

TRAGÉDIA
EM FAMÍLIA
Irmãos
morrem em acidente na BR-304
Angicos - O garçom Vilcélio
Soares de Araújo, 29 anos, e seu irmão, Joaquim Vilciélio
de Araújo, 16, ambos naturais de Luís Gomes, morreram
em um acidente de carro ocorrido na manhã de ontem, na BR-304.
Eles saíram de Natal, onde a família residia atualmente,
e iriam para Luís Gomes visitar o restante dos familiares,
mas perderam o controle do carro, que saiu da pista e capotou diversas
vezes. O pai dos dois, Vicente Nobre de Araújo, 58 anos,
vinha no mesmo carro e conseguiu escapar com vida. A polícia
vai investigar as causas do acidente, mas a princípio a suspeita
é de imprudência.
Segundo o sobrevivente, o carro era pilotado pelo seu filho mais
velho, que estava morando em São Paulo e veio para o Rio
Grande do Norte há menos de uma semana, onde passaria as
férias. Ele não soube informar ao certo o que causou
o acidente, mas revelou acreditar que foi um descuido do motorista.
"A gente vinha devagar, com uns 80 km, aí ele (o filho
mais velho) foi trocar um CD e o carro saiu da pista", relembra
Vicente. "Só vi foi o carro rodando. Num lembro de mais
nada", respondeu ao ser questionado sobre qual a recordação
do acidente. "Num dá pra ver nada", acrescenta.
Vicente conta que depois do carro capotar diversas vezes, ele conseguiu
sair sozinho e seus dois filhos ficaram. Do trecho onde o carro
saiu da pista até o local onde ele foi parar mede mais de
80 metros. "E a gente nem vinha ligeiro assim", conta
o sobrevivente, que contou com a ajuda de um vereador daquela região
que ia passando no local e parou para socorrer as vítimas.
Vicente foi atendido em um hospital local e seu ferimento mais grave
era um corte na cabeça. As outras escoriações
eram superficiais. "Ele num teve muita coisa não",
destaca um parente que acompanhava o sobrevivente.
Ontem, por volta das 18h30, a vítima ainda esperava na sede
do Instituto Técnico-científico de Polícia
(ITEP) de Mossoró pela liberação dos corpos
dos seus dois filhos, que deverão ser sepultados em Luís
Gomes, no Alto Oeste, na manhã de hoje. "A gente vai
voltar para Luís Gomes, onde mora toda a família e
é lá que vai acontecer o sepultamento", destacou
um parente dos rapazes. A família pretende realizar o enterro
na manhã de hoje, no cemitério da cidade. Além
do corpo dos dois irmãos, o Itep registrou a entrada de outras
duas mortes somente no dia de ontem (ver matéria na outra
página).
Comerciante
nega acusações
A
comerciante Lucineide Varela da Silva, 48 anos, mais conhecida como
"Sineide", procurou a redação do DE FATO,
no início da tarde de ontem, para rebater uma série
de reportagens que foram veiculadas ao longo desta semana denunciando
o tráfico internacional de mulheres exploradas sexualmente.
As matérias publicadas são embasadas nas investigações
da Polícia Civil, juntamente com o Escritório de Prevenção
e Combate à Exploração Sexual e Assistência
às Vítimas, ambos em Fortaleza, no Ceará. Com
base no relatório que está sendo realizado pelas duas
instituições desde 2005, duas casas noturnas de Mossoró
estão na rota do tráfico de mulheres no Nordeste e
possuem ligações com redes internacionais (as casas
tanto recebem mulheres do exterior, quanto mandam para fora).
Em Mossoró, a comerciante foi investigada em 2002, 2003 e
2005, e terminou indiciada pela Polícia Civil pelos crimes
de exploração sexual infantil, favorecimento à
prostituição, manutenção de uma casa
de prostituição e exploração sexual
de mulheres. Todos os inquéritos foram concluídos,
acatados pela Justiça (caso faltasse alguma prova ou algo
estivesse errado, teria voltado para a Delegacia que apurou), que
encaminhou ao Ministério Público e este, por sua vez,
também entendeu que havia provas contra a suspeita e ofereceu
a denúncia. Agora os quatro devem ir a julgamento.
Mesmo assim, Lucineide procurou a redação e negou
todas as matérias publicadas até então, e solicitou
direito de resposta para se manifestar sobre o assunto. Abaixo,
segue na íntegra a nota enviada ao JORNAL DE FATO.
NOTA
ENVIADA:
Caro editor, em resposta às falaciosas, descabidas e desproporcionais
matérias veiculadas durante o transcorrer desta semana neste
diário contra minha pessoa, venho solicitar, o respectivo
direito de resposta, na forma da Lei 5.250/1967.
Primeiramente, tenho a dizer que sou uma pessoa honesta, cidadã
de bem, e sobretudo mulher. Tenho companheiro e família constituída,
especialmente mãe, irmãs, filhas, netos, dentre outros,
que estão, assim como eu, extremamente chocados e perplexos
com as atrocidades, calúnias e difamações imputadas
injustamente a minha pessoa por este jornal de circulação
local.
É que não tem a menor razão ou cabimento para
este periódico de forma imprudente e irresponsável
publicar diariamente matérias que ferem a minha honra e atingem,
de certa forma, minha família, momento por serem desprovidas
de verdade as acusações.
É por isso, venho, utilizando do meu direito de resposta,
dar conhecimento e explicações a sociedade mossoroense,
sobre os fatos que ultimamente ganharam destaque em relação
a minha pessoa.
Efetivamente não tenho qualquer relação com
o tráfico internacional de mulheres, pois além de
não manter em meu estabelecimento mulheres com o fim de explorá-las
sexualmente ou favorecer a prostituição, nunca viajei
ao exterior, nem tenho contato com qualquer estrangeiro, mesmo porque
não sei falar qualquer outro idioma. Sendo ilusórias
as acusações neste sentido.
Quanto ao fato de que tal acusação se sustenta em
um inquérito policial instaurado na cidade de Fortaleza (CE),
tenho a dizer que também é mentira, pois nunca tive
problemas de qualquer natureza com a Justiça ou Polícia
do Ceará, aliás nunca estive, nem sei onde fica o
Fórum ou delegacias daquela cidade.
Como dito, sou uma mulher trabalhadora e ganho a vida com muito
sacrifício administrando um bar de minha propriedade estabelecido
há vários anos nesta cidade. Sobre este ponto tenho
a informar que o meu estabelecimento é tão somente
um bar, como tantos outros, e o produto que eu vendo é tão
somente bebidas e drinks e até onde eu sei é lícita
esta comercialização.
Tanto assim, que frise-se, tenho empresa registrada e legalizada
perante os órgãos seja do Governo Federal, Estadual
ou Municipal, meus funcionários (destaque-se todos garçons)
tem suas respectivas Carteiras de Trabalho assinadas, e são
em sua maioria pais e mães de família que dão
duro trabalhando a noite no bar para sustentar as suas famílias.
Por esta razão afirmo que a minha empresa não é
casa de prostituição, eu não mantenho mulheres
em meu estabelecimento, nem favoreço a prostituição,
e meu comércio, repita-se, é unicamente de venda de
bebidas aos mais diversos clientes, sem restrição,
sejam homens ou mulheres, ricos ou pobres. E por isso, temos freqüentadores
e clientes de ambos os sexos como em todos os demais bares em qualquer
lugar do mundo, mas meu bar não serve de casa de prostituição
ou ponto de encontro, e afirmo que nunca intermediei ou sequer presenciei
encontros no meu bar com fins de prostituição, mesmo
porque moro no local com a minha família.
Vale ainda esclarecer que ao contrário do afirmado, o meu
estabelecimento comercial encontra-se fechado não em razão
das denúncias publicadas neste jornal, mesmo porque foram
direcionadas a terceiros que não tem qualquer relação
com a minha pessoa e por ele não posso tomar apontamento
ou fazer defesa, nem temer qualquer tipo de represália ou
investida policial ou do Judiciário, pois repita-se exaustivamente,
não exerço atividade ilegal.
O bar de Cineide como é mais conhecido, meu estabelecimento
fora fechado por problemas pessoais de saúde da minha pessoa,
e em vista disso estou em repouso absoluto (ou ao menos tentando),
tudo sob recomendação médica, haja vista estou
prestes a me submeter a uma cirurgia. E unicamente por este motivo
resolvi fechar o meu estabelecimento.
Ocorre que ao invés de descansar e me preparar para a intervenção
cirúrgica, eu assim como minha família, estamos totalmente
abalados psicológica e moralmente em face das acusações
e o inferno em que se transformou a minha vida após a publicação
de uma denúncia contra o Sr. Vandalberto, que este jornal
resolveu estender a minha pessoa indevidamente e sem qualquer fundamento,
posto que não há nos autos daquele inquérito
contra o Sr. Vandalberto, nenhuma, por mínima que seja, referência
ou citação do meu nome, logicamente porque não
tenho qualquer ligação com aquele.
No que se refere a matéria que trata de processos criminais
contra mim instaurados tenho a relatar que todos estão sendo
acompanhados de perto por meus advogados, que certamente provarão
a minha inocência, pois se tratam de acusações
improcedentes.
Além de que é importante destacar que os processos
estão em andamento não havendo condenação
que ateste o meu envolvimento nas imputações indicadas.
Lembrando por fim, ao editor do jornal que nosso País em
seu estado democrático de direito, acolhe no art. 5º,
LII da Constituição Federal o princípio de
presunção de inocência, bem como declara ser
inviolável a intimidade, a honra, a vida privada, a imagem
das pessoas e a casa de todos os cidadãos brasileiros. E
sem sombra de dúvidas este jornal desrespeitou todos estes
primários, e agiu no mínimo de forma irresponsável
ao divulgar imagens da minha residência e me taxar de cafetina,
dentre outros termos, sem qualquer consistência do afirmado,
pois que os fatos estão ainda sob a avaliação
do Judiciário e tenho a plena convicção de
minha inocência com fé em Deus superarei todas essas
turbulências.
Por tudo, isso é a presente resposta para dar conhecimento
a familiares, amigos e a todo povo de Mossoró de que não
são verdadeiras as acusações contidas nas matérias
recentemente publicadas relativas a minha pessoa, me reservando
ainda a tomar as medidas judiciais que entender pertinente ao caso.
Mossoró-RN, 3 de julho de 2008
Lucineide Varela da Silva
Agentes
pedem concurso em Mossoró
Campo
Grande (MS) - Os agentes penitenciários federais da unidade
de Campo Grande suspenderam as atividades a partir da quarta-feira
passada para reivindicar melhorias para a categoria. Uma das exigências
é a realização de um concurso público
para contratar pessoas em Mossoró, no Rio Grande do Norte,
onde funciona um dos cinco presídios federais. Eles alegam
que a quantidade de agentes daquela unidade foi reduzida porque
parte deles foi transferida para o presídio do RN, inaugurado
em maio deste ano. Na próxima semana, eles decidem em uma
assembléia se vão entrar, de fato, em greve.
Além da realização de um concurso para contratar
agentes para a unidade de Mossoró, eles protestam ainda contra
a redução salarial de cerca de R$ 4,5 mil para R$
2,6 mil (valores brutos). A parada teve a adesão de 227 agentes
da unidade, que abriga presos de extrema periculosidade, como o
narcotraficante Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar",
e o mega-traficante Juan Carlos Abadía. A decisão,
de acordo com o presidente da categoria, Yuri Carvalho, foi a partir
do corte salarial, que surpreendeu todos os agentes penitenciários.
"A categoria foi surpreendida", reclama Yuri.
Apesar da paralisação, os agentes ressaltaram que
não foi prejudicada a segurança. De acordo com os
grevistas, dois turnos estão funcionando no local, o que
segundo eles, torna ainda mais seguro o presídio. Enquanto
isso, as visitas estão proibidas, assim como a entrada de
advogados, que não é permitida. Em contrapartida,
os atendimentos de emergência dentro da unidade e o serviço
de alimentação dos presos vão continuar funcionando,
até a decisão posterior, que deve sair após
assembléia da categoria, que decide se vai parar com os serviços
em todas as unidades do Brasil ou naquele Estado.
Deficiente
mental discute
com agentes e morre a
caminho do hospital de Assu
Assu
- O deficiente mental João Batista Filho, que tinha 41 anos
e morava nesta cidade, no bairro Janduís I, morreu na tarde
de quarta-feira passada dentro de uma viatura policial desta cidade.
Minutos antes, ele havia tentado entrar à força na
Delegacia de Polícia local e foi impedido pelos policiais,
mas passou mal e foi levado para o hospital às pressas na
viatura da Polícia Militar. A morte, segundo laudo médico,
foi por causas naturais, mas no corpo da vítima foram encontradas
algumas escoriações no rosto e isso levantou questionamentos
em torno da ação dos policiais, que podem ter exagerado.
Segundo apurou o delegado José Claiton Pinho, regional de
Macau que interinamente está à frente da Delegacia
de Assu, foi até a DP e pediu para usar o banheiro, mas mudou
seus planos e foi em direção a um local de acesso
restrito. Dois policiais que estavam no local interviram, segundo
Claiton, o deficiente teve uma espécie de surto e ficou agressivo,
tendo que ser colocado no chão e algemado. "Pelo que
apurei até agora, não vi excesso por parte dos policiais,
mas tudo isso será visto com rigor", esclarece a autoridade
policial, que está sendo acompanhada por um integrante da
Corregedoria.
Terceiro
integrante da mesma família executado por
pistoleiros em Caraúbas
Caraúbas
- A dona-de-casa Magidala de Moura Bezerra, que tinha 25 anos e
morava nesta cidade, na Rua Eugênio Fernandes, bairro Leandro
Bezerra, foi morta com vários tiros de revólver na
tarde de ontem. Ela estava sentada na calçada de casa e foi
pega de surpresa por dois homens armados. Sem discussão,
eles sacaram as armas e efetuaram vários disparos. Para a
Polícia local, o crime pode ter ligação com
o tráfico de drogas. Com a morte dela, sobe para três
o número de pessoas da família assassinadas em poucos
meses. A Polícia acredita que todos os crimes estejam interligados.
Segundo a gente civil lotado na Delegacia desta cidade, os dois
bandidos agiram em plena luz do dia e estavam com os rostos descobertos.
Magidala ainda foi atingida por cinco disparos e morreu ainda no
local. Para o policial, o fato de integrantes da família
estarem ligados ao tráfico de drogas, sejam como usuários
ou vendedores, pode ter motivado as execuções. O caso
está sendo apurado pela delegada Sheila Maria, que é
titular da Delegacia de Polícia Civil desta cidade. Ela tem
um prazo de 30 dias para ouvir as testemunhas e concluir todas as
investigações, identificando os envolvidos no crime.
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