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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 04/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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» Vinda de Lula gera avaliação diferente

» Fafá oficializa mudanças na equipe
» Lula promete sancionar lei do piso salarial dos professores
» Ex-sócio da VarigLog diz que Lula e Dilma não se envolveram


CAMPANHA
Vinda de Lula gera avaliação diferente
Julierme Torres
Da Redação

A confirmação da vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar das campanhas de Natal e Mossoró, em favor, respectivamente, das candidaturas de Fátima Bezerra (PT) e Larissa Rosado (PSB), provocou reações diferentes. O deputado federal Betinho Rosado (DEM) enxerga uma fragilidade nas duas candidatas. Já o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) fala em fortalecimento.
Betinho Rosado disse que a liderança política do presidente Lula é inegável. O deputado admitiu que a vinda do líder petista, que mantém a popularidade pessoal acima dos 70% (conforme última pesquisa CNI/Ibope), deve agregar votos para as candidaturas de Larissa Rosado e Fátima Bezerra. Porém, ele questiona a força das duas para o restante da campanha.
"Uma candidatura que para começar precisa do esteio de uma liderança de fora, é porque não tem força própria. Já começa com dificuldade", disparou Betinho Rosado, que em Mossoró apóia a candidatura à reeleição da prefeita Fafá Rosado (DEM) e em Natal estará no palanque da candidata Micarla de Souza (PV).
Essa interpretação de Betinho Rosado é contestada pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT). O parlamentar disse que a vinda de Lula a Natal e Mossoró mostra o compromisso do presidente com essas duas candidaturas, e que as candidaturas de Fátima Bezerra e Larissa Rosado são estratégicas para o projeto nacional do PT e do presidente.
Mineiro disse estar consciente que a campanha é municipal, mas acredita que será possível mostrar para a população de Natal e Mossoró que o presidente Lula enxerga esses dois municípios como estratégicos para o projeto nacional. "São duas campanhas que estão articuladas com o nosso projeto nacional", afirmou o deputado.
De acordo com Mineiro, a estratégia discutida com a executiva nacional do PT para Natal e Mossoró não passa apenas pela vinda de Lula. O deputado disse que esse projeto está sendo formatado, mas a tendência é que os principais nomes nacionais do PT e do PSB se revezem para participar da campanha nos dois maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte.
Entre esses nomes nacionais está o da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), que é apontada como potencial candidata à Presidência da República em 2010, com o apoio de Lula. A vinda de Dilma Roussef já foi abordada durante a reunião que a governadora Wilma Maria de Faria (PSB) teve com o presidente, no Palácio do Planalto, na última quarta-feira. Também participaram dessa reunião o senador Garibaldi Filho (PMDB), o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSB) e as deputadas federais Fátima Bezerra (PT) e Sandra Rosado (PSB).

AGENDA
A vinda do presidente Lula para participar das campanhas em Natal e Mossoró será agendada dentro do intervalo de 10 a 20 do mês de agosto. A data foi sugerida pelo presidente, por coincidir com seu retorno ao Brasil, depois da viagem oficial que fará à China, para participar da abertura dos jogos Olímpicos.

Lula vai encontrar a sua base dividida
Quando chegar a Mossoró, para participar da campanha a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai encontrar a base de apoio dividida em três candidaturas. Os partidos que dão sustentação ao Governo Federal estão presentes também no palanque da candidata Fafá Rosado (DEM) e Renato Fernandes (PR).
No palanque de Larissa Rosado, o presidente vai encontrar, além do PSB, o seu PT, que indicou o candidato a vice-prefeito, Tércio Pereira, o PRB, o PMN e o PP. Lula terá, ainda, que conviver com os tucanos do PSDB. Já o candidato Renato Fernandes, é filiado ao PR, que também está no Governo Federal, e conta com o apoio do PC do B, um aliado histórico dos petistas.
A candidata Fafá Rosado, embora matriculada no Democratas e com o apoio do senador José Agripino Maia, que lidera a oposição ao Governo Lula no Senado, tem em seu palanque o PMDB. O senador Garibaldi Filho (PMDB) e o deputado federal Henrique Alves (PMDB), que são aliados do presidente, estão apoiando a reeleição da prefeita.
Até mesmo o deputado federal Betinho Rosado, que é filiado ao DEM, se considera um aliado do presidente Lula. O parlamentar disse que não vai, junto com Garibaldi e Henrique Alves, tentar evitar a participação de Lula na campanha de Mossoró. "Não podemos tentar impedir essa vinda do presidente", admitiu.

Fafá oficializa mudanças na equipe e diz que política não vai afetar ações
A prefeita Fafá Rosado (DEM) confirmou, ontem, três mudanças no primeiro escalão do Governo Municipal. Ela exonerou os auxiliares que vão se integrar à coordenação de sua campanha pela reeleição, e empossou novos titulares para a chefia de Gabinete, Secretaria de Serviços Urbanos, Trânsito e Transportes Públicos, e Gerência do Desenvolvimento Social.
Na chefia de Gabinete, Fafá Rosado exonerou Gustavo Rosado, que estava no cargo desde o início do mandato, em 1º de janeiro de 2005. Ele será substituído pela gerente de Expediente do Palácio da Resistência, Edna Paiva. Ela já vinha assumindo o cargo, esporadicamente, nas ausências de Gustavo.
Gustavo Rosado está deixando a administração municipal para assumir a coordenação executiva da campanha de Fafá Rosado. Ele vai liderar o grupo que trabalha a parte prática da campanha, com a organização das mobilizações e viabilização da estrutura.
Fátima Moreira vai atuar nesse mesmo grupo. Ela está deixando a Gerência do Desenvolvimento Social para se dedicar à equipe de mobilização da campanha da prefeita, função que também desempenhou na campanha de Fafá Rosado, em 2004. Será substituída pela assistente social Fernanda Kalline, que já vinha respondendo pela Diretoria de Promoção Social da Gerência.
Já o titular da Secretaria de Serviços Urbanos, Alex Moacir, está deixando o cargo para ser o responsável pela agenda da candidata Fafá Rosado durante o período eleitoral. Ele também desempenhou essa função em 2004. Será substituído pelo engenheiro Ossivaldo Júnior, que vinha respondendo pela Gerência de Desenvolvimento Urbanístico.
Ossivaldo Júnior é um nome da cota da ex-deputada estadual Ruth Ciarlini (DEM), que será a candidata à vice-prefeita, na chapa de Fafá Rosado. Ele começou na administração municipal respondendo pela pouco visível Gerência de Serviços Urbanos. Este ano foi "promovido" para a Gerência de Desenvolvimento Urbanístico que, até então, era ocupada pelo engenheiro Marco Célio Nogueira, cunhado da prefeita.
Para o lugar de Ossivaldo na Gerência de Desenvolvimento Urbanístico, a prefeita optou por um nome técnico. Ela nomeou o arquiteto Alexandre Lopes, que já estava na equipe da pasta. Ele vinha respondendo pelo Setor de Controle Urbanístico.

SOLENIDADE
O ato em que Fafá Rosado formalizou as mudanças no secretariado foi restrito, aconteceu no Palácio da Resistência, no final da manhã. A solenidade foi restrita e rápida. Compareceram, além dos nomes que estavam sendo desligados e incorporados ao primeiro escalão, apenas a prefeita, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Manoel Bezerra da Costa, e o assessor de Comunicação Social, Carlos Scarlack.
No final da solenidade, Fafá Rosado disse que os auxiliares que estavam deixando a administração tinham contribuído de forma positiva com a cidade. Para justificar a mudança, ela afirmou que não iria aceitar que o período eleitoral tivesse influência nas ações de governo, e cobrou empenho dos novos auxiliares para evitar quebra no ritmo das ações.

Lula promete sancionar lei do piso salarial dos professores até dia 16
Elina Rodrigues
Pozzebom
Agência Senado

Os presidentes do Senado Federal, Garibaldi Alves Filho, e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, acompanhados de deputados, senadores e representantes de entidades ligadas à educação, entregaram nesta quinta-feira (3) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o substitutivo da Câmara ao projeto de lei (PLS 59/04) que institui o piso salarial nacional para os professores da educação básica. A matéria, que fixa o piso salarial nacional em R$ 950, foi aprovada no Senado na noite de quarta-feira.
O presidente deve sancionar o projeto entre os dias 15 e 16, antes do recesso parlamentar, quando retornar da viagem ao Japão, onde participará de reunião do G8+5 para discutir as mudanças climáticas e os problemas econômicos mundiais.
O autor do projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), comemorou: "O piso nacional amarrou a categoria, o professor não é mais municipal ou estadual, embora 950 reais não seja um salário suficiente", disse o senador.
Indagada sobre a possibilidade de os governadores alegarem não ter recursos para elevar os salários dos professores, a líder do bloco de apoio ao governo, Ideli Salvatti (PT-SC), que organizou o encontro, lembrou que o projeto foi negociado por muito tempo na Câmara dos Deputados por representantes da categoria, do ministério da Educação e do governo. "Aqui, nós apenas consagramos o que já tinha sido acertado. Além disso, na proposta, estão previstos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) para este fim. É preciso comprovar que não há recursos por meio das finanças do Estado, não pode ser só na conversa", disse a senadora.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, afirmou que o novo piso salarial é um marco para a valorização do magistério do país.
"Esse piso vai fazer com que o salário de 60% dos professores brasileiros suba rapidamente. Pelo menos um milhão e duzentos mil professores sentirão logo o impacto", revelou.
Participaram da solenidade no Palácio do Planalto os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Augusto Botelho (PT-RR) e José Nery (PSOL-PA), além do ministro da Educação, Fernando Haddad, e vários deputados.

Ex-sócio da VarigLog diz que Lula e Dilma Roussef não se envolveram
Brasília (AE) - O empresário Marco Antônio Audi disse ontem (3) no Senado que esteve com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no primeiro semestre de 2006, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro daquele ano, no Palácio do Planalto, na condição então de sócio da VarigLog, um grupo que despontava como potencial comprador da Varig. As reuniões foram agendadas pelo advogado Roberto Teixeira, amigo e compadre de Lula.
Apesar de ter admitido que nas duas ocasiões foi recebido na condição de candidato a adquirir a Varig, Marco Antônio Audi poupou tanto o presidente Lula quanto a ministra Dilma Rousseff de qualquer acusação de interferência nas negociações para a compra e a venda da empresa. "Eles nunca se envolveram. Claro que tinham uma preocupação com as implicações sociais da quebra da Varig. Mas só isso", disse Audi.
Segundo o empresário, o encontro com Dilma Rousseff durou cerca de 10 minutos. "A ministra disse que torcia para que os negócios da Varig corressem na normalidade e a empresa não falisse", disse Audi. Da reunião com Lula participaram Teixeira e a ministra da Casa Civil. "O Roberto Teixeira dizia: 'Faz um favor. Venha a Brasília que vou apresentá-lo ao presidente. É importante'".
Audi disse que contratou Roberto Teixeira pelo conhecimento que o advogado havia acumulado durante o processo de quebra da Transbrasil.
Quando informou que contratou Teixeira sem saber que ele era compadre e amigo do presidente Lula, os senadores deram uma gargalhada. "Quer dizer que o senhor não sabia quem ele era?", perguntou Álvaro Dias (PSDB-PR). Ele reafirmou que não. E disse que, somente três dias depois de ter acertado com Teixeira é que, numa conversa com um amigo, foi informado dessa condição.




       


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