na Academia Milton Freire, o centro
de formação da polícia militar, na Avenida
Alexandrino de Alencar, em Tirol, Natal.
Sem
chefe
Escritórios regionais do Instituto de Assistência Técnica
e Extensão Rural (EMATER) estão acéfalos desde
a semana passada, quando o presidente do órgão, administrador
de empresas Luiz Cláudio de Souza, resolveu exonerar os ocupantes
de cargos de confiança que se vinham recusando a elencar
os subalternos que estavam em greve.
Lei
Seca semeia a corrupção?
Aprovo por tudo a Lei Seca para o trânsito no
Brasil que foi sancionada há poucos dias pelo presidente
Lula da Silva, se bem que o considere a pessoa menos indicada para
cuidar do assunto, pois não se saiu bem quando mostraram
que ingere muita cachaça. Naquela ocasião, ele procurou
desqualificar quem mostrou o rei nu, quando deveria ter aproveitado
o ensejo para substituir seu comportamento por uma abstinência
alcoólica efetivamente salutar e a partir de seu exemplo
credenciar-se para pedir que todos os brasileiros tentassem inibir
os níveis de consumo de álcool no país. A despeito
de minha posição, contudo, transcrevo aqui uma mensagem
que me chegou ontem, via Internet, com jeito de artigo em jornal
mas sem assinatura, porque suas ponderações precisam
ser consideradas. Enviado abaixo do título Lei seca
é elitista, reacionária e semeia a corrupção,
este é o texto:
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Mais uma estupidez assola o Brasil, esta lei seca disfarçada
em medida moralizadora. A moral dos reacionários e dos xiitas,
que só vai levar mais água (sem álcool) para
o moinho da pequena corrupção do dia-a-dia.
Qual o espírito da lei? O de punir os bêbados no volante,
gente irresponsável e criminosa que merece mesmo o fogo (não
o da bebedeira, mas o do inferno)? Não, esse não é
o espírito dessa nova lei, pois esse espírito já
existia na antiga lei: o Brasil já tinha leis que coibiam
bêbados no volante -- puniam motoristas que tivessem mais
do que 6 dg de álcool por litro de sangue. Para se ter uma
idéia, isso já era mais rigoroso do que os limites
em vigor em países como Canadá e Estados Unidos (que
permitem até 8 dg por litro).
Qual era a diferença entre, por exemplo, o Brasil e os Estados
Unidos? A diferença era que lá a quantidade de álcool
permitida era maior (e não suficiente para embebedar ninguém),
mas a fiscalização era, e é, séria.
Mesmo podendo ter 8 dg de álcool por litro de sangue, os
norte-americanos são muito cuidadosos com suas taças
de vinho se vão dirigir, pois sabem que podem ir para a cadeia
mesmo.
O que fizeram os moralistas do Brasil? Nossa taxa permitida já
era menor do que a americana; o que faltava era simplesmente aplicar
a lei -- fiscalizar e punir. Ah, as punições eram
mais brandas; concordo plenamente em que fossem aumentadas, como
agora. Mas não: no lugar de fiscalizar e punir, o governo
(com uma base parlamentar para isso) preferiu tornar o país
mais xiita e corrupto, colocando um limite de álcool que
equivale, na prática, a proibir qualquer consumo de bebida
alcoólica para quem vai dirigir.
Quais as consequências disso?
1 - A primeira, se a coisa pegar, é atacar uma tradição
cultural atávica da humanidade -- a de beber socialmente,
confraternizar com a bebida. Tradição que data da
remota antiguidade, presente nas festas das colheitas, nas celebrações
religiosas, nas comemorações das conquistas. A depender
da lei, um jantar de vários casais na casa de amigos ou num
restaurante fará com que metade dos presentes fique na Coca-Cola,
destruindo seu prazer gastronômico e o clima de compadrio.
E impondo o rigor disciplinar, a sobriedade careta, que religiões
e moralistas de vários matizes adoraram ter como regra para
uma humanidade disciplinada e domesticada.
2 - A segunda, se a coisa pegar, é inserir uma clivagem separando
ainda mais os mais ricos dos demais. A lei poderá ser seguida
por quem tem dinheiro para sempre pagar táxi e motorista
particular -- ou seja, o prazer de beber em condições
normais, fora de casa, será preservado para esta elite. O
resto, que não tiver dinheiro para vários táxis
semanais, e na inexistência de verdadeiro transporte público,
terá que agir como pária, transgredindo si stematicamente
a lei.
3 - A terceira é que, mais provavelmente, nossa lei seca
terá efeito parecido ao de sua antecessora nos Estados Unidos:
o incentivo ao crime e à corrupção. Ali, nos
anos 20 do século passado (1919 a 1933), a bebida alcoólica
foi proibida. Sendo o consumo do álcool um hábito
cultural arraigado, obviamente as pessoas continuaram a beber --
mas foram obrigadas a fazê-lo fora da lei. Para beber, precisavam
pagar para as quadrilhas que dominavam o tráfico. Estas ficaram
ricas e poderosas, e a corrupção e a criminalidade
milionária medraram como nunca. No Brasil a proibição
é mais localizada, não deve chegar à criação
de quadrilhas como as de lá, mas considerando nossas tradições
dá para prever que a corrupção é quem
vai sair ganhando. Enquanto fazem estas iniciais blitze cinematográficas,
vai ser difícil ver casos de policiais se corrompendo. Mas
no dia-a-dia daqui pra frente, quando um guarda parar um cidadão
que e stá guiando normalmente, está sóbrio,
mas saiu de um restaurante, o bafômetro pode muito bem ser
acionado. E é bem provável que o cidadão que
tomou duas taças de vinho com a comida, para não ir
para a cadeia, resolva pagar ali mesmo os R$ 1.000 que terá
que pagar de qualquer jeito se for para a cadeia. Uma propina bem
atraente.
Quanta estupidez! É óbvio que os tantos casos de matança
provocada por bêbados no volante foram perpetrados por gente
realmente bêbada -- com muito mais do que os 8 dg/litro de
álcool tolerados nos Estados Unidos. É sobre os bêbados
no volante que deveria se voltar a fiscalização. O
novo limite imposto no Brasil é na verdade um ataque disfarçado
ao consumo puro e simples de bebidas alcoólicas -- medida
de muito gosto para xiitas religiosos de várias facções,
e moralistas políticos de todas as colorações.
Assim caminha, para trás, a humanidade.
Tutelares
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(COMDICA) agendou para o próximo dia 13 a eleição
para renovação dos conselhos tutelares de Mossoró.
Prorrogando
A Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró
(FACENE) prorrogou para o próximo dia 11, sexta-feira, o
término do prazo de inscrições para seu próximo
vestibular.
Cinema
A partir desta sexta-feira o Cine Sesi, promovido pelo Serviço
Social da Indústria (SESI), estará realizando sua
edição 2008 no Estado. Catorze municípios foram
contemplados com a projeção dos filmes. Acari, Assu,
Campo Grande, Florânia, Ipanguaçu, Lagoa Nova, Parelhas,
Pau dos Ferros, São Miguel do Gostoso, São Paulo do
Potengi, Touros e Umarizal.
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