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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 04/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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» Irmãos morrem em acidente na BR-304

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» Deficiente mental morre a caminho do hospital de Assu
» Terceiro integrante da mesma família executado por pistoleiros


TRAGÉDIA EM FAMÍLIA
Irmãos morrem em acidente na BR-304
Angicos - O garçom Vilcélio Soares de Araújo, 29 anos, e seu irmão, Joaquim Vilciélio de Araújo, 16, ambos naturais de Luís Gomes, morreram em um acidente de carro ocorrido na manhã de ontem, na BR-304. Eles saíram de Natal, onde a família residia atualmente, e iriam para Luís Gomes visitar o restante dos familiares, mas perderam o controle do carro, que saiu da pista e capotou diversas vezes. O pai dos dois, Vicente Nobre de Araújo, 58 anos, vinha no mesmo carro e conseguiu escapar com vida. A polícia vai investigar as causas do acidente, mas a princípio a suspeita é de imprudência.
Segundo o sobrevivente, o carro era pilotado pelo seu filho mais velho, que estava morando em São Paulo e veio para o Rio Grande do Norte há menos de uma semana, onde passaria as férias. Ele não soube informar ao certo o que causou o acidente, mas revelou acreditar que foi um descuido do motorista. "A gente vinha devagar, com uns 80 km, aí ele (o filho mais velho) foi trocar um CD e o carro saiu da pista", relembra Vicente. "Só vi foi o carro rodando. Num lembro de mais nada", respondeu ao ser questionado sobre qual a recordação do acidente. "Num dá pra ver nada", acrescenta.
Vicente conta que depois do carro capotar diversas vezes, ele conseguiu sair sozinho e seus dois filhos ficaram. Do trecho onde o carro saiu da pista até o local onde ele foi parar mede mais de 80 metros. "E a gente nem vinha ligeiro assim", conta o sobrevivente, que contou com a ajuda de um vereador daquela região que ia passando no local e parou para socorrer as vítimas. Vicente foi atendido em um hospital local e seu ferimento mais grave era um corte na cabeça. As outras escoriações eram superficiais. "Ele num teve muita coisa não", destaca um parente que acompanhava o sobrevivente.
Ontem, por volta das 18h30, a vítima ainda esperava na sede do Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) de Mossoró pela liberação dos corpos dos seus dois filhos, que deverão ser sepultados em Luís Gomes, no Alto Oeste, na manhã de hoje. "A gente vai voltar para Luís Gomes, onde mora toda a família e é lá que vai acontecer o sepultamento", destacou um parente dos rapazes. A família pretende realizar o enterro na manhã de hoje, no cemitério da cidade. Além do corpo dos dois irmãos, o Itep registrou a entrada de outras duas mortes somente no dia de ontem (ver matéria na outra página).

Comerciante nega acusações
A comerciante Lucineide Varela da Silva, 48 anos, mais conhecida como "Sineide", procurou a redação do DE FATO, no início da tarde de ontem, para rebater uma série de reportagens que foram veiculadas ao longo desta semana denunciando o tráfico internacional de mulheres exploradas sexualmente.
As matérias publicadas são embasadas nas investigações da Polícia Civil, juntamente com o Escritório de Prevenção e Combate à Exploração Sexual e Assistência às Vítimas, ambos em Fortaleza, no Ceará. Com base no relatório que está sendo realizado pelas duas instituições desde 2005, duas casas noturnas de Mossoró estão na rota do tráfico de mulheres no Nordeste e possuem ligações com redes internacionais (as casas tanto recebem mulheres do exterior, quanto mandam para fora).
Em Mossoró, a comerciante foi investigada em 2002, 2003 e 2005, e terminou indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de exploração sexual infantil, favorecimento à prostituição, manutenção de uma casa de prostituição e exploração sexual de mulheres. Todos os inquéritos foram concluídos, acatados pela Justiça (caso faltasse alguma prova ou algo estivesse errado, teria voltado para a Delegacia que apurou), que encaminhou ao Ministério Público e este, por sua vez, também entendeu que havia provas contra a suspeita e ofereceu a denúncia. Agora os quatro devem ir a julgamento.
Mesmo assim, Lucineide procurou a redação e negou todas as matérias publicadas até então, e solicitou direito de resposta para se manifestar sobre o assunto. Abaixo, segue na íntegra a nota enviada ao JORNAL DE FATO.

NOTA ENVIADA:
Caro editor, em resposta às falaciosas, descabidas e desproporcionais matérias veiculadas durante o transcorrer desta semana neste diário contra minha pessoa, venho solicitar, o respectivo direito de resposta, na forma da Lei 5.250/1967.
Primeiramente, tenho a dizer que sou uma pessoa honesta, cidadã de bem, e sobretudo mulher. Tenho companheiro e família constituída, especialmente mãe, irmãs, filhas, netos, dentre outros, que estão, assim como eu, extremamente chocados e perplexos com as atrocidades, calúnias e difamações imputadas injustamente a minha pessoa por este jornal de circulação local.
É que não tem a menor razão ou cabimento para este periódico de forma imprudente e irresponsável publicar diariamente matérias que ferem a minha honra e atingem, de certa forma, minha família, momento por serem desprovidas de verdade as acusações.
É por isso, venho, utilizando do meu direito de resposta, dar conhecimento e explicações a sociedade mossoroense, sobre os fatos que ultimamente ganharam destaque em relação a minha pessoa.
Efetivamente não tenho qualquer relação com o tráfico internacional de mulheres, pois além de não manter em meu estabelecimento mulheres com o fim de explorá-las sexualmente ou favorecer a prostituição, nunca viajei ao exterior, nem tenho contato com qualquer estrangeiro, mesmo porque não sei falar qualquer outro idioma. Sendo ilusórias as acusações neste sentido.
Quanto ao fato de que tal acusação se sustenta em um inquérito policial instaurado na cidade de Fortaleza (CE), tenho a dizer que também é mentira, pois nunca tive problemas de qualquer natureza com a Justiça ou Polícia do Ceará, aliás nunca estive, nem sei onde fica o Fórum ou delegacias daquela cidade.
Como dito, sou uma mulher trabalhadora e ganho a vida com muito sacrifício administrando um bar de minha propriedade estabelecido há vários anos nesta cidade. Sobre este ponto tenho a informar que o meu estabelecimento é tão somente um bar, como tantos outros, e o produto que eu vendo é tão somente bebidas e drinks e até onde eu sei é lícita esta comercialização.
Tanto assim, que frise-se, tenho empresa registrada e legalizada perante os órgãos seja do Governo Federal, Estadual ou Municipal, meus funcionários (destaque-se todos garçons) tem suas respectivas Carteiras de Trabalho assinadas, e são em sua maioria pais e mães de família que dão duro trabalhando a noite no bar para sustentar as suas famílias.
Por esta razão afirmo que a minha empresa não é casa de prostituição, eu não mantenho mulheres em meu estabelecimento, nem favoreço a prostituição, e meu comércio, repita-se, é unicamente de venda de bebidas aos mais diversos clientes, sem restrição, sejam homens ou mulheres, ricos ou pobres. E por isso, temos freqüentadores e clientes de ambos os sexos como em todos os demais bares em qualquer lugar do mundo, mas meu bar não serve de casa de prostituição ou ponto de encontro, e afirmo que nunca intermediei ou sequer presenciei encontros no meu bar com fins de prostituição, mesmo porque moro no local com a minha família.
Vale ainda esclarecer que ao contrário do afirmado, o meu estabelecimento comercial encontra-se fechado não em razão das denúncias publicadas neste jornal, mesmo porque foram direcionadas a terceiros que não tem qualquer relação com a minha pessoa e por ele não posso tomar apontamento ou fazer defesa, nem temer qualquer tipo de represália ou investida policial ou do Judiciário, pois repita-se exaustivamente, não exerço atividade ilegal.
O bar de Cineide como é mais conhecido, meu estabelecimento fora fechado por problemas pessoais de saúde da minha pessoa, e em vista disso estou em repouso absoluto (ou ao menos tentando), tudo sob recomendação médica, haja vista estou prestes a me submeter a uma cirurgia. E unicamente por este motivo resolvi fechar o meu estabelecimento.
Ocorre que ao invés de descansar e me preparar para a intervenção cirúrgica, eu assim como minha família, estamos totalmente abalados psicológica e moralmente em face das acusações e o inferno em que se transformou a minha vida após a publicação de uma denúncia contra o Sr. Vandalberto, que este jornal resolveu estender a minha pessoa indevidamente e sem qualquer fundamento, posto que não há nos autos daquele inquérito contra o Sr. Vandalberto, nenhuma, por mínima que seja, referência ou citação do meu nome, logicamente porque não tenho qualquer ligação com aquele.
No que se refere a matéria que trata de processos criminais contra mim instaurados tenho a relatar que todos estão sendo acompanhados de perto por meus advogados, que certamente provarão a minha inocência, pois se tratam de acusações improcedentes.
Além de que é importante destacar que os processos estão em andamento não havendo condenação que ateste o meu envolvimento nas imputações indicadas.
Lembrando por fim, ao editor do jornal que nosso País em seu estado democrático de direito, acolhe no art. 5º, LII da Constituição Federal o princípio de presunção de inocência, bem como declara ser inviolável a intimidade, a honra, a vida privada, a imagem das pessoas e a casa de todos os cidadãos brasileiros. E sem sombra de dúvidas este jornal desrespeitou todos estes primários, e agiu no mínimo de forma irresponsável ao divulgar imagens da minha residência e me taxar de cafetina, dentre outros termos, sem qualquer consistência do afirmado, pois que os fatos estão ainda sob a avaliação do Judiciário e tenho a plena convicção de minha inocência com fé em Deus superarei todas essas turbulências.
Por tudo, isso é a presente resposta para dar conhecimento a familiares, amigos e a todo povo de Mossoró de que não são verdadeiras as acusações contidas nas matérias recentemente publicadas relativas a minha pessoa, me reservando ainda a tomar as medidas judiciais que entender pertinente ao caso.

Mossoró-RN, 3 de julho de 2008

Lucineide Varela da Silva

Agentes pedem concurso em Mossoró
Campo Grande (MS) - Os agentes penitenciários federais da unidade de Campo Grande suspenderam as atividades a partir da quarta-feira passada para reivindicar melhorias para a categoria. Uma das exigências é a realização de um concurso público para contratar pessoas em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde funciona um dos cinco presídios federais. Eles alegam que a quantidade de agentes daquela unidade foi reduzida porque parte deles foi transferida para o presídio do RN, inaugurado em maio deste ano. Na próxima semana, eles decidem em uma assembléia se vão entrar, de fato, em greve.
Além da realização de um concurso para contratar agentes para a unidade de Mossoró, eles protestam ainda contra a redução salarial de cerca de R$ 4,5 mil para R$ 2,6 mil (valores brutos). A parada teve a adesão de 227 agentes da unidade, que abriga presos de extrema periculosidade, como o narcotraficante Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar", e o mega-traficante Juan Carlos Abadía. A decisão, de acordo com o presidente da categoria, Yuri Carvalho, foi a partir do corte salarial, que surpreendeu todos os agentes penitenciários. "A categoria foi surpreendida", reclama Yuri.
Apesar da paralisação, os agentes ressaltaram que não foi prejudicada a segurança. De acordo com os grevistas, dois turnos estão funcionando no local, o que segundo eles, torna ainda mais seguro o presídio. Enquanto isso, as visitas estão proibidas, assim como a entrada de advogados, que não é permitida. Em contrapartida, os atendimentos de emergência dentro da unidade e o serviço de alimentação dos presos vão continuar funcionando, até a decisão posterior, que deve sair após assembléia da categoria, que decide se vai parar com os serviços em todas as unidades do Brasil ou naquele Estado.

Deficiente mental discute
com agentes e morre a
caminho do hospital de Assu
Assu - O deficiente mental João Batista Filho, que tinha 41 anos e morava nesta cidade, no bairro Janduís I, morreu na tarde de quarta-feira passada dentro de uma viatura policial desta cidade. Minutos antes, ele havia tentado entrar à força na Delegacia de Polícia local e foi impedido pelos policiais, mas passou mal e foi levado para o hospital às pressas na viatura da Polícia Militar. A morte, segundo laudo médico, foi por causas naturais, mas no corpo da vítima foram encontradas algumas escoriações no rosto e isso levantou questionamentos em torno da ação dos policiais, que podem ter exagerado.
Segundo apurou o delegado José Claiton Pinho, regional de Macau que interinamente está à frente da Delegacia de Assu, foi até a DP e pediu para usar o banheiro, mas mudou seus planos e foi em direção a um local de acesso restrito. Dois policiais que estavam no local interviram, segundo Claiton, o deficiente teve uma espécie de surto e ficou agressivo, tendo que ser colocado no chão e algemado. "Pelo que apurei até agora, não vi excesso por parte dos policiais, mas tudo isso será visto com rigor", esclarece a autoridade policial, que está sendo acompanhada por um integrante da Corregedoria.

Terceiro integrante da mesma família executado por
pistoleiros em Caraúbas
Caraúbas - A dona-de-casa Magidala de Moura Bezerra, que tinha 25 anos e morava nesta cidade, na Rua Eugênio Fernandes, bairro Leandro Bezerra, foi morta com vários tiros de revólver na tarde de ontem. Ela estava sentada na calçada de casa e foi pega de surpresa por dois homens armados. Sem discussão, eles sacaram as armas e efetuaram vários disparos. Para a Polícia local, o crime pode ter ligação com o tráfico de drogas. Com a morte dela, sobe para três o número de pessoas da família assassinadas em poucos meses. A Polícia acredita que todos os crimes estejam interligados.
Segundo a gente civil lotado na Delegacia desta cidade, os dois bandidos agiram em plena luz do dia e estavam com os rostos descobertos. Magidala ainda foi atingida por cinco disparos e morreu ainda no local. Para o policial, o fato de integrantes da família estarem ligados ao tráfico de drogas, sejam como usuários ou vendedores, pode ter motivado as execuções. O caso está sendo apurado pela delegada Sheila Maria, que é titular da Delegacia de Polícia Civil desta cidade. Ela tem um prazo de 30 dias para ouvir as testemunhas e concluir todas as investigações, identificando os envolvidos no crime.



       


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