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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 04/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Um convite aceito
É noite ainda molhada da chuva da tarde, inesperada chuva de julho, quando um conterrâneo recém-chegado à nossa cidade do Rio de Janeiro, onde mora atualmente, me liga pra me dar notícias suas. De imediato lhe reconheço a voz, e o papo durou alguns minutos, com o convite pra não deixar de ir à festa de agosto, que é a festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes.
E que é quando se avistam e se juntam, ao redor das mesmas emoções antigas, os areia-branquenses que, por motivos os mais diversos, se distanciaram por outras terras, essas conveniências do destino de cada um. E é como se os tempos de menino e de rapaz surgissem de novo, menos do chão dos primeiros passos da existência do que dos recônditos mais fundos do sentimento telúrico.
Evidentemente que aceitei o convite, também, explicadamente, porque um bom tempo já faz que não passo a festa de agosto em Areia Branca, mas, devo dizer, sempre por motivos alheios à minha vontade. Bom, a bem da verdade também, devo confessar isso outras vezes pela invencível preguiça de que não me envergonho. Se vale alguma coisa, sempre presente em espírito, porém.
Que não dá pra esquecer, mais que quisesse, os agostos do meu tempo, quando o azul dos ares da minha terra mais se acentuava num cheiro misterioso de mar reunindo, na cantiga verde das suas ondas, as saudades chegando de todas as distâncias. E a cidade como que se mudava em mensagens de ventos altos, se não fosse antes em rapsódias de um pastor de sereias.
Sim, vou colecionar mais um agosto, segundo espero, e é pena que não seja um agosto como os antigos, isto é, com retretas na praça da banda de Artur Paraguai, com o cheiro doce de alfinim das praias do Ceará, finalmente um agosto desfigurado pelos novos usos e costumes. Mas, pelo menos a mim, me bastam os olhos do menino e do rapaz, sob a sombra outonal dos meus cabelos brancos.

Obrigado
Ao amigo David Leite pela simpática lembrança. É uma felicidade, David, ter um amigo como você, melhor de sentimentos grandes entre os melhores da humanidade. De novo, muito obrigado.

Erro
Onde está o erro, ou então demérito, em prefeito realizar obras conjuntamente com os governos estadual e federal? Do contrario, é de ver-se aí a diligência administrativa. Só no bestunto de quem se acostumou a fazer política à base ampla da intriga, da enganação das massas populares, enfim, da perseguição, cabe esse tipo de crítica destrutiva, isto é, prefeito buscar parcerias nos níveis de governo superiores. O dinheiro vem do povo.

LINGUAGEM
APOSTO DE ORAÇÃO. O estudante José Dias, de Natal, quer saber o que é aposto de oração. Se não se refere a um dos termos da oração. Absolutamente. O aposto de oração refere-se ao sintagma oracional, a que junta uma explicação. Exemplo: O governo fechou o hospital, ATITUDE que revoltou a população. Vê-se claro que o substantivo "atitude" está aposto à oração como um todo semântico, e não a um dos seus termos, especificamente. Fico-lhe às ordens no que estiver a meu alcance.



       


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